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quarta-feira, 2 de maio de 2012

"TITO MADI"



Chauki Maddi, de nome artístico Tito Madi (Pirajuí, 12 de julho de 1929) foi um cantor e compositor brasileiro descendente de libaneses, seu pai e irmãos eram músicos e tocavam violão, alaúde e bandolim. Essa influência fez com que aos dez anos Tito já cantasse em festas da escola.
Nascido em Pirajuí, região Noroeste do Estado de São Paulo, é o filho mais ilustre do município, do qual recebe constantes homenagens e ainda é colunista no semanário local, O Alfinete.
Sua fase de compositor começou no final da década de 40.
Dedicava-se, também, a organizar shows e eventos.
Em 1952 mudou-se para São Paulo, indo trabalhar em rádio e televisão, onde permaneceu até 1954, quando veio para o Rio de Janeiro. No Rio continuou compondo e cantando em boates e rádios.
Em 1957 teve, finalmente, seu trabalho reconhecido: "Chove lá fora" seu grande sucesso, foi gravado em 1957 e lhe rendeu vários prêmios de composição. A música teve uma versão em inglês, com o nome
"It's Raining Outside", gravada por Della Reese e The Platters.
O conjunto vocal norte-americano gravou outras versões de músicas de Madi.
O cantor e compositor passou por diversas gravadoras, lançou discos seus e fez participações especiais, apresentando-se em shows no Brasil e no exterior, principalmente Estados Unidos.
Foi um compositor da geração pré-bossa nova, que teve influência sobre o movimento, com
sambas-canções de harmonização moderna como "Cansei de Ilusões", "Sonho e Saudade",
"Carinho e Amor" e "Não Diga Não". Outros sucessos, "Fracassos de Amor", "Gauchinha Bem Querer", "Balanço Zona Sul". Vendeu mais de 100 mil cópias e foi destaque na programação das rádios de todo o país. Ganhou os prêmios mais importantes da época, como os troféus Guarani e Chico Viola.
Teve músicas gravadas por grandes nomes da MPB.
Em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, há uma rua batizada com o seu nome.


 



  

sábado, 2 de julho de 2011

"CARLOS GALHARDO"



Carlos Galhardo, nascido Catello Carlos Guagliardi (Buenos Aires,
24 de abril de 1913 — Rio de Janeiro, 25 de julho de 1985) foi um dos principais cantores da Era do Rádio.
Filho de italianos, Pietro Guagliardi e Saveria Novelli, teve três irmãos. Dois nascidos na Itália, uma nascida no Rio de Janeiro.
Dois meses depois de seu nascimento, a família mudou-se para São Paulo e logo após ao Rio de Janeiro.
Aos oito anos de idade, com o falecimento de sua mãe, o menino passa a viver com um parente no bairro do Estácio e aprende o ofício de alfaiate. Aos quinze anos torna-se já um oficial, apesar de não gostar do ofício. Chega até a abandonar os estudos (completou o primário) para dedicar-se à profissão.
Passou por várias alfaiatarias e numa delas trabalhou com o barítono Salvador Grimaldi, com quem costumava ensaiar duetos de ópera.
Apesar de em casa e para amigos cantarolar cançonetas italianas e árias de ópera, sua carreira iniciou em uma festa na casa de um irmão, onde encontravam-se presentes personalidades como Mário Reis, Francisco Alves, Lamartine Babo, Jonjoca e, ali, cantou para os convidados Deusa, de Freire Junior, canção do repertório de Francisco Alves. Aprovando-o, aconselharam-no a tentar o rádio. Foi então apresentado ao compositor Bororó e através deste conseguiu uma oportunidade na Rádio Educadora do Brasil onde cantou "Destino", de Nonô e Luís Iglesias. No dia seguinte foi procurado e convidado a fazer um teste na RCA Victor. Aprovado, passa a fazer parte do coro que acompanhava as gravações da gravadora.
Seu primeiro disco solo é lançado em 1933, com os frevos Você não gosta de mim, dos Irmãos Valença e Que é que há, de Nélson Ferreira.
Conhecendo o compositor Assis Valente, gravou muitas canções suas tais como Para onde irá o Brasil, É duro de se crer, Elogio da raça (em dueto com Carmen Miranda), Pra quem sabe dar valor e Boas festas, esta última seu primeiro grande sucesso.
Passou cantando por várias emissoras de rádio do Rio de Janeiro, tais como: Mayrink Veiga, Rádio Clube, Philips, Sociedade, Cruzeiro, Cajuti, Tupi, Nacional e Mundial.
Em 1935, estréia como cantor romântico com a valsa-canção Cortina de Veludo, de Paulo Barbosa e Oswaldo Santiago e obtém grande sucesso.
Em sua carreira além de na RCA Victor, gravou também na Columbia, Odeon e Continental. Foi o segundo cantor que mais gravou no Brasil, cerca de 570 músicas (só perdeu para Francisco Alves).
Além das canções carnavalescas, Galhardo foi quem mais cantou temas de datas festivas, a exemplo: Boas festas, Boneca de Papai Noel (Ari Machado) e Lá no céu (Silvino Neto), Não mudou o Natal (Alcyr Pires Vermelho e Oswaldo Santiago) para o Natal; Bodas de prata (Mário Rossi e Roberto Martins) para a celebração de mesmo nome, Mãezinha querida (Getúlio Macedo e Lourival Faissal), Imagem de mãe (Othon Russo e José Nunes), Dia das mães (José Cenília e Lourival Faissal), Aniversário de mãezinha (Mário Biscardi e Newton Teixeira) e Mamãezinha (José Selma, Lourival Faissal e Maurício das Neves) para o Dia das Mães; Papai do meu coração (Lindolfo Gaya e Osvaldo dos Santos) para o Dia dos Pais; Tempo de criança (Ari Monteiro e Osvaldinho) para o Dia das Crianças; Subindo, vai subindo (Osvaldo e Valfrido Siva), Olha lá um balão (Roberto Martins e Wilson Batista), Balão do amor (Armando Nunes e Geraldo Serafim) para as festas juninas; Valsa dos noivos (Sivan Castelo Neto e José Roberto Medeiros), Para os noivos, Brinde aos noivos, Valsa dos padrinhos para noivos, Valsa dos namorados (Silvino Neto) para o Dia dos Namorados; Quarto centenário (J. M. Alves e Mário Zan) para o aniversário de São Paulo; Dentro da lua e 23 de abril (ambas de Ari Monteiro e Roberto Martins) para o dia de São Jorge; e a Canção do trabalhador (Ari Kerner) para o Dia do Trabalhador.
Participou dos seguintes filmes: Banana da terra, dirigido por J. Ruy (1938), Vamos cantar, de Leo Martins (1940), Entra na farra, de Luís de Barros (1941), Carnaval em lá maior, de Ademar Gonzaga (1955), Metido a bacana, de J. B. Tanko (1957).
Em 1945, grava juntamente com Dalva de Oliveira e Os Trovadores, a adaptação de João de Barro para a história infantil Branca de Neve e os sete anões, com canções de Radamés Gnattali.
Em 1952, passa um ano apresentando-se em Portugal.
Em 1953 a Revista do Disco deu-lhe o slogan "Rei do disco". Também ficou conhecido como "O rei da valsa", título dado pelo apresentador Blota Júnior e "O cantor que dispensa adjetivos".
Daí pra frente começou a apresentar-se por todo o Brasil, inclusive através da televisão.Em 1983, fez a sua última apresentação no espetáculo Allah-lá-ô, de Ricardo Cravo Albin, dedicado ao compositor Antônio Nássara, realizado na Sala Funarte - Sidney Miller.Carlos Galhardo faleceu com 72 anos e foi sepultado
no Cemitério de São João Batista.
Ao lado de Francisco Alves, Orlando Silva, Vicente Celestino e Sílvio Caldas, formou o quadro dos grandes cantores da era do rádio.




Principais Sucessos

Adeus, amor, Urbano Lóes, do Estudo em Mi Maior de Chopin (1946)
Alá-lá-ô, Haroldo Lobo e Nássara (1941)
A você, Ataulfo Alves e Aldo Cabral (1936)
A pequenina cruz do teu rosário, Fernando Weyne e Roberto Xavier de Castro (1947)
Boas Festas, Assis Valente (1933)
Bodas de prata, Roberto Martins e Mário Rossi (1945)
Cadê Zazá? ,Roberto Martins e Ary Monteiro (1947)
Carolina, Bonfiglio de Oliveira e Hervé Cordovil (1934)
Cortina de veludo, Paulo Barbosa e Oswaldo Santiago (1935)
Devolve, Mário Lago (1940)
E o destino desfolhou, Gastão Lamounier e Mário Rossi (1937)
Fascinação, Fermo Dante Marchetti e Armando Louzada (1950)
Gira, gira, gira, Custódio Mesquita e Ewaldo Ruy (1944)
Italiana, José Maria de Abreu, Paulo Barbosa e Oswaldo Santiago (1936)
Lenda árabe, Paulo Barbosa e Oswaldo Santiago (1937)
Linda borboleta, João de Barro e Alberto Ribeiro (1938)
Madame Pompadour, Paulo Barbosa e Oswaldo Santiago (1937)
Mais uma valsa… mais uma saudade, José Maria de Abreu e Lamartine Babo, (1937)
Nós queremos uma valsa, Nássara e Eratóstenes Frazão (1941)
Rapaziada do Brás, Alberto Marino (1960)
Rosa de maio, Custódio Mesquita e Ewaldo Ruy (1944)
Salão grená, Paulo Barbosa e Francisco Célio (1939)
Saudades de Matão, Jorge Galati e Raul Torres (1941)
Sei que é covardia, mas… , Ataulfo Alves e Claudionor Cruz (1938)
Será?, Mário Lago (1945)
Vela branca sobre o mar, José Maria de Abreu e Oswaldo Santiago (1937)

sábado, 12 de março de 2011

"DÉO"


Cantor e compositor nascido em 10.01.1914, Rio de Janeiro RJ, DEO (Ferjalla Rizkalia), filho de comerciante, em 1933 mudou-se com a família para São Paulo SP. Trabalhava no comércio e estudava contabilidade, mas gostava de cantar tangos em festas e serenatas, numa das quais conheceu o maestro Gaó, que o convidou para um teste na Rádio Cruzeiro do Sul.
Passou a atuar num programa de amadores da emissora, sendo anunciado por Celso Guimarães, que lhe deu o nome artístico de Déo.
Em fins de 1934 empregou-se como discotecário na Rádio Record.
Em 1936 já participava como cantor de alguns programas da emissora, gravando no mesmo ano seu primeiro disco, na Columbia: o samba-choro Cantando (João Pacifico)
e o samba-canção Vendedora de flores (Ari Machado).
Mais tarde obteve relativo sucesso com Um Amor que passou (uma das primeiras composições de Adoniran Barbosa, em parceria com Frazâo) e, para o Carnaval de 1938, Falseta negra (adaptação do hino "Fascetta nera").

Em fins do mesmo ano foi contratado pela Odeon e em dezembro gravou a marchinha carnavalesca A Casta Susana (Ari Barroso e Alceu Pires Vermelho) e Viver assim não é vida (Ari Barroso). O disco, lançado em princípios de 1939, obteve grande sucesso, e a marchinha foi uma das mais cantadas no Carnaval daquele ano.
Gravou mais doze discos na Odeon, destacando-se a marcha Veneno (Ari Barroso e Alcir Pires Vermelho), para o Carnaval de 1940, a marcha Princesinha (Malfitano e Frazão) e o samba Ranchinho desfeito (Donga e Davi Nasser), todos do mesmo ano.
Por essa época já era Cantor bem sucedido, sendo inclusive apelidado de "O Ditador de Sucessos" e convidado a se apresentar na rádio carioca.
Ainda em 1940 tornou-se conhecido como compositor, com a gravação da valsa Súplica (com Otávio Gabus Mendes e José Marcilio), lançada com grande sucesso por Orlando Silva em disco da Victor.
Morou em seguida durante dois anos cm São Paulo, e de volta ao Rio de Janeiro passou a integrar o elenco da Rádio Tupi.
Em março recomeçou a gravar na Columbia, lançando, entre outras, A Morena que eu gosto (Marino Pinto e José Batista), O Sorriso do presidente (Alberto Ribeiro e Alcir Pires Vermelho).
No mesmo ano excursionou ao Nordeste com grande sucesso e gravou Mulher de luxo (Newton Teixeira e Édelir Gameiro), a valsa Eu te agradeço (Mário Lago e Benedito Lacerda), o samba-exaltação Brasil, usina do mundo (João de Barro e Alcir Pires Vermelho), Até parece que eu sou da Bahia (Roberto Martins e José Batista), este um dos maiores êxitos de sua carreira.
Em 1943, entre outros sucessos, lançou os sambas Pra machucar meu coração (Ari Barroso) obteve destaque, e Reconciliação (Marino Pinto e Valdemar Gomes).
No fim do mesmo ano, pela Continental, gravou, entre outras, Luar de Paquetá (Freire Júnior e Hermes Fontes) e Ó Susana (adaptação de João de Barro e Radamés Gnattali), ambas em dueto com Dircinha Batista, para o Carnaval de 1944.
Seu maior sucesso desse ano foi Terra seca (Ari Barroso), gravado nos dois lados de um 78 rpm, tendo lançado ainda, entre outros, o choro Cochichando (de Pixinguinha, com letra de João de Barro e Alberto Ribeiro) e a fantasia Sinfonia do café (Humberto Teixeira).
Em 1945 destacou-se com o samba Eu nasci no morro (Ari Barroso) e, no ano seguinte, obteve êxito no Carnaval com a marcha Ela era boa (Alberto Ribeiro e Roberto Roberti).
Em 1947 seu grande sucesso foi Nervos de aço (Lupicinio Rodrigues), que se transformou num dos maiores destaques de sua carreira.
Por essa época seus sucessos começaram a rarear, embora continuasse gravando muito até 1951, ano em que passou para a Sinter, onde ficou até 1953, período em que obteve êxito com o samba Iaiá da Bahia (Ari Barroso).
Em 1953 transferiu-se para a gravadora Todamérica, lançando poucos discos, e no ano seguinte, pela CBS, alcançou seu ultimo grande sucesso com Piano alemão versão de Júlio Nagib).

Continuou cantando em rádio e gravou LPs, passando a trabalhar como diretor artístico da etiqueta "Rádio" até 1961, cargo que ocupou também no ano seguinte, na marca Estúdio F. Doze dias antes de morrer, regravou para o fascículo da Abril Cultural sobre Haroldo Lobo, da "História da música popular brasileira", os sambas da dupla Haroldo Lobo e Wilson Batista, Alô, paneiro (não é economia) e E o cinqüenta e seis não veio, gravados originalmente por ele mesmo em 1943 e 1944.
Déo feleceu em 23/09/1971.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

"CARLOS JOSÉ"


Deixou a carreira de advogado para se dedicar à música. Seu grande sucesso foi Esmeralda, gravada em 1960. O ótimo resultado do trabalho lhe permitiu vender milhares de discos e receber prêmios como o de cantor revelação e o Troféu Quarto Centenário. Apresentou-se nos palcos de todo o país e nos programas de televisão.
Atualmente dirige a SOCINPRO, empresa carioca que administra e protege os direitos autorais de músicos e compositores. Também apresenta um programa de rádio, o Eles Têm Historia para Contar, na Rádio Roquette Pinto do Rio de Janeiro. É irmão do músico Luiz Cláudio Ramos.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

"FRANCISCO PETRÔNIO"


Francisco Petrônio (Francisco Petrone)
(*08/11/1923 São Paulo, SP - +18/1/2007 São Paulo, SP)
Cantor. Compositor. Foi motorista de táxi. Foi chamado pelo apresentador de Tv Airton Rodrigues de "A voz de veludo do Brasil".
Começou a carreira artística já com 37 anos de idade, em 1960, quando era motorista de táxi e ao transportar o amigo e radialista Nerino Silva, disse que gostaria de cantar. O amigo levou-o então para um teste nas Emissoras Associadas no qual foi aprovado e contratado por um período de 2 anos. Em 1961, começou a atuar profissionalmente nas Rádio e TV Tupi de São Paulo. No mesmo ano, gravou seu primeiro disco, pelo selo Chantecler, com o bolero "Agora", de Don Fabian e Paulo Augusto e o tango "Não me falem dela", de Jorge Moreira e Sebastião Ferreira da Silva com acompanhamento da orquestra Chantecler com regência do maestro Élcio Alvarez. Em 1962, transferiu-se para a gravadora Continental na qual permaneceu por mais de vinte anos levado pelo compositor sertanejo e produtor Diego Mulero, o Palmeira. No mesmo ano, gravou os boleros "Segredo", de Daniel Magalhães e Cid Magalhães e "Disfarce", de Umberto Silva, Luiz Mergulhão e Toso Gomes. Este disco levou o número 005 e fez parte da série 78-000, última em 78 rpm lançada pela Continental. Ainda no mesmo ano, gravou a "Balada do homem sem rumo", de Castro Perret e o "Bolero triste", de Paulo Augusto e Nízio. Também em 1962, gravou com Dilermano Reis o LP "Uma voz e um violão em serenata - Francisco Petrônio e Dilermano Rei", o primeiro de sua série de 7 LPs, com destaques para as valsas "Rapaziada do Braz", de Alberto Marino; "Arrependimento", de Gastão Lamounier e Olegário Mariano; "Tardes em Lindóia", de Zequinha de Abreu, "Se ela perguntar", de Dilermando Reis e Jair Amorim e "Ave Maria", de Erotides de Campos e a canção "Chão de estrelas", de Orestes Barbosa.
Em 1963, gravou os boleros "Caminho escuro", de Willy Sampaio Ruiz e Paulo Augusto e "Eu...te amo", de Paulo Augusto e Arquimedes Messina. No mesmo ano, gravou as canções "O amor mais puro", de Palmeira, com declamação de Almeida Passos e "Maria das bonecas", de sua autoria e Enzo de Almeida Passos, com declamação de Júlio Fernandes. Também no mesmo ano, gravou da dupla Palmeira e Mário Zan as canções "Natal da minha terra" e "Nova flor", um clássico da música sertaneja. Nesse mesmo ano, ganhou o troféu "Chico Viola", criado pela Tv Record, pela gravação da música "Romance". Também em 1963, gravou o segundo disco com o violonista Dilermando Reis, com destaque para "Sob o céu de Brasília", de Dilermando Reis e José Fortuna; "Última inspiração", de PeterPan; "Dois destinos", de Dilermando Reis e José Fortuna; "Revendo o passado", de Freire Júnior e "Lágrimas", de Cândido das Neves. Em 1964, gravou o bolero "Cigana", do compositor gaúcho Túlio Piva e a canção "Trono azul", de Gavote e Czibulca, com versão e adaptação de Palmeira e Alfredo Corleto, com acompanhamento de Élcio Álvares e sua orquestra. Ainda no mesmo ano, gravou um dos cinco últimos discos em 78 rpm lançados pela gravadora Continental, com a "Valsa dos namorados", de Silvino Neto e "Eu pago esta noite", de omenico Modugno e versão de Valdir Santos. Por essa época, passou a atuar como free lancer em rádios e tvs. Também em 1964, gravou o LP "O romântico", que trazia entre outras "Nova flor", de Palmeira e Mário Zan; "Cigana", de Túlio Piva e "Io che amo solo te", de Sergio Endrigo.
Em 1965, apresentou show no Cassino Estoril em Portugal. No mesmo ano, gravou o LP "Baile da saudade", cuja música título, de Palmeira e Zairo Marinoza, tornou-se seu maior sucesso. Com direção e produção de Palmeira, o disco tinha ainda como destaques as valsas "Branca", de Zequinha de Abreu e Duque de Abrante; "Bodas de prata", de Roberto Martins e Mário Rossi e "Eu sonhei que tu estavas tão linda", de Lamartine Babo e Francisco Matoso.
Por essa época passou a divulgar pelo Brasil o "Baile da saudade", promovido pelo "Clube da Saudade", especializando-se a partir de então em cantar serestas. Em 1966, foi contratado pela TV Globo onde passou a apresentar o progrma "Baile da saudade". Em 1968, passou a produzir seu próprio programa "Baile da saudade" que passou a apresentar na Rádio Gazeta. Atuou ainda nas Rádios Record e Nove de Julho. Nesse período criou a Orquestra da Saudade, contando com dançarinos para divulgar músicas de serestas pelo Brasil.
Em 1971, lançou o sexto volume da série "Uma voz e um violão em serenata", gravada com Dilermando Reis na Continental, com destaque para as músicas "Cantiga por Luciana", de Paulinho Tapajós e Edmundo Souto; "Laura", de Alcyr Pires Vermelho; "Ave Maria no morro", de Herivelto Martins; "Boneca", de Benedito Lacerda e Aldo Cabral e "Três lágrimas", de Ary Barroso. Dois anos depois, lançou com Dilermando Reis o sétimo volume da série "Uma voz e um violão em serenata" no qual cantou "Pierrot", de Joubert de Carvalho e Paschoal Carlos Magno; "Maria Betânia", de Capiba; "Maringa', de Joubert de Carvalho; "Modinha", de Sergio Bittencourt e "Último desejo", de Noel Rosa. Em 1976, gravou com o Conjunto Época de Ouro o LP "Tempo de seresta" com destaque para "Aos pés da cruz", de Marino Pinto e José Gonçalvez; "Fita amarela", de Noel Rosa; "Feitio de oração", de Noel Rosa e Vadico; "Felicidade", de "René Bittencourt"; "Meu romance", de J. Cascata e "Favela", de Hekel Tavares e Joracy Camargo. Em 1977, gravou o LP "Francisco Petrônio homenageia Francisco Alves', pela Continental reeditando antigos sucesso do "Rei da voz", como ficou conhecido Francisco Alves: "A voz do violão", de Francisco Alves e Haroldo Campos; "Boa noite, amor", de José Maria de Abreu e Francisco Mattoso; "A mulher que ficou na taça", de Francisco Alves e Orestes Barbosa e "Caminhemos", de Herivelto Martins.
Em 1978, gravou o LP "Tributo a carinhoso", com obras de Pixinguinha como "Carinhoso", com João de Barro e "Rosa"; além de "Lágrimas", de Cândido das Neves e "Lábios que beijei", de J. Cascata e Leonel Azevedo. Gravou dois LPs em italiano. Esteve por dois anos na RCA Victor e retornou em seguida para a Continental.
Em 1995, gravou pela RGE o CD "Trinta anos de saudade". Em 1997, lançou o CD "Lembranças", também pela RGE. Em 2000, gravou o LP "Nostalgia Dela Terra nostra". Em 2003, continuou a apresentar seu programa "Baile da saudade", desta feita, na Rede Vida. Durante aproximadamente 40 anos dirigiu o "Baile da saudade", show no qual apresentava seus grandes sucessos, entre os quais, "Baile da saudade", "Agora" e "Não me falem dela".

01. Aos Pés da Cruz
02. Fita Amarela
03. Feitio de Oração
04. Errei Erramos
05. Braza
06. Felicidade
07. Meu Romance
08. Amigo Leal
09. Amigo Infiel
10. Foi
11. Favela
12. Serra da Boa Esperança

terça-feira, 2 de novembro de 2010

"TEIXEIRINHA"


Vítor Mateus Teixeira, mais conhecido como Teixeirinha, (Rolante, 3 de março de 1927 — Porto Alegre, 4 de dezembro de 1985) foi um cantor e compositor brasileiro, também conhecido como o "Rei do Disco", pelos recordes de vendas de
discos que consegue até hoje, mesmo já falecido.
Teixeirinha (ou txuta) teve uma infância difícil, especialmente por ter perdido aos sete anos o pai, um carreteiro, e aos nove anos a mãe, em um incêndio.
Em 1960, Teixeirinha estoura nas paradas de sucesso com a música "Coração de Luto", que descreve sua triste infância e principalmente a morte trágica de sua mãe. O lançamento de "Coração de Luto" tornou-se sucesso nacional, pois vendeu milhões de cópias e se tornou um dos singles mais vendidos da história da música mundial. "Coração de Luto" chegou a ser regravada por diversos intérpretes, entre eles, a dupla sertaneja Milionário & José Rico, com uma roupagem sertaneja.
Em 1961 conheceu em Bagé a cantora Mary Terezinha, que se tornou
sua efetiva companheira.
Atuou também no cinema, sendo que o filme Coração de Luto, de 1967, era uma autobiografia.
Teixeirinha foi um típico músico da linha mais popular da música gaúcha, tendo-se tornado, em seu tempo, um ícone do estilo. Uma de suas canções mais famosas é "Querência Amada", que em sua introdução possui uma dedicatória ao pai e acabou se tornando um hino informal ao Rio Grande do Sul.
Teixeirinha e Mazzaropi foram os maiores fenômenos populares do cinema sul-americano regional. No caso do cantor gaúcho, seus filmes chegaram a superar 1,5 milhões de espectadores, obtidos apenas nos três estados do sul do país. Eram co-produzidos por distribuidores e exibidores locais, que lhes asseguravam a permanência em cartaz. Sua última produção, "A Filha De Iemanjá" foi distribuída pela Embrafilme com fracos resultados. Uma análise mais detalhada dos resultados de exibição pode conduzir a uma melhor compreensão da relação regional da distribuição e da exibição.
Teixerinha teve um recorde de venda de discos sendo que até 1983 vendeu 88 milhões de cópias.Estima-se que até os dias atuais tenha ultrapassado a marca de 120 milhões de cópias em todo o mundo.
Teixeirinha teve 6 filhas e 3 filhos, Marisa Sirley; Liria Luisa; Victor Filho; Margareth; Elizabeth; Lisete Fátima; Márcia Bernadeth; Alexander e Liane Ledurina. Teixeirinha, um dos maiores músicos brasileiros, morreu no dia 4 de dezembro de 1985 e está enterrado no cemitério da Santa Casa em Porto Alegre, Rio Grande do Sul.

Discografia

1960 - O Gaúcho Coração do Rio Grande
1961 - Assim é nos pampas
1961 - Um gaúcho canta para o Brasil
1962 - Teixeirinha, volume 4
1963 - Saudades de Passo Fundo
1963 - Teixeirinha interpreta
1963 - Êta gaúcho bom
1964 - Teixeirinha Show
1964 - Gaúcho autêntico

"MARTA MENDONÇA"


Marta Mendonça (São Paulo,1940) é uma cantora brasileira.
Ela apareceu nos anos 60 com a canção Tu Sabes, que vendeu muito e
ganhou os principais prêmios da época . Apareceu muito na televisão e viajou o Brasil inteiro. Gravou vários discos, alcançando um total de 110 musicas entre LPS,
compactos e edições especiais.
Em 1965 conheceu o cantor Altemar Dutra e casou-se com ele. Tem dois filhos: Deusa Dutra e Altemar Dutra Júnior.
Atualmente cuida dos netos, esperando alguma oportunidade para mostrar aos mais novos a sua linda voz e seu grande talento. Seu filho está cantando muito e está seguindo os passos dos pais.

"VICENTE CELESTINO"


Antônio Vicente Filipe Celestino (Rio de Janeiro, 12 de setembro de 1894 — São Paulo, 23 de agosto de 1968) foi um dos mais importantes cantores brasileiros do século XX.
Nasceu no bairro de Santa Teresa, filho de italianos da Calábria. Dos seis homens (eram onze irmãos), cinco dedicaram-se ao canto e um ao teatro. Desde os 8 anos, por causa de sua origem humilde, Celestino teve de trabalhar: sapateiro, vendedor de peixe, jornaleiro e, já rapaz, chefe de seção numa indústria de calçados.
Começou cantando para conhecidos e era fã de Enrico Caruso. Antes do teatro cantava muito em festas, serenatas e chopes-cantantes. Estreou profissionalmente cantando a valsa Flor do Mal no teatro São José e fez muito sucesso e também entrou no seu primeiro disco vendendo milhares de cópias em 1916 na Odeon (Casa Edison).
Em 1920 montou uma companhia de operetas, mas sem nunca deixar o carnavalesco de lado, emplacando sucessos como Urubu Subiu. Rapidamente, depois de oportunidade no teatro, alcançou renome. Formou companhias de revistas e operetas com atrizes-cantoras, primeiro com Laís Areda e depois com Carmen Dora. As excursões pelo Brasil renderam-lhe muito dinheiro e só fizeram aumentar sua popularidade. Nos anos 20, reinava absoluto como ídolo da canção. Na década de 30 começou a demonstrar seus dotes como compositor resultando em clássicas de seu reportório, como 'O Ébrio', sua música mais lembrada até hoje (inclusive transformada em filme por sua esposa). Vicente Celestino teve uma das mais longas carreiras entre os cantores brasileiros. Quando morreu, às vésperas dos 74 anos, no Hotel Normandie, em São Paulo, estava de saída para um show com Caetano Veloso e Gilberto Gil, na famosa gafieira "Pérola Negra", que seria gravado para um programa de televisão.
Na fase mecânica de gravação, fez cerca de 28 discos com 52 canções. Com a gravação elétrica, em 1927, sentiu uma certa inaptação quanto ao rendimento técnico, logo superada. Aí recomeçaria os sucessos cantados em todo o Brasil. Em 1935 foi contratado pela RCA VICTOR, praticamente daí sua única gravadora até falecer. No total, gravou em 78 RPM cerca de 137 discos com 265 músicas, mais dez compactos e 31 LPs, nestes também incluídas reedições dos 78 RPM.
Vicente Celestino, que tocava violão e piano, foi o compositor inspirado de muitas das suas criações. Duas delas dariam o tema, mais tarde, para dois filmes de enorme público: O Ébrio (1946) e Coração Materno (1951). Neles Vicente foi dirigido por sua mulher Gilda Abreu (1904 - 1979), cantora, escritora, atriz e cineasta.
Celestino passaria incólume por todas as fases e modismos, mesmo quando, no final dos anos 50, fiel ao seu estilo, gravou "Conceição", "Creio em Ti" e "Se Todos Fossem Iguais a Você". Seu eterno arrebatamento, paixão e inigualável voz de tenor, fizeram com que o povo o elegesse como A Voz Orgulho do Brasil.
Nunca saiu do Brasil e manteve sua voz grave que era marca registrada independente do estilo musical que estava executando. Teve suas músicas regravadas por grandes nomes, como Caetano Veloso e Mutantes.

Sucessos

Urubu Subiu, autor desconhecido (c/Bahiano; 1917)
À Luz do Luar, de sua autoria (1928)
Ai, Ioiô (Linda Flor), Cândido Costa e Henrique Vogeler
Bem-Te-Vi, Melo Morais Filho e Emílio Pestana (1928)
Caiuby (Canção da Cabocla Bonita), Pedro de Sá Pereira (1923)
Coração Materno, de sua autoria (1937)
Dileta, Índio (1933)
Flor do Mal, Domingos Correia e Santos Coelho (1915)
Malandragem, Ari Barroso (1933)
Mia Gioconda, de sua autoria (1946)
Nênias, Índio (1929)
Noite Cheia de Estrelas, Índio (1932)
O Cigano, Gastão Barroso e Marcelo Tupinambá (1924)
O Ébrio, de sua autoria (1936)
Ontem ao Luar, Catulo da Paixão Cearense e Pedro de Alcântara (1918)
Ouvindo-Te, de sua autoria (c/Gilda de Abreu; 1935)
Patativa, de sua autoria (1937)
Porta Aberta, de sua autoria (1946)
Serenata, de sua autoria (1940)

"WILMA BENTIVEGNA"


Wilma Bentivegna (São Paulo, 17 de julho de 1929) é uma cantora,
apresentadora e atriz brasileira.
Começou sua carreira aos nove anos no programa "Clube do Papai Noel".
Foi a primeira cantora a se apresentar na extinta TV Tupi.
Sua especialidade eram versões de músicas estrangeiras de sucesso na época.
Tornou-se nacionalmente conhecida ao gravar Hino ao amor, em 1959.
Ganhou muitos prêmios, entre eles o de atriz revelação.
Participou de algumas telenovelas e do filme Custa Pouco a Felicidade,
de Geraldo Vietri (1952).
Atualmente afastada dos palcos, reside na cidade de Suzano, estado de São Paulo.
Teve como grande amor de Sua vida o Ator Cassiano Gabus Mendes, mas como era casado, suprimo por toda vida.

"SILVIO CALDAS"


Sílvio Antônio Narciso de Figueiredo Caldas (Rio de Janeiro, 23 de maio de 1908 — Atibaia, 3 de fevereiro de 1998) foi um cantor e compositor brasileiro.
Seu primeiro sucesso foi o samba de Ari Barroso intitulado Faceira (1931). Desde então, consagrou-se como um dos maiores cantores brasileiros. Chão de estrelas (1937), em parceria com Orestes Barbosa, foi um de seus maiores êxitos.
Dono de timbre inconfundível, que lhe valeu a fama de grande seresteiro, é conhecido também por alcunhas carinhosas, como Caboclinho querido,
A voz morena da cidade ou Titio.
Sílvio era um grande amigo do pai da cantora Maysa,
e foi ele que a ensinou a tocar violão.

Sucessos

As Pastorinhas, João de Barro e Noel Rosa (1938)
Acorda, Escola de Samba, Benedito Lacerda e Herivelto Martins (1935)
Boneca, Aldo Cabral e Benedito Lacerda (1934)
Chão de Estrelas, de sua autoria c/Orestes Barbosa (1937)
Como os Rios Que Correm pro Mar, Custódio Mesquita e Evaldo Ruy (1943)
Da Cor do Pecado, Bororó (1939)
Deusa da Minha Rua, Jorge Faraj e Newton Teixeira (1939)
Faceira, Ari Barroso (1931)
Florisbela, Frazão e Nássara (1939)
Inquietação, Ari Barroso (1934)
Lenço no Pescoço, Wilson Batista (1933)
Maria, Ari Barroso e Luiz Peixoto (1939)
Mimi, Uriel Lourival (1933)
Minha Casa, Joubert de Carvalho (1946)
Minha Palhoça, J. Cascata (1935)
Modinha, Jaime Ovalle e Manuel Bandeira (1943)
Morena Boca de Ouro, Ari Barroso (1940)
Mulher, Custódio Mesquita e Sadi Cabral (1940)
Na Aldeia, de sua autoria c/Caruzinho e De Chocolat (1933)
Na Baixa do Sapateiro, Ari Barroso (1939)
O Telefone do Amor, Benedito Lacerda e Jorge Faraj (1934)
Obrigado, Doutor, Nássara e Roberto Martins, c/acompanhamento da Orquestra Tabajara (1950)
Por Causa dessa Cabocla, Ari Barroso e Luiz Peixoto (1934)
Professora, Benedito Lacerda e Jorge Faraj (1938)
Quando Eu Penso na Bahia, Ari Barroso e Luiz Peixoto, duo c/Carmen Miranda (1938)
Segura Esta Mulher, Ari Barroso (1933)
Serenata, de sua autoria c/Orestes Barbosa (1934)
Três Lágrimas, Ari Barroso (1940)
Velho Realejo, Custódio Mesquita e Sadi Cabral (1940)

"ORLANDO SILVA"


Orlando Garcia da Silva (Rio de Janeiro, 3 de outubro de 1915 —
Rio de Janeiro, 7 de agosto de 1978) foi um dos mais importantes cantores brasileiros da primeira metade do século XX.
Orlando Silva nasceu na rua General Clarindo, hoje rua Augusta, no bairro do Engenho de Dentro. Seu pai, José Celestino da Silva, era violonista e participou com Pixinguinha de serenatas, peixadas e feijoadas. Orlando viveu por três anos neste ambiente, quando, então, seu pai faleceu vítima da gripe espanhola.
Teve uma infância normal, sempre gostando muito de violão. Na adolescência já era fã de Carlos Galhardo e Francisco Alves, este último um dos responsáveis por seu sucesso. Seu primeiro emprego foi de estafeta da Western, com o salário de 3,50 cruzeiros por dia. Foi então para o comércio e trabalhou como sapateiro, vendedor de tecidos e roupas e trocador de ônibus. Quando desempenhava as funções de office boy, ao saltar de um bonde para entregar uma encomenda, sofreu um acidente, tendo um de seus pés parcialmente amputado, ficando um ano inativo, problema sério, já que sustentava a família.

Foi Bororó, conforme o próprio relata no filme O cantor das multidões que o apresentou a Francisco Alves, que ouviu Orlando cantar no interior de seu carro, decidindo imediatamente lançá-lo em seu programa na rádio Cajuti. Nos seis ou sete anos seguintes, tornou-se um grande sucesso, considerado por muitos a mais bela voz do Brasil. Atraía os fãs de tal forma que o locutor Oduvaldo Cozzi passou a apresentá-lo como "o cantor das multidões",
conforme relata no filme com o mesmo nome.

Principais sucessos

A jardineira, Benedito Lacerda e Humberto Porto (1938)
A última estrofe, Cândido das Neves (1935)
Abre a janela, Arlindo Marques Júnior e Roberto Roberti (1937)
Alegria, Assis Valente e Durval Maia (1937)
Amigo leal, Aldo Cabral e Benedito Lacerda (1937)
Aos pés da cruz, Marino Pinto e Zé da Zilda (1942)
Atire a primeira pedra, Ataulfo Alves e Mário Lago (1944)
Brasa, Felisberto Martins e Lupicínio Rodrigues (1945)
Caprichos do destino, Claudionor Cruz e Pedro Caetano (1938)
Carinhoso, João de Barro e Pixinguinha (1937)
Cidade-mulher, Noel Rosa (1936)
Curare, Bororó (1940)
Errei, erramos, Ataulfo Alves (1938)
Eu chorarei amanhã, Ivo Santos e Raul Sampaio (1957)
Juramento falso, J. Cascata e Leonel Azevedo (1937)
Lábios que beijei, J. Cascata e Leonel Azevedo (1937)
Lero-lero, Benedito Lacerda e Eratóstenes Frazão (1942)
Mágoas de caboclo, J. Cascata e Leonel Azevedo (1936)
Mal-me-quer, Cristóvão de Alencar e Newton Teixeira (1939)
Meu consolo é você, Nássara e Roberto Martins (1938)
Meu romance, J. Cascata (1937)
Nada além, Custódio Mesquita e Mário Lago (1938)
Número um, Benedito Lacerda e Mário Lago (1939)
Pecadora, Agustín Lara, versão de Geber Moreira (1947)
Quero beijar-te ainda, Paulo Tapajós (1955)
Quero dizer-te adeus, Ary Barroso (1942)
Rosa, Otávio de Sousa e Pixinguinha (1937)
Sertaneja, René Bittencourt (1939)
Súplica, Déo, José Marcílio e Otávio Gabus Mendes (1940)

"SILVINHO"


Sílvio de Lima, mais conhecido como Silvinho (Petrópolis, 5 de dezembro de 1931)
é um cantor brasileiro.
Seu grande sucesso, Quem é?, vendeu milhões e milhões de cópias em todos os países do mundo. No currículo, gravou 50 LPs, 25 compactos e 50 CDs e tem participações como convidado dos principais programas de rádio e televisão do país.
Foi premiado com os mais importantes troféus da música brasileira, tais como:
Chico Viola, Roquette-Pinto e Buzina do Chacrinha .
Atualmente continua fazendo shows em sua cidade natal.

"ADÍLSON RAMOS"


Adilson Ramos de Ataíde (Rio de Janeiro, 7 de abril de 1945)
é um cantor e compositor brasileiro.
De estilo romântico, sempre apresentou boa vendagem de discos,
atuando em shows em todo o Brasil.
Iniciando sua carreira de cantor e compositor antes da Jovem Guarda,
inspirou-se no rock de Paul Anka e Neil Sedaka e nos brasileiros
Cauby Peixoto e Orlando Dias. Antes de seguir carreira solo,
fez parte do grupo Os Cometas.
Em 1963 compôs Sonhar contigo, em parceria com Armelindo Leandro, sucesso que o acompanha. Já foi gravado por Agnaldo Timóteo, Elymar Santos, Tânia Alves, Bienvenido Granda, Orquestra Namorados do Caribe etc.
Foi, também, trilha sonora do seriado Hilda Furacão, da TV Globo.
Em 1972, compôs Fale baixinho, versão de The Godfather, de Nino Rota,
que fez parte da trilha sonora do filme O poderoso chefão.
Em 1977 compôs o que considerou o disco da sua vida, com sucessos ainda atuais.
Em 1984 o LP Em nome do amor pôs 8 faixas entre as mais tocadas.
Em 1985, Só liguei porque te amo, versão de I just call to say I
love you de Stevie Wonder,foi outro sucesso.

Outras composições

Leda - com Gentil Barros;
Matinê;
Olga - com Armelindo Leandro;
Sheila - com Darcy Silva;
Silêncio - com Darcy Silva;
Solidão - com Paulo Ramos;

Discografia

A discografia de Adilson Ramos é longa e diversa, com 16 LPs,
mais de 20 CDs e 2 DVDs.
Seu primeiro disco, Olga, foi gravado em 1960.
Após fazer os primeiros sucessos na MPB, afastou-se em 1967, retornando em 1972 para, em 1977 gravar o disco que até hoje está no catálogo, com vários sucessos: Sonhar contigo, Sonhei com você, Duas flores, O relógio (versão de Nely B. Pinto da composição El reloj, de Roberto Cantoral), Tão somente uma vez (outra versão, de Solamente una viez), etc.
Em 1982, mudou-se para o Recife, onde reside até hoje.
Atualmente alterna sua atividade de cantor com a de industrial e comerciante.
Em 1994 o show Anos dourados registrou um público de 45.000 pessoas.
Em 1999, no Festival da Seresta, promovido pela Prefeitura do Recife, seu show foi visto por 52.000 pessoas.
Em 2002, no Festival de inverno de Garanhuns,
novamente arregimentou público de 52.000 pessoas.
Em 2006 o Festival da Seresta", 12ª edição, foi visto por 45.000 pessoas

Cidadão recifense

Adilson Ramos recebeu as condecorações de Cidadão Pernambucano
e Cidadão Recifense.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

"CASCATINHA E INHANA"


Cascatinha & Inhana foi uma dupla seresteira,formada por Francisco dos Santos (Araraquara,SP,20 de abril de 1919 - São José do Rio Preto,SP,14 de março de 1996)
e Ana Eufrosina da Silva (Araras, SP, 28 de março de 1923 - São Paulo, SP, 11 de junho de 1981). Marido e esposa, juntos formaram uma das principais duplas do Brasil. Suas mais famosas músicas foram Índia(1952) que os levou a um grande sucesso, Meu Primeiro Amor (também de 1952) e Colcha de Retalhos(1959).
Nascidos no interior de São Paulo, desde cedo a dupla apaixonou-se pela poesia da música sertaneja. Francisco dos Santos já tocava bateria e violão e se apresentava cantando modinhas, canções e valsas românticas. Quando da chegada do circo Nova Iorque no município de Araraquara, Francisco conheceu o cantor Chopp e resolveu formar dupla com ele, adotando então o nome artístico de Cascatinha, nome de famosa cerveja da época, para estar de acordo com o nome do parceiro. Por essa época, Ana Eufrosina se apresentava como solista em um conjunto formado por seus irmãos. A dupla Chopp e Cascatinha se apresentava em circos. Francisco e Ana se conheceram e casaram em 1941. Formou-se então o Trio Esmeralda, com Chopp, Cascatinha e Inhana, nome artístico adotado por Ana. O Trio Esmeralda viajou para o Rio de Janeiro obtendo relativo sucesso. Receberam prêmios nos programas César Ladeira na Rádio Mayrink Veiga, Manuel Barcelos e "Papel carbono", este de Renato Murce, ambos na Rádio Nacional. Em 1942 o Trio se desfez com a saída de Chopp. Cascatinha e Inhana ingressaram então no Circo Estrela D'Alva, com o qual fizeram excursão pelo interior dos estados do Rio e de São Paulo, para onde retornaram. Em São Paulo continuaram a atuar em diversos circos, tendo permanecido por cinco anos no Circo Imperial.

Em 1947 se apresentaram na Bauru Rádio Clube, que primeiro apresentou a nova dupla em rádios, nos programas "Luar do sertão" e "Cirquinho do Benjamim". Em 1948, passaram a atuar na Rádio América em São Paulo. Em 1950, foram contratados pela Rádio Record onde permaneceram atuando por doze anos. Em 1951, estrearam em disco pela Todamérica cantando a canção "La paloma", de Iradier e Pedro Almeida, e a toada brejeira "Fonteiriça", de José Fortuna, um dos compositores favoritos de Cascatinha. Em 1952, gravaram aqueles que seriam dois de seus maiores sucessos, assim como da própria MPB. Eram a canção "Meu primeiro amor" de H. Gimenez com versão de José Fortuna e Pinheirinho Jr., e a guarânia "Índia" de J. Flores e M. Guerrero, com versão de José Fortuna. A guarânia "Índia" vendeu 300 mil cópias em seu primeiro ano de lançamento e até a segunda metade dos anos 1990 vendeu mais de três milhões de discos. "Índia" mereceu ainda diversas gravações ao longo do tempo como as de Dilermano Reis ao violão, Carlos Lombardi, Trio Cristas e Valdir Calmon e sua orquestra. Em 1973 Gal Costa regravou "Índia", que deu nome a seu LP daquele ano e que obteve grande sucesso. Cascatinha e Inhana receberam em 1951 e 1953 o Prêmio Roquette Pinto. Em 1953, gravaram a toada "Mulher rendeira" tema folclórico com arranjo de João de Barro.

Em 1954, receberam a medalha de ouro da revista "Equipe" e ganharam o slogan de "Os sabiás do sertão", devido aos recursos vocais e às agradáveis nuances desenvolvidos pela dupla. Em 1953, continuando a trajetória de sucessos, lançaram as guarânias "Assunción", de José Fortuna e Federico Riera, e "Flor serrana", de Daniel Salinas e José Fortuna. A partir dessa época, seus nomes estiveram ligados à música paraguaia. Em 1955, estiveram no filme "Carnaval em lá maior", de Ademar Gonzaga, onde cantaram "Meu primeiro amor", outro grande sucesso. No mesmo ano gravaram o bolero "Queira-me muito", de G. Reig e Serafim Costa Almeida, e o rasqueado "Iracema", de Mário Zan e Nhô Pai. Outra gravação do mesmo ano e que fez muito sucesso foi a toada "Despertar do sertão", de Pádua Muniz e Elpídio dos Santos. Em 1956, lançaram mais um disco com versões de compositores paraguaios: a canção "Recordações de Ipacaraí", de D. Ortiz e Z. de Mirkim, com versão de Juraci Rago, e a guarânia "Noites do Paraguai", de S. Aguayo e P. J. Carles com versão de Nogueira Santos. Em 1957, lançaram entre outras, a valsa "Santa Cecília", de Ado Benatti e Carlos Piazolli, e a toada "Tropeiro gaúcho", de Cascatinha e Bolinha.

Em 1959, lançaram outro de seus maiores sucessos, a guarânia "Colcha de retalhos", de Raul Torres. No mesmo ano, Cascatinha foi promovido a diretor artístico da Todamérica, descobrindo vários talentos. Ainda em 1959, Cascatinha e Inhana gravaram "Rede de taboa", de Elpídeo dos Santos. Em 1960, gravaram os boleros "Quero-te", de Jolmagn, e "Mal pagadora", de L. Valdez Leal e José Fortuna. Em 1962, lançaram a canção rancheira "Coração incerto", de Nico Jimenez e J. Santana, e o rasqueado "Fui culpado", de Zacarias Mourão e Sebastião Vitto. Em 1963, lançaram a guarânia "Fujo de ti" de Waldick Soriano e Jorge Gonçalves, e o rasqueado "Felicidade", de Barrinha. Em 1967, lançaram LP com destaque para "Vinte e cinco anos", de Nonô Basílio, "O menino do circo", de Eli Camargo, "Flor do cafezal", de Carlos Paraná e "A estrela que surgiu", de Zacarias Mourão e Mário Albanesi. Em 1970, lançaram "Amor eterno", de Alfredo Borba e Edson Borges, "Se tu voltasses", de Cascatinha e Carijó, "Como que te quero", de Alberto Conde e Nilza Nunes, e "Castigo", de Marciano Marques de Oliveira. Em 1972, alcançaram sucesso com "Olhos tristonhos", de Dora Moreno. Em 1978, apresentaram no Teatro Alfredo Mesquita em São Paulo espetáculo no qual contavam sua trajetória artística. Ao longo da carreira apresentaram-se em diversos estados brasileiros, cantaram em circos, teatros e gravaram cerca de 30 discos. Em 1996, a Chantecler, dentro da série "Dose dupla", lançou o CD "Cascatinha e Inhana", com 23 composições gravadas pela dupla, entre as quais, "Índia", "Solidão", "Meu primeiro amor" e "Colcha de retalhos".

Por que o nome "Cascatinha e Inhana"?

Segundo Francisco dos Santos, o Cascatinha, em um programa do Viola Minha Viola, foi escolhido este nome para a dupla, pois seu apelido na juventude era justamente Cascatinha, e quanto à sua esposa Ana, "inhá" era uma forma de tratamento de respeito dado às mulheres, daí Inhana.
O apelido "Cascatinha" vem de quando Francisco morou na Fazenda Cascata, localizada no município de Garça-SP

Maiores sucessos (ordem cronológica)

1951 - La Paloma
1952 - Meu Primeiro Amor (Lejania)
1952 - Índia
1953 - Mulher Rendeira 1955 - Queira-me Muito
1955 - Iracema
1955 - Meu Primeiro Amor
1956 - Recordações de Ypacaraí
1958 - Frô do Ipê
1958 - Casinha Pequenina
1959 - Colcha de Retalhos
1965 - A Lua é Testemunha
1966 - Vai com Deus (Vaya con Dios)
1968 - Anahy
1968 - Mulher Fingida (La Mujer Ladina)
1970 - Louco Amor
1971 - Mal de Amor
1972 - O Menino e o Circo
1973 - Flor do Cafezal
1974 - Se Eu Partir
1975 - Cruz de Ouro
1976 - No Silêncio da Noite
1977 - Dois Corações
1977 - Não me censures
1977 - Um novo amanhã
1980 - Cigarra Vadia
1988 - Guarânia da Lua Nova

Discografia

* ([S/D]) Triste destino/Ingratidão • Continental
* (1998) Os sabiás do sertão • RGE
* (1996) Dose dupla • Chantecler
* (1995) Índia vol 1 • Revivendo
* (1995) Meu primeiro amor vol. 2 • Revivendo
* (1978) Cascatinha e Inhana. Casinha pequenina • RGE-Fermata
* (1972) Olhos tristonhos • Continental
* (1970) Dueto de amor • Chantecler
* (1967) Vinte e cinco anos • RCA CAMDEN
* (1962) Coração incerto/Fui culpado • Continental
* (1962) Não me abandones/Saudade amarga • Continental
* (1962) Só Deus sabe/Que bom seria • Continental
* (1962) Fujo de ti/Felicidade • Continental
* (1961) Sou inocente/Teu fracasso • Continental
* (1961) Colcha de cetim/Cantar não é pecado • Continental
* (1961) Eunice/Mato grossense • Continental
* (1960) Seu aniversário/Bombachudo • Todamérica
* (1960) Dona do meu coração/Rede de tabua • Todamérica
* (1960) Quero-te/Mau pagadora • Todamérica
* (1960) Noite de lua/Ave sem ninho • Todamérica
* (1959) Namorados/Sem ela • Todamérica
* (1959) Quero beijar-te as mãos/Casinha de carandá • Todamérica
* (1958) Exilado/Longe dos olhos • Todamérica
* (1958) Minha mágoa/A rosa e a formiga • Todamérica
* (1958) Triste caboclo/Guacira • Todamérica
* (1958) Minhas lágrimas/Lencinho de renda • Todamérica
* (1958) Colcha de retalhos/Nossa noite • Todamérica
* (1957) Triste destino/Ingratidão • Todamérica
* (1957) Santa Cecília/Tropeiro gaúcho • Todamérica
* (1956) Paraguayta/Ela • Continental
* (1956) Lar destruído/Retrato de mãe • Todamérica
* (1956) Recordações de Ipacaraí/Noites do Paraguai • Todamérica
* (1955) Queira-me muito/Iracema • Todamérica
* (1955) Desilusão/Despertar do sertão • Todamérica
* (1954) Guaraçaí/A sombra de outra • Todamérica
* (1954) Com DeuS/Deixa o pinho soluçar • Todamérica
* (1953) Assunción/Flor serrana • Todamérica
* (1953) Mulher rendeira/A saudade é demais • Todamérica
* (1953) Solidão/Recordando • Todamérica
* (1953) Terra de Anchieta/Caçador de esmeraldas • Todamérica
* (1952) Índia/Meu primeiro amor • Todamérica
* (1952) Brasil/Não te quero mais • Todamérica
* (1952) Ave Maria do sertão/Fiz prá você • Todamérica
* (1951) La paloma/Fronteiriça • Todamérica