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domingo, 8 de julho de 2012

"ROBERTO SILVA"


Roberto Napoleão Silva (Rio de Janeiro, 9 de abril de 1920)
é um cantor e compositor carioca, conhecido como O Principe do Samba.
Nascido no morro do Cantagalo em Copacabana, iniciou a carreira de cantor no rádio, na década de 30. Nos anos 40 realizou suas primeiras gravações, e foi do elenco das rádios Nacional e Tupi. Nesta última ficou conhecido como "príncipe do samba",
e suas interpretações são características pelo estilo sincopado e levemente
dolente que encontrou para cantar samba, inspirado em dois ídolos anteriores,
Cyro Monteiro e Orlando Silva.
Seu primeiro sucesso, lançado pela Star, foi "Mandei Fazer um Patuá" .
Em 1958 veio o LP "Descendo o Morro", que teve continuações, nos volumes 2, 3 e 4. Entre seus muitos sucessos destacam-se "Maria Teresa",
"O Baile Começa às Nove", "Juraci Me Deixou", "Escurinho" e "Crioulo Sambista",
entre outras. No total, gravou 350 discos de 78 rotações e perto de 20 LPs.
Afastado das gravações nos últimos anos, teve vários de seus discos relançados em
CD e em 1997 saiu a coletânea "Roberto Silva Canta Orlando Silva",
extraída de seus vários LP na Copacabana.

Discografia

1. Discos de carreira

VOLTA POR CIMA - Universal Music - 2002
A PERSONALIDADE DO SAMBA - Copacabana - 1979
PROTESTO AO PROTESTO - Copacabana - 1978
INTERPRETA HAROLDO LOBO, GERALDO PEREIRA E SEUS PARCEIROZ - Copacabana - 1976
SAMBA DE MORRO - Copacabana - 1974
SAUDADE EM FORMA DE SAMBA - Copacabana - 1973
RECEITA DE SAMBA - Copacabana - 1969
A HORA É A VOZ DO SAMBA - Copacabana - 1968
O PRÍNCIPE DO SAMBA - Copacabana - 1965
EU... O LUAR E A SERENATA Nº 2 - Copacabana - 1964
O SAMBA É ROBERTO SILVA Nº 2 - Copacabana - 1963
O SAMBA É ROBERTO SILVA - Copacabana - 1962
DESCENDO O MORRO Nº 4 - Copacabana - 1961
EU... O LUAR E A SERENATA - Copacabana - 1960
DESCENDO O MORRO Nº 3 - Copacabana - 1960
DESCENDO O MORRO Nº 2 - Copacabana - 1959
DESCENDO O MORRO - Copacabana - 1958

domingo, 24 de junho de 2012

"NÚBIA LAFAYETTE"


Idenilde Araújo Alves da Costa, conhecida pelo nome artístico de Núbia Lafayette, (Assu, 21 de janeiro de 1937 — Niterói, 18 de junho de 2007)
foi uma cantora brasileira.
Núbia nasceu em Assu, no interior do estado do Rio Grande do Norte, onde residiu até os três anos, idade que tinha quando a família se mudou para o Rio de Janeiro.
Desde tenra idade demonstrou talento para a música apresentando-se em programas infantis desde os 8 anos de idade .
A carreira de Idenilde teve início na década de 1950, com o nome artístico de
Nilde Araújo. Nessa época trabalhava como vendedora nas Lojas Pernambucanas
do Rio de Janeiro quando resolveu participar no programa de calouros
"A voz de ouro", da TV Tupi, interpretando canções da época.
Foi crooner da boite Cave do Rio e estreou cantando Dalva de Oliveira.
O nome artístico definitivo de Núbia Lafayette foi adaptado em 1960 por sugestão do compositor Adelino Moreira. Foi este compositor que à gravadora RCA, com o apoio de Nelson Gonçalves. Foi nesse ano que gravou o seu primeiro disco com o samba-canção "Devolvi", de Adelino Moreira. Este trabalho projectou-a definitivamente
como cantora romântica e popular.
O número de cantores que se dizem influenciados por Núbia Lafayette é vasto e
inclui nomes como Alcione, Fafá de Belém, Elymar Santos, Tânia Alves e a
cantora alagoana Rose D' Paula.
Núbia continuou a participar em programas especiais e apresentações esporádicas até ao fim da sua vida.
Morava em Maricá, no litoral do estado do Rio de Janeiro.

Doença e morte

Núbia sofreu um AVC hemorrágico no dia 10 de Março de 2007,
tendo ficado internada 10 dias. No dia 25 de Maio do mesmo ano voltou a ser internada no Hospital de Clínicas Niterói devido a complicações.
Faleceu aos 70 anos de idade.

Discografia

Solidão (1959) - pela gravadora RCA Camden
Devolvi (1960) - Compacto pela gravadora RCA Camden
Devoção (1961) - pela gravadora RCA Camden
Diferente (1962)- Pela gravadora RCA Camden
Eu, Núbia Lafayette (1963) - pela gravadora RCA Camden
Triste Madrugada (1964) - pela gravadora RCA Victor
Noites sem fim (1965) - pela gravadora RCA Camden
Nem Eu, nem Tu, Ninguém (1970) - pela gravadora Philips
Núbia Lafayette (1971) - pela gravadora CBS
Casa e Comida (1972) - pela gravadora CBS
De quem eu gosto (1973) - Compacto pela gravadora CBS
Núbia Lafayette (1974) - pela gravadora CBS
Abandono Cruel (1975) - pela gravadora CBS
Núbia Lafayette (1976) - pela gravadora CBS
Migalhas (1977) - pela gravadora CBS
Núbia Lafayette (1978) - pela gravadora CBS
Núbia Lafayette (1980) - pela gravadora CBS
Os vinte anos artísticos de Núbia Lafayette (1981) - pela gravadora CBS

Coletâneas

A Voz Quente de Núbia Lafayette (1971) - pela gravadora RCA


sexta-feira, 29 de julho de 2011

"GERMANO MATHIAS"


Germano Mathias (São Paulo, 2 de junho de 1934) é um cantor brasileiro,
representante do samba paulistano.
Seu grande sucesso foi "Minha nega na janela", também seu samba de estreia. Chamou a atenção por causa do jeito peculiar de interpretar os sambas, sempre de forma sincopada, e acompanhá-los tocando com uma tampa de uma lata de graxa, herança dos engraxates da Praça da Sé, com quem conviveu no início da década de 1950.
Germano também é conhecido por interpretar vários sambas de Zé Ketti. Fã de Germano, Gilberto Gil gravou em 1978 o álbum "Antologia do Samba-Choro", que traz também algumas gravações originais do sambista nascido na Rua Santa Rita, no bairro paulistano do Pari.
A maioria de seus discos saíram nas décadas de 1950 e 1960. Depois disso seus lançamentos foram cada vez mais esporádicos.
Participou dos filmes "O Preço de Vitória" e "Quem roubou meu samba".
Foi convidado para atuar na novela Brasileiras e Brasileiros, exibida pelo SBT em 1990. Em 2005 completou 50 anos de carreira e continua fazendo shows.
Em 2004 lançou "Tributo a Caco Velho", em homenagem ao compositor gaúcho que tanto o influenciou, morto em 1971. Antes, em 2003, havia lançado "Talento de Bamba".
Em CD, pode-se encontrar: "Ginga no Asfalto", de 1962; "20 preferidas.
Serviu o Exército com Rolando Boldrin, quando tinha pseudônimo de Madureira.

Discografia

Talento de bamba
20 preferidas de Germano Mathias
Germano Mathias
Samba é comigo mesmo
O Catedrático do Samba
Samba de branco
Ginga no asfalto
Hoje é batucada
Em continência ao samba
Germano Mathias
Ginga no asfalto
Antologia do samba-choro - Gilberto Gil e Germano Mathias

DVD

Ginga 2002

segunda-feira, 13 de junho de 2011

"MÁRIO REIS"


Mário da Silveira Meireles Reis (Rio de Janeiro, 31 de dezembro de 1907 — 5 de outubro de 1981), o Bacharel do Samba, foi um popular
cantor brasileiro da era do rádio.
Formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais na então Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro, atual Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na turma de Ary Barroso (LLB, 1929),
de quem era amigo e incentivador, tendo gravado o primeiro sucesso popular de Ary, "Vamos deixar de intimidades".
Gravou muitos sucessos com Carmen Miranda e Francisco Alves, com os quais tambem se apresentou frequentemente nos anos 1930. Fizeram turnes pelo Brasil e
tambem na Argentina.
Como cantor, era famoso pela sua entonação mansa, que compensava a falta de potência vocal. O seu estilo de cantar, que ate' hoje soa moderno, é considerado um dos precursores da Bossa Nova. Muitos consideram que seu canto influenciou Joao Gilberto.
Ficou muitos anos afastado da carreira de cantor tendo voltado anos mais tarde a fazer discos. Em 1965 e 1971 gravou dois discos, sendo este o seu ultimo. No repertorio antigos sucessos de autores como Sinho, Noel Rosa e Ismael Silva
alem de uma versao de A Banda de Chico Buarque.
Em 1995 Julio Bressane fez o filme O Mandarim sobre a música popular brasileira do século 20, focando especialmente na vida e no trabalho do cantor Mário Reis.
O cantor foi representado pelo ator Fernando Eiras.




Sucessos

A razão dá-se a quem tem, Francisco Alves, Ismael Silva e Noel Rosa (1932)
A tua vida é um segredo, Lamartine Babo (1932)
Cadê Mimi?, Alberto Ribeiro e João de Barro (1935)
Chegou a hora da fogueira, Lamartine Babo, com Carmen Miranda (1933).
Dorinha, meu amor, Freitinhas (1928)
Eva querida, Benedito Lacerda e Luiz Vassalo (1934)
Filosofia, André Filho e Noel Rosa (1933)
Fita amarela, Noel Rosa, com Francisco Alves (1932)
Formosa, J. Rui e Nássara (1932)
Gosto que me enrosco, Sinhô (1929)
Isto é lá com Santo Antônio, Lamartine Babo, com Carmen Miranda (1934)
Joujoux e balangandãs, Lamartine Babo, com Mariah (1939)
Jura, Sinhô (1928)
Linda morena, Lamartine Babo (1932)
Mulato bamba, Noel Rosa (1932)
Nem é bom falar, Francisco Alves, Ismael Silva e Nilton Bastos (1931)
O que será de mim?, Francisco Alves, Ismael Silva e Nilton Bastos, com Francisco Alves (1931)
Quando o samba acabou, Noel Rosa (1933)
Rasguei a minha fantasia, Lamartine Babo (1934)
Ride, palhaço, Lamartine Babo (1933)
Se você jurar, Francisco Alves, Ismael Silva e Nilton Bastos,
com Francisco Alves (1931)
Sofrer é da vida, Francisco Alves, Ismael Silva e Nilton Bastos (1932)
Uma andorinha não faz verão, João de Barro e Lamartine Babo (1933)

domingo, 22 de maio de 2011

"CYRO MONTEIRO"


Cyro Monteiro nasceu no Rio de Janeiro, em 28/5/1913, na Estação do Rocha, sendo o quarto de nove irmãos, todos com nomes começados com “C”. Era sobrinho do grande pianista de samba Nonô (Romualdo Peixoto) e primo de Cauby Peixoto. Passou a infância e a juventude em Niterói. Cantava em festas e rodas de amigos. Fazia dueto com seu irmão Carino, inspirados na dupla Sylvio Caldas-Luiz Barbosa. Numa emergência, já que conhecia todo o repertório deles, a pedido do próprio Sylvio, foi substituir Luiz Barbosa num programa da Rádio Educadora. Isso em 1933. Preferiu, porém, não desfazer a dupla com o irmão e voltou a Niterói.

No ano seguinte, foi levado para um teste na Rádio Mayrink Veiga. Aprovado, foi escalado para um programa diurno, mas logo subiria para os noturnos, com Carmem Miranda, Francisco Alves, Mário Reis, Custódio Mesquita, Noel Rosa, Gastão Formenti e outros artistas de renome. Se Luiz Barbosa marcava o ritmo no chapéu de palha e Joel de Almeida foi seu seguidor, Cyro descobriu na caixa de fósforo sua característica “instrumental”.

Alias, Luiz Barbosa e Joel Almeida tiveram pouco depois outro grande seguidor e parceiro de Cyro: Dilermando Pinheiro, considerado por muitos ao fazer shows com Cyro seu melhor parceiro nos palcos; o que fez Cyro certa vez comentar com a esposa Lú após mais uma fuga de Dilermando do hotel “a la Tim Maia” antes de um show de ambos, e Lú lhe aconselhando que em razão das muitas “sumidas” de Dilermando desfizesse a dupla, ao que retrucou lacônico : — “Não posso Lú, o homem é insubstituível !!! ”





Como também das muitas de suas tiradas engraçadas que faziam a diversão dos amigos que disse quando Carmem Miranda ao ouvi-lo cantar ; que além de ter a voz bela e aveludada que ele era o sambista que melhor cantava os sambas da época , Cyro confessou à amigos que ao ouvir este elogio da grande e bela Carmem ficou “louro de olhos azuis”.
Gravou o primeiro disco na Odeon, para o carnaval de 1936, com os sambas “Vê Se Desguia” e “Perdoa”, sem maior repercussão, mesmo porque o ano foi concorridíssimo. Em meados de 1938, grava o samba “Se Acaso Você Chegasse” (Lupicínio Rodrigues/Felisberto Martins), que abre o caminho para ele e Lupicínio. Era seu primeiro disco na RCA Victor. Cyro tinha voz, ritmo, sabia modular e improvisar. Notável também era sua capacidade de fazer amigos, por causa do seu calor humano e infinita bondade.
Como parte desta bondade apregoada pelo grande Vinicius, tinha sempre em um dos bolsos dinheiro trocadinho e balas para dar as crianças que sempre o paravam na rua Silveira Martins no Catete onde morava e no outro dinheiro a mais para emprestar a algum amigo necessitado que sempre aparecia.
Na contracapa do LP “Senhor Samba”, lançado por Cyro pela gravadora Columbia, em 1961, Vinicius de Moraes definiu: “Cyro, pra lá do cantor e do homem excepcional, é um grande abraço em toda a humanidade”.
Cyro era apelidado de “Formigão” pelos amigos e também era conhecido como “O Cantor das Mil e uma Fãs”. Grande torcedor do Flamengo, era respeitado até mesmo pelos simpatizantes de times adversários. Morreu no Rio, em 13/7/1973, aos 60 anos. Foi sepultado no Cemitério São João Batista, “ao som da marcha do Flamengo, cantada por integrantes da torcida jovem, coberto com a bandeira do clube e da Estação Primeira de Mangueira”.

domingo, 2 de janeiro de 2011

"CARTOLA"


Angenor de Oliveira, mais conhecido como Cartola,
(Rio de Janeiro, 11 de outubro de 1908 — Rio de Janeiro, 30 de novembro de 1980)
foi um cantor, compositor e violonista brasileiro.
Considerado por diversos músicos e críticos como o maior sambista da história da música brasileira, Cartola nasceu no bairro do Catete, mas passou a infância no bairro de Laranjeiras. Tomou gosto pela música e pelo samba ainda moleque e aprendeu com o pai a tocar cavaquinho e violão.Dificuldades financeiras obrigaram a família numerosa a se mudar para o morro da Mangueira, onde então
começava a despontar uma incipiente favela.
Na Mangueira, logo conheceu e fez amizade com Carlos Cachaça - seis anos mais velho -e outros bambas, e se iniciaria no mundo da boemia, da malandragem e do samba.
Com 15 anos, após a morte de sua mãe, abandonou os estudos - tendo terminado apenas o primário.Arranjou emprego de servente de obra, e passou a usar um chapéu-coco para se proteger do cimento que caía de cima. Por usar esse chapéu,
ganhou dos colegas de trabalho o apelido "Cartola".

Junto com um grupo amigos sambistas do morro, Cartola criou o Bloco dos Arengueiros, cujo núcleo em 1928 fundou a Estação Primeira de Mangueira.
Ele compôs também o primeiro samba para a escola de samba,
"Chega de Demanda". Os sambas de Cartola se popularizaram na década de 1930,
em vozes ilustres como Araci de Almeida, Carmen Miranda, Francisco Alves,
Mário Reis e Silvio Caldas.
Mas no início da década seguinte, Cartola desapareceu do cenário musical carioca e chegou a ser dado como morto. Pouco se sabe sobre aquele período, além do sambista ter brigado com amigos da Mangueira, contraído uma grave doença - especula-se que seja meningite - ter ficado abatido com a morte de Deolinda, a mulher com quem vivia.
Cartola só foi reencontrado em 1956 pelo jornalista Sérgio Porto
(mais conhecido como Stanislaw Ponte Preta), trabalhando como lavador de carros em Ipanema. Graças a Porto, Cartola voltou a cantar, levando-o a programas de rádio e fazendo-o compor novos sambas para serem gravados.
A partir daí, o compositor é redescoberto por uma nova safra de intérpretes.
Em 1964, o sambista e sua nova esposa, Dona Zica, abriram um restaurante na rua da Carioca, o Zicartola, que promovia encontros de samba e boa comida, reunindo a juventude da zona sul carioca e os sambistas do morro. O Zicartola fechou as portas algum tempo depois, e o compositor continuou com seu emprego publico
e compondo seus sambas.
Em 1974, aos 66 anos, Cartola gravou o primeiro de seus quatro discos-solo,
e sua carreira tomou impulso de novo com clássicos instantâneos como
"As Rosas Não Falam", "O Mundo é um Moinho", "Acontece", "O Sol Nascerá"
(com Elton Medeiros), "Quem Me Vê Sorrindo" (com Carlos Cachaça),
"Cordas de Aço", "Alvorada" e "Alegria". No final da década de 1970,
mudou-se da Mangueira para uma casa em Jacarepaguá, onde morou até a morte, em 1980.
Era o primogênito dos oito filhos do casal Sebastião Joaquim de Oliveira
e Aída Gomes de Oliveira. Apesar de ter recebido o nome de Agenor, foi registrado como Angenor - fato que só viria a descobrir muitos anos mais tarde, ao tratar dos papéis para seu casamento com Dona Zica na década de 1960.
Para não ter que providenciar a mudança do nome em cartório, a partir de então passou a assinar oficialmente seu nome como Angenor de Oliveira.
Nascido no bairro carioca do Catete, onde também passou parte de sua infância. Quando tinha oito anos, sua família se mudou para as Laranjeiras, onde ele se tornou torcedor do time do bairro, o Fluminense.Lá nas Laranjeiras, entrou em contato com os ranchos carnavalescos União da Aliança e Arrepiados - neste último tocava cavaquinho (instrumento musical que lhe tinha sido dado pelo pai quando tinha somente 8 ou 9 anos de idade) e nos desfiles do Dia de Reis, em que suas irmãs saíam em grupos de "pastorinhas".Era tão entusiasmado pelo Arrepiados que ao participar, mais tarde, da fundação da escola de samba Estação Primeira de Mangueira, sugeriu que as cores daquele rancho - o verde e o rosa - fossem as mesmas da nascente agremiação, que seria um símbolo dos mais reverenciados no mundo do samba.
Na verdade, Carlos Cachaça disse que tinha existido no Morro da Mangueira
um antigo rancho chamado Caçadores da Floresta,
cujas cores eram exatamente o verde e o rosa.
Em 1920, na MangueiraEm 1919, movidos por dificuldades financeiras, os Oliveira foram para o morro da Mangueira, então uma pequena e nascente favela com menos de cinquenta barracos.Logo, conheceria e se tornaria amigo de outro morador da Mangueira, Carlos Cachaça, seis anos mais velho que Cartola, e que se tornaria, além de amigo por toda a vida, o seu parceiro mais constante em dezenas de sambas.
Quando tinha 15 anos, abandonou os estudos (tinha concluído apenas o quarto ano primário) para trabalhar, ao mesmo tempo em que se inclinava para a vida boêmia.
Na adolescência, trabalhou como aprendiz de tipógrafo, mas logo se transformou em pedreiro. Foi enquanto trabalhava nas obras de construção, que ele ganharia o apelido com que se tornaria reconhecido como um dos grandes nomes da música popular brasileira.Para que o cimento não lhe caísse sobre os cabelos, resolveu passar a usar um chapéu-coco, que os colegas diziam parecer mais uma cartolinha, e assim, começou a ser chamado de "Cartola".
Tinha 17 anos quando sua mãe morreu. Pouco depois, após conflitos crescentes com o pai, inimigo da malandragem, acabou expulso de casa. Levou então por algum tempo uma vida de vadio, bebendo e namorando, frequentando zonas de prostituição e contraindo doenças venéreas, perambulando pelas noites e dormindo em trens de subúrbio.
Esses hábitos o levaram a se enfraquecer fisicamente, adoecido e mal-alimentado,
na cama de um pequeno barraco.Uma vizinha do seu barraco chamada Deolinda – uma mulher gorda, forte e boa, sete anos mais velha, casada e com uma filha de dois anos – passou a cuidar e a gostar dele. Os dois acabam se envolvendo.
Tinha na época apenas 18 anos e estava morando sozinho.
Decidem viver juntos e Deolinda deixa o marido, levando a filha que o
compositor irá criar como sua.

O surgimento do sambista

O barraco dividido por Cartola e Deolinda era habitado por mais gente, todos sustentados pela dona de casa, que lavava e cozinhava para fora. Sob seu teto e de Deolinda, Noel Rosa foi se abrigar algumas vezes, à procura de um refúgio tranqüilo.Cartola exercia a atividade de pedreiro apenas esporadicamente, preferindo assumir o ofício de compositor e violonista nos bares e tendas locais.
À época, já se firmava como um dos maiores criadores do morro, ao lado do grande amigo Carlos Cachaça e Gradim.
Com estes e outros compositores, Cartola integrava uma turma de brigões e arruaceiros que, não por acaso, formaram o Bloco dos Arengueiros, em 1925, para brincar o carnaval. Esse bloco seria o embrião da Estação Primeira de Mangueira.
A ampliação e fusão do bloco com outros existentes no morro, gerou, em 28 de abril de 1928, a segunda escola de samba carioca e uma das mais tradicionais da história do carnaval da cidade.Cartola, um dos seus sete fundadores (também assumiu a função de diretor de harmonia da escola, em que permaneceu até fins da década de 1930); Estação Primeira, porque, contando a partir da Central do Brasil, o morro de Mangueira ficava a primeira estação de trem de um lugar em que havia samba.
Cartola compôs "Chega de Demanda", o primeiro samba escolhido para o desfile e que só seria gravado pelo compositor em 1974, para o disco
"História das Escolas de Samba: Mangueira".

No início da década de 1930, Cartola se tornou conhecido fora da Mangueira, quando foi procurado por Mário Reis, através de um estafeta chamado Clóvis Miguelão que subira o morro para comprar uma música.O sambista vendeu os direitos de gravação do samba "Que Infeliz Sorte", que acabou sendo lançado por Francisco Alves, pois não se adaptava à voz de Mário Reis. Assinava então Agenor de Oliveira.
Vendeu outros sambas a Francisco Alves, maior ídolo da música brasileira na época, cedendo apenas os direitos sobre a vendagem de discos. Neste comércio – que serviu para projetá-lo entre os sambistas na cidade –, Cartola conservava
a autoria e não dava parceria a ninguém.

“ O rapaz foi lá e disse: "Cartola, vem cá. O Mário Reis tá aí, queria comprar um samba teu". "O quê? Comprar samba? Você tá maluco, rapaz? (...) Eu não vou vender coisa nenhuma." (...) Ele disse: "Quanto é que você quer pelo samba?". Eu virei pro cara, no cantinho, disse assim: "Vou pedir 50 mil réis". "O quê, rapaz? Pede 500." (...) Com muito medo, pedi 500 contos. "Não, dou 300. Tá bom?" Eu disse assim:
"Bom, me dá esses 300 mesmo". Mas com muito medo (...) Mas botou meu nome direitinho, legal (...). Ele comprou, mas não deu para a voz dele.
Então gravou Chico, Francisco Alves. ”
— Cartola, sobre o samba "Que Infeliz Sorte", Almanaque da Folha


Em 1932, Francisco Alves e Mário Reis gravaram outro samba seu, "Perdão, Meu Bem". Também remonta àquela época a amizade e a parceria que Cartola estabeleceu com Noel Rosa. Com o "poeta de Vila Isabel", compôs "Tenho Um Novo Amor", interpretada por Carmen Miranda, "Não Faz, Amor" e "Qual Foi o Mal Que Eu Te Fiz", interpretadas por Francisco Alves. Ainda naquele ano, Sílvio Caldas lançou "Na Floresta"
(de autoria de Cartola, do próprio Sílvio e ainda a primeira composição em parceria com Carlos Cachaça).Também em 1932, a Mangueira foi campeã do desfile promovido pelo jornal "O Mundo Esportivo" com o samba "Pudesse Meu Ideal"
(sua primeira parceria com Carlos Cachaça).
Em 1933, Cartola viu pela primeira vez um samba seu se tornar sucesso comercial: "Divina Dama", novamente na voz de Francisco Alves. Arnaldo Amaral gravou "Fita Meus Olhos" (com B. Vasquez), canção que encerrava o breve ciclo inicial de gravações de composições suas. A partir dali, o sambista passou a compor exclusivamente para a sua escola no morro, marginalizando-se do círculo artístico e de produção discográfica da cidade.
Em 1935, novamente a Mangueira teve premiado no desfile um samba de Cartola,
"Não Quero Mais" (feito com Carlos Cachaça e Zé da Zilda), que foi gravado, em 1936, por Araci de Almeida e regravado, em 1973, por Paulinho da Viola,
com o título alterado para "Não Quero Mais Amar A Ninguém".
Em 1940, Cartola foi convidado pelo maestro e compositor erudito Heitor Villa-Lobos, seu admirador, a formar um grupo de sambistas - entre eles, Donga, Pixinguinha, João da Baiana - para fazer algumas gravações de música popular brasileira para outro maestro mundialmente famoso, o norte-americano Leopold Stokowski (que percorria a América Latina recolhendo músicas nativas), realizadas a bordo do navio Uruguai (ancorado no pier da Praça Mauá, no Rio de Janeiro).Dos sambas que Cartola gravou a bordo do navio, "Quem Me Vê Sorrindo" (composto com Carlos Cachaça) saiu em um dos quatro discos de 78 rpm, lançados comercialmente apenas nos Estados Unidos pela gravadora Columbia.Além da sua primeira gravação, foi registrado nesse álbum o coro da Mangueira com as vozes de Dona Neuma e de suas irmãs, a clarineta de Luís Americano, emboladas de Jararaca e Ratinho, a flauta de Pixinguinha, além das participações de Donga e João da Baiana e um arranjo de
Villa-Lobos para o tema indígena Canidé Joune.
Popular, Cartola também atuou como cantor na rádio, apresentando músicas suas e de outros compositores. Ainda em 1940 criou com Paulo da Portela, o programa A Voz do Morro, na Rádio Cruzeiro do Sul, no qual apresentavam sambas inéditos, cujos títulos deviam ser dados pelos ouvintes. Assim, o programa premiava o ouvinte que tivesse sugerido o título escolhido para o samba. Em 1941, formou, junto com Paulo da Portela e Heitor dos Prazeres, o Conjunto Carioca, que durante um mês realizou apresentações em um programa da Rádio Cosmos, da cidade de São Paulo.
Em 1942, "Não Posso Viver Sem Ela" (parceria com Alcebíades Barcellos)
foi lançada no famoso disco "Ai Que Saudades da Amélia", de Ataulfo Alves.

“ Gosto de fazer samba de dor de cotovelo, falando de mulher, de amor, de Deus, porque é isso que acho importante e acaba se tornando uma coisa importante ”
— Cartola, comentando sua obra, Almanaque da Folha


Nos anos seguintes, Cartola participou pouco no cenário musical.
Entre suas poucas atuações artísticas, o sambista apareceu como corista da gravação de alguns cantores na Colúmbia e chegou a se apresentar com um grupo
de morro no Cassino Atlântico.
Com a nova direção da Estação Primeira de Mangueira antipática a Cartola, o sambista viu seu samba ser desqualificado pelo júri que julgou as músicas concorrentes ao enredo que representaria a escola de samba no carnaval de 1947. Para piorar, ele contraiu meningite, ficando três dias em estado de coma e um ano andando de muleta. Com vergonha da condição de doente, acabou se mudando para Nilópolis.
Foi cuidado por Deolinda, mas pouco depois assistiu à morte da mulher, vitimada por um ataque cardíaco.Com a morte de Deolinda, deixou o Morro da Mangueira.
Por um período de cerca de sete anos, andou desaparecido dos seus conhecidos.
Fora do ambiente musical, muitos pensavam até que tivesse morrido.
Chegou-se a compor sambas em sua homenagem. Em 1948, a Mangueira sagrou-se campeã do carnaval do Rio de Janeiro com seu samba-enredo "Vale do São Francisco"
(com Carlos Cachaça).
Cartola vivia um período difícil em sua vida. Sem mais a atenção de Deolinda e o prestígio no morro da Mangueira, o sambista morava em uma favela no bairro do Caju, com uma mulher chamada Donária. Data dessa época a composição
"Fiz Por Você o Que Pude", dedicada a Mangueira.

Cartola conseguiu trabalhos modestos, como o de lavador de carros e vigia de edifícios. Mas a entrada em cena de uma nova - e definitiva - mulher em sua vida alterou o seu destino. Quando Eusébia Silva do Nascimento, mais conhecida como Zica, o encontrou, o sambista estava em um estado lastimável, entregue à bebida, desdentado e sobrevivendo de biscates - sem contar ainda um problema no nariz, que tinha se tornado demasiadamente grande, devido a uma afecção denominada rinofima. Apesar disso, Zica, antiga admiradora de Cartola, se apaixonou por ele,
conquistando-o.Zica o levou de volta ao morro da Mangueira, onde o casal se instalou em uma casa na subida do morro, perto da quadra da escola de samba e
próximo da casa de Carlos Cachaça e Menina (irmã de Zica).
Com Zica, Cartola viveria até o fim de seus dias, sem, no entanto, deixar filhos.
Mesmo sumido, Cartola ainda foi lembrado em 1952, quando Gilberto Alves gravou o samba-canção "Sim" (parceria com Oswaldo Martins).

Os bons tempos do Zicartola

Em 1957, Cartola trabalhava como vigia e lavador dos carros dos moradores de um edifício em Ipanema. Nessa função, foi identificado em uma madrugada pelo jornalista Sérgio Porto (ou Stanislaw Ponte Preta), sobrinho do crítico musical Lúcio Rangel (que havia dado ao sambista, anos antes, o apelido de "Divino Cartola").
Ao ver o compositor magro e maltrapilho em um macacão molhado, Stanislau decidiu ajudá-lo, começando por divulgar a redescoberta, que fizera, do sambista.
Àquela altura, Cartola era dado como desaparecido ou mesmo morto por muitos de seus conhecidos e admiradores. O reencontro com o jornalista foi definitivo para a retomada de sua carreira como músico e compositor.
A promoção rendeu algumas apresentações na Rádio Mayrink Veiga e em restaurantes, além de matérias em jornais e revistas. Sérgio também arranjou para o sambista, por meio do cronista e pesquisador Jota Efegê, um emprego de contínuo no jornal Diário Carioca em 1958 e, no ano seguinte, no Ministério da Indústria e Comércio.
Em 1958, foram gravados seus sambas "Grande Deus" e "Festa da Penha", respectivamente por Jamelão e Ari Cordovil. Em 1960, Nuno Veloso gravou
"Vale do São Francisco" (parceria com Carlos Cachaça).
No início da década de 1960, Cartola se tornou zelador da Associação das Escolas de Samba, localizada em um velho casarão no centro do Rio de Janeiro, que se tornou um ponto de encontro de sambistas de toda a cidade. Além das rodas de samba no local, Zica - uma exímia cozinheira - passou a servir uma sopa aos participantes. Estimulado por amigos, Cartola e Zica resolveram aplicar a fórmula música-comida em um sobrado da rua da Carioca, também na zona central da cidade, em 1963.
A iniciativa contou com o apoio financeiro de empreendedores considerados "mangueirenses de coração", como o empresário Renato Augustini.
O Zicartola se tornou um marco na história da música popular brasileira no início das década de 1960. Além da boa cozinha administrada por Zica, Cartola fazia as vezes de mestre de cerimônias, propiciando o encontro entre sambistas do morro e compositores e músicos de classe média, especialmente ligados à Bossa Nova, além de poetas-letristas como Hermínio Bello de Carvalho e jornalistas musicais como Sérgio Cabral. Velhos bambas, como Nelson Cavaquinho e Zé Kéti, se juntavam a novos talentos, como Élton Medeiros e Paulinho da Viola.Além da presença constante de alguns dos melhores representantes do samba de morro, diferentes gerações de cantoras se encontravam ali, como Elizeth Cardoso e Nara Leão.
No Zicartola, desafiado pelo amigo Renato Agostini, Cartola compôs com Elton Medeiros em cerca de 30 minutos o samba "O Sol Nascerá", que se tornaria um de seus grandes clássicos. A mesma facilidade para compor experimentaria em "Alvorada" um samba feito a seis mãos. Compusera com Carlos Cachaça a primeira parte de um samba que decidiram mostrar a Hermínio Bello de Carvalho, que escreveu então os versos da segunda parte, que ele musicou na hora.
Moda no Rio de Janeiro, o Zicartola inaugurou um gênero de casa noturna que viria a se propagar nas décadas seguintes. Apesar disso, o bar durou pouco e, mal-administrado, fechou as portas após dois anos de existência, pois seu dono definitivamente não tinha tino comercial. Em 1974, um bar chamado Zicartola foi aberto no bairro paulistano de Vila Formosa.
Ainda em 1964, Cartola e Zica se casaram oficialmente (às vésperas do casamento,
ele compôs "Nós Dois" para ela), e o sambista atuou no filme "Ganga Zumba" (de Carlos Diegues), no papel de um escravo (já havia atuado discretamente em
"Orfeu Negro" e ainda participaria de "Os Marginais").O samba "O Sol Nascerá" foi gravado por Isaura Garcia.
Em 1965, foi lançado o álbum com gravações do Show Opinião, no ano anterior, realizado entre Zé Keti, João do Vale e Nara Leão - esta incluíu "O Sol Nascerá"
(de Cartola e Elton Medeiros) no repertório do LP.Esta gravação tornou Cartola, assim como outros sambistas de seu círculo, conhecidos pelo público de classe média da época, projetando-os profissionalmente. Em consequência do prestígio que ganhou, Cartola chegou a ter seu nariz retocado pelo célebre cirurgião plástico Ivo Pitanguy.Pery Ribeiro e Bossa Três também regravam "O Sol Nascerá".
Ainda em 1965, Cartola iniciou a construção de uma casa (verde e rosa) ao pé do morro da Mangueira, em terreno doado pelo então Estado da Guanabara.
Naquele mesmo ano e no seguinte, fez participação em dois discos de Elizeth Cardoso, que gravou o samba "Sim" (parceria com Oswaldo Martins e Leny Andrade).
Ainda em 1966, gravou com Clementina de Jesus seu samba "Fiz por você o que pude".
Em 1968, participou em duas faixas do LP "Fala, Mangueira", que reuniu, além dele, Nelson Cavaquinho, Carlos Cachaça, Clementina de Jesus e Odete Amaral. Também naquele ano, Cartola gravou com Odete Amaral "Tempos Idos" (parceria com Carlos Cachaça) e Ciro Monteiro gravou "Tive Sim".
Em 1970, Cartola protagonizou uma série de apresentações promovidas pela União Nacional dos Estudantes, intituladas "Cartola Convida", na praia do Flamengo, onde recebia grandes nomes do samba. Também naquele ano, a Abril Cultural lançou um volume dedicado à sua obra na série "História da música popular brasileira", no qual o sambista interpretou "Preconceito" (de sua autoria). Em 1972, Paulinho da Viola gravou "Acontece" e Clara Nunes gravou "Alvorada" (com Carlos Cachaça e Hermínio Bello de Carvalho). Em 1973, Elza Soares gravou
"Festa da Vinda" (parceria com Nuno Veloso).
Mas a consagração definitiva viria somente em 1974, alguns meses antes de completar 66 anos, quando o sambista finalmente gravou seu primeiro disco-solo. Cartola, lançado em uma iniciativa do pesquisador musical, produtor de discos e publicitário Marcus Pereira. O disco, que recebeu vários prêmios e foi considerado um dos melhores daquele ano,reunia uma coleção de obras-primas de Cartola e uma equipe de instrumentistas de primeira linha no acompanhamento. O sambista interpretou "Acontece", "Tive Sim", "Amor Proibido" e "Amor Proibido" (canções de autoria própria), "Disfarça E Chora" e "Corra E Olhe O Céu" (parceria com Dalmo Casteli), "Sim" (com Oswaldo Martins), "O Sol Nascerá" (com Élton de Medeiros), "Alvorada" (com Carlos Cachaça e Hermínio Bello de Carvalho),
"Festa Da Vinda" (com Nuno Veloso), "Quem Me Vê Sorrindo"
(com Carlos Cachaça) e "Ordenes E Farei" (com Aluizio).
Também em 1974, a mesma gravadora Marcus Pereira lançou o LP "História das escolas de samba: Mangueira", no qual Cartola interpretou algumas faixas. Pouco depois, durante uma entrevista ao radialista e produtor Luiz Carlos Saroldi, em um programa especial para a Rádio Jornal do Brasil, apresentou dois sambas ainda inéditos: "As Rosas Não Falam" e "O Mundo é um Moinho". Ainda naquele ano, o sambista participou do programa radiofônico "MPB - 100 ao vivo" - os programas foram editados em oito LPs com o mesmo título e em um dos álbuns ocupou todo um lado, deferência só concedida a dois outros convidados, Luiz Gonzaga e Paulinho da Viola - e se apresentou no bairro carioca de Botafogo, em que atuou ao lado da cantora Rosana Tapajós e do flautista Altamiro Carrilho.Gal Costa regravou "Acontece".

Logo depois, em 1976, a mesma gravadora lançou o segundo LP, também intitulado Cartola. O sucesso do álbum foi puxado por uma de suas mais famosas criações, "As Rosas Não Falam", incluída na trilha sonora de uma novela da Rede Globo. Ainda em seu segundo disco, Cartola interpretou suas composições "Minha", "Sala de Recepção", "Aconteceu", "Sei Chorar", "Cordas de Aço" e "Ensaboa". Gravou também as canções "Preciso me encontrar" (de Candeia), "Senhora tentação" (de Silas de Oliveira) e "Pranto de Poeta" (de Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito. Também nesse ano, Clementina de Jesus gravou "Garças Pardas" (parceria com Zé da Zilda).

A grande popularidade obtida pelo samba levou Cartola a uma divulgação inédita de seu trabalho. Realizou seu primeiro show individual, no Teatro da Galeria, no bairro do Catete, acompanhado pelo Conjunto Galo Preto. O show foi um sucesso de público e se estendeu por quatro meses em várias partes do país.

Em 1977, o sambista dividiu com um novo parceiro, Roberto Nascimento, uma turnê por palcos do Sesc, no interior de São Paulo.Em meio ao grande sucesso, Cartola voltou a desfilar pela Mangueira, após 28 anos de ausência no desfile de carnaval. O seu samba "Tive, Sim" foi defendido por Ciro Monteiro na I Bienal do Samba, promovida pela TV Record, e terminou classificado em quinto lugar no concurso.
Também foi convidado pela Prefeitura de Curitiba para integrar o juri do desfile das escolas de samba locais, onde, pela primeira e única vez julgou um desfile das escolas. Beth Carvalho gravou com sucesso "O mundo é um moinho". Em junho de 1977, a Rede Globo apresentou o programa "Brasil Especial" número 19, dedicado exclusivamente a Cartola, e que obteve grande êxito. Em setembro daquele mesmo ano, o sambista participou (acompanhado por João Nogueira) do "Projeto Pixinguinha", no Rio de Janeiro,e depois em uma excursão pelas principais cidades brasileiras. O sucesso do espetáculo os levou a excursionar por São Paulo, Curitiba e Porto Alegre.

Ainda em 1977, em outubro, a gravadora RCA lançou "Verde que te quero rosa", seu terceiro disco-solo, com igual sucesso de crítica. Um dos grandes destaques do álbum foi "Autonomia", com arranjo do maestro Radamés Gnatalli.Desse LP fazem parte o samba-canção "Autonomia", além de "Nós Dois" (composta especialmente para o casamento com Zica, em 1964). Recriou "Escurinha" (samba do mangueirense Geraldo Pereira, falecido prematuramente em conseqüência de uma briga com "Madame Satã"). Estão presentes ainda os sambas "Desfigurado", "Grande Deus", "Que é feito de você" e "Desta vez eu vou" (todos de sua autoria), "Fita meus olhos" (com Osvaldo Vasques) e "A canção que chegou" (com Nuno Veloso.

Últimas homenagens

Em 1978, quase aos 70 anos, se transferiu da Mangueira para uma casa em Jacarepaguá, buscando um pouco mais de tranqüilidade, na tentativa de continuar compondo, mas sempre voltava para visitar os amigos no morro onde crescera e se tornara famoso.
A residência de Cartola e Zica em Mangueira era muito frequentada por músicos e jornalistas, o que levou o casal a procurar um pouco de sossego. Era finalmente a primeira casa própria do artista, o máximo que ele conseguiu com o sucesso obtido no final da vida. Em frente à sua porta, foi inaugurada em seguida uma praça apropriadamente batizada de As Rosas Não Falam.

Naquele mesmo ano, estreou seu segundo show individual: "Acontece", outro sucesso. E em novembro, por ocasião de seu septuagésimo aniversário, recebeu uma grande homenagem na quadra da Mangueira. O sambista, no entanto, já estava doente. Diagnosticado seu mal, câncer na tireóide, foi operado em 1978.

Ainda naquele ano, o sambista gravou com Eliana Pittman o samba "Meu amigo Cartola" (de Roberto Nascimento) e, com Odete Amaral o samba "Tempos Idos" (parceria com Carlos Cachaça). Valdir Azevedo, João Maria de Abreu, Joel Nascimento e Fagner regravaram "As rosas não falam". Elizeth Cardoso regravou "Acontece" e Odete Amaral, "Alvorada". Durante a apresentação no Ópera Cabaré, em São Paulo, no mês de dezembro, o concerto foi gravado ao vivo, por iniciativa de J.C. Botezelli (responsável pelo primeiro disco de Cartola). Esse registro ao vivo só sairia em LP após a morte do compositor.

Em 1979, foi lançado Cartola – 70 anos, seu quarto LP no qual interpretou seus sambas "Feriado na roça", "Fim de estrada", "Enquanto Deus consentir", "Dê-me graças, senhora", "Evite meu amor", "Bem feito" e "Ao amanhecer", além de "O inverno do meu tempo" e "A cor da esperança" (parcerias com Roberto Nascimento), "Ciência e arte" e "Silêncio de um cipreste" (com Carlos Cachaça), "Senões" (com Nuno Veloso) e "Mesma estória" (com Élton Medeiros).

Ainda naquele ano, Nelson Gonçalves e Emílio Santiago regravaram "As rosas não falam". Em fins de 1979, Cartola participou de um programa na Rádio Eldorado, da cidade de São Paulo, no qual contou um pouco de sua vida e cantou músicas que andava fazendo. Essa entrevista foi posteriormente lançada em LP, na década de 1980, com o nome "Cartola - Documento Inédito".Em 1980, a cantora Beth Carvalho regravou "As rosas não falam" e "Consideração" (parceria com Heitor dos Prazeres. Com Nelson Cavaquinho, compôs apenas "Devia ser condenada",
gravada pelo parceiro na década de 1980.
A carreira de Cartola não iria longe. Cartola sabia que sua doença era grave mas manteve segredo sobre ela todo o tempo. Para todos dizia que tinha uma úlcera.

“ Quando for enterrado, quero que Waldemiro toque o bumbo. ”
— Cartola, manifestando a sua família um desejo uma semana antes de sua morte, Almanaque da Folha


Três dias antes de morrer, recebeu de Carlos Drummond de Andrade sua última homenagem em vida.O poeta lhe dedicou uma comovente crônica,
publicada pelo Jornal do Brasil.
Cartola morreria de câncer em 30 de novembro de 1980, aos 72 anos de idade.
O corpo foi velado na quadra da Estação Primeira de Mangueira, onde por lá passaram as mais diversas presenças do mundo da música; Clara Nunes, Alcione, Emilio Santiago, Chico Buarque, João Nogueira, Dona Ivone Lara, Nelson Sargento, Jamelão, Roberto Ribeiro, Clementina de Jesus, Martinho da Vila, Gal Costa, Simone, Elizeth Cardoso, Paulo Cesar Pinheiro, Beth Carvalho, Paulinho da Viola, Gonzaguinha, entre muitos outros. Seu corpo foi sepultado no Cemitério do Caju. Atendendo a seu pedido, no dia 1º de dezembro, data de seu funeral, Waldemiro, ritmista da Mangueira, que havia aprendido com ele a encourar seu instrumento, marcou o ritmo para o coro de "As Rosas Não Falam", cantada por uma pequena multidão de sambistas, amigos, políticos e intelectuais, presentes em sua despedida. Em seu caixão a bandeira do time do seu coração, o Fluminense.

Após a morte

Durante os anos seguintes, viriam homenagens póstumas, discos e biografias que o confirmariam como um dos maiores nomes da música popular brasileira.
Em 1981, Artur Oliveira concluiria o samba "Vem", que Cartola deixara inacabado, e seu livro escrito juntamente com Marília Trindade Barboza, a biografia "Cartola, Os Tempos Idos" seria lançado pela Funarte, em 1983. Ainda em 1982, foi lançado um disco póstumo do sambista, "Ao Vivo" – gravação de um espetáculo realizado no final de 1978, em São Paulo. Em 1984, também pela Funarte,
sairia o LP "Cartola, Entre Amigos".

Em 1988, para comemorar o octagésimo aniversário de seu nascimento, a gravadora Som Livre lançou o songbook "Cartola – Bate Outra Vez...", que trazia Caetano Veloso, Gal Costa, Paulinho da Viola, Zeca Pagodinho, Luiz Melodia, Dona Ivone Lara, Beth Carvalho, Nelson Gonçalves, Paulo Ricardo e Cazuza. E a cantora Leny Andrade apareceu com "Cartola – 80 Anos". Marisa Monte viria a incluir em seu repertório o lundu "Ensaboa", composto em 1975 e gravado pelo compositor em seu segundo LP.

A cantora Claudia Telles (filha de Sylvia Telles, um dos ícones da Bossa Nova) lançaria em 1995 um álbum-tributo composições de Cartola e Nelson Cavaquinho. Em 1998, Elton Medeiros e Nelson Sargento gravaram o álbum "Só Cartola". Medeiros também se apresentou com a cantora Márciano espetáculo "Cartola 90 anos", que resultaria em um álbum lançado pelo SESC de São Paulo. Naquele mesmo ano, o grupo Arranco (ex-Arranco de Varsóvia) lançou o álbum "Samba de Cartola".

Em 2001, a RCA relançou em CD o disco "Verde que te quero rosa". Naquele mesmo ano, foi fundado o Centro Cultural Cartola tendo por base a obra do compositor. Em 2002, o cantor Ney Matogrosso lançou o álbum "Cartola", com repertório todo dedicado ao compositor da Mangueira. Em 2003, a neta de Cartola descobriu uma pasta vários letras inéditas que teriam de ser musicadas. Ainda naquele ano, Beth Carvalho lançou o álbum "Beth Carvalho canta Cartola". Em 2004, o espetáculo "Obrigado Cartola", de Sandra Louzada, com direção de Vicente Maiolino, estreou no Centro Cultural Banco do Brasil. O musical contavao a vida do compositor e apresentando sambas clássicos. Naquele mesmo ano, foi lançado pela Editora Moderna
o livro "Cartola", de Monica Ramalho.
Em 2007, foi lançado o filme "Cartola - Música para os Olhos", com direção de Lírio Ferreira e Hilton Lacerda.
Em 2008, esquecido no ano de seu centenário pela Estação Primeira de Mangueira que ajudou a fundar, foi, no entanto homenageado pela Paraíso do Tuiuti com o enredo "Cartola, teu cenário é uma beleza" que ajudou a escola de São Cristóvão a subir para o grupo de Acesso A. Dentro das comemorações pelo seu centenário, foi lançado pelo selo Biscoito Fino "Viva Cartola - 100 anos", que incluiu gravações lançadas em outros discos e que continha uma única faixa inédita, "Basta de Clamares Inocência" - gravada por Martinália. "Pranto de Poeta" – BMG


Discografia Oficial

1974 - "Cartola"
1976 - "Cartola"
1977 - "Verde Que Te Quero Rosa"
1978 - "Cartola 70 Anos"
1982 - "Cartola - Ao Vivo"
1982 - "Cartola - Documento Inédito"

Canções Clássicas

"Que Infeliz Sorte!" (1931, canção lançada por Francisco Alves)
"Divina Dama" - álbum "História da música popular brasileira" (RCA, 1970)
"Quem Me Vê Sorrindo" com Carlos Cachaça - álbum "Cartola"
"O Sol Nascerá" com Elton Medeiros - álbum "Cartola"
"Alvorada" com Carlos Cachaça e Herminio Bello de Carvalho- álbum "Cartola"
"Tive Sim" - álbum "Cartola"
"O Mundo É Um Moinho" - álbum "Cartola"
"Peito Vazio" com Elton Medeiros - álbum "Cartola"
"As Rosas Não Falam" - álbum "Cartola"
"Cordas de Aço" - álbum "Cartola"
"Autonomia" - álbum "Verde Que Te Quero Rosa"
"Tempos Idos" com Carlos Cachaça - álbum "Verde Que Te Quero Rosa"

Participações

1942 - "Native Brazilian Music" - Leopold Stokowski
1967 - "A Enluarada Elizeth" - Elizeth Cardoso (participação em "Seleção de Sambas da Mangueira")
1968 - "Fala Mangueira!" - Odete Amaral, Cartola, Clementina de Jesus, Nelson Cavaquinho, Carlos Cachaça
1970 - "História da música popular brasileira" - Cartola e Nelson Cavaquinho
1974 - "História das escolas de samba: Mangueira" - Vários Artistas
1975 - "MPB - 100 ao vivo" - Vários artistas
1980 - "E Vamos À Luta" - Alcione (participa da faixa "Eu Sei", de sua autoria)
1993 - "No Tom da Mangueira" - Tom Jobim e Velha Guarda da Mangueira (incluída sua gravação de "Não quero mais amar a ninguém")

Não-oficiais

1977 - "Cartola" - este disco faz parte da coleção Nova História da Música Popular Brasileira vem acompanhado de fascículo, fotos, ilustração de Elifas Andreatoe as letras das músicas
1980 - "Adeus, mestre Cartola"
1982 - "Cartola - História da MPB"
1999 - "O Sol Nascerá"
2001 - "A música brasileira deste século por seus autores e intérpretes"

Homenagens e Tributos

1984 - "Cartola, Entre Amigos" - Vários Artistas
1987 - "Cartola – 80 Anos" - Por Leny Andrade
1988 - "Cartola - Bate outra vez..." - Vários Artistas
1995 - "Claudia Telles Interpreta Nelson Cavaquinho e Cartola" - Por Claudia Telles
1998 - "Sambas de Cartola" - Grupo Arranco
1998 - "Só Cartola" - Por Élton Medeiros e Nelson Sargento
1998 - "Cartola – 90 Anos" - Por Élton Medeiros e Márcia
2002 - "Cartola" - Por Ney Matogrosso
2003 - "Beth Carvalho canta Cartola" - Por Beth Carvalho
2008 - "Viva Cartola! 100 Anos" - Vários Artistas

DVDs

2007 - MPB Especial 1974

Filmografia

1958 - "Orfeu Negro" (participação especial)
1963 - "Ganga Zumba"
1968 - "Os Marginais" (participação especial)
2006 - "Cartola - Música para os Olhos" (cine-biografia)

Livros

Cartola: Os Tempos Idos, de Arthur L de Oliveira Filho & Marília Trindade Barbosa da Silva, Rio de Janeiro: Gryphus, 2003.
Cartola: semente de amor sei que sou, desde nascença. Arley Pereira; prefácio de Elton Medeiros. 2ª ed. rev. e ampl. - São Paulo: Edições SESC SP, 2008.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

"PATRICIO TEIXEIRA"


Patricio Teixeira (Rio de Janeiro, 17 de março de 1893 — Rio de Janeiro,
9 de outubro de 1972) foi um cantor e violonista brasileiro.
Patricio foi um dos pioneiros da gravação no Brasil, iniciando carreira na década
de 20 nas companhias Odeon, Parlophon, Columbia e Victor.
Nasceu na Praça 11 e não conheceu o pai nem a mãe. De 1910 a 1915,
acompanhava-se ao violão, fazendo serenatas na Vila Isabel e na Praça 11.
Com o aparecimento do rádio, foi um dos pioneiros participando como cantor inicialmente na Rádio Clube do Brasil, passando para a Guanabara, Cajuti, Sociedade, Mayrink Veiga e outras. Somou quase trinta anos prestando serviços
em emissoras de rádio.
Gravou diversos discos, interpretando valsas, modinhas, lundus, sambas etc.
Trabalhou com Pixinguinha, Donga e os Oito Batutas, e nas décadas de 20 e 30 emplacou vários sucessos: "Casinha Pequenina", "Trepa no Coqueiro"
(Ari Kerner), "Gavião Calçudo" (Pixinguinha), "Xoxô" (Luperce Miranda),
"Cabide de Molambo" (João da Baiana), "Sete Horas da Manhã" (Ciro de Souza).
Um de seus sucessos, "Não tenho lágrimas", está na trilha sonora do clássico filme "Touro Indomável", de Martin Scorsese e com Robert de Niro no papel principal.
Teve atuação destacada como professor de violão e canto. Algumas de suas alunas foram Aurora Miranda, Linda Batista e as irmãs Danuza e Nara Leão,
além da atriz Maria Lúcia Dahl.

Maiores sucessos

Diabo sem rabo (Milton de Oliveira e Haroldo Lobo), 1938
Gavião Calçudo (Pixinguinha e Cícero de Almeida), 1929
Não tenho lágrimas (Mílton de Oliveira e Max Bulhões), 1937
No tronco da amendoeira (Mílton de Oliveira), 1939
Perdi minha mascote (João da Baiana), em dueto com Carmen Miranda, 1933
Sabor do samba (Kid Pepe e Germano Augusto) 1934
Samba de fato (Pixinguinha e Cícero de Almeida) 1932
Sete horas da manhã (Ciro de Sousa) 1941
Xo-xo (Luperce Miranda) em dueto com Francisco Alves, 1930

"ARACI CORTES"


Zilda de Carvalho Espíndola, conhecida como Aracy Cortes,
(Rio de Janeiro, 31 de março de 1904 — Rio de Janeiro, 8 de janeiro de 1985)
foi uma cantora brasileira.
Nascida no Estácio, foi criada pela madrinha muito severa;
cresceu e mudou-se com a família para o Catumbi, aonde teve como vizinho um rapaz negro que tocava flauta, Pixinguinha, o fundador do grupo Oito batutas.
Por iniciativa própria começou a cantar em vários teatros da cidade, tornando-se conhecida pela voz de timbre soprano e o jeito personalista de cantar.
O reconhecimento veio com a música Que Pedaço, de Sena Pinto (1923), e em seguida outro sucesso, Jura, de Sinhô (1928). Na esteira do sucesso e já muito enfronhada com o mundo da música, foi ela quem lançou também, na década de 1930, outros compositores, então desconhecidos: Ary Barroso, Assis Valente, Clementina de Jesus, Paulinho da Viola. Com apresentações recorrentes nos teatros de revista, que reuniam a nata do meio artístico, projetou-se como a primeira grande cantora popular, destacando-se em meio ao quase exclusivismo das vozes masculinas da época.
Foi dela também a primeira audição de Aquarela do Brasil (Ary Barroso), a primeira e mais importante canção exportada para os EUA, inaugurando o gênero samba-exaltação.

Aracy revelou-se um dos maiores nomes do gênero samba-canção. Comparado ao bolero pela exploração e exaltação do tema amor-romântico ou pelo sofrimento de um amor não realizado, foi chamado também de dor-de-cotovelo ou fossa. O samba-canção (surgido na década de 30) antecedeu o movimento da bossa nova (surgido ao final da década de 1960), com o qual Maysa Matarazzo já foi identificada. Mas este último representou um refinamento e uma maior leveza nas melodias e interpretações em detrimento do drama e das melodias ressentidas, da dor-de-cotovelo e da melancolia.

Maiores sucessos

1925 - Petropolitana
1925 - Serenata de Toselli
1925 - A Casinha (A Casinha da Colina)
1926 - Serenata de Toselli
1928 - Chora, Violão
1928 - Jura
1929 - Ai, Ioiô
1929 - Yaya (Linda flor)
1929 - "A polícia já foi lá em casa"
1929 - "Vão por mim" - com Francisco Alves
1929 - "Baianinha"
1930 - Você Não Era Assim
1931 - Quero Sossego
1931 - Reminiscências
1932 - Tem Francesa no Morro
1932 - Dentinho de Ouro
1932 - Que é Que…?
1951 - Eu Sou Assim
1951 - Eu Sou Assim


segunda-feira, 15 de novembro de 2010

"ZÉ KETI"


Zé Keti, nome artístico de José Flores de Jesus, (Rio de Janeiro, 6 de outubro de 1921 — Rio de Janeiro, 14 de novembro de 1999) foi um cantor e
compositor do samba brasileiro.
Nascido em 16 de setembro de 1921, embora tenha sido registrado, em 6 de outubro, no bairro de Inhaúma, José Flores de Jesus, ficou conhecido como Zé Kéti . Em 1924, foi morar em Bangu na casa do avô, o flautista e pianista João Dionísio Santana, que costumava promover reuniões musicais em sua casa, das quais participavam nomes famosos da música popular brasileira como Pixinguinha, Cândido (Índio) das Neves, entre outros. Filho de Josué Vale da Cruz, um marinheiro que tocava cavaquinho, cresceu ouvindo as cantorias do avô e do pai. Após a morte do avô, em 1928,
mudou-se para a Rua Dona Clara. Cantou o samba, as favelas,
a malandragem e seus amores.
Ele começou a atuar na década de 1940, na ala dos compositores da escola de samba Portela. Entre 1940 e 1943, compôs sua primeira marcha carnavalesca: "Se o feio doesse". Em 1946, "Tio Sam no Samba" foi o primeiro samba de sua autoria gravado (pelo grupo Vocalistas Tropicais). Em 1951, obteve seu primeiro grande sucesso com o samba "Amor passageiro", parceria com Jorge Abdala gravado por Linda Batista na RCA. No mesmo ano, seu samba "Amar é bom", parceria com Jorge Abdala foi gravado na Todamérica pelos Garotos da Lua.
Em 1955, sua carreira começou a deslanchar quando seu samba "A voz do morro", gravada por Jorge Goulart e com arranjo de Radamés Gnattali, fez enorme sucesso na trilha do filme "Rio 40 graus", de Nelson Pereira dos Santos. Neste filme, trabalhou também como segundo assistente de câmera e ator. Outro sucesso na anos cinquenta, foi "Leviana", que também foi incluído no filme "Rio 40 Graus" (1955), de Nelson Pereira dos Santos, diretor com o qual trabalhou também no filme
"Rio Zona Norte" (1957).
Dono de um temperamento tímido, seu pseudônimo veio do apelido de infância
"Zé Quieto" ou "Zé Quietinho". No ano de 1962 idealizou o conjunto A Voz do Morro, do qual participou e que ainda contava com Elton Medeiros, Paulinho da Viola, Anescarzinho do Salgueiro, Jair do Cavaquinho, José da Cruz, Oscar Bigode e Nelson Sargento. O grupo lançou três discos.
Em 1964, participou do espetáculo "Opinião", ao lado de João do Vale e Nara Leão, que o levou ao concerto que tornou conhecidas algumas de suas composições, como "Opinião" e "Diz que Fui por Aí" (esta em parceria com Hortênsio Rocha). No ano seguinte, lançou "Acender as velas", considerada uma de suas melhores composições. Esta música inclui-se entre as músicas de protesto da fase posterior a 1964; a letra deste samba possui um impacto forte, criado pelo relato dramático do dia-a-dia da favela. Nara Leão, Elis Regina fizeram um enorme sucesso com a gravação desta música.
Também em 1964, gravou pelo selo Rozemblit um compacto simples que tinha a música "Nega Dina". Nessa mesma época, recebeu o troféu Euterpe como o melhor compositor carioca e, juntamente com Nelson cavaquinho, o troféu O Guarany, como melhor compositor brasileiro. Com Hildebrando Matos, compôs em 1967 a marcha-rancho "Máscara Negra", outro grande sucesso, gravada por ele mesmo e também por Dalva de Oliveira, foi a música vencedora do carnaval, tirando o 1º lugar no 1º Concurso de Músicas para o Carnaval, criado naquele ano pelo Conselho Superior de MPB do Museu da Imagem e do Som e fazendo grande sucesso nacional.
Nos anos seguintes, viveu um período de esquecimento na música do Brasil. Durante a década de 1980, Zé Keti morou em São Paulo. Em 1987, no início de julho, teve o primeiro derrame cerebral.
Em 1995, década seguinte, voltou a morar no Rio com uma das filhas.
Continuou compondo, cantando e lançou um disco.
Em 1996, lançou o CD "75 Anos de Samba", com participação de Zeca Pagodinho, Monarco, Wilson Moreira e Cristina Buarque. Este CD foi produzido por Henrique Cazes, com quatro músicas inéditas e vários sucessos antigos. Nesse mesmo ano, subiu ao palco com Marisa Monte e a Velha Guarda da Portela e interpretou com enorme sucesso alguns clássicos do samba, como "A voz do morro" e "O mundo é um moinho", de Cartola, entre outros.
Em 1997, recebeu da Portela um troféu em reconhecimento pelo seu trabalho e participou da gravação do disco Casa da Mãe Joana. Em 1998, ganhou o Prêmio Shell pelo conjunto de sua obra: mais de 200 músicas. Nesta noite foi homenageado por muitos músicos da Portela, entre eles, Paulinho da Viola, Élton Medeiros, Monarco e a própria Velha Guarda, em show dirigido por Sérgio Cabral e encenado, em noite única, no Canecão do RJ.
Em janeiro de 1999, recebeu a placa pelos 60 anos de carreira na roda de samba da Cobal do Humaitá. Apresentou-se ao lado da Velha Guarda da Portela e teve várias músicas regravadas.
Aos 78 anos, Zé Keti morreu de falência múltipla dos órgãos em 1999.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

"LUPICÍNIO RODRIGUES"


Lupicínio Rodrigues (Porto Alegre, 16 de setembro de 1914 — Porto Alegre,
27 de agosto de 1974) foi um compositor brasileiro.
Lupe, como era chamado desde pequeno, compôs marchinhas de carnaval e sambas-canção, músicas que expressam muito sentimento, principalmente a melancolia por um amor perdido. Foi o inventor do termo dor-de-cotovelo, que se refere à prática de quem crava os cotovelos em um balcão ou mesa de bar, pede um uísque duplo, e chora o amor que perdeu. Constantemente abandonado pelas mulheres,
Lupicínio buscou em sua própria vida a inspiração para suas canções,
onde a traição e o amor andavam sempre juntos.
De 1935 a 1947, trabalhou como bedel da Faculdade de Direito da UFRGS. Nunca saiu de Porto Alegre, a não ser por uns meses em 1939, para conhecer o ambiente musical carioca. Porto Alegre era seu berço querido e todo o seu universo.
Boêmio, foi proprietário de diversos bares, churrascarias e restaurantes com música, que seguidamente ia abrindo e fechando, tudo apenas para ter, antes do lucro, um local para encontro com os amigos.
Torcedor do Grêmio, compôs o hino tricolor, em 1953: Até a pé nós iremos / para que der e vier / Mas o certo é que nós estaremos / com o Grêmio onde o Grêmio estiver. Seu retrato está na Galeria dos Gremistas Imortais, no salão nobre do clube.
Deixou cerca de uma centena e meia de canções editadas; outras centenas que compôs foram perdidas, esquecidas ou estão à espera de quem as resgate.

ObraS

Aves daninhas
Cadeira vazia
Cevando o amargo
Ela disse-me assim
Esses moços, pobres moços
Exemplo
Felicidade
Foi assim
Hino do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense
Judiaria
Loucura
Maria Rosa
Nervos de Aço
Nunca
Quem há de dizer
Se acaso você chegasse
Se é verdade
Sozinha
Torre de Babel
Um favor
Vingança
Volta
Zé Ponte

terça-feira, 2 de novembro de 2010

"ALMIRANTE"


Henrique Foréis Domingues (Rio de Janeiro, 19 de fevereiro de 1908 — Rio de Janeiro, 22 de dezembro de 1980 foi um cantor, compositor e radialista brasileiro, também conhecido por Almirante. Seu codinome na Era de Ouro do Rádio era: "a mais alta patente do Rádio".
Pioneiro da música popular no país, começou sua carreira musical em 1928 no grupo amador "Flor do Tempo" formado por alunos do Colégio Batista, do bairro da Tijuca, Rio de Janeiro. Compunham o grupo, além de Almirante (cantorf e pandeirista) os violonistas Braguinha (João de Barro) Alvinho e Henrique Brito.
Em 1929, convidados a gravar um disco na Parlophon (subsidiária da Odeon) admitem mais um violonista, do bairro vizinho de Vila Isabel, um jovem talento chamado Noel Rosa. O grupo então é rebatizado para Bando de Tangarás, nome inspirado numa lenda do litoral paranaense, a "dança dos tangarás" qua conta a história de um grupo de passáros (os tangarás) que se reúne para dançar e cantar alegremente.
O "bando" se desfez em 1933 mas Almirante continuou sua carreira como cantor, interpretando sambas e músicas de carnaval, muitas de grande sucesso e hoje clássicos da música popular brasileira, como "O Orvalho Vem Caindo" (Noel Rosa / Kid Pepe), "Yes, Nós Temos Bananas" e "Touradas em Madri" (João de Barro/Alberto Ribeiro),
entre outras.
Autor de uma das mais famosas músicas carnavalescas, "Na Pavuna", possuía enorme biblioteca e discoteca sobre música brasileira.
Em 1951, tornou-se o primeiro biógrafo do Poeta da Vila, ao produzir para a Rádio Tupi do Rio de Janeiro a série de programas semanais No Tempo de Noel Rosa, com histórias, depoimentos e interpretações de suas músicas, muitas delas inéditas. Entre 18 de outubro de 1952 e 3 de janeiro de 1953, publicou na Revista da Semana, em capítulos, A Vida de Noel Rosa. Em 1963, com o mesmo título da série radiofônica, a editora Francisco Alves lançou seu livro sobre o ex-companheiro do Bando de Tangarás.

Seus maiores sucessos:

1930 Na Pavuna
1931 Eu Vou Pra Vila
1931 Já Não Posso Mais
1933 Prato Fundo
1933 Moreninha da Praia
1933 Contraste
1933 O Orvalho Vem Caindo
1934 Menina Oxigenê
1934 Ninguém Fura o Balão
1935 Deixa a Lua Sossegada
1935 Pensei Que Pudesse Te Amar
1936 Amor em Excesso
1936 Marchinha do Grande Galo
1936 Levei Um Bolo
1936 Tarzan (O Filho do Alfaiate)
1937 Vida Marvada
1937 Apanhei Um Resfriado
1938 Yes, Nós Temos Bananas
1938 Touradas em Madrid
1939 Hino do Carnaval Brasileiro
1939 Vivo Cantando
1939 O Que é Que Me Acontecia
1940 Minha Fantasia
1941 Não Sei Dizer Adeus
1941 Qual Será o Score Meu Bem?
1951 Marchinha do Poeta

"MILTINHO"


Milton Santos de Almeida, conhecido como Miltinho (Rio de Janeiro, 31 de janeiro de 1928) é um cantor brasileiro.
Começou sua carreira na década de 1940 como integrante de diversos grupos vocais: Anjos do Inferno, Namorados da Lua, Quatro Ases e Um Curinga, Milionários do Ritmo, mas foi na década de 1960 que se consagrou com o sucesso Mulher de 30. Com essa música ganhou muito dinheiro e o reconhecimento do público. Recebeu vários prêmios, participou dos principais programas de televisão da época e de um filme estrelado por Mazzaropi. Ainda faz shows e recentemente lançou um CD com as participações de nomes como Chico Buarque, Elza Soares e Martinho da Vila, entre outros.

"ALAÍDE COSTA"


Alaíde Costa Silveira Mondin Gomide, mais conhecida como Alaíde Costa,
(Rio de Janeiro, 8 de dezembro de 1935) é uma cantora e compositora brasileira.
Começou no programa A raia miúda de Renato Murce. Com um canto suave e sussurrado, é considerada uma das perfeitas vozes do país. Consagrou em 1964 com Onde está você?, grande marco da voz, que embalou casais. Com quinze discos gravados em cinqüenta anos de carreira, participou dos principais programas de televisão e de rádio no eixo Rio-São Paulo. Tema de reportagens de jornais e revistas, participou de festivais internacionais e recebeu importantes prêmios e homenagens de expoentes da música popular brasileira. Uma das grandes referências musicais do movimento surgido em 1957, a bossa nova, frequentava a boemia do Beco das Garrafas, em Copacabana.

"ELIZETH CARDOSO"


Elizeth Moreira Cardoso (Rio de Janeiro, 16 de julho de 1920 — 7 de maio de 1990)
foi uma cantora brasileira.
Elizeth, A Divina, é considerada como uma das maiores intérpretes da canção brasileira e um das mais talentosas cantoras de todos os tempos,
reverenciada pelo público e pela crítica.
Nasceu na rua Ceará, no subúrbio de São Francisco Xavier, e cantava desde pequena pelos bairros da Zona Norte carioca, cobrando ingresso (10 tostões) das outras crianças para ouvi-la cantar os sucessos de Vicente Celestino.
O pai, seresteiro, tocava violão e a mãe gostava de cantar.

Desde cedo precisou trabalhar e, entre 1930 e 1935, foi balconista, funcionária de uma fábrica de saponáceos e cabeleireira, até que o talento foi descoberto aos dezesseis anos, quando comemorava o aniversário. Foi então convidada para um teste
na Rádio Guanabara, pelo chorão Jacob do Bandolim.
Apesar da oposição inicial do pai, apresentou-se em 1936 no Programa Suburbano,
ao lado de Vicente Celestino, Araci de Almeida, Moreira da Silva, Noel Rosa e Marília Batista. Na semana seguinte foi contratada para um programa semanal na rádio.
Casou-se no fim de 1939 com Ari Valdez, mas o casamento durou pouco.
Trabalhou em boates como taxi-girl, atividade que exerceria por muito tempo.
Em 1941, tornou-se crooner de orquestras, chegando a ser uma das atrações do Dancing Avenida, que deixou em 1945, quando se mudou para São Paulo para cantar no Salão Verde e para apresentar-se na Rádio Cruzeiro do Sul,
no programa Pescando Humoristas.
Além do choro, Elizeth consagrou-se como uma das grandes intérpretes do gênero samba-canção (surgido na década de 1930), ao lado de Maysa Monjardim, Nora Ney, Dalva de Oliveira, Ângela Maria e Dolores Duran. O gênero, comparado ao bolero, pela exaltação do tema amor-romântico ou pelo sofrimento de um amor não realizado, foi chamado também de dor-de-cotovelo ou fossa. O samba canção antecedeu o movimento da bossa nova (surgido ao final da década de 1950, 1957), com o qual Maysa já foi identificada. Mas este último representou um refinamento e uma maior leveza nas melodias e interpretações em detrimento do drama e das melodias ressentidas,
da dor-de-cotovelo e da melancolia.
Elizeth migrou do choro para o samba-canção e deste para a bossa nova gravando em 1958 o LP Canção do Amor Demais,considerado axial para a inauguração deste movimento, surgido em 1957. O antológico LP trazia ainda, também da autoria de Vinícius de Moraes e Tom Jobim, Chega de saudade, Luciana, Estrada branca, Outra vez.
A melodia ao fundo foi composta com a participação de um jovem baiano que tocava o violão de maneira original, inédita: o jovem João Gilberto.

Anos 1960

Nos anos 1960 apresentou o programa de televisão Bossaudade
(TV Record, Canal 7, São Paulo). Em 1968 apresentou-se num espetáculo que foi considerado o ápice da carreira, com Jacob do Bandolim, Época de Ouro e Zimbo Trio, no Teatro João Caetano, em benefício do Museu da Imagem e do Som (MIS) (Rio de Janeiro). Considerado um encontro histórico da música popular brasileira, no qual foram ovacionados pela platéia; long-plays (Lps) foram lançados em edição limitada pelo MIS. Em abril de 1965 conquistou o segundo lugar na estréia do I Festival de Música Popular Brasileira (TV Record) interpretando Valsa do amor que não vem (Baden Powell e Vinícius de Moraes); o primeiro lugar foi da novata Elis Regina, com Arrastão. Serviu também de influência para vários cantores que viriam depois, sendo uma das principais a cantora Maysa Monjardim.

Apelidos

Teve vários apelidos como A Noiva do Samba-Canção, Lady do Samba, Machado de Assis da Seresta, Mulata Maior, A Magnífica (apelido dado por Mister Eco) e a Enluarada (por Hermínio Bello de Carvalho). Nenhum desses títulos, porém, se iguala ao que foi consagrado por Haroldo Costa –- A Divina --
que a marcou para o público e para o meio artístico.
Elizeth Cardoso lançou mais de 40 LPs no Brasil e gravou vários outros em Portugal, Venezuela, Uruguai, Argentina e México.
ELizeth Cardoso morreu aos 69 anos, vítima de câncer.

Discografia

Álbuns de estúdio e compilações

(1955) Canções à Meia Luz
(1956) Fim de Noite
(1957) Noturno
(1958) Retrato da Noite
(1958) Canção do Amor Demais
(1958) Naturalmente
(1959) Magnífica
(1960) Sax Voz
(1960) A Meiga Elizeth
(1961) Sax Voz nº 2
(1962) A Meiga Elizeth nº 2
(1963) A Meiga Elizeth nº 3
(1963) Elizeth Interpreta Vinícius
(1963) A Meiga Elizeth nº 4
(1963) Elizeth Canta Seus Maiores Sucessos
(1963) Grandes Momentos com Elizeth Cardoso
(1964) A Meiga Elizeth nº 5
(1965) Quatrocentos anos de samba
(1965) Elizeth sobe o morro
(1966) Muito Elizeth
(1966) A bossa eterna de Elizeth e Cyro – Elizeth Cardoso e Cyro Monteiro
(1967) A enluarada Elizeth
(1968) Ao vivo no Teatro João Caetano - Elizeth Cardoso, Zimbo Trio e Jacob do Bandolim - Vol. I e II
(1968) Momento de Amor
(1969) Elizeth e Zimbo Trio na Sucata
(1970) Elizeth no Bola Preta com a Banda do Sodré
(1970) Falou e disse
(1970) É de manhã - Elizeth Cardoso e Zimbo Trio
(1970) Elizeth, a exclusiva
(1970) A bossa eterna de Elizeth e Ciro - Nº 2 - Elizeth Cardoso e Cyro Monteiro
(1971) Elizeth Cardoso
(1971) Elizeth Cardoso - Disco de ouro
(1971) Elizeth Cardoso e Silvio Caldas
(1971) Elizeth Cardoso e Silvio Caldas - Vol. II
(1972) Preciso Aprender A Ser Só
(1972) Elizeth Cardoso
(1974) Edição histórica - VOL. 3
(1974) Elizeth / Feito em Casa
(1974) Mulata Maior
(1975) Bossaudade - A bossa eterna
(1975) Elizeth Cardoso
(1976) Elizeth Cardoso
(1977) Elizeth Cardoso, Jacob do Bandolim, Zimbo Trio e Época de Ouro
(1978) A Cantadeira do Amor
(1978) Live in Japan
(1979) O Inverno do meu Tempo
(1980) Elizeth Cardoso nº 1
(1980) Elizeth Cardoso nº 2
(1980) Elizeth Cardoso nº 3
(1981) Elizethíssima
(1982) Outra vez Elizeth
(1982) Recital
(1983) Elizeth - Uma rosa para Pixinguinha
(1984) Leva meu Samba - Elizeth Cardoso e Ataulfo Júnior
(1986) Luz e Esplendor
(1989) Elizeth Cardoso
(1989) Elizeth Cardoso - Jacob do Bandolim - Zimbo Trio e Conj. Época de Ouro
(1991) Todo Sentimento
(1991) Ary Amoroso

"SILVIO CALDAS"


Sílvio Antônio Narciso de Figueiredo Caldas (Rio de Janeiro, 23 de maio de 1908 — Atibaia, 3 de fevereiro de 1998) foi um cantor e compositor brasileiro.
Seu primeiro sucesso foi o samba de Ari Barroso intitulado Faceira (1931). Desde então, consagrou-se como um dos maiores cantores brasileiros. Chão de estrelas (1937), em parceria com Orestes Barbosa, foi um de seus maiores êxitos.
Dono de timbre inconfundível, que lhe valeu a fama de grande seresteiro, é conhecido também por alcunhas carinhosas, como Caboclinho querido,
A voz morena da cidade ou Titio.
Sílvio era um grande amigo do pai da cantora Maysa,
e foi ele que a ensinou a tocar violão.

Sucessos

As Pastorinhas, João de Barro e Noel Rosa (1938)
Acorda, Escola de Samba, Benedito Lacerda e Herivelto Martins (1935)
Boneca, Aldo Cabral e Benedito Lacerda (1934)
Chão de Estrelas, de sua autoria c/Orestes Barbosa (1937)
Como os Rios Que Correm pro Mar, Custódio Mesquita e Evaldo Ruy (1943)
Da Cor do Pecado, Bororó (1939)
Deusa da Minha Rua, Jorge Faraj e Newton Teixeira (1939)
Faceira, Ari Barroso (1931)
Florisbela, Frazão e Nássara (1939)
Inquietação, Ari Barroso (1934)
Lenço no Pescoço, Wilson Batista (1933)
Maria, Ari Barroso e Luiz Peixoto (1939)
Mimi, Uriel Lourival (1933)
Minha Casa, Joubert de Carvalho (1946)
Minha Palhoça, J. Cascata (1935)
Modinha, Jaime Ovalle e Manuel Bandeira (1943)
Morena Boca de Ouro, Ari Barroso (1940)
Mulher, Custódio Mesquita e Sadi Cabral (1940)
Na Aldeia, de sua autoria c/Caruzinho e De Chocolat (1933)
Na Baixa do Sapateiro, Ari Barroso (1939)
O Telefone do Amor, Benedito Lacerda e Jorge Faraj (1934)
Obrigado, Doutor, Nássara e Roberto Martins, c/acompanhamento da Orquestra Tabajara (1950)
Por Causa dessa Cabocla, Ari Barroso e Luiz Peixoto (1934)
Professora, Benedito Lacerda e Jorge Faraj (1938)
Quando Eu Penso na Bahia, Ari Barroso e Luiz Peixoto, duo c/Carmen Miranda (1938)
Segura Esta Mulher, Ari Barroso (1933)
Serenata, de sua autoria c/Orestes Barbosa (1934)
Três Lágrimas, Ari Barroso (1940)
Velho Realejo, Custódio Mesquita e Sadi Cabral (1940)

"NOEL ROSA"


Noel de Medeiros Rosa (Rio de Janeiro, 11 de dezembro de 1910 —
Rio de Janeiro, 4 de maio de 1937) foi um sambista, cantor, compositor, bandolinista, violonista brasileiro e um dos maiores e mais importantes artistas da música no Brasil.Teve contribuição fundamental na legitimação do samba de morro e no "asfalto", ou seja, entre a classe média e o rádio, principal meio de comunicação em sua época - fato de grande importância, não só o samba, mas a história da música popular brasileira.
Noel Rosa nasceu de um parto muito difícil para sua mãe, em que o uso do fórceps pelo médico causou-lhe um afundamento da mandíbula que o marcou pela vida toda. Criado no bairro carioca de Vila Isabel, primeiro filho do comerciante Manuel Garcia de Medeiros Rosa da professora Martha de Medeiros Rosa, Noel era de família de classe média, tendo estudado no tradicional Colégio São Bento.
Adolescente, aprendeu a tocar bandolim de ouvido e tomou gosto pela música — e pela atenção que ela lhe proporcionava. Logo, passou ao violão e cedo tornou-se figura conhecida da boemia carioca. Entrou para a Faculdade de Medicina, mas logo o projeto de estudar mostrou-se pouco atraente diante da vida de artista, em meio ao samba e noitadas regadas à cerveja. Noel foi integrante de vários grupos musicais, entre eles o Bando de Tangarás, ao lado de João de Barro (o Braguinha), Almirante, Alvinho e Henrique Brito.

Em 1929, Noel arriscou as suas primeiras composições, Minha Viola e Toada do Céu, ambas gravadas por ele mesmo. Mas foi em 1930 que o sucesso chegou, com o lançamento de Com que roupa?, um samba bem-humorado que sobreviveu décadas e hoje é um clássico do cancioneiro brasileiro. Essa música ele se inspirou quando ia sair com os amigos, a mãe não deixou e escondeu suas roupas, ele, com pressa perguntou: "Com que roupa eu vou?" Noel revelou-se um talentoso cronista do cotidiano, com uma sequência de canções que primam pelo humor e pela veia crítica. Orestes Barbosa, exímio poeta da canção, seu parceiro em Positivismo, o considerava o "rei das letras". Noel também foi protagonista de uma curiosa polêmica travada através de canções com seu rival Wilson Batista. Os dois compositores atacaram-se mutuamente em sambas agressivos e bem-humorados, que renderam bons frutos para a música brasileira, incluindo clássicos de Noel como Feitiço da Vila e Palpite Infeliz. Entre os intérpretes que passaram a cantar seus sambas, destacam-se Mário Reis, Francisco Alves e
Aracy de Almeida.
Noel teve ao mesmo tempo várias namoradas e foi amante de muitas mulheres casadas. Casou-se em 1934 com Lindaura, mas era apaixonado mesmo por Ceci, a prostituta do cabaré, sua amante de longa data. Era tão apaixonado por ela, que ele escreveu e fez sucesso com a música "Dama do Cabaré", inspirada em Ceci, que mesmo na vida fácil, era uma dama ao se vestir e ao se comportar com os homens, e o deixou totalmente enlouquecido pela sua beleza. Foram anos de caso com ela, eles se encontravam no cabaré a noite e passeavam juntos, bebiam, fumavam, andavam principalmente pelo bairro carioca da Lapa, onde se localizava o cabaré. Ele dava-lhe presentes, joias, perfumes, ela o compensava com noites inesquecíveis de amor. Noel passou os anos seguintes travando uma batalha contra a tuberculose. A vida boêmia, porém, nunca deixou de ser um atrativo irresistível para o artista, que entre viagens para cidades mais altas em função do clima mais puro, sempre voltava para o samba, a bebida e o cigarro, nas noites cariocas, cercado de muitas mulheres, a maioria, suas amantes. Mudou-se com a esposa para Belo Horizonte, lá, Lindaura engravidou, mas sofreu um aborto, e não pôde mais ter filhos, por isso Noel não foi pai, trabalhou na Rádio Mineira e entrou em contato com compositores amigos da noite, como Rômulo Pais, recaindo sempre na boêmia. De volta ao Rio, jurou estar curado.
Faleceu em sua casa no bairro de Vila Isabel no ano de 1937, aos 26 anos,
em consequência da doença que o perseguia desde sempre.
Deixou Lindaura viúva e não foi pai de nenhum filho.
Lindaura e dona Martha cuidaram dele até o fim.

Obras:
Foram mais de trezentas composições criadas por Noel:


Ingênua (com Glauco Viana), 1928/1930
Com que roupa? 1929
Festa no céu 1929
Minha viola 1929
A.B. Surdo, (com Lamartine Babo) 1930
Bom elemento, (com Euclides Silveira, o Quidinho) 1930
Devo esquecer (com Gilberto Martins), 1930
Dona Aracy 1930
Dona Emília, (com Glauco Vianna) 1930
Eu vou pra vila 1930
Gago apaixonado, 1930
Lataria (com João de Barro e Almirante), 1930
Malando medroso 1930
Meu sofrer (com Henrique Britto), 1930
Quem dá mais (Leilão do Brasil) 1930
Sorriso de criança 1930
Vou te ripar 1930
Adeus (com Ismael Silva e Francisco Alves), 1931
A.E.I.O.U. (com Lamartine Babo), 1931
Agora 1931
Coração 1931
Cordiais saudações 1931
É preciso discutir 1931
Espera mais um ano 1931
Esquecer e perdoar (com Canuto), 1931
Estátua da paciência (com Jerônimo Cabral), 1931
Eu agora fiquei mal (com Antenor Gargalhada), 1931
Fiquei sozinha (com Adauto Costa), 1931
Gosto, mas não é muito (com Ismael Silva e Francisco Alves), 1931
Já não posso mais (com Pururuca, Canuto e Almirante), 1931
Julieta (com Eratóstenes Frazão), 1931
Mão no remo (com Ary Barroso), 1931
Mardade de cabocla 1931
Mentiras de mulher 1931
Mulata fuzarqueira, 1931
Mulato bamba (Mulato forte) 1931
Nega, (com Lamartine Babo) 1931
Nunca... Jamais 1931
Palpite (com Eduardo Souto), 1931
Pesado 13 (paródia do tango El penado, de Agustin Magaldi, Pedro Noda e Carlos Pesce), 1931
Picilone 1931
Por causa da hora 1931
Por esta vez passa 1931
O pulo da hora 1931
Que se dane (com Jota Machado), 1931
Rumba da meia-noite (com Henrique Vogeler), 1931
O samba da boa vontade (com João de Barro), 1931
Sinhá Ritinha, (com Moacir Pinto Ferreira) 1931
Só pra contrariar (com Manoel Ferreira), 1931
Você foi o meu azar (com Arthur Costa), 1931
Ando cismado (com Ismael Silva), 1932
Araruta (com Orestes Barbosa), 1932
Assim sim (com Ismael Silva e Francisco Alves), 1932
Até amanhã 1932
Dona do lugar (com Ismael Silva e Francisco Alves), 1932
E não brinca não (Não brinca não) 1932
É peso (com Ismael Silva), 1932
Escola de malandro (com Orlando Luiz Machado e Ismael Silva), 1932
Estamos esperando 1932
Felicidade (com René Bittencourt), 1932
Fita amarela 1932
Fui louco (com Alcebíades Barcelos, o Bide), 1932
Mas como... Outra vez? (com Francisco Alves), 1932
Mentir (Mentira necessária) 1932
Mulher indigesta 1932
Não faz, amor (com Cartola), 1932
Não há castigo (com Ernesto dos Santos, o Donga), 1932
Não me deixam comer 1932
Nuvem que passou 1932
Para me livrar do mal (com Ismael Silva), 1932
Prazer em conhecê-lo (com Custódio Mesquita), 1932
Primeiro amor (com Ernani Silva), 1932
Qual foi o mal que eu te fiz? (com Cartola), 1932
Quem não dança 1932
Quero falar com você (com Lauro dos Santos, o Gradim), 1932
A razão dá-se a quem tem (com Ismael Silva e Francisco Alves), 1932
Rir (com Cartola), 1932
São coisas nossas (Coisas nossas) 1932
Sem tostão 1932
Seu Jacinto 1932
Tenentes do diabo (com Visconde de Bicohyba e Henrique Vogeler), 1932
Tenho um novo amor (com Cartola), 1932
Tudo o que você diz 1932
Uma jura que fiz (com Ismael Silva e Francisco Alves), 1932
Vitória (com Romualdo Peixoto, o Nonô), 1932
Amor de parceria 1933
Arranjei um fraseado 1933
Capricho de rapaz solteiro 1933
Contraste 1933
Cor de cinza 1933
De qualquer maneira (com Ary Barroso), 1933
Deus sabe o que faz (com Ismael Silva e Francisco Alves), 1933
Dono do meu nariz (paródia de Dona da minha vontade, de Francisco Alves e Orestes Barbosa), 1933
Estrela da manhã (com Ary Barroso), 1933
Esquina da vida (com Francisco de Queirós), 1933
Eu queria um retratinho de você (com Lamartine Babo), 1933
Feitio de oração (com Osvaldo Gogliano, o Vadico), 1933
Filosofia (com André Filho), 1933
Habeas-corpus (com Orestes Barbosa), 1933
Isso não se faz (com Ismael Silva e Francisco Alves), 1933
Já sei que tens um novo amor (com Ismael Silva e Francisco Alves), 1933
Meu barracão 1933
Não digas (com Ismael Silva e Francisco Alves), 1933
Não tem tradução (Cinema falado) 1933
Nem com uma flor (com Francisco Alves), 1933
Nunca dei a perceber (com Ismael Silva e Francisco Alves), 1933
Onde está a honestidade? (com Francisco Alves), 1933
O orvalho vem caindo (com Kid Pepe), 1933
Positivismo (com Orestes Barbosa), 1933
Pra esquecer 1933
Prato fundo (com João de Barro, o Braguinha), 1933
Quando o samba acabou 1933
Quem não quer sou eu (com Ismael Silva), 1933
Rapaz folgado 1933
Sei que vou perder (com Romualdo Peixoto, o Nonô e Alfredo Lopes Quintas), 1933
Seja breve 1933
O sol nasceu pra todos (com Lamartine Babo), 1933
Sorrindo sempre (com Lauro dos Santos, o Gradim, Ismael Silva e Francisco Alves), 1933
Três apitos 1933
Vai haver barulho no chatô (com Walfrido Silva), 1933
Vai para a casa depressa (cara ou coroa) (com Francisco Mattoso),1933
Vejo amanhecer (com Francisco Alves), 1933
Você, por exemplo (com Francisco Alves), 1933
Você só... mente (com Hélio Rosa), 1933
Boa viagem (com Ismael Silva), 1934
Dama do cabaré 1934
Feitiço da Vila (com Osvaldo Gogliano, o Vadico), 1934
Fiquei rachando lenha (com Hervê Cordovil), 1934
Linda pequena (com João de Barro), 1934
O maior castigo que te dou 1934
Mais um samba popular (com Osvaldo Gogliano, o Vadico), 1934
Marcha da prima... Vera 1934
A melhor do planeta (com Henrique Foreis Domingues, o Almirante), 1934
Paga-me esta noite (paródia de Tell me tonight, de Mischa Spoliansky)1934
As pastorinhas (com João de Barro), 1934
Remorso 1934
Retiro da saudade (com Antonio Nássara), 1934
Se a sorte me ajudar (com Germano Augusto Coelho), 1934
O século do progresso 1934
Tenho raiva de quem sabe (com Zé Pretinho e Kid Pepe), 1934
Tipo zero 1934
Triste cuíca (com Hervê Cordovil), 1934
Você é um colosso 1934
Voltaste pro subúrbio 1934
Vou te ripar 2 1934
Ao meu amigo Edgard (carta de Noel) (com João Nogueira), 1935-1978
Belo Horizonte (paródia de I'm looking over a four leaf clover, de Mort Dixon e Harry Woods), 1935
Boas tenções (com Arnold Glückmann), 1935
Canção do galo capão (paródia de Canção do grande galo, de Lamartine Babo e Paulo Barbosa), 1935
Cansei de pedir 1935
Cansei de implorar 1935
Condeno o teu nervoso (paródia de Teus ciúmes, de Lacy Martins e Aldo Cabral), 1935
Conversa de botequim (com Oswaldo Gogliano, o Vadico), 1935
Cor de leite com café (com Hamilton Sbarra), 1935-1969
Deixa de ser convencida (com Wilson Baptista), 1935
Disse-me disse 1935
Envio essas mal traçadas linhas (paródia de Cordiais saudações), 1935
Finaleto (com Arnold Glückmann), 1935
Foi ele (paródia de Foi ela, de Ary Barroso), 1935
Genoveva não sabe o que diz (paródia de Palpite infeliz), 1935
João Ninguém 1935
O Joaquim é condutor (com Arnold Glückmann), 1935
Não foi por amor (com Zé Pretinho e Germano Augusto Coelho), 1935
Não resta a menor dúvida (com Hervê Cordovil), 1935
Palpite infeliz 1935
Para o bem de todos nós (com Arnold Glückmann), 1935
Pela décima vez 1935
Perdoa este pecador (com Arnold Glückmann), 1935
Pierrô apaixonado (com Heitor dos Prazeres), 1935
Precaução inútil (paródia de Boneca, de Aldo Cabral e Benedito Lacerda), 1935
Quantos beijos (com Oswaldo Gogliano, o Vadico), 1935
Que baixo! (com Antônio Nássara), 1935
O que é que você fazia? (com Hervê Cordovil), 1935
Roubou, mas não leva (paródia de Pagou, mas não leva, de Benedito Lacerda e Milton Amaral), 1935
Seu Zé (paródia de Boneca, de Aldo Cabral e Benedito Lacerda), 1935
Silêncio de um minuto 1935
Só pode ser você (ilustre visita) (com Oswaldo Gogliano, o Vadico), 1935
Tudo nos une (com Arnold Glückmann), 1935
Tudo pelo teu amor (com Arnold Glückmann), 1935
Cem mil réis (com Oswaldo Gogliano, o Vadico), 1936
Cidade mulher 1936
Dama do cabaré 1936
De babado (com João Mina), 1936
É bom parar (com Rubens Soares), 1936
Este meio não serve (com Ernesto dos Santos, o Donga), 1936
Maria-fumaça 1936
Menina dos meus olhos (com Lamartine Babo), 1936
Morena-sereia (com José Maria de Abreu), 1936
Na Bahia (com José Maria de Abreu), 1936
Pela primeira vez (com Critóvão de Alencar), 1936
Provei (com Oswaldo Gogliano, o Vadico), 1936
Quem ri melhor 1936
São coisas nossas 1936
Sobe balão (com Marília Baptista), 1936-1961
Tarzan, o filho do alfaiate (com Oswaldo Gogliano, o Vadico), 1936
Você vai se quiser 1936
O x do problema 1936
Chuva de vento 1937
Eu sei sofrer 1937
Pra que mentir (com Oswaldo Gogliano, o Vadico), 1937
Último desejo 1937
Você por exemplo 1937
Amar com sinceridade (com Sylvio Pinto), 193?
Baianinha 193?
Cabrocha do Rocha (com Sílvio Caldas), 193?
Com mulher não quero mais nada (com Sylvio Pinto), 193?
Faz de conta que eu morri (com Henrique Gonçales), 193?
Faz três semana (paródia de Suçuarana, de Heckel Tavares e Luís Peixoto), 193?
João-teimoso (com Marília Baptista), 193?
Não morre tão cedo 193?
No baile da flor-de-lis 193?
Para atender a pedido 193?
Queimei teu retrato (com Henrique Britto), 193?
Saí da tua alcova 193?
Suspiro (com Orestes Barbosa), 193?