Aurora Miranda da Cunha (Rio de Janeiro, 20 de abril de 1915 — Rio de Janeiro, 22 de dezembro de 2005) foi uma atriz e cantora brasileira.
Estreou na Rádio Mayrink Veiga em 1932, transferindo-se logo para a Philips.
Em 1933, em seu primeiro disco, ela gravou Cai, Cai, Balão,
cantada em dupla com Francisco Alves.
Além de fazer dupla com a irmã mais famosa Carmen Miranda, Aurora também teve sucesso como cantora na década de 1930. Gravou Cidade Maravilhosa, hino oficial da cidade do Rio de Janeiro, em dupla com o compositor André Filho, em 1934.
As duas irmãs imortalizaram a canção Cantoras do Rádio (João de Barro,
Lamartine Babo e Alberto Ribeiro), no filme Alô, Alô Carnaval.
Aurora e Carmen trabalharam no cassino da Urca e moraram juntas nos
Estados Unidos da América.
No desenho animado Você Já Foi à Bahia?, de 1944, Aurora "atuou" com o Pato Donald e seus amigos, Zé Carioca e Panchito, graças a uma montagem que misturou filme e desenho animado.
Aurora trabalhou nos filmes Banana-da-terra (1939), Alô, Alô, Carnaval (1936), Estudantes (1935) e Alô, Alô Brasil (1935).
Em 1940, se casou com Gabriel Richaid e foi morar nos Estados Unidos.
Voltou para o Brasil em 1952 e, quatro anos depois, regravou um LP com oito antigos sucessos, encerrando sua carreira de mais de 80 discos de 78 rotações.
Aurora Miranda ainda voltou ao cinema em 1989, no filme Dias Melhores Virão.
Aurora Miranda , Faleceu as 15h no dia 22 de Dezembro de 2005 no Leblon foi enterrada no cemitério São João Batista,.
Sucessos
Acarajé... Ô, Ademar Santana e Leo Cardoso (com Carlos Galhardo) (1939)
Batatas Fritas, Augusto Garcez e Ciro de Sousa (1940)
Bibelô, André Filho (1934)
Cai, Cai, Balão, Assis Valente (com Francisco Alves) (1933)
Cantores do Rádio, Alberto Ribeiro, João de Barro e Lamartine Babo (c/Carmen Miranda) (1936)
Cidade Maravilhosa, André Filho (1934)
Deixa a Baiana Sambar, Portelo Juno e Valdemar Pujol (1937)
Dia Sim, Dia Não, Alberto Ribeiro (1938)
Fiz Castelos de Amores, Gadé e Valfrido Silva (1935)
Moreno Cor de Bronze, Claudionor Cruz (1934)
Onde Está o Dinheiro?, Francisco Mattoso, José Maria de Abreu e Paulo Barbosa (1937)
Risque, Ary Barroso (1952)
Roubaram Meu Mulato, Claudionor Cruz (1939)
Se a Lua Contasse, Custódio Mesquita (1933)
Sem Você, Sílvio Caldas e Orestes Barbosa (1934)
Teus Olhos, Ataulfo Alves e Roberto Martins (1939)
Trenzinho do Amor, Alberto Ribeiro e João de Barro (1937)
Vai Acabar, Nelson Petersen (1938)
Vem pro Barracão, Nelson Petersen e Oliveira Freitas (1938)
Você Só Mente, Hélio e Noel Rosa (com Francisco Alves) (1933)
Os Quatro Ases e Um Curinga foram um conjunto vocal e instrumental brasileiro, formado no Rio de Janeiro. Ao lado dos Anjos do Inferno, foram o conjunto de maior sucesso na dita "era de ouro" do rádio brasileiro, principalmente nos anos 1940. No começo, todos os seus integrantes eram de Fortaleza, Ceará: Evenor Pontes de Medeiros (1915 – 25 de novembro de 2002), violonista e compositor; José Pontes de Medeiros (1921 – 29 de novembro de 2005), violonista e cantor; Permínio Pontes de Medeiros (*1919), gaitista e cantor; André Batista Vieira (*1920), o Curinga, pandeirista, cantor e compositor; e Esdras Falcão Guimarães, o Pijuca (*1921). André Batista foi substituído por Jorge José da Silva, o Jorginho do Pandeiro (depois integrante do Época de Ouro). Este posteriormente foi substituído por Nilo Falcão e Miltinho (ex-Anjo do Inferno). Em 1939, os irmãos Pontes de Medeiros, que estudavam no Rio de Janeiro, decidiram formar um quarteto vocal e instrumental juntamente com o amigo André Vieira, chamado de Melé. Depois de se formar em Química, dois anos depois, Evenor e os outros três viajam para Fortaleza, onde se apresentam no Ceará Rádio Clube com o nome de Bando Cearense. Foi então que se juntou a eles o violonista Esdras Guimarães, o Pijuca. Por sugestão de Demócrito Rocha, eles adotaram o nome de Quatro Ases e Um Melé. De volta ao Rio, entraram em contato com César Ladeira, diretor da Rádio Mayrink Veiga, que, satisfeito com a performance do quinteto, contratou-o para o horário nobre de sua emissora. Por sugestão de Ladeira, o grupo mudou o nome para Quatro Ases e Um Curinga, uma vez que melé era um termo desconhecido no Rio de Janeiro. Por intervenção de João Dummar, diretor artístico do Ceará Rádio Clube, em 1941, o grupo foi contratado por Teófilo Duarte, então diretor da Rádio Tupi, onde também se apresentavam os Anjos do Inferno. No mesmo ano, realizaram, na Odeon, sua primeira gravação em disco, acompanhando Dircinha Batista nos sambas Ela disse que dá (Assis Valente) e Costela de cera (Linda Batista). O primeiro disco solo do grupo veio em novembro, também pela Odeon, com a marcha Os dois errados (Álvaro Nunes, Estanislau Silva e Nelson Trigueiro) e o samba Dora, meu amor (Curinga e Constantino Silva). Em 1942, obtiveram o primeiro grande sucesso com a marcha Viva quem tem bigode (David Nasser e Rubens Soares) e foram contratados para atuarem no Cassino Copacabana, onde trabalharam por quatro anos, até ser decretado o fechamento dos cassinos, durante o governo de Eurico Gaspar Dutra. No mesmo ano, participaram do filme Astros em desfile, de José Carlos Burle. Em 1944, o grupo foi contratado por Victor Costa para apresentarem um programa na Rádio Nacional. Lá, o conjunto teve que assumir diversas novas facetas, passando a dramatizar e a contar histórias ao lado de atores. Participaram do emblemático programa Um milhão de melodias, apresentado por Paulo Gracindo e dirigido pelo maestro Radamés Gnattali. O grupo marcou a história da Música Popular Brasileira em 1946, ao lançar o Baião (Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga), gênero musical nordestino então desconhecido no resto do país, que se tornou uma coqueluche nacional e incentivou o interesse do público pela música nordestina, até então pouco divulgada. Em 1950, eles passaram a gravar pela RCA Victor. Dois anos depois, André Vieira, o Curinga, se desligou do grupo, que continuou atuando sem ele até conseguirem um substituto. Depois disso, sucederam-se três Curingas: Jorginho do Pandeiro, Nilo Falcão e, por último, Miltinho. Nessa época, a carreira do grupo começou a declinar. Em 1953, por desentendimentos com Victor Costa, o conjunto teve seu contrato com a Rádio Nacional cancelado. Eles então voltaram a atuar na Rádio Mayrink Veiga. Em 1955, eles passaram a gravar pela Mocambo e, no ano seguinte, pela Todamérica. Em 1960, gravaram um último disco pela Odeon, já em fim de carreira. Pouco depois, ainda lançaram dois últimos discos, sem maiores repercussões, pelo pequeno selo Marajoara, no qual gravaram o primeiro disco da série então lançada por aquela gravadora, com a marcha No tempo de Carlito (Victor Simon e Haroldo Lobo) e o samba Ela (Haroldo Lobo e David Raw). A última gravação do grupo foi o samba Turma da praia, de Haroldo Lobo e Peterpan, em disco que trazia no lado B o cantor Nilton Paz cantando uma marcha. Em cerca de vinte anos de carreira, o grupo gravou 100 discos em 78 rpm, sendo 65 na Odeon, 33 na RCA Victor e dois na Marajoara, e participaram de seis filmes.
Sucessos
Baião, Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga (1946) Boneca de pano, Assis Valente (1950) Cabelos brancos, Herivelto Martins e Marino Pinto (1949) Chega, chega, chegadinho, Lauro Maia (1948) Cigana feiticeira, Benedito Lacerda e Haroldo Lobo (1947) Derramaro o gai, Luiz Gonzaga e Zé Dantas (1950) Dezessete e setecentos, Luiz Gonzaga e Miguel Lima (1947) É com esse que eu vou, Pedro Caetano (1947) Eu vi um leão, Lauro Maia (1942) Eu vou até de manhã, Lauro Maia (1945) Mangaratiba, Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga (1949) Marcha do caracol, Afonso Teixeira e Peterpan (1950) No Ceará é assim, Carlos Barroso (1942) O periquito da madame, Afonso Teixeira, Carvalhinho e Nestor de Holanda (1946) Onde estão os tamborins?, Pedro Caetano (1947) Pescador, Haroldo Lobo e Milton de Oliveira (1952) Sá Mariquinha, Evenor Pontes e Luiz Assunção (1947) Sambolândia, Pedro Caetano (1947) Siridó, Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga (1948) Terra seca, Ary Barroso (1943) Trem de ferro, Lauro Maia (1943) Viva quem tem bigode, David Nasser e Rubens Soares (1942) Vozes da seca, Luiz Gonzaga e Zé Dantas (1953)
Filmografia
Está com Tudo (1952) Aviso aos Navegantes (1950) Esta é Fina (1948) Segura Esta Mulher (1946) Tristezas Não Pagam Dívidas (1943) Astros em Desfile (1942)
Anjos do Inferno era o nome de um conjunto vocal e instrumental brasileiro. Originário do Rio de Janeiro, o grupo teve diversas formações ao longo de quase 30 anos, mas mesmo assim conseguiu criar uma identidade sonora típica, devida principalmente ao pistom. O nome veio como ironia à orquestra Diabos do Céu, dirigida por Pixinguinha e muito popular nos anos 30. O auge da carreira dos Anjos do Inferno foi nos anos 40, na época de ouro do rádio. Foram contratados pelas principais emissoras de rádio do Brasil, tocaram em cassinos e gravaram diversos sucessos de carnaval. conjunto excursionou pela América Latina e Estados Unidos, onde tocou com Carmen Miranda.
Sucessos
Amaralina, Alberto Costa Andrade (1951) Acontece Que Eu Sou Baiano, Dorival Caymmi (1944) Adeus, América, Geraldo Jacques e Haroldo Barbosa (1951) Bahia, Oi!... Bahia, Augusto Mesquita e Vicente Paiva (1940) Bolinha de Papel, Geraldo Pereira (1945) Boogie-woogie na favela, Denis Brean (1947) Brasil Pandeiro, Assis Valente (1941) Cordão dos Puxa-Sacos, Eratóstenes Frazão e Roberto Martins (1946) Dora, Dorival Caymmi (1947) Doralice, Antônio Almeida e Dorival Caymmi (1945) Helena, Helena, Antônio Almeida e Costantino Silva (1940) Já Que Está, Deixa Ficar, Assis Valente (1941) Nêga do Cabelo Duro, David Nasser e Rubens Soares (1942) Nós, os Carecas, Arlindo Marques Jr. e Roberto Martins (1942) Requebre Que Eu Dou Um Doce, Dorival Caymmi (1941) Rosa Morena, Dorival Caymmi (1942) Sereno, Antônio Almeida (1943) Vatapá, Dorival Caymmi (1942) Vestido de Bolero, Dorival Caymmi (1944) Você Já Foi à Bahia?, Dorival Caymmi (1941) Xô, Xô!, Antônio Almeida e Ciro de Souza (1941)
Carmélia Alves Curvello (Rio de Janeiro, 14 de fevereiro de 1923) é uma cantora brasileira. Nomeada por Luís Gonzaga a "Rainha do Baião", fez sucesso na década de 1950 com Sabiá na gaiola. Reconhecida no Brasil e na América Latina, vendeu milhares de cópias, o que obrigou a gravadora Continental de Buenos Aires a abrir outra filial para conter a venda tão grande. Ganhou todos os prêmios importantes da época, que estão expostos em um museu. Foi croone da boate do hotel Copacabana Palace e cantou sambas no estilo de Carmem Miranda. É integrante do grupo "Cantoras do Rádio", formado em 1988, ao lado das amigas Ellen, Violeta e Carminha. O grupo está apresentando o espetáculo "Estão voltando as flores". Atualmente ainda mora em sua cidade natal e comanda um programa na Rádio Nacional, onde começou sua carreira.
Maiores Sucessos Em Ordem cronológica
1943 - Deixei de Sofrer 1944 - Quem Dorme no Ponto é Chofer 1949 - Me Leva (com Ivon Curi) 1950 - Coração Magoado 1950 - Trepa no Coqueiro 1951 - Sabiá na Gaiola 1951 - Pé de Manacá (com o Trio Madrigal) 1951 - Esta Noite Serenou 1951 - Cabeça Inchada 1956 - Cevando o Amargo
Filmografia
1952 - Tudo Azul 1952 - Está com Tudo 1953 - Agulha no Palheiro 1954 - Carnaval em Caxias 1955 - Carnaval em Lá Maior 1955 - Trabalhou Bem, Genival 1956 - A Pensão de Dona Estela
Ademilde Fonseca Delfino (Pirituba, São Gonçalo do Amarante, 4 de março de 1921) é uma cantora brasileira. Suas interpretações a consagraram como a maior intérprete do choro cantado, sendo considerada a "Rainha do choro".Trabalhou por mais de dez anos na TV Tupi e seus discos renderam mais de meio milhão de cópias. Além de fazer sucesso em terras nacionais, regravou grandes sucessos internacionais e se apresentou em outros países.Atualmente ainda faz shows.
Discografia
1942 - Tico-Tico no Fubá/Volte pro morro - Columbia 1942 - Altiva América/Racionamento - Columbia 1942 - Apanhei-te cavaquinho/Urubu malandro - Columbia 1944 - Brinque a vontade!…/Os narigudos - Continental 1944 - Dinorá/É de amargar - Continental 1945 - O que vier eu traço/Xem-em-ém - Continental 1945 - Rato, rato/História difícil - Continental 1946 - Estava quase adormecendo/Sonoroso - Continental 1948 - Vou me acabar/Sonhando - Continental 1950 - João Paulino/Adeus, vou-me embora - Continental 1950 - Brasileirinho/Teco-teco - Continental 1950 - Molengo/Derrubando violões - Todamérica 1950 - Vão me condenar/Não acredito - Todamérica 1951 - Delicado/Arrasta-pé - Todamérica 1951 - Galo garnizé/Pedacinhos do céu - Todamérica 1951 - Meu senhor/Minha frigideira - Todamérica 1952 - Só você/Baião em Cuba - Todamérica 1952 - Gato, gato/Doce melodia - Todamérica 1952 - Sentenciado/Liberdade - Todamérica 1953 - Vaidoso/Turista - Todamérica 1953 - Meu Cariri/Se amar é bom - Todamérica 1953 - Papel queimado/Sapatinhos - Todamérica 1953 - Uma casa brasileira/Se Deus quiser - Todamérica 1954 - Pinicadinho/Tem 20 centavos aí? - Todamérica 1954 - Qué pr'ocê?/Mar sereno - Todamérica 1954 - Dono de ninguém/Neste passo - Todamérica 1954 - A hora é essa/Amei demais - Todamérica 1955 - Rio antigo/Saliente - Todamérica 1955 - Saudades do rio/Dó-ré-mi-fá - Todamérica 1955 - Polichinelo/Na vara do trombone - Odeon 1956 - Xote do Totó/Acariciando - Odeon 1956 - A situação/Procurando você - Odeon 1957 - Teia de aranha/Té amanhã - Odeon 1957 - Falsa impressão/Telhado de vidro - Odeon 1958 - Eu vou na onda - Odeon 1958 - Rainha do mar/Cortina do meu lar - Odeon 1958 - À La Miranda - Odeon LP 1959 - Na Baixa do Sapateiro/Io (Eu) - Odeon 1959 - Voz + Ritmo = Ademilde Fonseca - Philips 1960 - Tá vendo só/Indiferença - Philips 1960 - Choros Famosos - Philips 1961 - De apito na boca/É o que ela quer - Philips 1961 - Boato/Que falem de mim - Philips 1962 - Pé de meia/Quem resolve é a mulher - Philips 1963 - Marcha do pinica/"Tô" de bobeira - Marcobira 1964 - Esquece de mim/Carnaval na lua - Serenata 1975 - Ademilde Fonseca - Top Tape 1976 - Série Ídolos MPB Nº 14 Ademilde Fonseca 1977 - A Rainha Ademilde & seus chorões maravilhosos - MIS/Copacabana 1997 - A Rainha do Choro 1998 - Ademilde Fonseca - Vol. 2 2000 - As Eternas Cantoras do Rádio - Carmélia Alves, Violeta Cavalcanti, Ademilde Fonseca e Ellen de Lima - Leblon Recors 2000 - A Música Brasileira deste século por seus autores e intérpretes - Ademilde Fonseca 2000 - Vê se gostas - Jacob do Bandolim, Waldir Azevedo e Ademilde Fonseca 2000 - Chorinhos e Chorões - Vol. 2 2000 - Ademilde Fonseca - 20 Selecionadas 2001 - Café Brasil Conjunto Época de Ouro, Paulinho da Viola, Ademilde Fonseca e outros - Teldec
Isaura Garcia, mais conhecida como Isaurinha Garcia, (São Paulo, 26 de fevereiro de 1923 — São Paulo, 30 de agosto de 1993) foi uma das maiores cantoras da MPB, e, com mais de cinquenta anos de carreira, foi considerada a Edith Piaf brasileira. Gravou mais de trezentas canções. Foi casada com Walter Wanderley, organista de muito sucesso, que renovou a bossa nova com seu talento e até hoje está presente em trinta países. Sobrinha do célebre pintor paulista Giuseppe Pancetti, começou sua carreira em 1938, depois de um concurso promovido pela Rádio Record, tendo sido contratada no mesmo ano pela emissora paulista. Neste começo de carreira, inspirava-se em Carmen Miranda e Aracy de Almeida.
Maiores sucessos
1941 - A Baratinha 1941 - Aproveita Beleléu 1941 - O Telefone Está Chamando 1942 - Aperto de Mão 1942 - Teleco-Teco (com Benedito Lacerda) 1943 - Batendo na Minha Porta 1943 - Duas Mulheres e um Homem 1943 - O que Há com Você 1944 - Linda Flor (Ai, Ioiô) 1944 - Não era Adeus 1944 - Adivinhe Coração 1945 - Barulho no Morro 1946 - De Conversa em Conversa (com Os Namorados da Lua) 1946 - Mensagem 1946 - Amor Impossível 1946 - Edredon Vermelho 1946 - Nêgo 1947 - Teu Retrato (com Nelson Gonçalves) 1947 - Prêmio de Consolação 1949 - Seresteiro 1950 - Pé de Manacá (com Hervé Cordovil) 1950 - Eu Não Sou Louco 1951 - Aladim 1952 - Nunca 1956 - Contra-senso 1956 - Mocinho Bonito 1957 - Contando Estrelas 1957 - Deixa Pra Lá 1957 - Se Deus Me Desse 1958 - Cansei de Ilusões 1958 - Foi a Noite 1959 - De Conversa em Conversa 1959 - E Daí? 1959 - Meditação 1961 - Água de Beber 1963 - Tem Bobo Pra Tudo
Ângela Maria, nome artístico de Abelim Maria da Cunha ( Conceição de Macabu, 13 de maio de 1928) é uma cantora brasileira. Começou cantando em coro de Igreja. Enquanto trabalhava numa fábrica de lâmpadas, participava, às escondidas, de programas de calouros. Adotou o nome de Ângela Maria para não ser identificada pela família. Como ganhava todos os concursos, foi cantar no famoso Dancing Avenida e depois na rádio Mayrink Veiga. Em 1951 gravou o primeiro disco. Veio assim o sucesso que sempre a acompanhou. Atuou em cinema, no longa-metragem Portugal, Minha Saudade (1973). Ângela Maria consagrou-se como uma das grandes intérpretes do gênero samba-canção (surgido na década de 1930), ao lado de Maysa, Nora Ney e Dolores Duran. Gravou dezenas de sucessos como Não Tenho Você, Babalu, Cinderela, Moça Bonita, Vá, mas Volte, Garota Solitária, Falhaste coração, Canto paraguaio, A noite e a despedida, Gente humilde, Lábios de mel, etc. Em 1996, foi contratada pela gravadora Sony Music e lançou o CD Amigos, com a participação de vários artistas como Roberto Carlos, Maria Bethânia, Caetano Veloso, Chico Buarque, entre outros. O trabalho foi um sucesso, celebrado num espetáculo no Metropolitan, atual Claro Hall (Rio de Janeiro), e um especial na Rede Globo. O disco vendeu mais de 500 mil cópias.
Foi uma fase muito feliz da carreira da cantora que, no ano seguinte, apresentou o álbum Pela Saudade que Me Invade, com sucessos de Dalva de Oliveira, e um ano depois gravou, com Agnaldo Timóteo, o CD Só Sucessos, também na lista dos cem álbuns nacionais mais vendidos. Após a saída da Sony, Ângela voltou a gravar em 2003, desta vez pela Lua Discos, o Disco de Ouro, com um viés eclético, abrangendo compositores que vão de Djavan a Dolores Duran.
Atriz
1975 - A Extorsão. 1973 - Portugal… Minha Saudade 1967 - Carnaval Barra Limpa 1966 - 007 1/2 no Carnaval 1961 - Caminho da Esperança 1961 - América de Noite 1959 - Dorinha no Society 1959 - Quem Roubou Meu Samba? 1957 - Metido a Bacana 1957 - O Negócio Foi Assim 1957 - Rio Fantasia 1957 - Rio Zona Norte 1957 - O Samba na Vila 1957 - Feitiço do Amazonas 1956 - Com Água na Boca 1956 - O Feijão é Nosso 1956 - Tira a mão daí! 1956 - Fuzileiro do Amor 1956 - Fugitivos da Vida 1955 - Carnaval em Marte 1955 - O Rei do Movimento 1954 - Rua Sem Sol 1952 - Com o Diabo no Corpo
Adelina Dóris Monteiro (Rio de Janeiro, 23 de outubro de 1934) é uma cantora e atriz brasileira. Em 1949 foi revelada como cantora no programa Papel Carbono, de Renato Murce, na rádio Nacional do Rio de Janeiro. Em 1951 era estudante do Colégio D.Pedro II, foi convidada para cantar na rádio Guanabara. Na rádio Tupi ficou durante oito anos. Cantou na boate do Copacabana Palace Hotel. Fez sua primeira gravação Se você se importasse, em 78rpm. Em 1952 foi eleita Rainha dos Cadetes, neste ano gravou Fecho meus olhos, vejo você, de José Maria de Abreu. Gravou o primeiro longplay em 1954 - Vento soprando pela gravadora Continental; músicas que se destacaram Graças a Deus (Fernando César) e Joga a rede no mar (Fernando César/Nazareno de Brito). Foi uma das estrelas da TV Tupi em 1955, apresentando um programa que levava seu nome. Em 1956 grava Mocinho Bonito, de Billy Blanco - uma das músicas mais marcantes do seu repertório. Eleita Rainha do Rádio. Precedida por: Vera Lúcia Rainha do Rádio 1956 — 1958 Sucedida por: Julie Joy Em 1963 gravou o longplay Gostoso é sambar, título, música de João Melo - músicas que fizeram sucesso O que eu gosto de você (Silvio César) e Olhou pra mim (Ed Lincoln/Silvio César) - gravação Philips. Dóris Monteiro de 1964, com a música destaque Samba de verbo (Marcos Valle/Paulo Sérgio Valle) - gravadora Philips. Em 1969 conquistou o país cantando Mudando de conversa, título do disco e música de (Maurício Tapajós/Hermínio Belo de Carvalho, esse hit ficou cerca de cinco meses nas paradas e foi recordista de vendas.Outra música que marcou foi Do-re-mi de Fernando César - gravadora Odeon. Em 1970 grava um compacto simples Dóris Monteiro, a música que teve destaque foi Coqueiro verde (Roberto Carlos/Erasmo Carlos). Durante os anos 70 gravou com com os cantores Miltinho e Lúcio Alves. Nos anos 80 Dóris Monteiro volta a gravar. Dóris Monteiro - gravadora Copacabana. Essas Mulheres com Dóris, Elizeth Cardoso, Helena e Ângela Maria - 1986 - gravadora Continental. Samba Canção- da série Academia Brasileira de Música - músicas que se destacaram: Chove lá fora, de Tito Madi, Ronda de Paulo Vanzolini e Manhã de carnaval (Antônio Maria/Luiz Bonfá.
Filmes
No cinema, atuou no filme Agulha no palheiro de 1953, cantou a música com o mesmo nome; e foi premiada como atriz. Em 1954 participou de Rua sem sol de Alex Viany. Tudo é música de Luís de Barros. "De vento em popa" de Carlos Manga e "A Carrocinha" (este último ao lado de Mazzaropi) em 1957.
Vera Lúcia Ermelinda Balula (Viseu, Portugal, 7 de agosto de 1930) é uma cantora luso-brasileira. Em 1951, lançou pelo pequeno selo Elite Special seu primeiro disco interpretando o samba Copacabana (João de Barro e Alberto Ribeiro) e o baião Veio amô (Humberto Teixeira). No mesmo ano, gravou um de seus maiores sucessos, a marcha Rita sapeca (Klécius Caldas e Armando Cavalcânti). Em 1952, gravou a marcha Pisca-pisca e o samba-canção Verdadeira razão (Armando Cavalcânti e Klécius Caldas) e o samba Não vou chorar (Humberto Teixeira e Felícia Godoy) e o Baião de Alagoas (Humberto Teixeira). No mesmo ano, foi contratada pela Odeon, onde estreou com a marcha Pagode chinês (Ari Monteiro e Irani de Oliveira) e o samba Vou-me embora (Humberto Teixeira e Felícia Godoy). Em 1953, gravou o Baião da saudade (Fernando Jacques) e o samba-canção Intriga (Altamiro Carrilho e Armando Nunes). No mesmo ano, gravou os sambas-canção Filha diferente (Raul Sampaio e Rubens Silva) e É tarde demais (Hianto de Almeida). Em 1954 gravou os sambas Não vivo em paz e Eu não perdôo (Paulo Menezes e Nilton Legey). No mesmo ano, lançou dois sambas-canção Eu sei que você não presta (Chocolate e Mário Lago) e Sempre eu (Alfredo Godinho e Osvaldo França). Ainda em 1954, passou a gravar na Continental e lançou os sambas Valerá a pena (Dorival Caymmi, Carlos Guinle e Hugo Lima) e O que os olhos não vêem (Luiz Bandeira). No mesmo ano, gravou o xote Suspiro vai (Graça Batista e Álvaro Carrilho) e o samba-canção Ter saudade (Haroldo de Almeida).
Foi eleita Rainha do Rádio em 1955, vencendo Ângela Maria por decisão de Manoel Barcelos, que quis homenagear Carmen Miranda, portuguesa de nascimento como ela e que estava no Rio, em fase de recuperação de saúde. Recebeu a coroa das mãos da Pequena Notável. Além deste título, ganhou 10 troféus ao longo da carreira, como destaque de programas de televisão, entre eles, os do Chacrinha e Aerton Perlingeiro. Em 1956, lançou os sambas-canção Molambo e Quem sabe é você (Jaime Florence e Augusto Mesquita) e Duvido (Luiz Vieira e Dario de Souza) e o samba Cansei de ilusões (Tito Madi). No ano seguinte, gravou mais uma composição da dupla Jaime Florence e Augusto Mesquita: o samba Zomba de mim. No mesmo ano, lançou o clássico fado-canção Nem às paredes confesso (Artur Ribeiro, Max e F. Trindade). Gravou ainda no mesmo período em dueto com William Duba a marcha Bacana de Copacabana (William Duba, Nahum Luiz e Elias José). Em 1958, gravou o samba canção Por causa de você (Tom Jobim e Dolores Duran). No mesmo ano, passou a gravar pela Sinter e lançou o samba Janela do mundo (Billy Blanco) e o samba-canção Castigo (Dolores Duran).
Em 1959, gravou duas composições de Tom Jobim: o samba Este teu olhar e o samba-canção Porque tinha de ser, este, parceria com Vinicius de Moraes. No ano seguinte, gravou a marcha Sacode a tristeza (Miguel Gustavo). Ainda em 1960, gravou um de seus maiores sucessos, o samba Leva-me contigo (Dolores Duran). Em 1962, lançou as músicas O bilhete e Samba sem pim-pom (Evaldo Gouveia e Jair Amorim). Em 1997, foi homenageada pelo Museu Carmen Miranda com o Troféu Carmen Miranda.
Beatriz da Silva Araújo (Rio de Janeiro, 30 de setembro de 1930), mais conhecida pelo nome artístico de Julie Joy, foi uma cantora brasileira. Começou sua carreira em meados dos anos 50, interpretando canções em inglês. Gravou o primeiro disco pela Sinter, em 1956, com o fox Verão em Veneza (Incini e Ribeiro Filho) e o samba Finge gostar (Meira e Chico Anísio). Nessa época, tornou-se contratada na Rádio Nacional. Também se apresentava na TV Tupi. No ano seguinte, acompanhada de Britinho e sua orquestra, gravou o xote Amor é bom de dar (Bruno Marnet e Roberto Faissal) e a Valsa do primeiro filho (Ari Rabelo e Luiz de França). Naquele ano, passou a gravar pela Columbia, e lançou um disco com Renato de Oliveira & Orquestra, no qual cantou o beguine Sombras (Johnny Mercer e Lavello, versão de Arierpe) e bolero Tinha que ser (Fernando César). Em 1958, foi coroada Rainha do Rádio, sendo a última cantora a receber o título. Neste ano, participou de dois filmes: E o Bicho Não Deu.., produzido pela Herbert Richers, e O Camelô da Rua Larga, pela Cinedistri. Também lançou disco, com o bolero Podes voltar (Othon Russo e Nazareno de Brito) e a valsa E a chuva parou (Ribamar, Esdras Silva e Vitor Freire). Em 1960, acompanhada da orquestra e do coro de Bob Rose, gravou os fox Você não tem razão (Bartel, Burns e Magio) e Quero sonhar (J. Gluck Jr e F. Tobias), com versão de Renato Corte Real. Retirou-se da vida artística em fins dessa década.
Marlene, nome artístico de Victória Bonaiutti De Martino, (São Paulo, 22 de novembro de 1924) é uma cantora e atriz brasileira. Foi casada com o ator Luís Delfino. Tendo gravado mais de 4.000 canções em sua carreira, Marlene (junto com Emilinha Borba) foi um dos maiores mitos do rádio brasileiro em sua época de ouro. Sua popularidade nacional também resultou em convites para o cinema (onze filmes depois de Corações sem Piloto, de 1944) e para o teatro (cinco peças após Depois do Casamento, em 1952), tendo também trabalhado em cinco revistas depois de Deixa Que Eu Chuto (1950). Suas atividades internacionais incluíam turnês pelo Uruguai, Argentina, Estados Unidos (onde se apresentou no Waldorf-Astoria Hotel e em Chicago) e França (apresentando-se por quatro meses e meio no Teatro Olympia em Paris, a convite de Édith Piaf, que a vira no Copacabana Palace, no Rio). Também compositora, teve seu samba-canção A grande verdade (parceria com Luiz Bittencourt) gravado por Dalva de Oliveira, em 1951.
Nasceu na capital paulista, no bairro da Bela Vista, conhecido reduto de ítalo-brasileiros. Seus pais mesmo eram italianos, e Victória Bonaiutti de Martino era a mais nova de três filhas. Ela herdou o nome do pai, o qual veio a falecer sete dias depois de seu nascimento. A viúva, Antonieta, não se casou novamente, assim tendo que sustentar sozinha a criação de suas filhas. Ela alfabetizava no Instituto de Surdos e Mudos de São Paulo e também era costureira.
Uma vez que era devota da Igreja Batista, conseguiu internar a filha mais nova no Colégio Batista Brasileiro, pagando apenas uma taxa. As mensalidades foram dispensadas em troca de que Victória prestasse serviços gerais ao colégio, como arrumação dos dormitórios. Estudou ali dos nove aos quinze anos de idade, destacando-se nas atividades esportivas, assim como no coro juvenil da igreja. Ao deixar o colégio, foi cursar a Faculdade do Comércio, situada na Praça da Sé, com o objetivo de se tornar contadora. Na mesma época, emprega-se, durante o dia, num escritório comercial. É quando começa a participar de uma entidade de estudantes, recém formada, a qual passa a dispor de um espaço na Rádio Bandeirantes, a Hora dos estudantes, programa em que seria cantora. Foi quando seus colegas estudantes, por eleição, escolheram seu nome artístico, em homenagem à atriz alemã Marlene Dietrich. Victória acabou deixando o curso de contadora em segundo plano, priorizando sua atividade artística. Então, em 1940, ela estreou como profissional na Rádio Tupi de São Paulo. Tudo isto, contudo, fez escondida da família, que, por razões religiosas e socias vigorantes na época, não poderia admitir uma incursão no mundo artístico. O nome artístico esconderia sua verdadeira identidade até ser descoberta faltando aulas por causa de seu expediente na rádio, o que resultou num castigo exemplar por parte de sua mãe. Mas ela já estava decidida a seguir carreira. Assim, em 1943, cercada pela desaprovação por parte da família, ela partiu para o Rio de Janeiro, onde, após se aprovada no teste com Vicente Paiva, passou a cantar no Cassino Icaraí, em Niterói. Ali permaneceu por dois meses até conhecer Carlos Machado, o qual a convidou para o Cassino da Urca, contratando-a como vocalista de sua orquestra.
Em 1946, houve a proibição dos jogos de azar e o consequente fechamento dos cassinos por decreto do presidente Eurico Gaspar Dutra. Marlene então seguiu com a orquestra de Carlos Machado para a Boate Casablanca. Dois anos depois, tornou-se artista do Copacabana Palace a convite de Caribé da Rocha, o qual a promoveu de crooner a estrela da casa.
Passou a atuar também na Rádio Mayrink Veiga e, no ano seguinte, na Rádio Globo. Nesse ínterim, já se tinha dado sua estréia no disco, pela Odeon, em meados de 1946, com as gravações dos sambas Suingue no morro (Amado Régis e Felisberto Martins) e Ginga, ginga, moreno (João de Deus e Hélio Nascimento). Mas foi no carnaval do ano seguinte que Marlene emplacou seu primeiro sucesso, a marchinha Coitadinho do papai (Henrique de Almeida e M. Garcez), em companhia dos Vocalistas Tropicais, campeã do concurso oficial de músicas carnavalescas da Prefeitura do Distrito Federal. E foi cantando esta música que ela estreou no programa César de Alencar, na Rádio Nacional, com grande sucesso, em 1948. Marlene se tornaria uma das maiores estrelas da emissora, recebendo o slogan Ela que canta e dança diferente. Ainda nesse ano, foi contratada pela gravadora Continental, estreando com os choros Toca, Pedroca (Pedroca e Mário Morais) e Casadinhos (Luís Bittencourt e Tuiú), este cantado em duo com César de Alencar. Marlene esperou o fim de seu contrato com o Copacabana Palace para abandonar os espetáculos nas boates, dedicando-se ao rádio, aos discos e, posteriormente, ao cinema e ao teatro. Nessa época, a maior estrela da Rádio Nacional era Emilinha Borba, mas as irmãs Linda e Dircinha Batista eram também muito populares, e as vencedoras, por anos consecutivos, do concurso para Rainha do Rádio. Este torneio era coordenado pela Associação Brasileira de Rádio, sendo que os votos eram vendidos com a Revista do Rádio e a renda era destinada para a construção de um hospital para artistas. Então, em 1949, Marlene venceu o concurso de forma espetacular. Para tal, recebeu o apoio da Companhia Antarctica Paulista. A empresa de bebidas estava prestes a lançar no mercado um novo produto, o Guaraná Caçula, e, atenta à popularidade do concurso, pretendiam usar a imagem de Marlene, Rainha do Rádio, como base de propaganda de seu novo produto, dando-lhe, em troca, um cheque em branco, para que ela pudesse comprar quantos votos fossem necessários para sua vitória. Assim, Marlene foi eleita com 529.982 votos. Ademilde Fonseca ficou em segundo lugar, e Emilinha Borba, dada como vencedora desde o início do concurso, ficou em terceiro. Desse modo, originou-se a famosa rivalidade entre os fãs de Marlene e Emilinha, uma rivalidade que, de fato, devia muito ao marketing e que contribuiu expressivamente para a popularidade espantosa de ambas as cantoras pelo país. Prova disso foram as gravações que elas fizeram em dueto naquele ano, com o samba Já vi tudo (Amadeu Veloso e Peter Pan) e a marchinha Casca de arroz (Arlindo Marques Jr. e Roberto Roberti). Foram sucessos no Carnaval de 1950, e no começo desse ano, com a marchinha A bandinha do Irajá (Murilo Caldas), também sucesso no Carnaval. A eleição para Rainha do Rádio ainda lhe rendeu um programa exclusivo na Rádio Nacional, intitulado Duas majestades, e um novo horário no programa Manuel Barcelos, onde permaneceu como estrela até o fechamento do auditório da Rádio Nacional. A estrela Marlene ajudou vários colegas seus,inclusive usando seu prestígio e influência junto à direção da Rádio Nacional,trouxe para a emissora,as vozes de Jorge Goulart e Nora Ney,que ali permaneceram por décadas,só saindo por causa de problemas com o governo da época da ditadura militar no país.Também foi Marlene a madrinha de um de seus frenéticos fãs,o jovem Luiz Machado,que veio a ser locutor comercial dos programas, de Manoel Barcelos. Participou também de outros programas, como o de César de Alencar, o de Paulo Gracindo, bem como Gente que brilha, Trem da alegria, Show dos bairros e o de José Messias,porem o jovem locutor Luiz Machado,deixou a rádio,também com problemas com o governo da ditadura militar,saido junto com Cesar de Alencar,e vários outros artistas,que não se enquadravam àquele regime governamental.Luiz posteriormente dedicou-se aos estudos,não voltando ao rádio,devido a variações em suas cordas vocais,embora não concluindo a faculdade de direito de Valença/RJ.Deixou a faculdade para seguir a profissão de Motorista de ônibus em turismo rodoviário,porém mantendo-se como fã fiel á grande Marlene,a quem agradece até os dias de hoje,atualmente com 59 anos a oportunidade por ela oferecida. Marlene manteve o título ainda pelo ano seguinte. Ela então passou a ser cantora exclusiva do programa Manuel Barcelos, enquanto que Emilinha tornou-se exclusiva do de César de Alencar. Ainda naquele ano, gravou dois de seus maiores sucessos, acompanhada d'Os Cariocas, Severino Araújo e Orquestra Tabajara: os baiões Macapá e Que nem jiló (Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga). Participou da revista Deixa que eu chuto, no Teatro João Caetano, no Rio. Atuou intensamente no teatro musicado, excursionando pelo exterior e por todo o Brasil em inúmeros espetáculos. Participou também do filme Tudo Azul, ao lado do futuro marido Luís Delfino, produzido por Rubens Berardo e dirigido por Moacyr Fenelon.
Discografia
Marlene apresenta sucessos de Assis Valente (1956) Sinter LP Vamos cantar com Marlene (1957) Sinter LP Explosiva (1959) Odeon LP Caixinha de saudade (1960) Odeon LP Sassuarê (1963) Continental LP Carnavália-Eneida conta a história do carnaval Vol. 1 (1968) MIS LP Carnavália-Eneida conta a história do carnaval Vol. 2 (1968) MIS LP É a maior (1969) RGE/Fermata LP VII Festival Internacional da Canção Popular (1972) Som Livre LP Na transa do carnaval (1973) RCA Victor LP Quando as escolas se encontram (1973) RCA Camden LP MPB-Grandes Autores/Monsueto (1973) RCA Camden LP Convocação geral (1973) Som Livre LP Botequim (1973) RGE LP Estas dão audiência (1974) Odeon LP Carnaval de todos os tempos (1974) Continental LP Te pego pela palavra (1974) Odeon LP O dinheiro na música popular (1976) V. SOM LP Marlene-Os ídolos da MPB nº 18 (1976) Continental LP 40 anos de Rádio Nacional (1976) Phillips LP Prazer em conhecê-lo (1976) PA LP Antologia da marchinha (1977) Phonogram LP Os ídolos da MPB-Vol. 26 (1977) LP As Rainhas do rádio (1979) Bandeirantes Discos LP Ópera do malandro (1979) Phonogram LP 100 anos de MPB. Vol. III (1979) Tapecar/Projeto Minerva LP 100 anos de MPB-Vol. IV (1979) Tapecar/Projeto Minerva LP Os melhores sambas enredo (1979) Gala LP Há sempre um nome de mulher (1987) LBA/Pronave? Banco do Brasil LP Os ídolos do rádio VII (1988) Collector's LP Marlene, Meu bem (1996) Revivendo CD Estrela da manhã (1998) Leblon Records CD
Canções
Apito no samba, Luís Antônio e Luís Bandeira (1959) Baião no deserto, Abel Ferreira, Paulo Tapajós e Zé Meneses (1953) Bom que dói (Old fashioned Bahia), Aloísio de Oliveira e Luís Bonfá (1958) Brigas, nunca mais, Tom Jobim e Vinicius de Moraes (1959) Canoeiro, Dorival Caymmi (1958) Coitadinho do papai, Augusto Garcez e Henrique de Almeida, com os Vocalistas Tropicais (1947) Couro do falecido, Jorge de Castro e Monsueto (1955) Dona Vera tricotando, Humberto Teixeira e Luís Gonzaga (1950) É Madrugada,Luiz Machado e Ricardo Mariano (1967) É sempre o papai, Miguel Gustavo (1954) Eva, Haroldo Lobo e Milton de Oliveira (1952) Gente do morro, Benê Alexandre, Getúlio Macedo e Manuel Santa (1953) Lata d'água, Luís Antônio e J. Júnior, com Radamés Gnattali & Orquestra (1952) Macapá, Humberto Teixeira e Luís Gonzaga, com Os Cariocas, Severino Araújo e Orquestra Tabajara (1949) Marlene, meu bem, Mário Lago (1955) Mora na filosofia, Arnaldo Passos e Monsueto (1954) O casamento de Rosa, Luiz Gonzaga e Zé Dantas (1950) O gondoleiro (Le gondolier), Jean Broussole e Pete de Angelis, versão de Sérgio Porto (1958) O lamento da lavadeira, João Vieira Filho, Monsueto e Nilo Chagas (1956) Patinete no morro, Luís Antônio (1954) Piririm, Humberto Teixeira e Zé Dantas, com Trio Madrigal e Trio Melodia (1951) Que nem jiló, Humberto Teixeira e Luís Gonzaga, com Os Cariocas, Severino Araújo e Orquestra Tabajara (1949) Rock'n'roll, Vital Lima (1974) Sapato de pobre, Luiz Antônio e J. Júnior (1951) Saudosa maloca, Adoniran Barbosa (1955) Tome polca, José Maria de Abreu e Luiz Peixoto, com Guio de Morais & Seus Parentes (1950) Zé Marmita, Brasinha e Luís Antônio (1953)
Trabalhos como atriz na televisão
1999 - Chiquinha Gonzaga 1984 - Viver a Vida 1981 - O Amor É Nosso .... Mayra 1971 - Bandeira 2 Foi convidada para uma participação especial na telenovela Helena (Rede Manchete, 1987), mas o trabalho acabou não se concretizando.
No cinema
1982 - Profissão Mulher 1978 - A Volta do Filho Pródigo 1967 - Carnaval Barra Limpa 1959 - Quem Roubou Meu Samba? 1958 - O Cantor e o Milionário .... Irene 1955 - Adiós, Problemas 1954 - Matar ou Correr 1953 - Balança, Mas Não Cai 1952 - Tudo Azul .... Maria Clara (intérprete: "Eva" (Haroldo Lobo e Milton de Oliveira) 1950 - Todos por Um 1950 - Um Beijo Roubado 1949 - Pra Lá de Boa 1949 - Caminhos do Sul 1948 - Esta É Fina 1946 - Caídos do Céu 1945 - Pif-Paf .... Maria 1945 - Loucos por Música 1944 - Corações sem Piloto
Dirce Grandino de Oliveira (São Paulo, 7 de abril de 1922 - 18 de junho de 1999), conhecida como Dircinha Batista, foi uma atriz e cantora brasileira. Era filha de Batista Júnior e irmã de Linda Batista. Dircinha Batista foi uma cantora de enorme sucesso. Em mais de quarenta anos de carreira, ela gravou mais de trezentos discos em 78rpm, com muitos grandes sucessos, especialemente músicas carnavalescas. Trabalhou em dezesseis filmes. Uma criança prodígio, Dircinha começou a se apresentar em festivais aos seis anos de idade. Ela começou a participar dos shows de seu pai no Rio de Janeiro e em São Paulo a partir daquele ano. Em 1930, aos oito anos, gravou seu primeiro disco, para a Columbia, com duas composições de Batista Júnior, "Borboleta Azul" e "Dircinha". Em 1931, ela se tornou um membro do programa de Francisco Alves na Rádio Cajuti, onde trabalhou até seus dez anos, então se mudou para o Rádio Clube do Brasil. Em 1933, ela gravou "A Órfã" e "Anjo Enfermo", de Cândido das Neves, com acompanhamento do compositor ao violão, junto de Tute. Aos treze anos, participou do filme "Alô, Alô, Brasil" e, no ano seguinte, de "Alô, Alô, Carnaval" (ambos de Wallace Downey). Em 1936, gravou dois discos pela Victor.
Em 1937, Benedito Lacerda convidou-a para gravar seu samba "Não Chora" com ele, como solista (com Darci de Oliveira). Depois da gravação, não sabendo o que usar no outro lado do disco, ele pediu a Nássara (que estava no estúdio) para dar a ela uma de suas canções. Nássara só tinha a primeira parte de uma marchinha, mas logo a finalizou e Batista gravou seu primeiro grande sucesso, "Periquitinho Verde", que estourou no Carnaval do ano seguinte.
Em 1938, Batista trabalhou nos filmes "Futebol em Família" (J. Ruy), "Bombonzinho" e "Banana da Terra", e, em Belo Horizonte, MG, recebeu a faixa de melhor cantora do governador Benedito Valadares. Gravou "Tirolesa" (Oswaldo Santiago e Paulo Barbosa), um dos grandes sucessos do Carnaval de 1939, e venceu um concurso promovido pelo jornal "O Globo" para escolher a cantora preferida da capital federal. No mesmo ano, Batista teve muitos outros sucessos: "Moleque Teimoso" (Jorge Faraj e Roberto Martins), "Era Só o Que Faltava" (Oscar Lavado, Raul Longras e Zé Pretinho), "Mamãe, Eu Vi um Touro" (Jorge Murad e Oswaldo Santiago). Em 1940, teve sucesso no Carnaval com "Katucha" (Georges Moran e Oswaldo Santiago) e participou do filme "Laranja da China". Batista também teve sucesso com "Upa, Upa", "Nunca Mais" (ambas de Ary Barroso), "Acredite Quem Quiser" (Frazão e Nássara) e "Inimigo do Batente" (Germano Augusto e Wilson Batista). No mesmo ano, assinou um contrato milionário com a Rádio Ipanema e fez sua primeira turnê internacional (Argentina). Em 1941, participou do filme "Entra na Farra" e, três anos depois, de "Abacaxi Azul". Em 1945, Batista fez sucesso com "Eu Quero É Sambar" (Alberto Ribeiro e Peterpan). Em 1947, participou do filme "Fogo na Canjica". Em 1948, foi coroada Rainha do Rádio. Em 1952, trabalhando na Rádio Nacional e no Rádio Clube, apresentou o programa "Recepção" no Rádio Clube, o qual era dedicado aos compositores populares brasileiros. Sua atuação neste programa lhe rendeu uma placa de prata na SBACEM e um troféu pela UBC.
Em 1953, atuou no teatro pela segunda e última vez (a primeira foi em 1952) e teve um de seus maiores sucessos com "Se Eu Morresse Amanhã de Manhã" (Antônio Maria). Em 1954, atuou no filme "Carnaval em Caxias", e depois em "Guerra ao Samba" (1955), "Tira a Mão Daí" e "Depois Eu Conto" (1956), "Metido a Bacana" (1957), "É de Chuá" (1958) e "Mulheres à Vista" (1959). No Carnaval de 1958, fez sucesso com "Mamãe, Eu Levei Bomba" (J. Júnior e Oldemar Magalhães). Em 1961, ela foi contratada pela TV Tupi. Ainda fez sucesso em 1964 com "A Índia Vai Ter Neném" (Haroldo Lobo e Milton de Oliveira).
Desgostosa pela falta de memória nacional e abalada pela morte da mãe para de cantar na década de 1970. Nos anos 1980, conhece o cantor José Ricardo que ampara ela e as irmãs (Odete e Linda), acolhendo-as como membros de sua família. No final dos anos 1980 é lançado o musical ´Somos Irmãs´, estrelado por Nicette Bruno e Suely Franco, que conta a história de vida das cantoras.
Principais sucessos
A índia vai ter neném!, Haroldo Lobo e Milton de Oliveira (1964) Abre alas!, Chiquinha Gonzaga (1971) duo com Linda Batista Alguém como tu, José Maria de Abreu e Jair Amorim (1952) Casinha de sapé, Brasinha e Klécius Caldas (1965) Chico Brito, Afonso Teixeira e Wilson Batista (1950) Dança do urso, Arnaldo Paes e Max Bulhões (1942) Ela foi fundada, Arnô Provenzano, Oldemar Magalhães e Otolino Lopes (1957) Estranho amor, Garoto e David Nasser (1951) Inimigo do batente, Germano Augusto e Wilson Batista (1940) Mamãe, eu levei bomba, J. Júnior e Oldemar Magalhães (1958) Máscara da face, Armando Cavalcanti e Klécius Caldas (1953) Não é vantagem, Nelson Ferreira e Oswaldo Santiago (1940) Nunca, Lupicínio Rodrigues (1951) O primeiro clarim, Rutinaldo e Klécius Caldas (1970) Pirata, Alberto Ribeiro e João de Barro (1936) Periquitinho verde, Nássara e Sá Róris (1937) Pindamonhangaba, Pedro Caetano e Wilson Batista (1951) Quando o tempo passar, David Nasser e Herivelto Martins (1951) Quem já sofreu, Felisberto Martins e Luiz Soberano (1949) Rio, Ary Barroso (1949) Senhora (Señora), Orestes Santos, versão de Lourival Faissal (1952) Última orquestra, Brasinha e Newton Teixeira (1971) Upa, upa! (Meu trolinho), Ary Barroso (1940) O sanfoneiro só tocava isso, Geraldo Medeiros e Haroldo Lobo (1950)
Filmografia
Carnaval Barra Limpa (1967) 007 e Meio No Carnaval (1966) O Viúvo Alegre (1960) Entrei de Gaiato (1959) Mulheres À Vista! (1959) É de Chuá (1958) Metido A Bacana (1957) Depois Eu Conto (1956) Tira a Mão Daí! (1956) Guerra Ao Samba (1955) Carnaval Em Caxias (1953) É Fogo na Roupa (1952) Está Com Tudo (1952) Carnaval No Fogo (1949) Eu Quero É Movimento (1949) Folias Cariocas (1948) Esta É Fina! (1948) Fogo Na Canjica (1947) Não Adianta Chorar (1945) Abacaxi Azul (1944) Entra Na Farra (1941) Laranja da China (1940) Onde Estás, Felicidade? (1939) Banana da Terra (1938) Futebol Em Família (1938) Bombonzinho (1937) João Ninguém (1936) Alô, Alô Carnaval (1936) Alô, Alô Brasil (1935)
Curiosidades
Dublou Dinah Shore na versão em português de "Música, maestro!", da Disney. A canção que ela canta no filme, Two silhouettes (Charles Wolcott e Ray Gilbert), que, com a versão de Aloysio de Oliveira, ficou conhecida no Brasil como Dois corações, foi lançada em disco pela Continental. Foi a primeira, junto de Linda Batista, a gravar Abre alas! de Chiquinha Gonzaga na íntegra. Até então, a música era conhecida apenas por retalhos e enxertos em outros discos.
Florinda Grandino de Oliveira (São Paulo, 14 de junho de 1919 — 17 de abril de 1988), mais conhecida como Linda Batista, foi uma cantora e compositora brasileira. Era filha de Batista Júnior e irmã de Dircinha Batista. Começou sua carreira acompanhando sua irmã mais nova ao violão durante suas apresentações. Em 1936, teve que substituir a irmã no programa de Francisco Alves na Rádio Cajuti, obtendo boa aceitação do público. Também naquele ano, participou, ao lado de Dircinha, do filme Alô, Alô, Carnaval. Linda precisou de apenas um ano para se consagrar como cantora. Em 1937, foi a primeira cantora a ser eleita Rainha do Rádio, título que manteve por onze anos consecutivos. O concurso foi realizado no Iate dos Laranjas, barco carnavalesco atracado na Esplanada do Castelo, no centro do Rio de Janeiro. Pouco depois, como contratada da então nova Rádio Nacional, fez uma excursão de grande sucesso no Norte e Nordeste que durou seis meses, começando por Recife, PE. Ali, apresentou-se no Teatro Santa Isabel, cantando músicas de Capiba acompanhada da Jazz-Band Acadêmica.
Sucessos
A pátria está te chamando, Grande Otelo (1943) Amor passageiro, Jorge Abdalla e Zé Kéti (1952) Bis, maestro, bis!, Cristóvão de Alencar e J. Maia (1940) Bambu, Fernando Lobo e Manezinho Araújo (1951) Batuque no morro, Russo do Pandeiro e Sá Róris (1941) Bom dia, Aldo Cabral e Herivelto Martins - c/as Três Marias (1942) Calúnia, Lupicínio Rodrigues e Rubens Santos (1958) Chico Viola, Nássara e Wilson Batista - c/Trio Madrigal (1953) Coitado do Edgar, Benedito Lacerda e Haroldo Lobo (1945) Criado com vó, Marambá (1946) Da Central a Belém, Chiquinho Sales (1943) Dona Divergência, Felisberto Martins e Lupicínio Rodrigues (1951) Enlouqueci, João Sales, Luiz Soberano e Valdomiro Pereira (1948) Eu fui à Europa, Chiquinho Sales (1941) Foi assim, Lupicínio Rodrigues (1952) Levou fermento, Monsueto (1956) Madalena, Ary Macedo e Ayrton Amorim (1951) Marcha do paredão, Armando Cavalcanti e Klécius Caldas (1961) Me deixa em paz, Ayrton Amorim e Monsueto (1952) Meu pecado, não, Fernando Lobo e Paulo Soledade (1953) Migalhas, Felisberto Martins e Lupicínio Rodrigues (1950) Nega maluca, Ewaldo Ruy e Fernando Lobo (1950) No boteco do José, Augusto Garcez e Wilson Batista (1945) O maior samba do mundo, David Nasser e Herivelto Martins - c/Nelson Gonçalves (1958) Ó abre alas!, Chiquinha Gonzaga - c/Dircinha Batista (1971) Palavra de honra, Armando Fernandes e Carolina Cardoso de Menezes (1955) Prece de um sambista, Billy Blanco (1952) Quem gosta de passado é museu, de sua autoria e Jorge de Castro (1964) Quero morrer no carnaval, Luiz Antônio e Eurico Campos (1961) Risque, Ary Barroso - c/Trio Surdina (1953) Stanislau Ponte Preta, Altamiro Carrilho e Miguel Gustavo (1959) Trapo de gente, Ary Barroso - c/Trio Surdina (1953) Tudo é Brasil, Sá Róris e Vicente Paiva (1941) Valsinha do Turi-turé, Custódio Mesquita e Ewaldo Ruy (1945) Vingança, Lupicínio Rodrigues (1951) Volta, Lupicínio Rodrigues (1957)
Filmografia
Alô, Alô, Carnaval (1936) Maridinho de Luxo (1938) Banana da Terra (1939) Céu Azul (1940) Tristezas Não Pagam Dívidas (1943) Samba em Berlim (1943) Abacaxi Azul (1944) Berlim na Batucada (1944) Não Adianta Chorar (1945) Caídos do Céu (1946) Não Me Digas Adeus (1947) Folias Cariocas (1948) Esta É Fina (1948) Fogo na Canjica (1948) Pra Lá de Boa (1949) Eu Quero É Movimento (1949) Um Beijo Roubado (1950) Agüenta Firme, Isidoro (1951) Tudo Azul (1952) Está com Tudo (1952) É Fogo na Roupa (1952) Carnaval em Caxias (1954) O Petróleo É Nosso (1954) Carnaval em Marte (1955) Tira a Mão Daí (1956) Depois Eu Conto (1956) Metido a Bacana (1957) É de Chuá (1958) Mulheres à Vista (1959) Virou Bagunça (1960)
Mary Gonçalves, nome artístico de Nice Figueiredo Rocha, (Santos, 25 de outubro de 1927) é foi uma atriz e cantora brasileira. Iniciou a carreira artística como atriz de cinema. No início da década de 1950, foi contratada pela Rádio Nacional. Estreou em disco em 1951, pela gravadora Sinter, interpretando os sambas-canção Penso em você e Só eu sei (Paulo Soledade e Fernando Lobo), acompanhada de Lírio Panicali e seu conjunto de boate. Em seguida, gravou o bolero Aquele beijo (Claribalte Passos e Lírio Panicali) e o samba-canção Chega mais (Pernambuco e Marino Pinto), com a orquestra de Lírio Panicali. Ainda nesse ano, gravou o samba São Paulo (Antônio Maria e Paulo Soledade) e a marcha Carnaval na Bienal (Heitor dos Prazeres). Nessa época, passou a atuar como contratada na Rádio Nacional.
Em 1952, foi eleita a Rainha do Rádio por 744.826 votos. Nesse ano, gravou pela Sinter o LP Convite ao romance no qual incluiu três composições de Johnny Alf: Estamos sós, O que é amar e Escuta. Lançou também, em disco de 78 rpm, os sambas-canção Rotina (Billy Blanco) e Vem depressa (Klécius Caldas e Armando Cavalcânti). No ano seguinte, gravou com Lírio Panicali & Orquestra o baião Coreana (Humberto Teixeira e Felícia de Godoy) e o bolero Aperta-me em teus braços (José Maria de Abreu e Jair Amorim). Gravou também o samba-canção Podem falar (Johnny Alf). Em 1954, encerrou sua discografia na Sinter com o samba-canção Dentro da noite (Oscar Bellani e Luiz de França) e o beguine Não vá agora (Billy Blanco). No mesmo ano, foi contratada pela Odeon e gravou o bolero Obsessão (José Maria de Abreu e Jair Amorim) e o samba-canção Diga (Júlio Nagib). Gravou no ano seguinte o samba-canção Nem eu (Dorival Caymmi) e o baião Meu sonho (Luiz Bonfá). Em 1956, gravou o samba Deixa disso (Newton Ramalho e Nanci Wanderley) e o samba-canção Patati-patatá (Hianto de Almeida e Francisco Anísio). Segundo o jornalista e pesquisador Sylvio Túlio Cardoso, ela "Gravou excelentes discos para a Sinter em 1951, mas os mesmos não tiveram boa repercussão devido a péssima qualidade técnica que o produto daquela gravadora ostentava na ocasião." Ainda na década de 1950, abandonou a carreira artística e foi viver na Colômbia.
Emília Savana da Silva Borba, conhecida como Emilinha Borba, (Rio de Janeiro, 31 de agosto de 1922 — Rio de Janeiro, 3 de outubro de 2005) foi uma cantora brasileira. Iniciou sua carreira artística no fim da década de 1930, consagrando-se nas décadas seguintes como uma das mais representativas cantoras do Brasil.
Após 22 anos sem gravar um trabalho só seu, a Favorita da Marinha lançou, em 2003, o CD "Emilinha Pinta e Borba", com participações de diversos cantores como Cauby Peixoto, Marlene, Ney Matogrosso, Luís Airão, Emílio Santiago, entre outros, e, no início de 2005, o CD "Na Banca da Folia", para o carnaval do mesmo ano, com a participação do cantor Luís Henrique na primeira faixa - Carnaval Naval da Favorita. Emilinha continuou fazendo espetáculos pelo Brasil inteiro, tendo marcado presença, nos seus três últimos anos de vida, em vários estados brasileiros como Pernambuco, Ceará, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Bahia. Seus maiores sucessos, entre centenas de outros, são: o bolero "Dez Anos", de Rafael Hernández com versão de Lourival Faissal e a marcha "Chiquita Bacana", de João de Barro e Alberto Ribeiro. Por falta de gravadora, Emilinha Borba, a mais popular cantora brasileira de todos os tempos, teve que vender seus CDs em praça pública.
Sucessos
Baião de dois, Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga (1950) Bate o bife, João de Barro (com Bill Farr) (1956) Benzinho, Fernando Costa e Rossini Pinto (1962) Botões de laranjeira, Genival Macedo e Lourival Faissal (1958) Brasil, fonte das artes, Djalma Costa, Eden Silva e Nilo Moreira (com a Bateria do Salgueiro) (1957) Cachito, Consuelo Velásquez, versão de A. Bourget (1958) Capelinha de melão, motivo popular adaptado por Alberto Ribeiro e João de Barro (1949) Chiquita bacana, Alberto Ribeiro e João de Barro (1949) Dez anos (Diez años), Rafael Hernández, versão de Lourival Faissal (1951) Escandalosa, Djalma Esteves e Moacir Silva (1947) Eu sei estar na Bahia, José Maria de Abreu e Osvaldo Santiago (com Blecaute) (1949) Fevereiro, João de Barro (1958) Israel, João Roberto Kelly (1968) Jerônimo, Getúlio Macedo e Lourival Faissal (1954) Marcha do remador, Antônio Almeida e Oldemar Magalhães (1964) Mulata Iê-iê-iê, João Roberto Kelly (1965) Paraíba, Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga (1950) Pó-de-mico, Arildo Sousa, Dora Lopes e Renato Araújo (1963) Rumba de Jacarepaguá, Haroldo Barbosa (1947) Se queres saber, Peterpan (1947) Tomara que chova, Paquito e Romeu Gentil (com Guio de Morais e Seus Parentes) (1951) Vai com jeito, João de Barro (1957)
Vicentina de Paula Oliveira, conhecida como Dalva de Oliveira, (Rio Claro, 5 de maio de 1917 — Rio de Janeiro, 30 de agosto de 1972) foi uma cantora brasileira. Filha de um carpinteiro mulato, Mário de Oliveira, conhecido como Mário Carioca, e da portuguesa Alice do Espírito Santo Oliveira, Vicentina de Paula Oliveira nasceu em 5 de maio de 1917 na cidade de Rio Claro, São Paulo. Em 1935, no Cine Pátria, Dalva conheceu Herivelto Martins que formava ao lado de Francisco Sena o dueto Preto e Branco; foi terminado o dueto e nascia o Trio de Ouro. Iniciaram um namoro e, no ano seguinte, iniciaram uma convivência conjugal, oficializada em 1939 num ritual de Umbanda. A união gerou dois filhos: o cantor Pery Ribeiro e Ubiratan de Oliveira Martins. A União durou até 1947, quando as constantes brigas e traições por parte de Herivelto deram fim ao casamento. Ela arranjou diversos namorados, pois já estava separada dele, não moravam juntos, só estavam casados no papel. Herivelto a flagrou com um homem na cama que eles dividiam, e ele achou um absurdo, mesmo separados, sua mulher ter outro que não fosse ele, e na cama onde dormiam e faziam amor! Isso o levou a tirar a guarda de seus filhos de Dalva, só que suas brigas constantes e estampadas em jornais fizeram o conselho tutelar os mandar para um internato, só podendo visitar os pais em datas festivas e fins de semana, e podendo sair de lá definitivamente com 18 anos. Dalva sofreu muito por isso. Em 1949, oficializaram a separação. Em 1952, depois de se consagrar mais uma vez na música mundial e ganhar o título de Rainha do Rádio, Dalva de Oliveira resolve excursionar pela Argentina, para conhecer o país e cantar em Buenos Aires. Nessa ocasião conhece Tito Climent, que se torna primeiro seu amigo, depois seu empresário e mais tarde, seu segundo marido. Com ele teve uma filha chamada Dalva Lúcia de Oliveira Climent, a qual Dalva brigou na justiça pela guarda da menina, que fica com o marido, já que casada anos com ele, viviam brigando. Ela era explosiva e dona de si, Tito queria uma mulher submissa e dona de casa, como Herivelto queria e a maioria dos homens da época queriam e esperavam de uma mulher, mais ela não era assim e não iria se submeter a algo que a faria sofrer para agradar alguém. Em 1963, Dalva de Oliveira e Tito Climent se separaram oficialmente. Ela volta para o Brasil sozinha e triste, sendo que a filha vai visitá-la nas férias, como os filhos que estão no internato. Ela passa a ter alguns romances sérios e outros casuais e com todos esses homens viveu como casada, o que era um escândalo na época, a mulher namorar e manter relações conjugais com vários homens sem estar casada. Mais tarde, ela conhece Manuel Nuno Carpinteiro, homem muitos anos mais jovem, que se tornaria seu último marido.
Em 1937, a Dalva gravou, junto com a Dupla Preto e Branco, o batuque Itaquari e a marcha Ceci e Peri, ambas do Príncipe Pretinho. O disco foi um sucesso, rendendo várias apresentações nas Rádios. Foi César Ladeira, em seu programa na Rádio Mayrink Veiga, que pela primeira vez anunciou o Trio de Ouro. Em 1949 deixou o trio, quando excursionavam pela Venezuela com a Companhia de Dercy Gonçalves. Em 1951 retomou a carreira solo, lançando os sambas Tudo acabado (J. Piedade e Osvaldo Martins) e Olhos verdes (Vicente Paiva) e o samba-canção Ave Maria (Vicente Paiva e Jaime Redondo), sendo os dois últimos grandes sucessos da cantora. No ano seguinte foi eleita Rainha do Rádio, e excursionou pela Argentina, apresentando-se na Rádio El Mundo, de Buenos Aires, na qual conheceu Tito Clement, que se tornou seu empresário e depois marido, pai de sua filha, como mencionado anteriormente. Ainda em 1951, filmou Maria da praia, dirigido por Paulo Wanderley, e Milagre de amor, dirigido por Moacir Fenelon. No dia 18 de agosto de 1965, sofreu um acidente automobilístico na cidade do Rio de Janeiro, que resultou na morte por atropelamento de três pessoas. Três dias antes de morrer, Dalva pressentiu o fim e, pela primeira vez, em sua longa agonia de quase três meses, falou da morte. Ela tinha um recado para sua amiga Dora Lopes, que a acompanhou no hospital: "Quero ser vestida e maquiada, como o povo se acostumou a me ver. Todos vão parar para me ver passando". Ela faleceu em 30 de agosto de 1972, vítima de uma hemorragia interna provavelmente causada por um câncer. A cantora viveu o apogeu nos anos 30, 40 e 50.
Na primeira versão do filme Branca de Neve e os Sete Anões produzida pelos estúdios Disney, em 1938, Dalva de Oliveira dublou os diálogos da personagem Branca de Neve. As canções foram interpretadas pela dubladora Maria Clara Tati Jacome. Em 1974, Dalva foi homenageada pela escola de samba Acadêmicos de Santa Cruz, com o enredo O Rouxinol da Canção Brasileira. Em 1987 foi homenageada pela Imperatriz Leopoldinense, com o enredo Estrela Dalva. Em 2002 o teatrólogo mineiro Pedro Paulo Cava produziu e dirigiu o o espetáculo teatral "Estrela Dalva", cujo sucesso rendeu ao elenco de 16 atores viagens por diversas capitais brasileiras e cidades do interior de Minas Gerais após quase dois anos em cartaz na capital mineira. Dalva foi interpretada por Rose Brant; Herivelto Martins por Léo Mendonza e Nilo Chagas por Diógenes Carvalho. O espetáculo foi baseado no livro de Renato Borghi e João Elísio Fonseca que foi adaptado por Pedro Paulo Cava. O elenco tinha ainda Diorcélio Antônio, Freddy Mozart, Rui Magalhães, Márcia Moreira, Leonardo Scarpelli, Felipe Vasconcelos, Libéria Neves, Jai Baptista, Ivana Fernandes, Patrícia Rodrigues, Meibe Rodrigues, Fabrizio Teixeira e Bianca Xavier. A produção executiva foi de Cássia Cyrino e Luciana Tognolli. Todo o elenco passou por meses de preparação vocal e corporal dando vida e emoção sempre aplaudidos de pé pelo público que lotava as sessões. A vida de Dalva de Oliveira foi retratada em janeiro de 2010 com a minissérie Dalva e Herivelto - Uma Canção de Amor, produzida pela Rede Globo. A atriz Adriana Esteves interpretou Dalva, enquanto o ator Fábio Assunção interpretou Herivelto Martins. Nesta minissérie, a vida da cantora foi ficcionalizada. Seus maridos Tito Clement e Manuel Nuno Carpinteiro, por exemplo, não constam da obra, onde a personagem de Dalva se relacionou com personagens criados pela autora Maria Adelaide Amaral.
Discografia
A Voz Sentimental do Brasil (1953) Dalva de Oliveira, Roberto Inglês e sua orquestra (1955) Os Tangos Mais Famosos na Voz de Dalva de Oliveira (1957) Dalva (1958) Dalva de Oliveira Canta Boleros (1959) Em Tudo Você (1960) Tangos (1961) Dalva de Oliveira (1961) O Encantamento do Bolero (1962) Tangos - Volume II (1963) Rancho da Praça Onze (1965) A Cantora do Brasil (1967) É Tempo de Amar (1968) Bandeira Branca (1970) O Amor É O Ridículo da Vida (1973) Dalva em Recital no Teatro Senac (1973) Grossas Nuvens de Amor (1980) Dalva de Oliveira Especial, Vol. 1 (1982) Dalva de Oliveira - Série Os Ídolos do Rádio vol. V (1987) Trio de Ouro (1993) Saudade… (1994) Meus Momentos (1994) Dalva de Oliveira (1995) A Rainha da Voz (1997) Dalva de Oliveira e Roberto Inglez e sua Orquestra (2000) Bis - Dalva de Oliveira (2000) Canta Dalva (2006)
Sucessos
Brasil, Aldo Cabral e Benedito Lacerda (com Francisco Alves) (1939) Pedro, Antônio e João, Benedito Lacerda e Oswaldo Santiago (com Regional de Benedito Lacerda) (1939) Noites de junho, Alberto Ribeiro e João de Barro (1939) Valsa da despedida (Auld lang syne), Robert Burns, versão de Alberto Ribeiro e João de Barro (com Francisco Alves) (1941) Segredo, Herivelto Martins e Marino Pinto (1947) Errei, sim, Ataulfo Alves (1950) Que será?, Marino Pinto e Mário Rossi (1950) Sertão de Jequié, Armando Cavalcanti e Klécius Caldas (1950) Tudo acabado, J. Piedade e Osvaldo Martins (1950) Ave Maria, Jaime Redondo e Vicente Paiva (com Osvaldo Borba e Sua Orquestra) (1951) Palhaço, Osvaldo Martins, Washington e Nelson Cavaquinho (1951) Zum-zum, Marino Pinto e Paulo Soledade (1951) Estrela-do-mar, Marino Pinto e Paulo Soledade (1952) Fim de comédia, Ataulfo Alves (1952) Kalu, Humberto Teixeira (1952) Confesion, Luis César Amadori e Enrique Santos Discépolo, versão de Lourival Faissal (1956) Lencinho querido (El pañuelito), Juan de Dios Filiberto, Gabino Coria Peñaloza, versão de Maugéri Neto (1956) Neste mesmo lugar, Armando Cavalcanti e Klécius Caldas (1956) Há um Deus (com Tom Jobim ao piano), Lupicínio Rodrigues (1957) Minha mãe, música de Lindolfo Gaya sobre poema de Casimiro de Abreu (1959) Rancho da Praça XI, Chico Anysio e João Roberto Kelly (1965) Máscara negra, Pereira Matos e Zé Kéti (1967) Bandeira branca, Laércio Alves e Max Nunes (1970)
Ventura Ramirez (Mombuca, 1939) é cantor, compositor e violonista brasileiro. Fez parte do grupo Demônios da Garoa tocando Violão de 7 cordas e também do regional de choro de Carlos Poyares. Em ambos os conjuntos esteve presente também Canhotinho no cavaquinho.
Ventura Ramirez começou sua carreira como calouro no programa de rádio de Hebe Camargo, ainda no final da década de 1950, assinando logo em seguida um contrato de 5 anos com a Rádio Nacional. Com seu talento nato ao violão e voz marcante, Ventura Ramirez logo entrou para o cenário musical brasileiro, acompanhando músicos renomados no choro e seresta, como Nelson Gonçalves, Jacob do Bandolim, Waldir Azevedo, Altamiro Carrilho, Orlando Silva, Luiz Gonzaga, Cartola, Lupicínio Rodrigues, além de participar do regional de choro de Carlos Poyares.
No início da década de 1960, ainda com o violão de 6 cordas, mas já com o seu estilo inconfundível nas “baixarias” que fazia com o instrumento, Ventura Ramirez é convidado a integrar o conjunto Demônios da Garoa, do qual fez parte por diversas vezes até 2005. Pouco tempo depois de entrar no conjunto, Ventura Ramirez adotou permanentemente o violão de 7 cordas, instrumento que o consagrou como um dos seus melhores representantes. Foi ele quem levou pela primeira vez o 7 cordas para os Demônios da Garoa, criando uma das marcas registradas ainda hoje mantidas pelo conjunto, mesmo após o seu desligamento. O 7 cordas surgiu para o artista cedo ainda em sua vida musical, iniciada aos 13 anos de idade, vindo da necessidade que sentia ao achar, ainda cedo, o violão de 6 cordas “limitado”, por ter “poucas” cordas!
Ao longo de sua carreira de mais de 50 anos, Ventura Ramirez, atualmente com 67 anos e puro vigor, recebeu diversos prêmios e honrarias de renomados nomes. Entre eles, está o prêmio Roquete Pinto de Revelação do Ano em 1960, o Oscar da música brasileira há alguns anos. Naquele ano, Ventura Ramirez recebeu a notícia que fora premiado pelo apresentador Silvio Santos, seu então companheiro de Rádio Nacional e com quem excursionou pelo Brasil com a famosa “Caravana do Peru que Fala”, grupo de artistas comandado por Silvio Santos e que viajava pelo Brasil divulgando a música brasileira. Como outros importantes prêmios de sua carreira, Ventura Ramirez foi por 3 vezes agraciado com o Troféu Velho Guerreiro, do saudoso Chacrinha, sendo duas vezes solo e uma com os Demônios da Garoa; 14 vezes recebeu o diploma de Melhor da Semana pelo comunicador Helio Souto e outros diversos prêmios de grêmios estudantis, da Casa da Fazenda e da Secretaria de Cultura de São Paulo.
Ventura Ramirez é considerado um dos melhores violões de 7 cordas pela crítica musical do Brasil, com uma agilidade e domínio das cordas pouco vistas até os dias de hoje. Além de violonista e cantor, Ventura Ramirez é compositor e arranjador, tendo já várias músicas gravadas ao longo da discografia dos Demônios da Garoa e de outros artistas de renome no cenário nacional, como Waldick Soriano.
Em sua carreira solo, Ventura Ramirez já gravou diversos discos, sendo o mais recente deles o CD “Tributo a Nelson Gonçalves”, pela gravadora ZAN. Nelson foi seu amigo e companheiro musical, sendo, fora dos Demônios da Garoa, o cantor de cujas gravações mais participou. Seu timbre forte lembra bastante a voz do grande Nelson em seus momentos de mais forte vigor vocal. Ainda nos tempos dos LPs, Ventura Ramirez tem registrados 3 discos, sendo dois cantando e um instrumental com o violão de 7 cordas. Recentemente, Ventura Ramirez gravou também com artistas atuais do cenário musical brasileiro, como os consagrados Ivan Lins e Guilherme Arantes.
Como fiel representante da música tradicional brasileira, de um tempo áureo em que os artistas tinham necessariamente que ter talento e técnica, em seus shows, Ventura Ramirez passeia pelo repertório da seresta e dos grandes cantores de rádio, como Nelson Gonçalves, Orlando Silva e Silvio Caldas, além de, com o seu violão de 7 cordas, representar os maiores clássicos do choro e, é claro, do bom samba, tudo no melhor estilo de um dos mais importantes violonistas da história da música popular brasileira.
Herivelto de Oliveira Martins (Engenheiro Paulo de Frontin, 30 de janeiro de 1912 — Rio de Janeiro, 17 de setembro de 1992) foi um compositor, cantor, músico e ator brasileiro. Filho do agente ferroviário Félix Bueno Martins e da costureira e doceira Dona Carlota, nascido no distrito de Rodeio, em Engenheiro Paulo de Frontin, Herivelto Martins, aos três anos de idade, já se apresentava de casaca, declamando versos em eventos organizados por seu pai.
Em 1916, a família mudou-se para Barra do Piraí, onde "seu" Félix fundou a Sociedade Dramática Dançante Carnavalesca Florescente de Barra do Piraí, que além de bailes, criava e dirigia espetáculos teatrais. Ele organizou, ainda, o grupo Pastorinhas de Barra do Piraí, que se apresentava no Natal, com Herivelto vestido de Papai Noel. As atividades artísticas do pai motivaram o pequeno Herivelto a criar o seu próprio grupo teatral, com seus irmãos Hedelacy, Hedenir e Holdira e algumas meninos da vizinhança. Aos 9 anos de idade, compôs a paródia Quero Uma Mulher Bem Nua (Quiero una mujer desnuda) e o samba Nunca Mais, que não foi gravado. Aos 10 anos aprendeu música na Sociedade Musical União dos Artistas, de Barra do Piraí, onde tocou bombardino, pistom, e caixa, até a idade de 19 anos, mas apresentava preferência pelo violão e cavaquinho, que já "arranhava". Entre 1922 e 1931, participou como músico da banda da Sociedade Musical União dos Artistas de Barra do Piraí. Os problemas financeiros eram constantes, assim como as discussões domésticas. Herivelto e seus irmãos ajudavam, vendendo os doces que sua mãe fazia. A família acabou falindo e perdendo a casa, para pagamento de dívidas da Sociedade fundada por "Seu" Félix. Aos 12 anos de idade, Herivelto foi ser caixeiro em uma loja de móveis, emprego que o pai lhe arranjou. Em 1925, com apenas 13 anos, Herivelto conheceu os artistas circenses Zeca Lima e Colosso, que passavam pela cidade, e com eles formou um trio e seguiu para Juparanã, onde apresentaram um grandioso espetáculo. Durante um ano, o trio apresentou-se pelo interior do Rio de Janeiro, até que, procurados pela Polícia, Colosso e Zeca Lima foram presos em Vassouras e o delegado mandou Herivelto para casa.
Em 1930, com a promoção de "Seu" Félix, a família foi morar no Brás, a Rua Saião Lobato, em São Paulo e se empregou em um botequim, onde ganhou o apelido de Carioca. Após mais uma discussão com o pai, aos 18 anos de idade e com apenas 1 conto e 200 réis no bolso, Herivelto partiu para o Rio de Janeiro, com o desejo de tentar uma carreira artística. Ele passou a dividir o aluguel de um pequeno quarto com seu irmão, Hedelacy, e mais seis rapazes, quatro deles mortos na Revolução de 32. Para sobreviver, teve de vender o relógio Roskoff "Estrada de Ferro", presente de seu padrinho. No Rio de Janeiro, Herivelto foi palhaço de circo, vendedor, ajudante de contabilidade e, aos sábados, fazia barbas na barbearia onde o irmão Hedelacy trabalhava. Com o dinheiro da gorjeta, garantia o "Feijão à Camões" (prato fundo com feijão preto e uma colher de arroz no meio), do Bar de "Seu" Machado", da semana. Foi no Bar de "Seu" Machado que Herivelto recebeu o convite de "Seu" Licínio, para gerenciar sua barbearia no Morro de São Carlos. Era sua oportunidade de conhecer os grandes sambistas que ali moravam. Foi no São Carlos onde Herivelto conheceu o compositor José Luís da Costa - Príncipe Pretinho - que lhe apresentou a J.B. de Carvalho, do Conjunto Tupi, amigo do dono da gravadora RCA Victor. Em 1932, Herivelto Martins, através de uma parceria com J.B. de Carvalho, conseguiu lançar, pela RCA Victor, sua composição Da Cor do Meu Violão, homenagem a uma namorada que teve no bairro do Carvão, em Barra do Piraí, que seu pai insistia em dizer que era escura demais para ele. A marchinha fez grande sucesso no carnaval daquele ano, o que levou Herivelto a integrar o coro do Conjunto Tupi como ritmista. Ele inovou ao fazer breques durante as gravações, quando isso não era permitido, e por essa e outras iniciativas, Mister Evans, diretor geral da RCA Victor, o promoveu a diretor do coro. Em 1933, Herivelto teve mais duas músicas gravadas: O Terço do Zé Faustino, com Euclides J. Moreira, pelo Conjunto Tupi, e O Enterro da Filomena, pelo Conjunto RCA. Em uma época em que o samba ainda não havia descido o morro e ganhado a cidade, Herivelto criou várias músicas para homenagear a Estação Primeira de Mangueira, entre elas: Saudosa Mangueira e Lá em Mangueira. Em 1986, Herivelto Martins foi homenageado pela escola de samba Unidos da Ponte, com o enredo Tá na hora do samba, que fala mais alto, que fala primeiro, o homenageado participou do desfile.
Discografia
Herivelto com o Trio de Ouro (1942) Odeon 78 Ave Maria no morro (1943) Odeon 78 Laurindo (1944) Odeon 78 Odete/Bom dia Avenida (1944) Odeon 78 Jubileu de prata (1956) Continental LP Um compositor em 2 tempos (1956) Copacabana LP O Famoso Trio de Ouro (1969) Imperial LP Trio de Ouro [S/D] Camden LP Trio de Ouro e os seus sucessos [S/D] RCA Victor LP Trio de Ouro [S/D] Revivendo CD Jubileu de Herivelto [S/D] Copacabana LP Carnaval de Herivelto [S/D] Mocambo LP
Composições
A Bahia te espera (Herivelto Martins / Chianca Garcia) A baiana sambou (Herivelto Martins / Ciro Monteiro) A dança do funiculi (Herivelto Martins / Benedito Lacerda) A família do Aparício (Herivelto Martins / Roberto Roberti) A guerra acaba amanhã (Herivelto Martins / Grande Otelo) A Lapa (Herivelto Martins / Benedito Lacerda) A Maria me controla (Herivelto Martins / Roberto Roberti) A mesma história (Herivelto Martins / Benedito Lacerda) A porta estandarte A rua onde tu moras (Herivelto Martins / David Nasser) A tristeza (Herivelto Martins / Heitor dos Prazeres) A última homenagem (Herivelto Martins / Blecaute) A vida é boa (Herivelto Martins / Assis Valente e Francisco Sena) Acorda, escola de samba (Herivelto Martins / Benedito Lacerda) Acorde, Estela (Herivelto Martins / Benedito Lacerda) Adeus (Herivelto Martins / Jararaca) Adeus (Herivelto Martins / Mário Rossi) Adeus, Mangueira (Herivelto Martins / Grande Otelo) Adeus, mocidade (Herivelto Martins / Benedito Lacerda) Agüenta o galho (Herivelto Martins / Nélson Gonçalves) Ai, morena (Herivelto Martins / Benedito Lacerda) Aladim (Herivelto Martins / Raul Sampaio) Amarga confissão (Herivelto Martins / David Nasser) Amélia na Praça Onze (Herivelto Martins / Cícero Nunes) Amigo Amor próprio Amuleto (Herivelto Martins / Klécius Caldas) Andorinha (Herivelto Martins / Haroldo Barbosa) Anjo negro Ao Deus dará (Herivelto Martins / José Messias) Apita quem roda (Herivelto Martins / Benedito Lacerda) Apogeu (Herivelto Martins / Cícero Nunes) Apoio moral (Herivelto Martins / Marino Pinto) Apoteose do samba Aqui se faz, aqui se paga (Herivelto Martins / Nelson Gonçalves) Às três da manhã Até a volta (Herivelto Martins / Benedito Lacerda) Atiraste uma pedra (Herivelto Martins / David Nasser) Aula de música (Herivelto Martins / Haroldo Barbosa) Ave Maria no Morro Bafo de boca (Herivelto Martins / Benedito Lacerda) Baiana falsificada Barraco de tábua (Herivelto Martins / Vitor Simon) Batuque no morro (Herivelto Martins / Humberto Porto e Ozon) Beija-me a boca Berço do rei Boêmio (Herivelto Martins / David Nasser) Bom-dia (Herivelto Martins / Aldo Cabral) Bom-dia, Avenida (Herivelto Martins / Grande Otelo) Bonita Branca de neve (Herivelto Martins / Benedito Lacerda) Brasília Brinquedo do destino (Herivelto Martins / Aldo Cabral) Cabaré no morro Cabelos brancos (Herivelto Martins / Marino Pinto) Cabrocha bamba Cabrocha boa (Herivelto Martins / Ciro de Souza) Cachopa (Herivelto Martins / Benedito Lacerda) Caixinha do Ademar (Herivelto Martins / Benedito Lacerda) Calado, venci (Herivelto Martins / Ataúlfo Alves) Caminhemos Caminho certo (Herivelto Martins / David Nasser) Camisola do dia (Herivelto Martins / David Nasser) Canaviais (Herivelto Martins / Orestes Barbosa) Canto livre Capela de São José (Herivelto Martins / Marino Pinto) Carlos Gardel (Herivelto Martins / David Nasser) Carmen (Herivelto Martins / Nélson Gonçalves) Caroá (Herivelto Martins / Darci de Oliveira) Céu é sempre céu Chora, pierrô (Herivelto Martins / Ciro Monteiro) Cicatrizes (Herivelto Martins / Marino Pinto) Cidade velha (Herivelto Martins / Grande Otelo) Claudionor se queimou (Herivelto Martins / José Messias) Como a favela mudou (Herivelto Martins / Rogério Nascimento) Como eu chorei (Herivelto Martins / Benedito Lacerda) Consciência (Herivelto Martins / Príncipe Pretinho) Consulta seu travesseiro (Herivelto Martins / Benedito Lacerda) Controlando essa mulher (Herivelto Martins / Benedito Lacerda) Covarde (Herivelto Martins / Dunga) Culpe-me Da cor do meu violão (Herivelto Martins / J. B. de Carvalho) Dança do coça-coça (Herivelto Martins / José Messias) Depois da separação Desculpa de ocasião (Herivelto Martins / Darci de Oliveira) Desde de que o mundo é mundo (Herivelto Martins / David Nasser e Nelson Gonçalves) Desperte, Dodô (Herivelto Martins / Heitor dos Prazeres) Deus te abençoe, papai (Herivelto Martins / David Nasser) Doce lar… Dois corações (Herivelto Martins / Valdemar Gomes) Duas lágrimas (Herivelto Martins / Benedito Lacerda) Duro nega É de verdade (Herivelto Martins / Bonfíglio de Oliveira) E o tempo passou (Herivelto Martins / David Nasser) E o vento levou (Herivelto Martins / Benedito Lacerda) É quase certo (Herivelto Martins / David Nasser) É tarde (Herivelto Martins / Darci de Oliveira) É triste a gente querer (Herivelto Martins / Príncipe Pretinho) Edredom vermelho Ela Ela (Herivelto Martins / Príncipe Pretinho) Ela foi embora (Herivelto Martins / Ciro Monteiro) Ela me beijou (Herivelto Martins / Artur Costa) Enfermeira (Herivelto Martins / David Nasser) Enfrenta o trabalho (Herivelto Martins / Bob Silva) Esperança do Brasil (Herivelto Martins / Benedito Lacerda) Estação da Luz (Herivelto Martins / David Nasser) Estou triste com você (Herivelto Martins / Darci de Oliveira) Estrela d'alva (Herivelto Martins / Castro Barbosa) Estrelas na lama (Herivelto Martins / Nélson Gonçalves) Eu dei bom-dia Eu queri um adeus (Herivelto Martins / Príncipe Pretinho) Fala, Claudionor (Herivelto Martins / Grande Otelo) Falso amigo (Herivelto Martins / Benedito Lacerda) Faz-se aqui, sabe-se lá (Herivelto Martins / Roberto Roberti) Felicidade Fidelidade Fracassei (Herivelto Martins / Nélson Gonçalves) Francisco Alves (Herivelto Martins / David Nasser) Gaúcho velho (Herivelto Martins / Pedro de Almeida) Goma de gomá História cabocla (Herivelto Martins / José Messias) História do pierrô (Herivelto Martins / Benedito Lacerda) História infantil Hoje quem paga sou eu (Herivelto Martins / David Nasser) Incerteza (Herivelto Martins / Raul Sampaio) Isaura (Herivelto Martins / Roberto Roberti) Janela indiscreta Japonesinha João, João (Herivelto Martins / David Nasser) Jurei (Herivelto Martins / José Messias) Jurei, jurei (Herivelto Martins / Leduvi de Pina) Lá em Magueira (Herivelto Martins / Heitor dos Prazeres) Lágrima Laurindo Lençol de linho (Herivelto Martins / David Nasser) Leviana (Herivelto Martins / Nélson Gonçalves) Liberdade (Herivelto Martins / Benedito Lacerda) Linda romana (Herivelto Martins / Blecaute) Linha reta Louca (Herivelto Martins / José Messias) Madrugada (Herivelto Martins / Benedito Lacerda) Madrugada (Herivelto Martins / Evaldo Rui) Mais uma estrela (Herivelto Martins / Bonfíglio de Oliveira) Mais uma história de amor (Herivelto Martins / Humberto Porto) Mais uma lágrima (Herivelto Martins / Klécius Caldas) Malaguenha (Herivelto Martins / Haroldo Barbosa) Mamãe (Herivelto Martins / David Nasser) Mangueira, não! (Herivelto Martins / Grande Otelo) Mania de malandro Marcha do trouxa (Herivelto Martins / Adelino Moreira e Nélson Gonçalves) Marginal (Herivelto Martins / Pedro de Almeida) Maria do Socorro (Herivelto Martins / Blecaute) Maria louca (Herivelto Martins / David Nasser) Maria sapeca (Herivelto Martins / Sebastião Rodrigues) Me deixa em paz (Herivelto Martins / Jovelino Marques da Costa) Melhorou, hein? (Herivelto Martins / José Messias) Meu mundo Meu país verdadeiro (Herivelto Martins / Pinto Filho) Meu rádio e meu mulato Meu último reinado (Herivelto Martins / Raul Sampaio) Mexicanita (Herivelto Martins / Benedito Lacerda) Mil mulheres (Herivelto Martins / Ciro Monteiro) Minueto (Herivelto Martins / Benedito Lacerda) Momentos de tristeza (Herivelto Martins / Popeye do Pandeiro) Morro de Santa Tereza Morro de Santo Antônio (Herivelto Martins / Benedito Lacerda) Mulher parece bonde (Herivelto Martins / José Messias) Na Bahia (Herivelto Martins / Humberto Porto) Nada (Herivelto Martins / Mário Rossi) Não é horário (Herivelto Martins / J. Costa) Não era adeus (Herivelto Martins / Cícero Nunes) Não fiquei louco (Herivelto Martins / Príncipe Pretinho) Não matei Não me conheço mais Não, não (Herivelto Martins / Haroldo Barbosa) Não posso nem comigo (Herivelto Martins / Benedito Lacerda) Não te esqueças (Herivelto Martins / David Nasser e Ari Elis) Não tem mais jeito (Herivelto Martins / Benedito Lacerda) Não volto atrás Natal (Herivelto Martins / Rogério Nascimento) Nega fulô (Herivelto Martins / Chianca de Garcia) Nega manhosa Negro artilheiro (Herivelto Martins / Sinval Silva) Negro telefone (Herivelto Martins / David Nasser) Nem a Deus (Herivelto Martins / Benedito Lacerda) Nem no sétimo dia (Herivelto Martins / Benedito Lacerda) Nem o chope (Herivelto Martins / Benedito Lacerda) Hná Marema Ninguém sofreu (Herivelto Martins / Nélson Gonçalves) No meu colchão (Herivelto Martins / Benedito Lacerda) No picadeiro da vida (Herivelto Martins / Benedito Lacerda) Noite de fogueira Noite de insônia (Herivelto Martins / David Nasser) Noite enluarada (Herivelto Martins / Heitor dos Prazeres Filho) Noite vazia Nossa separação (Herivelto Martins / Heitor dos Prazeres) Nossas vidas Nova Copacabana (Herivelto Martins / David Nasser) O enterro de Filomena O fantasma dos apuros (Herivelto Martins / Aldo Cabral) O maior samba do mundo (Herivelto Martins / David Nasser) O preço da glória (Herivelto Martins / David Nasser) O terço do Zé Faustino (Herivelto Martins / Euclides José Moreira) Obê Obrigado, excelência Obrigado, general (Herivelto Martins / Benedito Lacerda) Obrigado, Maria (Herivelto Martins / Mário Rossi) Odete (Herivelto Martins / Dunga) Olhos verdes (Herivelto Martins / Benedito Lacerda) Olinda (Herivelto Martins / Heitor dos Prazeres) Opinião de mulher (Herivelto Martins / Benedito Lacerda) Ouro Preto (Herivelto Martins / David Nasser) Outra vez (Herivelto Martins / David Nasser) Palacete do Catete (Herivelto Martins / Ciro de Sousa) Palhaço (Herivelto Martins / Benedito Lacerda) Palhaço (Herivelto Martins / David Nasser) Palmeira triste Papagaio candidato (Herivelto Martins / Benedito Lacerda) Papai e mamãe (Herivelto Martins / Benedito Lacerda) Papai Noel esqueceu (Herivelto Martins / David Nasser) Pára de gritar Partida precipitada (Herivelto Martins / Marino Pinto) Passado, presente, futuro (Herivelto Martins / Francisco Sena) Passarinho (Herivelto Martins / David Nasser) Pau-pereira Pedindo a São João (Herivelto Martins / Darci de Oliveira) Pensando em ti (Herivelto Martins / David Nasser) Perdoar (Herivelto Martins / Raul Sampaio) Piano velho (Herivelto Martins / David Nasser) Pixaim (Herivelto Martins / Grande Otelo) Plac-plac Por que você não vai? (Herivelto Martins / Benedito Lacerda) Porta afora (Herivelto Martins / Príncipe Pretinho) Portugal perdoa sempe Pra esquecer Praça Onze (Herivelto Martins / Grande Otelo) Prece de paz (Herivelto Martins / David Nasser) Preto e branco Primeiro mal Prometeu me ajudar (Herivelto Martins / Benedito Lacerda) Quando a idade chegar (Herivelto Martins / Benedito Lacerda) Quando amanhece (Herivelto Martins / Raul Sampaio) Quando o tempo passar (Herivelto Martins / David Nasser) Quarto vazio Quase Quase louco (Herivelto Martins / Dunga) Quatro horas (Herivelto Martins / Francisco Sena) Que fazer? (Herivelto Martins / Mário Rossi) Que rei sou eu? (Herivelto Martins / Valdemar Assunção) Quem dá cartaz? (Herivelto Martins / David Nasser) Quem dera Quem lava o morro (Herivelto Martins / Leduvi de Pina) Quem manda na minha vida (Herivelto Martins / Raul Sampaio) Quem vem descendo? (Herivelto Martins / Príncipe Pretinho) Quero esquecer (Herivelto Martins / Evaldo Rui) Rancho da serra (Herivelto Martins / Blecaute) Recusa Redoma de vidro (Herivelto Martins / Nélson Gonçalves) Rei da vila Rei sem coroa (Herivelto Martins / Valdemar Assunção) Revanche (Herivelto Martins / Ari Elis) Revanche Ritmo do coração (Herivelto Martins / Benedito Lacerda) Salve a viúva (Herivelto Martins / Nélson Gonçalves) Samaritana (Herivelto Martins / Benedito Lacerda) Samba manifesto Santo Antônio, São Pedro, São João (Herivelto Martins / Bide) São os olhos dela Saudosa cachopa (Herivelto Martins / Raul Sampaio) Saudosa Mangueira Se a saudade falasse Se a vida não melhorar (Herivelto Martins / Príncipe Pretinho) Se adormeço (Herivelto Martins / David Nasser) Se é pecado Se é por falta de adeus Se ela sente saudade (Herivelto Martins / Valdemar Gomes) Se eu fosse como era antigamente Se o morro não descer (Herivelto Martins / Darci de Oliveira) Secretária (Herivelto Martins / David Nasser) Segredo (Herivelto Martins / Marino Pinto) Sem ela Senhor do Bonfim Serenata à Virgem Maria (Herivelto Martins / David Nasser) Sereno (Herivelto Martins / Nélson Gonçalves) Seu condutor (Herivelto Martins / Alvarenga e Ranchinho) Seu coração é seu mestre Seu endereço Tá faltando mulher (Herivelto Martins / Blecaute) Tamborim (Herivelto Martins / J. Soares) Tango do cretino Tarde de setembro (Herivelto Martins / David Nasser) Tecedeira (Herivelto Martins / David Nasser) Telefone lá pra casa (Herivelto Martins / Benedito Lacerda) Teu erro (Herivelto Martins / Artur Costa) Teu exemplo (Herivelto Martins / David Nasser) Teu fracasso Timoneiro (Herivelto Martins / Humberto Porto) Tirolês Todas iguais Tormento (Herivelto Martins / Marino Pinto) Torna (Herivelto Martins / Benedito Lacerda) Toureiro valente (Herivelto Martins / Paulo Medeiros) Trabalha, mulher (Herivelto Martins / Benedito Lacerda) Trabalhou, trabalhou (Herivelto Martins / José Messias) Traje a rigor (Herivelto Martins / J. Costa) Transformação Três de julho (Herivelto Martins / Benedito Lacerda) Treze de ouro (Herivelto Martins / Marino Pinto) Tua partida Tudo é samba (Herivelto Martins / Fernando Lobo) Última festa (Herivelto Martins / Zeca Ivo) Um caboclo abandonado (Herivelto Martins / Benedito Lacerda) Uruguaia Vai Vaidosa (Herivelto Martins / Artur Morais) Valsinha dos namorados (Herivelto Martins / David Nasser) Vamos dançar, Maria Vamos soltar balão (Herivelto Martins / Francisco Sena) Vele por mim Velho descarado Vencida (Herivelto Martins / A. Bruni) Venderam o morro Verbo amar (Herivelto Martins / Nélson Gonçalves) Vermelho vinte e sete (Herivelto Martins / David Nasser) Vida vazia (Herivelto Martins / Grande Otelo) Vinte anos depois (Herivelto Martins / David Nasser) Vou guardar meu pandeiro Vou votar em Madureira (Herivelto Martins / Benedito Lacerda) Vou-me embora pra Goiás (Herivelto Martins / Rubens Silva) Zé do morro Ingrid Mikaelly