segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
"ANJOS DO INFERNO"
Anjos do Inferno era o nome de um conjunto vocal e instrumental brasileiro.
Originário do Rio de Janeiro, o grupo teve diversas formações ao longo de quase 30 anos, mas mesmo assim conseguiu criar uma identidade sonora típica, devida principalmente ao pistom.
O nome veio como ironia à orquestra Diabos do Céu, dirigida por Pixinguinha e muito popular nos anos 30. O auge da carreira dos Anjos do Inferno foi nos anos 40, na época de ouro do rádio.
Foram contratados pelas principais emissoras de rádio do Brasil, tocaram em cassinos e gravaram diversos sucessos de carnaval. conjunto excursionou pela América Latina e Estados Unidos, onde tocou com Carmen Miranda.
domingo, 23 de dezembro de 2012
"HENRIQUE BRITO"
Veio para o Rio de Janeiro, com bolsa oferecida pelo então governador do Estado do
Rio Grande do Norte, Antônio José de Melo e Souza, que ficou comovido depois de vê-lo tocar violão em um concerto. Aprendeu os primeiros acordes com sua mãe, Maria Leopoldina Brito.
Já matriculado no Colégio Batista, no Rio de Janeiro, recebeu dos amigos o apelido de Violão.
Em meados dos anos 1920, conheceu Braguinha, seu colega de turma.
Foi justamente esse encontro que levou Braguinha a querer seguir o caminho da música.
Os amigos contam que possuía um temperamento forte e imprevisível.
Em 1932, depois de participar como músico da Brazilian Olympic Band do maestro Romeu Silva, que acompanhou a delegação brasileira aos Jogos Olímpicos de Los Angeles,
fugiu do navio que traria todos de volta ao Brasil, só retornando ao país um ano depois.
Na ocasião trouxe um violão amplificado, sob sua orientação, por um fabricante de instrumentos musicais americano. A invenção, então inédita no Brasil, infelizmente não foi patenteada por ele. Inventou também um instrumento chamado por ele de "violata", uma espécie de violão feito de lata de querosene. Junto com Braguinha e outros colegas do Colégio Batista, iniciou sua curta carreira formando o conjunto Flor do Tempo.
Logo se destacou como violonista em festas e reuniões musicais,tempos depois, mudaram o nome do grupo para Bando dos Tangarás, com o qual gravaram os primeiros discos em 1929, com as músicas "Galo garnizé", "Anedotas", "Conseqüências do amor", esta uma composição sua em parceria com Braguinha e "Mulher exigente". Na ocasião, já tinham recebido a adesão de Almirante no grupo. Seu violão sempre se destacou nas gravações.
Em 1930, Gastão Formenti gravou na Brunswick a modinha "Meu sofrer", de sua parceria com Noel Rosa. No mesmo ano, gravou ao violão pela Parlophon "Romance I e II", o blackbotton "Yankite" e a valsa "Crepúsculo", todas de sua autoria. Também no mesmo ano, gravou ao violão na Brunswick o tango "Naná" e as valsas "Alice" e "Lourdes" e o fox trote "Sonho bavanês", de sua autoria. Em 1931, gravou o fox-trote "Alegre", a marcha "Marte" e o tango brasileiro
"Triste", de sua autoria. Quando faleceu, repentinamente, de uma septicemia, aos 27 anos
integrava a orquestra da Rádio Mayrink Veiga como violonista,
sábado, 13 de outubro de 2012
"VASSOURINHA"
Ele tomava muito chope gelado e ficava na rua até altas horas!”.
domingo, 2 de setembro de 2012
"JORGE GOULART"

Jorge Goulart, nascido Jorge Neves Bastos,
(Rio de Janeiro, 16 de janeiro de 1926 - Rio de Janeiro, 17 de março de 2012
foi um cantor brasileiro.
Seu primeiro sucesso foi Xangô, de Ari Barroso e Fernando Lobo.
Foi artista da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, onde alcançou fama nacional.
É viúvo e teve um filha com a cantora Nora Ney.
Jorge foi um dos grandes divulgadores das músicas de alguns dos principais sambistas brasileiros, além de puxador das escolas de samba Império Serrano, Imperatriz Leopoldinense e Unidos de Vila Isabel.
Foi também o primeiro intérprete da música A Voz do Morro, de autoria de Zé Kéti.
Morreu aos 86 anos vítima de uma parada cardiorrespiratória.
Discografia
1945 A Volta/Paciência, Coração
1945 Nem tudo é póssível/Feliz ilusão
1948 Alfredo/Caso perdido
1948 Meu amor/Fiquei louco
1949 Noites de junho/São João
1949 Fantoche/Minha Maria
1950 Miss Mangueira/Balzaquiana
1950 Ai! Gegê
1950 São Paulo/No fim da estrada
1950 Marcha do América/Marcha do Madureira
1955 Brasil em Ritmo de Samba
1977 Jubileu de Prata - (com Nora Ney)
1980 Oh! As Marcinhas - (com Emilinha Borba)
domingo, 12 de agosto de 2012
"BANDO DA LUA"

O Bando da Lua foi um conjunto vocal e instrumental brasileiro, primeiro no país a harmonizar as vozes de acordo com a moda na época nos Estados Unidos e,
com isto, criou uma mania nacional.
Formado no início dos anos 1930, o grupo era composto inicialmente por Aloysio de Oliveira (violão e vocal), Hélio Jordão Pereira (violão), Osvaldo Éboli, o Vadeco (pandeiro), Ivo Astolphi (violão tenor e banjo) e pelos irmãos Afonso
(ritmo e flauta), Stênio (cavaquinho) e Armando Osório (violão).
Este último veio a se desligar do grupo em 1934.
Gravaram vários discos com canções carnavalescas nos anos 1930
(38 discos, de 1931 a 1940) e, com sucesso, excursionaram pela Argentina.
Nessa época, começaram a cantar com Carmen Miranda e ela exigiu que eles a acompanhassem para os Estados Unidos.
Lá, fizeram oito filmes e muitos espetáculos com Carmen.
Em 1939, Ivo Astolphi saiu do grupo, sendo substituído por Garoto, que permaneceria por dois anos, entrando em seu lugar Nestor Amaral. Em 1944, com a volta de Osvaldo Éboli para o Brasil, o grupo se desfaz. Curiosamente desde então, todos os músicos que se apresentavam com Carmen Miranda continuavam se auto intitulando componentes do Bando, quando na verdade já seriam os Miranda's Boys. Dentre os destaques deste período, podem ser citados Russo do Pandeiro, Nanai e Bob Lester. Quatro ano depois o Bando foi reformulado por Aloysio de Oliveira, com dissidentes dos Anjos do Inferno. A partir daí, a ênfase maior é dada ao repertório vocal norte-americano, cantando em inglês e fazendo versões.
A dissolução final aconteceu em 1955, com a morte de Carmen Miranda.
Sucessos
A Hora É Boa, Aloysio de Oliveira e Mazinho (1934)
A Noite Vem Descendo, Alfredo Neto e Henrique Gonzales (1934)
Abandona o Preconceito, Francisco Matoso e Maércio Azevedo (1935)
Bola Preta, Assis Valente (1938)
Mangueira, Assis Valente e Zequinha Reis (1935)
Maria Boa, Assis Valente (1936)
Menina Que Pinta o Sete, Ataulfo Alves e Roberto Martins (1936)
O Samba da Minha Terra, Dorival Caymmi (1940)
Que É Que Maria Tem?, Assis Valente (1936)
O Vento Levou, Benedito Lacerda / Herivelto Martins (1940)
domingo, 8 de julho de 2012
"ROBERTO SILVA"

Roberto Napoleão Silva (Rio de Janeiro, 9 de abril de 1920)
é um cantor e compositor carioca, conhecido como O Principe do Samba.
Nascido no morro do Cantagalo em Copacabana, iniciou a carreira de cantor no rádio, na década de 30. Nos anos 40 realizou suas primeiras gravações, e foi do elenco das rádios Nacional e Tupi. Nesta última ficou conhecido como "príncipe do samba",
e suas interpretações são características pelo estilo sincopado e levemente
dolente que encontrou para cantar samba, inspirado em dois ídolos anteriores,
Cyro Monteiro e Orlando Silva.
Seu primeiro sucesso, lançado pela Star, foi "Mandei Fazer um Patuá" .
Em 1958 veio o LP "Descendo o Morro", que teve continuações, nos volumes 2, 3 e 4. Entre seus muitos sucessos destacam-se "Maria Teresa",
"O Baile Começa às Nove", "Juraci Me Deixou", "Escurinho" e "Crioulo Sambista",
entre outras. No total, gravou 350 discos de 78 rotações e perto de 20 LPs.
Afastado das gravações nos últimos anos, teve vários de seus discos relançados em
CD e em 1997 saiu a coletânea "Roberto Silva Canta Orlando Silva",
extraída de seus vários LP na Copacabana.
Discografia
1. Discos de carreira
VOLTA POR CIMA - Universal Music - 2002
A PERSONALIDADE DO SAMBA - Copacabana - 1979
PROTESTO AO PROTESTO - Copacabana - 1978
INTERPRETA HAROLDO LOBO, GERALDO PEREIRA E SEUS PARCEIROZ - Copacabana - 1976
SAMBA DE MORRO - Copacabana - 1974
SAUDADE EM FORMA DE SAMBA - Copacabana - 1973
RECEITA DE SAMBA - Copacabana - 1969
A HORA É A VOZ DO SAMBA - Copacabana - 1968
O PRÍNCIPE DO SAMBA - Copacabana - 1965
EU... O LUAR E A SERENATA Nº 2 - Copacabana - 1964
O SAMBA É ROBERTO SILVA Nº 2 - Copacabana - 1963
O SAMBA É ROBERTO SILVA - Copacabana - 1962
DESCENDO O MORRO Nº 4 - Copacabana - 1961
EU... O LUAR E A SERENATA - Copacabana - 1960
DESCENDO O MORRO Nº 3 - Copacabana - 1960
DESCENDO O MORRO Nº 2 - Copacabana - 1959
DESCENDO O MORRO - Copacabana - 1958
domingo, 24 de junho de 2012
"NÚBIA LAFAYETTE"

Idenilde Araújo Alves da Costa, conhecida pelo nome artístico de Núbia Lafayette, (Assu, 21 de janeiro de 1937 — Niterói, 18 de junho de 2007)
foi uma cantora brasileira.
Núbia nasceu em Assu, no interior do estado do Rio Grande do Norte, onde residiu até os três anos, idade que tinha quando a família se mudou para o Rio de Janeiro.
Desde tenra idade demonstrou talento para a música apresentando-se em programas infantis desde os 8 anos de idade .
A carreira de Idenilde teve início na década de 1950, com o nome artístico de
Nilde Araújo. Nessa época trabalhava como vendedora nas Lojas Pernambucanas
do Rio de Janeiro quando resolveu participar no programa de calouros
"A voz de ouro", da TV Tupi, interpretando canções da época.
Foi crooner da boite Cave do Rio e estreou cantando Dalva de Oliveira.
O nome artístico definitivo de Núbia Lafayette foi adaptado em 1960 por sugestão do compositor Adelino Moreira. Foi este compositor que à gravadora RCA, com o apoio de Nelson Gonçalves. Foi nesse ano que gravou o seu primeiro disco com o samba-canção "Devolvi", de Adelino Moreira. Este trabalho projectou-a definitivamente
como cantora romântica e popular.
O número de cantores que se dizem influenciados por Núbia Lafayette é vasto e
inclui nomes como Alcione, Fafá de Belém, Elymar Santos, Tânia Alves e a
cantora alagoana Rose D' Paula.
Núbia continuou a participar em programas especiais e apresentações esporádicas até ao fim da sua vida.
Morava em Maricá, no litoral do estado do Rio de Janeiro.
Doença e morte
Núbia sofreu um AVC hemorrágico no dia 10 de Março de 2007,
tendo ficado internada 10 dias. No dia 25 de Maio do mesmo ano voltou a ser internada no Hospital de Clínicas Niterói devido a complicações.
Faleceu aos 70 anos de idade.
Discografia
Solidão (1959) - pela gravadora RCA Camden
Devolvi (1960) - Compacto pela gravadora RCA Camden
Devoção (1961) - pela gravadora RCA Camden
Diferente (1962)- Pela gravadora RCA Camden
Eu, Núbia Lafayette (1963) - pela gravadora RCA Camden
Triste Madrugada (1964) - pela gravadora RCA Victor
Noites sem fim (1965) - pela gravadora RCA Camden
Nem Eu, nem Tu, Ninguém (1970) - pela gravadora Philips
Núbia Lafayette (1971) - pela gravadora CBS
Casa e Comida (1972) - pela gravadora CBS
De quem eu gosto (1973) - Compacto pela gravadora CBS
Núbia Lafayette (1974) - pela gravadora CBS
Abandono Cruel (1975) - pela gravadora CBS
Núbia Lafayette (1976) - pela gravadora CBS
Migalhas (1977) - pela gravadora CBS
Núbia Lafayette (1978) - pela gravadora CBS
Núbia Lafayette (1980) - pela gravadora CBS
Os vinte anos artísticos de Núbia Lafayette (1981) - pela gravadora CBS
Coletâneas
A Voz Quente de Núbia Lafayette (1971) - pela gravadora RCA
quarta-feira, 2 de maio de 2012
"TITO MADI"
Nascido em Pirajuí, região Noroeste do Estado de São Paulo, é o filho mais ilustre do município, do qual recebe constantes homenagens e ainda é colunista no semanário local, O Alfinete.
Sua fase de compositor começou no final da década de 40.
Dedicava-se, também, a organizar shows e eventos.
Em 1952 mudou-se para São Paulo, indo trabalhar em rádio e televisão, onde permaneceu até 1954, quando veio para o Rio de Janeiro. No Rio continuou compondo e cantando em boates e rádios.
Em 1957 teve, finalmente, seu trabalho reconhecido: "Chove lá fora" seu grande sucesso, foi gravado em 1957 e lhe rendeu vários prêmios de composição. A música teve uma versão em inglês, com o nome
"It's Raining Outside", gravada por Della Reese e The Platters.
O conjunto vocal norte-americano gravou outras versões de músicas de Madi.
O cantor e compositor passou por diversas gravadoras, lançou discos seus e fez participações especiais, apresentando-se em shows no Brasil e no exterior, principalmente Estados Unidos.
Foi um compositor da geração pré-bossa nova, que teve influência sobre o movimento, com
sambas-canções de harmonização moderna como "Cansei de Ilusões", "Sonho e Saudade",
"Carinho e Amor" e "Não Diga Não". Outros sucessos, "Fracassos de Amor", "Gauchinha Bem Querer", "Balanço Zona Sul". Vendeu mais de 100 mil cópias e foi destaque na programação das rádios de todo o país. Ganhou os prêmios mais importantes da época, como os troféus Guarani e Chico Viola.
Teve músicas gravadas por grandes nomes da MPB.
Em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, há uma rua batizada com o seu nome.
sábado, 28 de abril de 2012
"CLÉLIA SIMONE"
Clélia de Barros Machado, nasceu em São Paulo, filha de Labiano de Barros Machado e Isolina Giovagnolli.
O pai era um cientista de Oceanografia, mas no fundo de sua alma era um músico.
E sua mãe sempre gostara de operas e operetas, que vivia cantarolando.
Clélia nasceu e cresceu sempre nos Jardins, zona nobre da capital paulista.
Mas houve um desquite entre os pais de Clélia e seu padrasto era Chateaubrinad Carneiro Geraldis.
Clélia tem irmãos por parte de pai e por parte de mãe. Sempre estudando em colégios finos,
conseguia ser a primeira da classe. Mas no que ela se sobressaia mesmo era em sua afinação e sua voz belíssima.
E assim ela cantava sempre, nas reuniões que sua família promovia.
Nunca pensou em ser profissional, mas com oito anos a mãe a levou ao “Clube do Papai-Noel” de Homero Silva,
que era o programa de rádio mais famoso nessa especialidade. Todos aplaudiram a pequena soprano.
Estudou francês e inglês. Clélia em verdade, estava se preparando para seu repertório de músicas internacionais.
Foi assim, que num passeio com amigos, já então mocinha, conheceu o Maestro Georges Henry e um
cantor gordo e simpático chamado Willian Fourneaux. Por insistência da própria família,
Clélia chegou ao microfone e cantou. O Maestro ficou embevecido. Além de muito bonita, a mocinha realmente sabia cantar.
Daí para a Televisão Tupi, a emissora que tinha a direção daquele Maestro, foi um passo.
E logo Clélia brilhava em programas expressivos da casa, como: “Antarctica no mundo dos sons”, e outros.
Sua linda voz e sua rara afinação, conquistaram São Paulo.
Era o dia 18 de setembro de 1952, quando Clélia assinou o seu contrato.
E assim ela ficou ali por dez anos. Ao mesmo tempo começou a gravar jingles comerciais.
Nos programas cantava em inglês, espanhol, francês, alemão, italiano e português.
Mas os jingles a chamavam tanto, que aos poucos, por questões financeiras, foi dando prioridade a eles.
O Jingles mais conhecido cantado por ela foi do café seleto,criado por Arquimedes Messina.
A campanha teve início em 1974, ganhou algumas versões em animação, e foi usada em várias oportunidades pela empresa.
A produção musical é de Theo de Barros, arranjador de Disparada (Geraldo Vandré),
sendo que o comercial em versão animada é interpretado pela cantora Clélia Simone, com impressionante voz infantil.
Ela gravou jingles por 45 anos. Assim, entre locuções, histórias infantis, audio-visuais, Clélia Simone fez cem mil gravações.
Tanto que a homenagearam e imortalizaram na Escola Superior de Propaganda, em São Paulo.
Recebeu também o prêmio “Roquete Pinto”, como melhor cantora do ano de 1962. Hoje,
Clélia Simone aparece em alguns shows, e dá aulas de canto e piano, para um público seleto.
Tem um único filho, Alexandre, filho de Walter Tasca, que foi o grande amor de sua vida.
Alexandre também é músico e hoje, viúva, Clélia dedica-se inteiramente a ele, doce, sensível,
Clélia ama a arte até o fundo do seu ser. Grande amiga, grande criatura, grande artista.
domingo, 11 de março de 2012
"IVON CURI"

Ivo José Curi, conhecido como Ivon Curi, (Caxambu, 5 de junho de 1928 — Rio de Janeiro, 24 de junho de 1995) foi um cantor, compositor e ator brasileiro.
Passou a infância e parte da adolescência em sua cidade natal. Era filho de José Kalil Curi e de Maria Curi, e irmão do famoso locutor esportivo Jorge Curi e do locutor noticiarista Alberto Curi, ambos também falecidos. Foi batizado na Igreja Matriz de Caxambu, em 29 de março de 1929, pelo monsenhor José João de Deus, tendo como padrinhos Assad Safade e sua irmã mais velha, Jenny Curi, a qual passaria a criá-lo depois da morte de sua mãe, em 1936. No início dos anos 1940 mudou-se para o Rio de Janeiro. Trabalhou inicialmente na Pan American Airlines em terra.
Iniciou sua carreira artística como cantor em 1947, contratado como cantor principal da orquestra do maestro Zaccarias, do Hotel Copacabana Palace.
Notabilizou-se também por suas participações como ator e cantor em inúmeras chanchadas da Atlântida durante a década de 50.
Em 1960, gravou, ao lado de Elizeth Cardoso, um jingle para a campanha
vice-presidencial de João Goulart.
Em 1966, participou do programa Adoráveis Trapalhões com Renato Aragão,
Wanderley Cardoso e Ted Boy Marino.
Nos anos 80 foi homenageado pelo diretor Ivan Cardoso em As Sete Vampiras e O Escorpião Escarlate, filmes nos quais reproduz o seu tipo aristocrático e abobalhado dos tempos de Atlântida.
Seu último personagem em televisão foi o gaúcho Gaudêncio da Escolinha do
Professor Raimundo.
Também conhecido pela dublagem brasileira de Lumière,
o castiçal de A Bela e a Fera, clássico da Disney.
Maiores sucessos
1949 - Me Leva (com Carmélia Alves)
1950 - Tá Fartando Coisa em Mim
1950 - Nego, Meu Amor (com Marlene)
1953 - João Bobo
1953 - O Xote das Meninas
1953 - Amor de Hoje
1954 - Sob o Céu de Paris
1955 - Farinhada
1957 - Comida de Pensão - Compositor - Miguel Miranda de Jesus
1957 - Farinhada
1970 - Procurando Tu
1971 - Capim Gordura
Filmografia
1948 - É com Esse Que Eu Vou
1950 - Aviso aos Navegantes ... Príncipe Suave Leão
1951 - Aí Vem o Barão ... Navalha
1952 - Barnabé, Tu És Meu
1952 - É Fogo na Roupa ... Juvenal
1954 - O Petróleo É Nosso
1956 - Vamos com Calma ... Príncipe Nico
1956 - Sai de Baixo
1956 - Guerra ao Samba ... Anastácio
1956 - Depois Eu Conto
1957 - Garotas e Samba
1957 - Maluco por Mulher
1957 - Com Jeito, Vai
1958 - Alegria de Viver
1959 - Garota Enxuta
1960 - Tudo Legal
1966 - Adoráveis Trapalhões (TV)
1967 - A Espiã Que Entrou em Fria
1975 - Assim Era a Atlântida
1979 - Feijão Maravilha (TV) ... Rachid (1 episódio)
1982 - Chico Anysio Show (TV)
1986 - As Sete Vampiras ... Barão Von Pal
1990 - O Escorpião Escarlate
1991 - Escolinha do Professor Raimundo (TV) ... Seu Gaudêncio
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
"NUNO ROLAND"

Reinold Correia de Oliveira, conhecido como Nuno Roland
(Joinville, 1 de março de 1913 — 20 de dezembro de 1975)
foi um dos grandes cantores da época de ouro do rádio brasileiro.
Catarinense, iniciou sua carreira artística em 1931 como cantor num cassino de Passo Fundo, RS. Durante sua passagem pelo Rio Grande do Sul conheceu
Lupicínio Rodrigues, de quem se tornou amigo.
Em 1934, seguiu para São Paulo onde fez grande sucesso apresentado-se inicialmente na Rádio Record e depois na Rádio Educadora Paulista.
Foi em São Paulo que adotou o nome artístico de Nuno Roland.
Em 1936 mudou-se para o Rio de Janeiro onde assinou contrato com a Rádio Nacional. Estreou na inauguração da emissora em 12 de setembro daquele ano.
Sucessos
É tão sublime o amor (Love is a many splendored thing), Paul Francis Webster e Sammy Fain, versão de Alberto Almeida (1956)
Hino do Fluminense, Trio Melodia (1940)
Hino do Olaria, Lamartine Babo (1950)
Peixe vivo, motivo popular adaptado por Antônio Almeida (1950)
Pirata da perna de pau, João de Barro (1946)
Serenata chinesa, João de Barro (1948)
Tem gato na tuba, Alberto Ribeiro e João de Barro (1947)
Tem marujo no samba, João de Barro, com Emilinha Borba (1948)
Hino do Botafogo,Lamartine Babo(1950)
domingo, 15 de janeiro de 2012
"8 BATUTAS"

Oito Batutas foi um conjunto musical brasileiro criado em 1919 no Rio de Janeiro e formado por Pixinguinha na flauta, Donga e Raul Palmierino no violão,
Nelson Alves no cavaquinho, China no canto, violão e piano,
José Alves no bandolim e ganzá e Luis de Oliveira na bandola e reco-reco.
O repertório do conjunto incluía choros, maxixes, canções sertanejas,
batuques e cateretê.
O conjunto foi formado para apresentar-se no Cine Palais a pedido de seu gerente, Isaac Frankel, que ouvira o Grupo Caxangá, no qual tocavam Donga,
Pixinguinha e João Pernambuco, um dos maiores violonistas da história do choro,
autor de Luar do Sertão em parceria com Catulo. Estreou na sala de espera deste cinema, tornando-se uma atração a parte, maior até que os próprios filmes.
Alguns dos admiradores do grupo eram Rui Barbosa e Ernesto Nazareth,
que se revelara apresentando-se no Cine Odeon, exatamente situado defronte
ao Palais, ambos na Cinelândia.
Pelo sucesso do grupo, os Batutas começaram a apresentar-se em festas em casas da alta sociedade, bem como no cabaré Assírio, no subsolo do Teatro Municipal - onde acompanharam os dançarinos Duque e Gaby. A convite destes, e com patrocínio de Arnaldo Guinle, os Batutas viajaram a Paris em 1922, apresentando-se por 6 meses na boate Schéhérazade. Depois de voltar ao Brasil, excursionaram também para Buenos Aires, onde fizeram gravações para a Victor argentina.
Discografia
"Meu passarinho/Até eu" (1923)
"Caruru/Urubu" (1923)
"Graúna/Me deixa, serpentina!" (1923)
"Lá-Ré/Pra quem é..." (1923)
"Se papai souber/Tricolor" (1923)
"Bataclan/Lá vem ele" (1923)
"Nair/Não presta pra nada" (1923)
"Falado/Já te digo" (1923)
"Três estrelinhas/Vira a casaca" (1923)
"Até a volta/Vitorioso" (1923)
"Oito Batutas" (1995) Revivendo CD
sábado, 24 de dezembro de 2011
"ZEZÉ GONZAGA"

Filha e neta de músicos, sua mãe chamava-se Oraide e era flautista.
O pai, Rodolpho, era "luthier", tendo inclusive construído um instrumento para Luperce Miranda. Começou a cantar aos 13 anos, quando se mudou para a cidade vizinha de Além-Paraíba e passou a apresentar-se no Rex Clube. Recebeu incentivo da família, que apoiava que seguisse a carreira de cantora lírica. Começou a estudar canto com a professora Graziela de Salerno, que gostava muito de seu registro de soprano ligeiro, e além de canto, estudou piano e leitura musical. Fez seus estudos escolares na cidade vizinha de Porto Novo, com bolsa de estudos, compensada por pequenos serviços realizados por seu pai, já que sua família vivia com dificuldade. Foi em Porto Novo que fez sua primeira apresentação, cantando a valsa "Neusa", de Antônio Caldas (pai do cantor Sílvio Caldas), grande sucesso de Orlando Silva.
Iniciou sua carreira como caloura no programa de Ary Barroso, em 1942. Na ocasião, recebeu a nota máxima ao interpretar "Sempre no meu coração". Logo em seguida, recebeu convite para se apresentar no programa radiofônico "Escada do Jacó", do popular radialista Zé Bacurau. Depois de curta temporada no Rio de Janeiro, retornou a Porto Novo para continuar seus estudos. Nessa época, costumava fazer pequenas apresentações num clube de jazz, o que lhe causou problemas na escola, pois além da discriminação racial, enfrentava a discriminação por ser artista. Mudou-se definitivamente para o Rio de Janeiro em 1945. Nesse ano, conquistou o primeiro lugar no programa "Pescando estrelas", da Rádio Clube do Brasil, apresentado por Arnaldo Amaral. Isso lhe valeu um contrato de 800 mil-réis com a emissora, que duraria até 1948. Nessa época, formou com a cantora Odaléa Sodré (filha de Heitor Catumbi) uma dupla chamada "As Moreninhas do Ritmo". Com a parceira, cantou no conjunto do pianista Laerte, na Rádio Jornal do Brasil. Em 1948, assinou contrato com a Rádio Nacional do Rio. Foi levada para lá a partir de um contato do cantor Nuno Roland, que marcou uma reunião com ela a pedido do diretor geral da rádio, Victor Costa. Na ocasião, Victor Costa lhe ofereceu um salário bem mais alto e a cantora, dias depois, já integrava o "cast" da Nacional, tendo como "padrinhos musicais" o próprio Victor Costa, ao lado do cantor Paulo Tapajós. No ano seguinte, gravou seu primeiro disco, pela Star, com os sambas-canção "Inverno", de Clímaco César e "Desci", de Alcyr Pires Vermelho e Cláudio Luiz. Fois por essa época que Paulo Gracindo começou a chamá-la de "minha namorada musical", em seu programa na Rádio Nacional, nos anos 1940, devido a sua técnica e afinação impecável. Depois, integrou vários conjuntos vocais (de diversas formações), alguns dos quais são: "As Moreninhas", "Cantores do céu" e "Vocalistas modernos". Além disso, participou do coro de inúmeras gravações na Rádio Nacional. Em 1951, gravou pela Sinter o samba-canção "Foi você", de Paulo César e Ênio Santos, e o bolero "Canção de Dalila", de Victor Young, com versão de Clímaco César com o qual fez bastante sucesso. Nesta etiqueta gravou outros discos solo e também com o grupo "As Moreninhas". Em 1952, gravou os sambas "Não quero lembrar", de Sávio Barcelos, Ailce Chaves e Paulo Marques e "Quero esquecer", de Brasinha, Salvador Miceli e Mário Blanco, a valsa "Festa de aniversário", de Joubert de Carvalho e a marcha "Um sonho que eu sonhei", de Alcyr Pires Vermelho e Sá Róris. Em 1953, gravou o baião "É sempre o papai", de Miguel Gustavo e a valsa "Festa de aniversário", de Joubert de Carvalho. No ano seguinte, gravou o bolero "Meu sonho", de Pedroca e Alberto Ribeiro e o "Baião manhoso", de Manoel Macedo e Marcos Valentim. Ainda em 1954, foi contratado pela Columbia e gravou o fox "Canário triste", de V. Floriano com versão de Juvenal Fernandes e o samba canção "Razão de tudo", de Umberto Silva e Nilton Neves. Em 1955, gravou os sambas canção "Sedução", de Carlito e Nazareno de Brito e "Óculos escuros", de Valzinho e Orestes Barbosa, seu maior sucesso. Em 1956, gravou a toada "Moreno que desejo", de Bruno Marnet e a valsa "Natal das crianças", de Blecaute. No mesmo ano, gravou seu primeiro LP, "Zezé Gonzaga", que foi considerado o melhor disco do ano e trazia entre suas faixas "Ai ioiô (Linda Flor)", de Henrique Vogeler e Luiz Peixoto, que passou a ser considerada uma de suas grandes interpretações, além de "Nunca jamais", de Lalo Ferreira, numa versão de Marques Porto. Em 1957, gravou os boleros "Não sonhe comigo", de Fernando César, "Tédio", de Fernando César e Nazareno de Brito e "Vivo a cantar", de Cícero Nunes e Bruno Marnet. No ano seguinte, gravou o samba jongo "Cafuné", de Dênis Brean e Gilberto Martins e o samba canção "Saia do caminho", de Custódio Mesquita e Evaldo Rui. Em 1959, gravou duas músicas da parceria Tom Jobim e Vinícius de Moraes: o samba "A felicidade" e o fox "Eu sei que vou te amar". Em 1961, passou a gravar na Continental e registrou "A montanha", de Agueró e Moreu, com versão de Fernando César e o samba "Que culpa tenho eu?", de Armando Nunes e Othon Russo. No mesmo ano, gravou o bolero "Há sempre alguém", de Luiz Mergulhão e Umberto Silva e o samba "Um beijo, nada mais", de Almeida Rego e Índio. Em 1962, gravou a balada "Rosa de maio", de Custódio Mesquita e Evaldo Rui, o rasqueado "Decisão cruel", de Palmeira e o samba "Neném", de Tito Madi. Considerada uma das mais belas vozes do cast da Rádio Nacional, era com freqüência escalada para participar dos grandes musicais noturnos da emissora, dos quais eram responsáveis os grandes maestros como Radamés Gnattali, Léo Peracchi e outros. Gravou vários discos infantis pela fábrica "Carrossel", com produção de Paulo Tapajós, e na Continental, quando se juntou aos Trios Madrigal e Melodia, para cantar e contar historinhas para crianças. Na década de 1960, associou-se com o maestro Cipó e Jorge Abicalil em uma agência de jingles, vinhetas e trilhas para rádio, TV e cinema (a Tape Produções Musicais Ltda.), onde trabalhava como cantora e compositora. Em parceria com o escritor, produtor e apresentador de rádio Luiz Carlos Saroldi, compôs o tema de abertura do Projeto Minerva, apresentado pela Rádio MEC. Em 1967, gravou o LP "Canção do amor distante" pelo selo Fontana com destaque para "Sorri", de Elton Medeiros e Zé Kéti, "Faça-me o favor", de Fernando César e Britinho, "Não fique triste não", de Jorge Ben e "Veja lá", de Luiz Fernando Freire e Baden Powell. Em 1979, gravou com o Quinteto de Radamés Gnattali um disco em homenagem a Valzinho, que também participou do disco só de composições suas, com produção de Hermínio Bello de Carvalho. O disco "Valzinho - Um doce veneno" teve, além da edição brasileira, uma tiragem destinada ao mercado estrangeiro. Fez algumas apresentações nos anos 1980 com o grupo Cantoras do Rádio, ao lado de Nora Ney, Rosita Gonzales, Violeta Cavalcanti e Ellen de Lima, que lhe renderam dois CDs. Em 1999 gravou o disco "Clássicas" ao lado da cantora Jane Duboc, que também rendeu show encenado no Rio, São Paulo e outras praças brasileiras. O disco trazia entre outras, "Linda flor", de Henrique Vogeler, Marques Porto e Luiz Peixoto, "Olha", de Roberto Carlos e Erasmo Carlos e "Cidade do interior", de Mário Rossi e Marino Pinto, entre outras, No mesmo período, também participou do espetáculo "Lupicínio Rodrigues", ao lado de Áurea Martins, montado em várias casas noturnas do Rio e de São Paulo. Em 2000, participou do Projeto "MPB: A História de Um Século", estrelando o primeiro da série de quatro shows no CCBB, "Do choro ao samba", ao lado de Paulo Sérgio Santos e Maria Tereza Madeira, com roteiro e direção de Ricardo Cravo Albin. Em 2001, apresentou show no Paço Imperial no rio dem Janeiro. Em 2002, gravou pelo selo Biscoito Fino o CD "Sou apenas uma senhora que canta", dedicado à parceira de profissão Elizeth Cardoso, no qual interpretou, entre outras, "Meu consolo é você", de Roberto Martins e Nássara, "Vida de artista", de Sueli Costa e Abel Silva, "Pra machucar meu coração", de Ary Barroso, "Chão de estrelas", de Sílvio Caldas e Orestes Barbosa e "Por que te escondes?", letra inédita do poeta Thiago de Mello para um choro de Pixinguinha. Em 2008 saiu pela gravadora Biscoito Fino o Cd "Zezé Gonzaga Entre Cordas", produzido por Hermínio Bello de Carvalho, com gravações nunca editadas em disco retiradas de programas de TV e de áudios inéditos de shows, acompanhada de nomes importantes como Baden Powell e Raphael Rabello.
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
"LÚCIO ALVES"

Lúcio Ciribelli Alves (Cataguases, 28 de janeiro de 1927 — Rio de Janeiro, 3 de agosto de 1993) foi um cantor e compositor brasileiro.
Começou a tocar violão na infância. Criou nos anos 1940, o grupo musical Namorados da Lua, ele era o cantor, violonista e arranjador; o grupo fez sucesso e se desfez em 1947. Compôs com Haroldo Barbosa a canção De conversa em conversa e Baião de Copacabana.
No início da década de 1950 se tornou um dos cantores mais populares do rádio.
Gravou com Dick Farney - Teresa da praia (Tom Jobim/Billy Blanco), Sábado em Copacabana (Dorival Caymmi/Carlos Guinle), Valsa de uma cidade (Ismael Neto/Antônio Maria), Xodó (Jair Amorim/J M de Abreu).
Lançou o disco Lúcio Alves interpreta Dolores Duran - 1960 - homenageando a cantora que morreu em 1959.
Os discos A bossa é nossa e Balançamba, destacam-se as suas interpretações para Dindi (Tom Jobim/Aloysio de Oliveira), Samba da minha terra de Dorival Caymmi, Ah, se eu pudesse e O barquinho (Roberto Menescal/Ronaldo Bôscoli). Dóris e Lúcio no Projeto Pixinguinha - com Dóris Monteiro - gravadora EMI Odeon Brasil - 1978.
Romântico/A arte do espetáculo - ao vivo - gravado ao vivo no restaurante-bar Inverno & Verão - São Paulo - agosto de 1986. Foi a última gravação de Lúcio Alves.
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
"TRIO IRAKITAN"

O Trio Irakitan é um conjunto vocal e instrumental, criado em 1950 por Edison Reis de França, Edinho, Paulo Gilvan Duarte Bezerril (conhecido no meio artístico como Paulo Gilvan), e por João da Costa Neto, o Joãozinho.
O primeiro nome dado ao trio foi Trio Muirakitan, escolhido por Luís da Câmara Cascudo, que significa pedra verde em tupi-guarani. Como na época já havia um trio com o mesmo nome, Câmara Cascudo resolveu criar um neologismo, rebatizando o grupo de Trio Irakitan, que, segundo Paulo Gilvan, significa mel verde, ou numa linguagem poética, doce esperança.
DISCOGRAFIA
(2003) Trio Irakitan • EMI Music • CD
(2001) Série Quatro em um - Trio Irakitan/Trio Nagô/Trio de Ouro/Tamba Trio
(2001) Trio Irakitan - Para sempre • EMI Music • CD
(2000) Explode coração • Gema • CD
(1997) Meus momentos - Trio Irakitan - volume 2 • EMI Music • CD
(1994) Meus momentos • EMI-Odeon • CD
(1993) Trio Irakitan - De coração a coração • RCA • LP
(1990) Trio Irakitan-20 boleros inesquecíveis • Som Livre • LP
(1989) Interamericana Seguros - Ritmos interamericanos en castellano • CBS • LP
(1988) Antologia do bolero • EMI/Odeon • LP
(1987) Trio Irakitan - Músicas que arrepiam • Polydisc • LP
(1985) Trio Irakitan - Quantos momentos bonitos • Barclay • LP
(1984) Trio Irakitan - Você é muito mais... • Barclay • LP
(1983) Trio Irakitan - Sempre romântico • GEMINI • LP
(1976) Trio Irakitan - Eternamente • RCA CAMDEN • LP
(1975) Trio Irakitan - Os sucessos que gostamos de cantar • Continental • LP
(1975) Trio Irakitan - 25 anos de sucessos • Odeon/Coronado • LP
(1974) Carimbo - O balanço da selva - Trio Irakitan • Continental • LP
(1974) O Trio IRAKITAN e AS GATAS - Carnaval Potiguar
(1970) Trio Irakitan - Sempre o bolero • Odeon • LP
(1970) Trio Irakitan - Sempre o bolero • Odeon • LP
(1969) Trio Irakitan - Canta sucessos • Odeon • LP
(1969) Trio Irakitan canta o sucesso • Odeon • LP
(1969) Canções para crianças de 6 a 60! - Trio Irakitan • Imperial • LP
(1968) Tira teima - Trio Irakitan • Odeon • LP
(1968) Trio Irakitan • Odeon • LP
(1968) Nuestros boleros - Trio Irakitan en castellano • Odeon • LP
(1968) Trio Irakitan - Quando sai de Cuba/Embolada da mentira/Vida bacana/
(1967) A volta - Trio Irakitan • Odeon • LP
(1967) Ébrio de amor/Malagueña - Trio Irakitan • Odeon • Compacto simples
(1965) 10 anos de sucessos do Trio Irakitan • ODEON • LP
(1965) Nat King Cole - A meus amigos • Capitol • LP
(1965) La cosecha de mujeres/La cumbia cienaguera - Trio Irakitan
(1964) A bossa que gostamos de cantar - Trio Irakitan • Odeon • LP
(1964) Boleros e vozes que agradam milhões - Trio Irakitan • Odeon • LP
(1964) Trio Irakitan - Perfídia/Marimba/Até amanhã/Helena vem me buscar • Odeon • (1963) Lá, muito além/Tômbola • Odeon • 78
(1963) Trio Irakitan • Odeon • LP
(1963) Mais uma vez boleros - Trio Irakitan • Odeon • LP
(1963) Trio Irakitan - Balansamba/Camaradinho/Riacho da encruzilhada/Tão só
(1962) Perfídia/Neurastênico • Odeon • 78
(1962) Pitota/E a vida continua • Odeon • 78
(1962) Cuando calienta el sol/Sambatucamba • Odeon • 78
(1962) Trio Irakitan - Cuando calienta el sol/Porque, assim/Sambatucamba/
(1961) Gregório Barrios & Trio Irakitan • Odeon • LP
(1961) Não deixe a peteca cair/Good-good • Odeon • 78
(1961) Mais sambas que gostamos de cantar - Trio Irakitan • Odeon • LP
(1961) Outros boleros que gostamos de cantar - Trio Irakitan • Odeon • LP
(1961) Nós gostamos de cantar sambas - Trio Irakitan • Odeon • LP
(1961) Trio Irakitan - Nossa casa de chá, chá, chá • Odeon • LP
(1960) Paz em nosso lar/Dona baratinha • Odeon • 78
(1960) Pra lá de bom/O matador • Odeon • 78
(1960) Sempre alerta - Trio Irakitan • Odeon • LP
(1959) La barca/Sete notas de amor • Odeon • 78
(1959) Ai Diana/Idéias erradas • Odeon • 78
(1959) A Lapa hoje em dia/Señorita Luna • Odeon • 78
(1959) Aqueles olhos verdes/Canção da aeromoça • Odeon • 78
(1959) Outros sambas que gostamos de cantar - Trio Irakitan • Odeon • LP
(1959) Os boleros que gostamos de cantar - Trio Irakitan • Odeon • LP
(1958) De perna bamba/Apaixonada • Odeon • 78
(1958) Cachito/Eu vim morar no Rio • Odeon • 78
(1958) Brincando de amor/Pra que reviver • Odeon • 78
(1958) Os brasileiros na Europa -Trio Irakitan, Sivuca, Abel Ferreira, Pernambuco,
(1957) Hino ao músico/Casa mi fia • Odeon • 78
(1957) Bá/Vida, vida • Odeon • 78
(1957) Os sambas que gostamos de cantar - Trio Irakitan • Odeon • LP
(1957) As vozes e o ritmo do Trio Irakitan • Odeon • LP
(1956) Assim é o meu Rio/Siga • Odeon • 78
(1956) Dorme mamãe/A bela de Itapoan • Odeon • 78
(1956) La Rodriguez/Andorinha preta • Odeon • 78
(1956) Lendas e pregões do Brasil • Odeon • LP
(1955) Segredo/Te sigo esperando • Odeon • 78
(1955) Ave-Maria no morro/Os quindins de iaiá • Odeon • 78
(1955) Samba fantástico • Odeon • 78
(1955) Feliz Natal...Boas Festas/O Natal chegou • Odeon • 78
(1954) Contigo na distância/Sina de cangaceiro • Odeon • 78
(1954) Sinceridade/Sodade doida • Odeon • 78
(1954) Três vozes que encantam-Trio Irakitan • Odeon • LP
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
"AURORA MIRANDA"
Aurora Miranda da Cunha (Rio de Janeiro, 20 de abril de 1915 — Rio de Janeiro, 22 de dezembro de 2005) foi uma atriz e cantora brasileira.
Estreou na Rádio Mayrink Veiga em 1932, transferindo-se logo para a Philips.
Em 1933, em seu primeiro disco, ela gravou Cai, Cai, Balão,
cantada em dupla com Francisco Alves.
Além de fazer dupla com a irmã mais famosa Carmen Miranda, Aurora também teve sucesso como cantora na década de 1930. Gravou Cidade Maravilhosa, hino oficial da cidade do Rio de Janeiro, em dupla com o compositor André Filho, em 1934.
As duas irmãs imortalizaram a canção Cantoras do Rádio (João de Barro,
Lamartine Babo e Alberto Ribeiro), no filme Alô, Alô Carnaval.
Aurora e Carmen trabalharam no cassino da Urca e moraram juntas nos
Estados Unidos da América.
No desenho animado Você Já Foi à Bahia?, de 1944, Aurora "atuou" com o Pato Donald e seus amigos, Zé Carioca e Panchito, graças a uma montagem que misturou filme e desenho animado.
Aurora trabalhou nos filmes Banana-da-terra (1939), Alô, Alô, Carnaval (1936), Estudantes (1935) e Alô, Alô Brasil (1935).
Em 1940, se casou com Gabriel Richaid e foi morar nos Estados Unidos.
Voltou para o Brasil em 1952 e, quatro anos depois, regravou um LP com oito antigos sucessos, encerrando sua carreira de mais de 80 discos de 78 rotações.
Aurora Miranda ainda voltou ao cinema em 1989, no filme Dias Melhores Virão.
Aurora Miranda , Faleceu as 15h no dia 22 de Dezembro de 2005 no Leblon foi enterrada no cemitério São João Batista,.
Sucessos
Acarajé... Ô, Ademar Santana e Leo Cardoso (com Carlos Galhardo) (1939)
Batatas Fritas, Augusto Garcez e Ciro de Sousa (1940)
Bibelô, André Filho (1934)
Cai, Cai, Balão, Assis Valente (com Francisco Alves) (1933)
Cantores do Rádio, Alberto Ribeiro, João de Barro e Lamartine Babo (c/Carmen Miranda) (1936)
Cidade Maravilhosa, André Filho (1934)
Deixa a Baiana Sambar, Portelo Juno e Valdemar Pujol (1937)
Dia Sim, Dia Não, Alberto Ribeiro (1938)
Fiz Castelos de Amores, Gadé e Valfrido Silva (1935)
Moreno Cor de Bronze, Claudionor Cruz (1934)
Onde Está o Dinheiro?, Francisco Mattoso, José Maria de Abreu e Paulo Barbosa (1937)
Risque, Ary Barroso (1952)
Roubaram Meu Mulato, Claudionor Cruz (1939)
Se a Lua Contasse, Custódio Mesquita (1933)
Sem Você, Sílvio Caldas e Orestes Barbosa (1934)
Teus Olhos, Ataulfo Alves e Roberto Martins (1939)
Trenzinho do Amor, Alberto Ribeiro e João de Barro (1937)
Vai Acabar, Nelson Petersen (1938)
Vem pro Barracão, Nelson Petersen e Oliveira Freitas (1938)
Você Só Mente, Hélio e Noel Rosa (com Francisco Alves) (1933)
domingo, 21 de agosto de 2011
ZEQUINHA DE ABREU"
José Gomes de Abreu, mais conhecido como Zequinha de Abreu (Santa Rita do Passa Quatro, 19 de setembro de 1880 São Paulo, 22 de janeiro de 1935) foi um músico, compositor e instrumentista brasileiro. Tocava flauta, clarinete e requinta. Um dos maiores compositores de choros, é autor do famoso choro "Tico-Tico no Fubá" que foi muito divulgado no Exterior nos anos 40 por Carmen Miranda. É pouco provável que a similaridade desta melodia com uma no primeiro movimento do Concerto para Piano Op.15 de Beethoven seja mera coincidência. Abreu foi organizador e regente de orquestras e bandas no interior paulista.
Zequinha de Abreu era o mais velho dos oito filhos do boticário José Alacrino Ramiro de Abreu e Justina Gomes Leitão. Sua mãe anseava para que ele seguisse a carreira de padre e o pai, desejava que se formasse em medicina. Mas aos seis anos de idade, ele já mostrava que tinha vocação para a música, tirando melodias da flauta. Ainda durante o curso primário organizou uma banda na escola, da qual ele mesmo era o regente. Com 10 anos, já tocava requinta, flauta e clarineta na banda e ensaiava suas primeiras composições.
Zequinha estudou em Santa Rita do Passa Quatro e no Colégio São Luís de Itu. Em 1894 foi para o Seminário Episcopal de São Paulo, onde aprendeu harmonia. Aos 17 anos voltou para sua cidade natal e fundou sua própria orquestra visando se apresentar em saraus, bailes, aniversários, casamentos, serestas e em cinemas, acompanhando os filmes mudos. Nessa época, fez suas primeiras composições conhecidas, como "Flor da Estrada" e "Bafo de Onça".
Aos 18 anos contraiu matrimônio com Durvalina Brasil, que tinha apenas 14 anos de idade. O casal morou por alguns meses no Distrito de Santa Cruz da Estrela, atual Jacerandi, próximo a Santa Rita. Cuidavam de uma farmácia e de uma classe de ensino primário. De volta à Santa Rita, Zequinha coordenou o trabalho da orquestra com os cargos de secretário da Câmara Municipal e de escrevente da Coletoria Estadual.
Principais composições
Tico-Tico no Fubá - choro
Branca - valsa
Tardes de Lindóia - valsa
Amando sobre o Mar - valsa
A Companhia Vera Cruz produziu o filme "Tico-Tico no Fubá", baseado em sua vida.
"WALDIR AZEVEDO"
Waldir Azevedo (Rio de Janeiro, 27 de janeiro de 1923 - Brasília, 21 de setembro de 1980) foi músico e compositor brasileiro, mestre do cavaquinho e autor do choro "Brasileirinho".Waldir Azevedo foi um pioneiro que retirou o cavaquinho de seu papel de mero acompanhante no choro e o colocou em destaque como instrumento de solo, explorando de forma inédita as potencialidades do instrumento.
Waldir Azevedo nasceu de família pobre em 1923 na cidade do Rio de Janeiro,
no bairro da Piedade, e passou a infância e a adolescência no bairro do Engenho Novo. Manifestando interesse em música ainda criança, Waldir conseguiu comprar uma flauta transversal aos sete anos de idade, depois de juntar dinheiro capturando passarinhos e vendendo-os.
No carnaval de 1933, aos 10 anos de idade, apresentou-se em público pela primeira vez, como flautista, tocando "Trem Blindado", de João de Barro, no Jardim do Méier.
Já adolescente, conheceu um grupo de amigos que se reunia aos sábados para tocar e, por influência deles, acabou por trocar a flauta pelo bandolim. Pouco tempo depois trocou o bandolim pelo cavaquinho, instrumento que deixou de lado quando o violão elétrico ganhou projeção no Brasil.
Waldir sonhava ser piloto de aviões, mas problemas cardíacos o impediram de realizar seu sonho, e ele acabou empregando-se na companhia elétrica do Rio de Janeiro, a Light, até que em 1945, aos 22 anos, enquanto passava a lua de mel na cidade de Miguel Pereira, recebeu um telefonema de um amigo avisando de uma vaga no grupo de Dilermando Reis, em um programa da Rádio Clube do Brasil. Tocou no grupo durante dois anos, após o que acabou assumindo sua liderança, com a saída de Dilermando em 1947.
Durante a década de 1950 fez grande sucesso com composições como "Brasileirinho", "Pedacinhos do Céu", "Delicado", "Chiquita" e "Vê Se Gostas", e as composições de Waldir o projetaram internacionalmente. Durante 11 anos viajou com seu conjunto por países da América do Sul e Europa, incluindo duas viagens patrocinadas pelo Itamaraty na Caravana da Música Brasileira. Suas composições tiveram gravações no Japão, Alemanha e Estados Unidos, onde Percy Faith e sua orquestra atingiram a marca de um milhão de cópias vendidas com uma gravação de Delicado. Waldir chegou a participar de um programa na BBC de Londres, transmitido para 52 países.
Em 1964, com a morte de sua filha Miriam aos 18 anos, afastou-se da música. Mudou-se para Brasília em 1971, aos 48 anos, onde sofreu um acidente com um cortador de grama onde quase perdeu seu dedo anular, e foi forçado a ficar sem tocar por um ano e meio. Após cirurgias e fisioterapia, recuperou-se e voltou a gravar.
Waldir Azevedo morreu em 1980 na Beneficência Portuguesa de São Paulo em decorrência de um aneurisma da aorta abdominal, poucos dias antes de começar as gravações de um novo álbum meticuloso, Waldir ainda deixou instruções para os músicos gravadas em fita cassete. Ele tinha 57 anos
Composições mais famosas
Maresias bela vista
A tuba do vovô
A voz do cavaquinho
Alvoroço
Amigos do samba
Arrasta-pé
Baião do neném (com Paulo Jorge)
Balada oriental
Bo bo bom
Brasileirinho
Brincando com o cavaquinho
Cachopa no frevo
Camundongo (com Risadinha do Pandeiro)
Carioquinha
Cavaquinho seresteiro
Cinco malucos
Chiquita
Chorando escondido
Chorando calado
Choro doido
Choro novo em dó
Colibri
Contando tempo
Contraste (com Hamilton Costa)
Conversa fiada (com Jorge Santos)
Dançando em Brasília
Delicado
Dobrado, embrulhado e amarrado
Dois bicudos não se beijam
Flor do cerrado
Frevo da lira (com Luiz Lira)
Guarânia sertaneja
Já é demais (com Jorge Santos)
Jogadinho
Lamento de um cavaquinho
Lembrando Chopin (com Hamilton Costa)
Longe de você
Luz e sombra
Madrigal
Mágoas de um cavaquinho (com Fernando Ribeiro)
Marcha da espera
Melodia do céu
Mengo (com Edinho)
Meu prelúdio
Minhas mãos, meu Cavaquinho
Minimelodia
Moderado
Mr. Downey
Nosso amor
Para dançar
Paulistinha
Pedacinho do Céu
Piccina mia
Pirilampo
Pois não
Queira-me bem
Quitandinha (com Salvador Miceli)
Riso de criança
Sem pretensões
Sentimento chinês
Só nostalgia
Só para dois
Sonho de criança
Tema nº 1
Tempo de criança
Tic-tac
Tio Sam
Turinha
Uma saudade
Vê se gostas
Veraneando
Você
Você, carinho e amor
Vôo do marimbondo
Waldirizando
Discografia
Carioquinha/Brasileirinho (1949)
Cinco malucos/O que é que há (1950)
Quitandinha/Vai por mim (1950)
Delicado/Vê se gostas (1950)
Pisa mansinho/Pedacinho do céu (1951)
Jalousie/Camundongo (1951)
Paulistinha/Cachopa no frevo (1951)
Mágoas de um cavaquinho/Chiquita (1952)
Vai levando/Mengo (1952)
Colibri/Luz e sombra (1952)
Brincando com o cavaquinho/Dezoito quilates (1953)
Vôo do marimbondo/Ava Maria com prelúdio (1953)
Pergunte pra mamãe/Piccina mia (1953)
Tic-tac/Queira-me bem (1953)
Já é demais/Amigo do rei (1954)
Dobrado, embrulhado e amarrado (c/sua banda)/Você (c/seu conjunto) (1954)
Pretenda/Quando eu danço com você (1954)
Tio Sam/Madrigal (1954) Todamérica 78
Na baixa do sapateiro/Amigos do samba (1955)
Meu sonho/Conversa fiada (1955)
Pirilampo/Baião do neném (1955)
Para dançar/Nosso amor (1956)
Serra da boa esperança-Rancho fundo-Favela/Veraneando (1957)
Evocação/Vai com jeito (1957)
Cavaquinho maravilhoso (1957) Continental LP
Luar de Paquetá/Sentimento chinês (1958)
Sonho de criança/Tempo de criança (1958)
O apito no samba/Mr. Downey (1958)
Um cavaquinho me disse (1958)
Se você soubesse/Dançando em Brasília (1959)
Um cavaquinho na society (1959)
Contando tempo/Catete (1960)
Souvenir do carnaval (1960)
Jogadinho/Você, carinho e amor (1961)
Balada de Bat Masterson/Greenfields (1961)
Yellow bird/Bo bo bom (1961)
Moendo café/A tuba do vovô (1961)
Waldirizando (1961)
Dois abraços/Pepito (1962)
Rancho das flores/Saudade da serra (1962)
Tico-tico no fubá/A nega se vingou (1962)
Suave é a noite/Café a la italiana (1962)
Dois bicudos não se beijam. Poly e Waldir Azevedo (1962)
Esperanza/Na cadência do samba (1963)
Telstar/O passo do elefantinho (1963)
Pois não/Meu prelúdio (1963)
Longe de você (1963)
Delicado (1967)
Melodia do céu (1975)
Minhas mãos, meu cavaquinho (1976)
Waldir Azevedo (1977)
Lamento de um cavaquinho (1978)
Waldir Azevedo ao vivo (1979)
Delicado (1995)
Dois bicudos não se beijam (1995)
Meus momentos (1996)
sexta-feira, 29 de julho de 2011
"GERMANO MATHIAS"

Germano Mathias (São Paulo, 2 de junho de 1934) é um cantor brasileiro,
representante do samba paulistano.
Seu grande sucesso foi "Minha nega na janela", também seu samba de estreia. Chamou a atenção por causa do jeito peculiar de interpretar os sambas, sempre de forma sincopada, e acompanhá-los tocando com uma tampa de uma lata de graxa, herança dos engraxates da Praça da Sé, com quem conviveu no início da década de 1950.
Germano também é conhecido por interpretar vários sambas de Zé Ketti. Fã de Germano, Gilberto Gil gravou em 1978 o álbum "Antologia do Samba-Choro", que traz também algumas gravações originais do sambista nascido na Rua Santa Rita, no bairro paulistano do Pari.
A maioria de seus discos saíram nas décadas de 1950 e 1960. Depois disso seus lançamentos foram cada vez mais esporádicos.
Participou dos filmes "O Preço de Vitória" e "Quem roubou meu samba".
Foi convidado para atuar na novela Brasileiras e Brasileiros, exibida pelo SBT em 1990. Em 2005 completou 50 anos de carreira e continua fazendo shows.
Em 2004 lançou "Tributo a Caco Velho", em homenagem ao compositor gaúcho que tanto o influenciou, morto em 1971. Antes, em 2003, havia lançado "Talento de Bamba".
Em CD, pode-se encontrar: "Ginga no Asfalto", de 1962; "20 preferidas.
Serviu o Exército com Rolando Boldrin, quando tinha pseudônimo de Madureira.
Discografia
Talento de bamba
20 preferidas de Germano Mathias
Germano Mathias
Samba é comigo mesmo
O Catedrático do Samba
Samba de branco
Ginga no asfalto
Hoje é batucada
Em continência ao samba
Germano Mathias
Ginga no asfalto
Antologia do samba-choro - Gilberto Gil e Germano Mathias
DVD
Ginga 2002
sábado, 2 de julho de 2011
"CARLOS GALHARDO"

Carlos Galhardo, nascido Catello Carlos Guagliardi (Buenos Aires,
24 de abril de 1913 — Rio de Janeiro, 25 de julho de 1985) foi um dos principais cantores da Era do Rádio.
Filho de italianos, Pietro Guagliardi e Saveria Novelli, teve três irmãos. Dois nascidos na Itália, uma nascida no Rio de Janeiro.
Dois meses depois de seu nascimento, a família mudou-se para São Paulo e logo após ao Rio de Janeiro.
Aos oito anos de idade, com o falecimento de sua mãe, o menino passa a viver com um parente no bairro do Estácio e aprende o ofício de alfaiate. Aos quinze anos torna-se já um oficial, apesar de não gostar do ofício. Chega até a abandonar os estudos (completou o primário) para dedicar-se à profissão.
Passou por várias alfaiatarias e numa delas trabalhou com o barítono Salvador Grimaldi, com quem costumava ensaiar duetos de ópera.
Apesar de em casa e para amigos cantarolar cançonetas italianas e árias de ópera, sua carreira iniciou em uma festa na casa de um irmão, onde encontravam-se presentes personalidades como Mário Reis, Francisco Alves, Lamartine Babo, Jonjoca e, ali, cantou para os convidados Deusa, de Freire Junior, canção do repertório de Francisco Alves. Aprovando-o, aconselharam-no a tentar o rádio. Foi então apresentado ao compositor Bororó e através deste conseguiu uma oportunidade na Rádio Educadora do Brasil onde cantou "Destino", de Nonô e Luís Iglesias. No dia seguinte foi procurado e convidado a fazer um teste na RCA Victor. Aprovado, passa a fazer parte do coro que acompanhava as gravações da gravadora.
Seu primeiro disco solo é lançado em 1933, com os frevos Você não gosta de mim, dos Irmãos Valença e Que é que há, de Nélson Ferreira.
Conhecendo o compositor Assis Valente, gravou muitas canções suas tais como Para onde irá o Brasil, É duro de se crer, Elogio da raça (em dueto com Carmen Miranda), Pra quem sabe dar valor e Boas festas, esta última seu primeiro grande sucesso.
Passou cantando por várias emissoras de rádio do Rio de Janeiro, tais como: Mayrink Veiga, Rádio Clube, Philips, Sociedade, Cruzeiro, Cajuti, Tupi, Nacional e Mundial.
Em 1935, estréia como cantor romântico com a valsa-canção Cortina de Veludo, de Paulo Barbosa e Oswaldo Santiago e obtém grande sucesso.
Em sua carreira além de na RCA Victor, gravou também na Columbia, Odeon e Continental. Foi o segundo cantor que mais gravou no Brasil, cerca de 570 músicas (só perdeu para Francisco Alves).
Além das canções carnavalescas, Galhardo foi quem mais cantou temas de datas festivas, a exemplo: Boas festas, Boneca de Papai Noel (Ari Machado) e Lá no céu (Silvino Neto), Não mudou o Natal (Alcyr Pires Vermelho e Oswaldo Santiago) para o Natal; Bodas de prata (Mário Rossi e Roberto Martins) para a celebração de mesmo nome, Mãezinha querida (Getúlio Macedo e Lourival Faissal), Imagem de mãe (Othon Russo e José Nunes), Dia das mães (José Cenília e Lourival Faissal), Aniversário de mãezinha (Mário Biscardi e Newton Teixeira) e Mamãezinha (José Selma, Lourival Faissal e Maurício das Neves) para o Dia das Mães; Papai do meu coração (Lindolfo Gaya e Osvaldo dos Santos) para o Dia dos Pais; Tempo de criança (Ari Monteiro e Osvaldinho) para o Dia das Crianças; Subindo, vai subindo (Osvaldo e Valfrido Siva), Olha lá um balão (Roberto Martins e Wilson Batista), Balão do amor (Armando Nunes e Geraldo Serafim) para as festas juninas; Valsa dos noivos (Sivan Castelo Neto e José Roberto Medeiros), Para os noivos, Brinde aos noivos, Valsa dos padrinhos para noivos, Valsa dos namorados (Silvino Neto) para o Dia dos Namorados; Quarto centenário (J. M. Alves e Mário Zan) para o aniversário de São Paulo; Dentro da lua e 23 de abril (ambas de Ari Monteiro e Roberto Martins) para o dia de São Jorge; e a Canção do trabalhador (Ari Kerner) para o Dia do Trabalhador.
Participou dos seguintes filmes: Banana da terra, dirigido por J. Ruy (1938), Vamos cantar, de Leo Martins (1940), Entra na farra, de Luís de Barros (1941), Carnaval em lá maior, de Ademar Gonzaga (1955), Metido a bacana, de J. B. Tanko (1957).
Em 1945, grava juntamente com Dalva de Oliveira e Os Trovadores, a adaptação de João de Barro para a história infantil Branca de Neve e os sete anões, com canções de Radamés Gnattali.
Em 1952, passa um ano apresentando-se em Portugal.
Em 1953 a Revista do Disco deu-lhe o slogan "Rei do disco". Também ficou conhecido como "O rei da valsa", título dado pelo apresentador Blota Júnior e "O cantor que dispensa adjetivos".
Daí pra frente começou a apresentar-se por todo o Brasil, inclusive através da televisão.Em 1983, fez a sua última apresentação no espetáculo Allah-lá-ô, de Ricardo Cravo Albin, dedicado ao compositor Antônio Nássara, realizado na Sala Funarte - Sidney Miller.Carlos Galhardo faleceu com 72 anos e foi sepultado
no Cemitério de São João Batista.
Ao lado de Francisco Alves, Orlando Silva, Vicente Celestino e Sílvio Caldas, formou o quadro dos grandes cantores da era do rádio.
Principais Sucessos
Adeus, amor, Urbano Lóes, do Estudo em Mi Maior de Chopin (1946)
Alá-lá-ô, Haroldo Lobo e Nássara (1941)
A você, Ataulfo Alves e Aldo Cabral (1936)
A pequenina cruz do teu rosário, Fernando Weyne e Roberto Xavier de Castro (1947)
Boas Festas, Assis Valente (1933)
Bodas de prata, Roberto Martins e Mário Rossi (1945)
Cadê Zazá? ,Roberto Martins e Ary Monteiro (1947)
Carolina, Bonfiglio de Oliveira e Hervé Cordovil (1934)
Cortina de veludo, Paulo Barbosa e Oswaldo Santiago (1935)
Devolve, Mário Lago (1940)
E o destino desfolhou, Gastão Lamounier e Mário Rossi (1937)
Fascinação, Fermo Dante Marchetti e Armando Louzada (1950)
Gira, gira, gira, Custódio Mesquita e Ewaldo Ruy (1944)
Italiana, José Maria de Abreu, Paulo Barbosa e Oswaldo Santiago (1936)
Lenda árabe, Paulo Barbosa e Oswaldo Santiago (1937)
Linda borboleta, João de Barro e Alberto Ribeiro (1938)
Madame Pompadour, Paulo Barbosa e Oswaldo Santiago (1937)
Mais uma valsa… mais uma saudade, José Maria de Abreu e Lamartine Babo, (1937)
Nós queremos uma valsa, Nássara e Eratóstenes Frazão (1941)
Rapaziada do Brás, Alberto Marino (1960)
Rosa de maio, Custódio Mesquita e Ewaldo Ruy (1944)
Salão grená, Paulo Barbosa e Francisco Célio (1939)
Saudades de Matão, Jorge Galati e Raul Torres (1941)
Sei que é covardia, mas… , Ataulfo Alves e Claudionor Cruz (1938)
Será?, Mário Lago (1945)
Vela branca sobre o mar, José Maria de Abreu e Oswaldo Santiago (1937)
Assinar:
Postagens (Atom)











