Chauki Maddi, de nome artístico Tito Madi (Pirajuí, 12 de julho de 1929)
foi um cantor e compositor brasileiro descendente de libaneses,
seu pai e irmãos eram músicos e tocavam violão, alaúde e bandolim.
Essa influência fez com que aos dez anos Tito já cantasse em festas da escola.
Nascido em Pirajuí, região Noroeste do Estado de São Paulo, é o filho mais ilustre do município,
do qual recebe constantes homenagens e ainda é colunista no semanário local, O Alfinete.
Sua fase de compositor começou no final da década de 40.
Dedicava-se, também, a organizar shows e eventos.
Em 1952 mudou-se para São Paulo, indo trabalhar em rádio e televisão,
onde permaneceu até 1954, quando veio para o Rio de Janeiro.
No Rio continuou compondo e cantando em boates e rádios.
Em 1957 teve, finalmente, seu trabalho reconhecido: "Chove lá fora" seu grande sucesso,
foi gravado em 1957 e lhe rendeu vários prêmios de composição. A música teve uma versão em inglês, com o nome
"It's Raining Outside", gravada por Della Reese e The Platters.
O conjunto vocal norte-americano gravou outras versões de músicas de Madi.
O cantor e compositor passou por diversas gravadoras, lançou discos seus e fez participações especiais,
apresentando-se em shows no Brasil e no exterior, principalmente Estados Unidos.
Foi um compositor da geração pré-bossa nova, que teve influência sobre o movimento,
com
sambas-canções de harmonização moderna como "Cansei de Ilusões", "Sonho e Saudade",
"Carinho e Amor" e "Não Diga Não".
Outros sucessos, "Fracassos de Amor", "Gauchinha Bem Querer", "Balanço Zona Sul".
Vendeu mais de 100 mil cópias e foi destaque na programação das rádios de todo o país.
Ganhou os prêmios mais importantes da época, como os troféus Guarani e Chico Viola.
Teve músicas gravadas por grandes nomes da MPB.
Em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, há uma rua batizada com o seu nome.
Clélia de Barros Machado, nasceu em São Paulo, filha de Labiano de Barros Machado e Isolina Giovagnolli.
O pai era um cientista de Oceanografia, mas no fundo de sua alma era um músico.
E sua mãe sempre gostara de operas e operetas, que vivia cantarolando.
Clélia nasceu e cresceu sempre nos Jardins, zona nobre da capital paulista.
Mas houve um desquite entre os pais de Clélia e seu padrasto era Chateaubrinad Carneiro Geraldis.
Clélia tem irmãos por parte de pai e por parte de mãe. Sempre estudando em colégios finos,
conseguia ser a primeira da classe. Mas no que ela se sobressaia mesmo era em sua afinação e sua voz belíssima.
E assim ela cantava sempre, nas reuniões que sua família promovia.
Nunca pensou em ser profissional, mas com oito anos a mãe a levou ao “Clube do Papai-Noel” de Homero Silva,
que era o programa de rádio mais famoso nessa especialidade. Todos aplaudiram a pequena soprano.
Estudou francês e inglês. Clélia em verdade, estava se preparando para seu repertório de músicas internacionais.
Foi assim, que num passeio com amigos, já então mocinha, conheceu o Maestro Georges Henry e um
cantor gordo e simpático chamado Willian Fourneaux. Por insistência da própria família,
Clélia chegou ao microfone e cantou. O Maestro ficou embevecido. Além de muito bonita, a mocinha realmente sabia cantar.
Daí para a Televisão Tupi, a emissora que tinha a direção daquele Maestro, foi um passo.
E logo Clélia brilhava em programas expressivos da casa, como: “Antarctica no mundo dos sons”, e outros.
Sua linda voz e sua rara afinação, conquistaram São Paulo.
Era o dia 18 de setembro de 1952, quando Clélia assinou o seu contrato.
E assim ela ficou ali por dez anos. Ao mesmo tempo começou a gravar jingles comerciais.
Nos programas cantava em inglês, espanhol, francês, alemão, italiano e português.
Mas os jingles a chamavam tanto, que aos poucos, por questões financeiras, foi dando prioridade a eles.
O Jingles mais conhecido cantado por ela foi do café seleto,criado por Arquimedes Messina.
A campanha teve início em 1974, ganhou algumas versões em animação, e foi usada em várias oportunidades pela empresa.
A produção musical é de Theo de Barros, arranjador de Disparada (Geraldo Vandré),
sendo que o comercial em versão animada é interpretado pela cantora Clélia Simone, com impressionante voz infantil.
Ela gravou jingles por 45 anos. Assim, entre locuções, histórias infantis, audio-visuais, Clélia Simone fez cem mil gravações.
Tanto que a homenagearam e imortalizaram na Escola Superior de Propaganda, em São Paulo.
Recebeu também o prêmio “Roquete Pinto”, como melhor cantora do ano de 1962. Hoje,
Clélia Simone aparece em alguns shows, e dá aulas de canto e piano, para um público seleto.
Tem um único filho, Alexandre, filho de Walter Tasca, que foi o grande amor de sua vida.
Alexandre também é músico e hoje, viúva, Clélia dedica-se inteiramente a ele, doce, sensível,
Clélia ama a arte até o fundo do seu ser. Grande amiga, grande criatura, grande artista.
Filha e neta de músicos, sua mãe chamava-se Oraide e era flautista. O pai, Rodolpho, era "luthier", tendo inclusive construído um instrumento para Luperce Miranda. Começou a cantar aos 13 anos, quando se mudou para a cidade vizinha de Além-Paraíba e passou a apresentar-se no Rex Clube. Recebeu incentivo da família, que apoiava que seguisse a carreira de cantora lírica. Começou a estudar canto com a professora Graziela de Salerno, que gostava muito de seu registro de soprano ligeiro, e além de canto, estudou piano e leitura musical. Fez seus estudos escolares na cidade vizinha de Porto Novo, com bolsa de estudos, compensada por pequenos serviços realizados por seu pai, já que sua família vivia com dificuldade. Foi em Porto Novo que fez sua primeira apresentação, cantando a valsa "Neusa", de Antônio Caldas (pai do cantor Sílvio Caldas), grande sucesso de Orlando Silva.
Iniciou sua carreira como caloura no programa de Ary Barroso, em 1942. Na ocasião, recebeu a nota máxima ao interpretar "Sempre no meu coração". Logo em seguida, recebeu convite para se apresentar no programa radiofônico "Escada do Jacó", do popular radialista Zé Bacurau. Depois de curta temporada no Rio de Janeiro, retornou a Porto Novo para continuar seus estudos. Nessa época, costumava fazer pequenas apresentações num clube de jazz, o que lhe causou problemas na escola, pois além da discriminação racial, enfrentava a discriminação por ser artista. Mudou-se definitivamente para o Rio de Janeiro em 1945. Nesse ano, conquistou o primeiro lugar no programa "Pescando estrelas", da Rádio Clube do Brasil, apresentado por Arnaldo Amaral. Isso lhe valeu um contrato de 800 mil-réis com a emissora, que duraria até 1948. Nessa época, formou com a cantora Odaléa Sodré (filha de Heitor Catumbi) uma dupla chamada "As Moreninhas do Ritmo". Com a parceira, cantou no conjunto do pianista Laerte, na Rádio Jornal do Brasil. Em 1948, assinou contrato com a Rádio Nacional do Rio. Foi levada para lá a partir de um contato do cantor Nuno Roland, que marcou uma reunião com ela a pedido do diretor geral da rádio, Victor Costa. Na ocasião, Victor Costa lhe ofereceu um salário bem mais alto e a cantora, dias depois, já integrava o "cast" da Nacional, tendo como "padrinhos musicais" o próprio Victor Costa, ao lado do cantor Paulo Tapajós. No ano seguinte, gravou seu primeiro disco, pela Star, com os sambas-canção "Inverno", de Clímaco César e "Desci", de Alcyr Pires Vermelho e Cláudio Luiz. Fois por essa época que Paulo Gracindo começou a chamá-la de "minha namorada musical", em seu programa na Rádio Nacional, nos anos 1940, devido a sua técnica e afinação impecável. Depois, integrou vários conjuntos vocais (de diversas formações), alguns dos quais são: "As Moreninhas", "Cantores do céu" e "Vocalistas modernos". Além disso, participou do coro de inúmeras gravações na Rádio Nacional. Em 1951, gravou pela Sinter o samba-canção "Foi você", de Paulo César e Ênio Santos, e o bolero "Canção de Dalila", de Victor Young, com versão de Clímaco César com o qual fez bastante sucesso. Nesta etiqueta gravou outros discos solo e também com o grupo "As Moreninhas". Em 1952, gravou os sambas "Não quero lembrar", de Sávio Barcelos, Ailce Chaves e Paulo Marques e "Quero esquecer", de Brasinha, Salvador Miceli e Mário Blanco, a valsa "Festa de aniversário", de Joubert de Carvalho e a marcha "Um sonho que eu sonhei", de Alcyr Pires Vermelho e Sá Róris. Em 1953, gravou o baião "É sempre o papai", de Miguel Gustavo e a valsa "Festa de aniversário", de Joubert de Carvalho. No ano seguinte, gravou o bolero "Meu sonho", de Pedroca e Alberto Ribeiro e o "Baião manhoso", de Manoel Macedo e Marcos Valentim. Ainda em 1954, foi contratado pela Columbia e gravou o fox "Canário triste", de V. Floriano com versão de Juvenal Fernandes e o samba canção "Razão de tudo", de Umberto Silva e Nilton Neves. Em 1955, gravou os sambas canção "Sedução", de Carlito e Nazareno de Brito e "Óculos escuros", de Valzinho e Orestes Barbosa, seu maior sucesso. Em 1956, gravou a toada "Moreno que desejo", de Bruno Marnet e a valsa "Natal das crianças", de Blecaute. No mesmo ano, gravou seu primeiro LP, "Zezé Gonzaga", que foi considerado o melhor disco do ano e trazia entre suas faixas "Ai ioiô (Linda Flor)", de Henrique Vogeler e Luiz Peixoto, que passou a ser considerada uma de suas grandes interpretações, além de "Nunca jamais", de Lalo Ferreira, numa versão de Marques Porto. Em 1957, gravou os boleros "Não sonhe comigo", de Fernando César, "Tédio", de Fernando César e Nazareno de Brito e "Vivo a cantar", de Cícero Nunes e Bruno Marnet. No ano seguinte, gravou o samba jongo "Cafuné", de Dênis Brean e Gilberto Martins e o samba canção "Saia do caminho", de Custódio Mesquita e Evaldo Rui. Em 1959, gravou duas músicas da parceria Tom Jobim e Vinícius de Moraes: o samba "A felicidade" e o fox "Eu sei que vou te amar". Em 1961, passou a gravar na Continental e registrou "A montanha", de Agueró e Moreu, com versão de Fernando César e o samba "Que culpa tenho eu?", de Armando Nunes e Othon Russo. No mesmo ano, gravou o bolero "Há sempre alguém", de Luiz Mergulhão e Umberto Silva e o samba "Um beijo, nada mais", de Almeida Rego e Índio. Em 1962, gravou a balada "Rosa de maio", de Custódio Mesquita e Evaldo Rui, o rasqueado "Decisão cruel", de Palmeira e o samba "Neném", de Tito Madi. Considerada uma das mais belas vozes do cast da Rádio Nacional, era com freqüência escalada para participar dos grandes musicais noturnos da emissora, dos quais eram responsáveis os grandes maestros como Radamés Gnattali, Léo Peracchi e outros. Gravou vários discos infantis pela fábrica "Carrossel", com produção de Paulo Tapajós, e na Continental, quando se juntou aos Trios Madrigal e Melodia, para cantar e contar historinhas para crianças. Na década de 1960, associou-se com o maestro Cipó e Jorge Abicalil em uma agência de jingles, vinhetas e trilhas para rádio, TV e cinema (a Tape Produções Musicais Ltda.), onde trabalhava como cantora e compositora. Em parceria com o escritor, produtor e apresentador de rádio Luiz Carlos Saroldi, compôs o tema de abertura do Projeto Minerva, apresentado pela Rádio MEC. Em 1967, gravou o LP "Canção do amor distante" pelo selo Fontana com destaque para "Sorri", de Elton Medeiros e Zé Kéti, "Faça-me o favor", de Fernando César e Britinho, "Não fique triste não", de Jorge Ben e "Veja lá", de Luiz Fernando Freire e Baden Powell. Em 1979, gravou com o Quinteto de Radamés Gnattali um disco em homenagem a Valzinho, que também participou do disco só de composições suas, com produção de Hermínio Bello de Carvalho. O disco "Valzinho - Um doce veneno" teve, além da edição brasileira, uma tiragem destinada ao mercado estrangeiro. Fez algumas apresentações nos anos 1980 com o grupo Cantoras do Rádio, ao lado de Nora Ney, Rosita Gonzales, Violeta Cavalcanti e Ellen de Lima, que lhe renderam dois CDs. Em 1999 gravou o disco "Clássicas" ao lado da cantora Jane Duboc, que também rendeu show encenado no Rio, São Paulo e outras praças brasileiras. O disco trazia entre outras, "Linda flor", de Henrique Vogeler, Marques Porto e Luiz Peixoto, "Olha", de Roberto Carlos e Erasmo Carlos e "Cidade do interior", de Mário Rossi e Marino Pinto, entre outras, No mesmo período, também participou do espetáculo "Lupicínio Rodrigues", ao lado de Áurea Martins, montado em várias casas noturnas do Rio e de São Paulo. Em 2000, participou do Projeto "MPB: A História de Um Século", estrelando o primeiro da série de quatro shows no CCBB, "Do choro ao samba", ao lado de Paulo Sérgio Santos e Maria Tereza Madeira, com roteiro e direção de Ricardo Cravo Albin. Em 2001, apresentou show no Paço Imperial no rio dem Janeiro. Em 2002, gravou pelo selo Biscoito Fino o CD "Sou apenas uma senhora que canta", dedicado à parceira de profissão Elizeth Cardoso, no qual interpretou, entre outras, "Meu consolo é você", de Roberto Martins e Nássara, "Vida de artista", de Sueli Costa e Abel Silva, "Pra machucar meu coração", de Ary Barroso, "Chão de estrelas", de Sílvio Caldas e Orestes Barbosa e "Por que te escondes?", letra inédita do poeta Thiago de Mello para um choro de Pixinguinha. Em 2008 saiu pela gravadora Biscoito Fino o Cd "Zezé Gonzaga Entre Cordas", produzido por Hermínio Bello de Carvalho, com gravações nunca editadas em disco retiradas de programas de TV e de áudios inéditos de shows, acompanhada de nomes importantes como Baden Powell e Raphael Rabello.
Consuelo Velásquez Torres (Ciudad Guzmán/Zapotlán el Grande, Jalisco, 21 de agosto de 1924 – Cidade do México, 22 de janeiro de 2005) foi uma pianista e compositora mexicana que fez estrondoso sucesso no Brasil nas décadas de 40 e 50 com a música Bésame Mucho. Bésame mucho é também conhecida como Kiss Me Much, Kiss Me a Lot, Kiss Me Again and Again, Embrasse-Moi e Stale Ma Boskavaj. A canção foi traduzida a mais de 20 idiomas e chegou também a ser um ícone dentro da música popular mexicana. A canção: "Beija-me muito [Besame mucho]", chegou a ser gravada por diversos cantores populares do Brasil, entre eles Teixeirinha e Raul Gil. Em 1976, a canção chegou a fazer parte da trilha sonora do filme: "Carmen, a Cigana", estrelado por Teixeirinha.
Algumas canções
Amar y vivir (bolero) Bésame mucho Cachito Corazón (bolero) Franqueza (bolero) Verdad amarga (bolero)
Hebe Maria Monteiro de Camargo Ravagnani (Taubaté, 8 de março de 1929) é uma consagrada apresentadora de televisão, atriz e cantora brasileira. Ravagnani é seu sobrenome de casada. Nascida em Taubaté, filha de Ester e Sigesfredo Monteiro de Camargo (apelidao de Fego), Hebe teve uma infância humilde. Na década de 1940, formou, com sua irmã Stella Camargo Reis, a dupla caipira "Rosalinda e Florisbela". Seguiu na carreira de cantora com apresentações de sambas e boleros em boates, quando abandonou a carreira musical para se dedicar mais ao rádio e à televisão. Ela estava no grupo que foi ao porto da cidade de Santos buscar os equipamentos de televisão para a formação da primeira rede brasileira, a Rede Tupi. Foi convidada por Assis Chateaubriand para participar da primeira transmissão ao vivo da televisão brasileira, no bairro do Sumaré, na cidade de São Paulo, em 1950. No primeiro dia de transmissões da Rede Tupi, Hebe Camargo deveria cantar logo no início das transmissões o "Hino da Televisão", mas alegou estar doente e faltou ao evento, sendo substituída por Lolita Rodrigues. Durante muito tempo as duas, que são amigas desde aquela época, não admitiram se Hebe deixou de cantar o Hino porque estava doente ou se foi por causa de um encontro amoroso. No programa "Irritando Fernanda Young", exibido no dia 30 de dezembro de 2002 pelo canal pago GNT ela revelou ter ido acompanhar seu namorado na época numa cerimônia, onde ele seria promovido, no Teatro Cultura Artística. O programa Rancho Alegre (1950) foi um dos primeiros programas em que Hebe participou na TV Tupi, Canal 3, de São Paulo: Hebe fez um dueto com o cantor Ivon Curi, sentada em um balanço de parquinho infantil. Estas imagens estão gravadas em filme e são consideradas relíquias da televisão brasileira, uma vez que o videotape ainda não existia e na época não se guardava a programação em acervos, como atualmente. A estreia na TV ocorreu, em 1955, no primeiro programa feminino da TV brasileira, O Mundo é das Mulheres, onde chegou a apresentar cinco programas por semana. Em 10 de abril de 1966, vai ao ar, pela primeira vez, o programa dominical de Hebe Camargo, pela TV Record (Canal 7 de São Paulo, atual Rede Record); o programa a consagra como entrevistadora e ela se torna líder absoluta de audiência, acompanhada do músico Caçulinha e seu Regional. Durante a Jovem Guarda, Hebe deu espaço a novos talentos, como Roberto Carlos, Martinha, Wanderléa e Ronnie Von, a quem apelidou de Príncipe. Logo depois, a apresentadora Cidinha Campos veio ajudá-la nas entrevistas. Hebe também arranjava tempo para o seu programa diário na Jovem Pan - Rádio Panamericana. Hebe passou por quase todas as emissoras de TV do Brasil, entre elas a Record e a Bandeirantes, nas décadas de 1970 e 1980. Desde 1986 Hebe está no SBT, onde já apresentou três programas: Hebe, que ainda está no ar, Hebe por Elas e Fora do Ar, além de participar do Teleton e em especiais humorísticos, como um quadro do espetáculo da entrega do Troféu Roquette Pinto, Romeu e Julieta, em que contracenou com Ronald Golias e Nair Bello, já falecidos, artistas que foram grandes amigos da apresentadora. O programa Hebe, no ar desde o dia 4 de março de 1986, atualmente nas noites de segunda-feira, e durante algum tempo nas noites de terça-feira e sábados, a apresentadora recebe convidados para pequenos debates e apresentações musicais: todos se sentam em um confortável sofá, que é quase uma instituição da televisão brasileira. Atrações internacionais como Julio Iglesias, Enrique Iglesias, Laura Pausini, Thalia, Gloria Stefan, Shakira, Sarah Brightman, entre outros, são convidados recorrentes no programa. Em 1995, a gravadora EMI lançou um CD com os maiores sucessos de Hebe.
Em 1999 voltou a lançar um CD. Em 22 de abril de 2006 comemorou o 1.000º programa pelo SBT. Atualmente, o programa Hebe é exibido todas as segundas-feiras, às 21:00. Além da carreira de apresentadora e cantora, Hebe atuou em alguns filmes e foi convidada especial de telenovelas, programas humorísticos e entrevistas em telejornais.
Doença
No dia 8 de janeiro de 2010, Hebe foi internada no hospital Albert Einstein, em São Paulo.Informações preliminares adiantavam que ela passaria por uma cirurgia para a retirada de um tumor no estômago. Um boletim emitido posteriormente pelo hospital divulgou que Hebe foi submetida a uma laparoscopia diagnóstica, que encontrou nódulos no peritônio.O resultado da análise confirmou a existência de um tumor primário na região.
Filho e casamento
É viúva do empresário Lélio Ravagnani. Tem um filho com ele chamado Marcello, que também é empresário. Em uma entrevista a revista Veja, declarou que aos 18 anos, na sua primeira vez, engravidou do seu namorado, o empresário Luíz Ramos. Como ele a traía constantemente e por ser vergonhoso para os pais terem uma filha mãe solteira, ela, sem contar a ninguém, decidiu fazer um aborto, que foi sem anestesia e a fez sofrer muito, por semanas. Diz que não se arrepende e fez isso na hora certa. Não poderia ter um filho naquela época, afirmou.
DVD Ao Vivo (2010)
Aos 81 anos, "Hebe Camargo" se prepara para gravar seu primeiro DVD ao vivo. Em dois shows, um em São Paulo, no Credicard Hall (em 27 de outubro de 2010) e outro no Rio de Janeiro, no Citibank Hall (em 24 de novembro de 2010), a loira irá dividir o palco com personalidades da música brasileira. Fábio Jr., Daniel, Leonardo, Maria Rita, Paula Fernandes, Chitãozinho e Xororó e Bruno e Marrone estarão ao lado da diva brasileira em momento marcante de sua carreira. "O show está bem variado. Penso que nem preciso ir, vou ficar só assistindo…", diz. "Meu maior medo é ninguém aparecer", contou ela em encontro com a imprensa em São Paulo, nesta terça-feira (21). "Jamais dei uma coletiva. Estou assustada", revelou. No CD, que chega às lojas na primeira semana de outubro de 2010, "Hebe" ainda divide canções com grandes personalidades da música, como Roberto Carlos. "Eu gravei minha parte em São Paulo e os meus convidados no Rio de Janeiro", contou ela, relembrando que nomes como Daniel Boaventura e Ivan Lins também estão no projeto. No paSsado, a rainha da televisão precisou escolher entre seguir a carreira de apresentadora ou a música. "Fiz dois discos antes desse, mas não foram muito bons. Acho que é porque a apresentadora estava cobrindo a cantora." Questionada de onde tira tanta energia para seguir em turnê (que deve começar em março de 2011), ela é rápida: "a alegria de ter uma recuperação rápida (Hebe passou por um câncer no início do ano) me deu essa energia… Além disso, me alimento bem e durmo que nem uma bonequinha. Costumo brincar que sou uma artista", explicou ela que, depois de se apresentar em São Paulo e Rio para a gravação do DVD ao vivo segue para outras capitais brasileiros. "Com certeza faremos Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador… Serão 12 shows, um por mês. Se der, eu faço mais."
Trabalhos Televisão
1986 a 2010 - Hebe - SBT 2010 - Fantástico - Globo 2010 - SBT - Brasil - SBT 2009 - Elas Cantam Roberto - Globo 2007 - Amigas e Rivais - SBT 2005 - Fora do Ar - SBT 2003 - Romeu e Julieta Versão 3 - SBT 2001 - SBT Palace Hotel - SBT 2000 - TV Ano 50 - Globo 1995 - Escolinha do Golias - SBT 1990 - Romeu e Julieta Versão 2 - SBT 1980 - Cavalo Amarelo - Band 1978 - O Profeta - TV Tupi 1970 - As Pupilas do Senhor Reitor - TV Record 1968 - Romeu e Julieta Versão 1 - TV Record 1950 - Primeira Apresentação Musical da TV Brasileira - TV Tupi
Cinema
2009 - Xuxa e o Mistério de Feiurinha 2005 - Coisa de Mulher 2000 - Dinossauro (dublagem da personagem Baylene em português) 1960 - Zé do Periquito 1951 - Liana, a Pecadora 1949 - Quase no Céu
Na Música
Hebe e Vocês (1959) Festa de Ritmos (1961) Hebe Camargo (1966) Maiores Sucessos (1995) Pra Você (1998) Como É Grande o Meu Amor Por Vocês (2001) As Mais Gostosas Da Hebe (2007) Hebe Mulher (2010)
Agnaldo Coniglio Rayol (Niterói, 3 de maio de 1938) é um ator e cantor brasileiro, conhecido pela voz afinada e o repertório romântico, em que despontam, nos anos mais recentes, canções italianas. Agnaldo Rayol iniciou a carreira de cantor aos oito anos na Rádio Nacional do Rio de Janeiro, no programa Papel carbono, de Renato Murce, e aos doze anos estréia no cinema, no filme Também Somos Irmãos. Depois de morar algum tempo em Natal, RN, voltou em 1951 ao Rio de Janeiro e participou do filme Maior Que o Ódio. Foi obrigado a parar de cantar entre 1952 e 1954, por causa de mudanças hormonais próprias da adolescência, que afetaram a voz. A partir no final dos anos 50 quando a voz potente de adulto se estabiliza, firma-se na carreira, levando adiante o estilo impostado e operístico comum aos cantores da geração anterior, como Vicente Celestino e Francisco Alves. Como exemplo dessa peculiar forma de cantar, a magistral interpretação da Ave Maria emocionou noivas de várias gerações, que não hesitavam em pagar o caro cachê para tê-lo cantando em cerimônias de casamento. Em 1956 foi contratado pela Rádio Tupi e dois anos depois gravou o primeiro disco pela gravadora Copacabana.
O auge da carreira acontece na década de 60, com programas próprios na TV Record, entre eles Agnaldo RayoI Show e Corte RayoI Show, ao lado do humorista Renato Corte Real, um sucesso sem precedentes. Foi uma das atrações da edição de estréia do programa Jovem Guarda. No cinema. protagonizou Agnaldo - Perigo à Vista em 1969 e, ainda como ator, esteve no elenco das novelas Mãe (1964), O Caminho das Estrelas (1965), A Última Testemunha(1968) e As Pupilas do Senhor Reitor (1970).
Nos anos 80, comandou por 8 anos o grande sucesso Festa Baile, programa musical produzido pela TV Cultura de São Paulo. Em 1981, no Uruguai, ganhou o Festival Internacional da Canção, onde participaram cantores de todo o mundo. Agnaldo Rayol cantou também na Argentina, México, Estados Unidos, Portugal e Itália. Sempre fiel ao repertório romântico, nos anos 90 faz sucesso interpretando canções italianas, língua que domina perfeitamente, por ser a mãe nascida na Itália. Duas entram para o repertório de telenovelas da Rede Globo e estouram nas paradas: Mia Gioconda na novela O Rei do Gado e Tormento d’Amore, tema de abertura da novela Terra Nostra gravada em Londres em dueto com a soprano Charlotte Church. No dia 30 de abril de 2006 Agnaldo acabara de vir de um concerto e estava pronto para embarcar no aeroporto de Porto Alegre, quando tropeçou e caiu no chão, fraturando o fêmur da perna direita. Levado para o Hospital Mãe de Deus na capital gaúcha, esteve internado por uma semana e comemorou ali o 68º aniversário, numa festa organizada pelas freiras que comandam o serviço de enfermagem do hospital. No dia 11 de maio de 2007, cantou durante a missa de canonização de Frei Galvão pelo Papa Bento XVI, na pista de aviação do Campo de Marte, no bairro de Santana, na capital de São Paulo, Brasil.
Trabalhos no cinema
2004 - Olga del Volga 1976 - Possuída Pelo Pecado 1971 - A Herança 1970 - A Moreninha 1968 - Agnaldo, Perigo à Vista 1961 - Tristeza do Jeca 1960 - Zé do Periquito 1960 - Pistoleiro Bossa Nova 1959 - Garota Enxuta 1959 - Jeca Tatu 1958 - Uma Certa Lucrécia 1958 - Chofer de Praça 1951 - Maior Que o Odio 1949 - Também Somos Irmãos
Cantor Brasileiro nascido em 1940 Maceió, AL Formou-se na Escola Técnica da Aeronáutica e foi servir na base aérea de Natal. Porém, um acidente automobilístico fez com que fosse reformado. Estreou na Rádio Poty de Natal, cidade onde consolidou sua carreira, sendo considerado o astro galã daquela rádio. Em 1951 passou a atuar como vocal no Trio Acaiaca, juntamente com Chico Elion no violão e João Juvanklin no acordeom. Em 1955 gravou seu primeiro disco, pela Mocambo, interpretando "Se eu fracassar", de Chico Elion. No ano seguinte gravou o samba "Se eu fracassar" e o samba canção "Ranchinho de paia", de Chico Elion, e o bolero "Minha inspiração", de William Leon e Sílvia Silva. Em 1957 gravou o frevo canção "Ingratidão", de Neusa Rodrigues e José Menezes. Nesse ano, ficou em segundo lugar na escolha para "Rei e Rainha do Rádio" com 177.900 votos. Em 1960 passou aresidir em São Paulo, onde gravou inúmeros discos, pelas gravadoras Continental, CBS e Columbia. Gravou com as orquestras Mocambo e Jazz Paraguary. Em 1961, ingressou na gravadora Copacabana e lançou o LP "Em tudo existe o amor", LP no qual interpretou "Meu sonho é você", de Altamiro Carrilho e Átila Nunes, "Canção do sofrer", de José Messias, "Melodia singela", dos Irmãos Orlando, "Amor", de Antenógenes Silva e Ernâni Campos, "Esperes por mim", de Claudionor Santos e Rubens Machado, "Teus ciúmes", de Lacy Martins e Aldo Cabral, "Eternamente", de Nelson Castro e Rossini Pacheco, "Fracassei", de Cláudio Paraíba e A. Chamarelli, "Por teu amor (Away all boats)", de F. Skiner, A. Skiner e Adelson, com versão de Collid Filho, "Em tudo existe o amor", de Pachequinho, Antônio Almeida e Nilo Barbosa, e "Juro por Maria", de João Barone. Em 1962, lançou dois LPs pela Copacabana. O primeiro foi "Ouvindo-te com amor" gravado em conjunto com a cantora Silvana, disco no qual interpretaram em dueto os tangos "Amor", de Antenógenes Silva e Ernâni Campos, "Cantando", de Mercedes Simone e versão de Virgínia Amorim, "Jura-me", de Maria Grever, e versão de Osvaldo Santiago, e "Onde estás coração", de L. M. Serrano e A. P. Berto, e versão de Ubirajara Silva, e o bolero "Eternamente", de Nelson Castro e Rossini Pacheco. No mesmo disco, ele interpretou sozinho a guarânia "Teu casamento (Tu boda)", de A. Salas e versão de Sebastião Ferreira da Silva, e a balada "Chorando (Crying)", de R. Orbison e J. Melson, em versão de Rossini Pinto. O outro LP lançado no mesmo foi "Mensagem de amor" no qual interpretou tangos e boleros: "Mensagem de amor", de Pachequinho, Arlindo Marques Júnior e Roberto Roberti, "Diga que sim", de Airton Borges, "Que Deus me dê", de Jair Amorim e Evaldo Gouveia, "Contigo", de Cláudio Estrada e versão de Julio Nagib, "Olhar proibido", de Erasmo Silva, "Outro amor", de Antenógenes Silva e Ernâni Campos, "Jamais te esquecerei", de Antônio Rago e Juraci Rago, "Cristal", de Mariano Mores e José Maria Contursi com versão de Haroldo Barbosa, "Nostalgias", de Enrique Cadicamo e J. C. Cobían, e versão de Juraci Rago, "Esquina da ilusão", de Luis Roberto e Silvério Neto, "Aventureira (El Choclo)", de A. Villoldo e M. Catan, com versão de Haroldo Barbosa, e "Último ato", de Sergio Malta e Helder Camara.
Discografia
([S/D]) Uma lágrima tua • Copacabana • LP ([S/D]) Seu adeus • Copacabana • LP (1998) Seleção de ouro 20 sucessos • EMI/Copacabana • LP (1977) Rinaldo Calheiros • Beverly • CD (1974) Com amor • Som hi-fi • LP (1966) A voz que emociona • CBS • LP (1962) Ouvindo-te com amor • Copacabana • LP (1962) Mensagem de amor • Copacabana • LP (1961) Em tudo existe o amor • Copacabana • LP (1956) Ranchinho de paia/Minha inspiração • Mocambo • 78 (1955) Se eu fracassar • Mocambo • 78