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sábado, 24 de dezembro de 2011

"ZEZÉ GONZAGA"


Filha e neta de músicos, sua mãe chamava-se Oraide e era flautista.
O pai, Rodolpho, era "luthier", tendo inclusive construído um instrumento para Luperce Miranda. Começou a cantar aos 13 anos, quando se mudou para a cidade vizinha de Além-Paraíba e passou a apresentar-se no Rex Clube. Recebeu incentivo da família, que apoiava que seguisse a carreira de cantora lírica. Começou a estudar canto com a professora Graziela de Salerno, que gostava muito de seu registro de soprano ligeiro, e além de canto, estudou piano e leitura musical. Fez seus estudos escolares na cidade vizinha de Porto Novo, com bolsa de estudos, compensada por pequenos serviços realizados por seu pai, já que sua família vivia com dificuldade. Foi em Porto Novo que fez sua primeira apresentação, cantando a valsa "Neusa", de Antônio Caldas (pai do cantor Sílvio Caldas), grande sucesso de Orlando Silva.




Iniciou sua carreira como caloura no programa de Ary Barroso, em 1942. Na ocasião, recebeu a nota máxima ao interpretar "Sempre no meu coração". Logo em seguida, recebeu convite para se apresentar no programa radiofônico "Escada do Jacó", do popular radialista Zé Bacurau. Depois de curta temporada no Rio de Janeiro, retornou a Porto Novo para continuar seus estudos. Nessa época, costumava fazer pequenas apresentações num clube de jazz, o que lhe causou problemas na escola, pois além da discriminação racial, enfrentava a discriminação por ser artista. Mudou-se definitivamente para o Rio de Janeiro em 1945. Nesse ano, conquistou o primeiro lugar no programa "Pescando estrelas", da Rádio Clube do Brasil, apresentado por Arnaldo Amaral. Isso lhe valeu um contrato de 800 mil-réis com a emissora, que duraria até 1948. Nessa época, formou com a cantora Odaléa Sodré (filha de Heitor Catumbi) uma dupla chamada "As Moreninhas do Ritmo". Com a parceira, cantou no conjunto do pianista Laerte, na Rádio Jornal do Brasil. Em 1948, assinou contrato com a Rádio Nacional do Rio. Foi levada para lá a partir de um contato do cantor Nuno Roland, que marcou uma reunião com ela a pedido do diretor geral da rádio, Victor Costa. Na ocasião, Victor Costa lhe ofereceu um salário bem mais alto e a cantora, dias depois, já integrava o "cast" da Nacional, tendo como "padrinhos musicais" o próprio Victor Costa, ao lado do cantor Paulo Tapajós. No ano seguinte, gravou seu primeiro disco, pela Star, com os sambas-canção "Inverno", de Clímaco César e "Desci", de Alcyr Pires Vermelho e Cláudio Luiz. Fois por essa época que Paulo Gracindo começou a chamá-la de "minha namorada musical", em seu programa na Rádio Nacional, nos anos 1940, devido a sua técnica e afinação impecável. Depois, integrou vários conjuntos vocais (de diversas formações), alguns dos quais são: "As Moreninhas", "Cantores do céu" e "Vocalistas modernos". Além disso, participou do coro de inúmeras gravações na Rádio Nacional. Em 1951, gravou pela Sinter o samba-canção "Foi você", de Paulo César e Ênio Santos, e o bolero "Canção de Dalila", de Victor Young, com versão de Clímaco César com o qual fez bastante sucesso. Nesta etiqueta gravou outros discos solo e também com o grupo "As Moreninhas". Em 1952, gravou os sambas "Não quero lembrar", de Sávio Barcelos, Ailce Chaves e Paulo Marques e "Quero esquecer", de Brasinha, Salvador Miceli e Mário Blanco, a valsa "Festa de aniversário", de Joubert de Carvalho e a marcha "Um sonho que eu sonhei", de Alcyr Pires Vermelho e Sá Róris. Em 1953, gravou o baião "É sempre o papai", de Miguel Gustavo e a valsa "Festa de aniversário", de Joubert de Carvalho. No ano seguinte, gravou o bolero "Meu sonho", de Pedroca e Alberto Ribeiro e o "Baião manhoso", de Manoel Macedo e Marcos Valentim. Ainda em 1954, foi contratado pela Columbia e gravou o fox "Canário triste", de V. Floriano com versão de Juvenal Fernandes e o samba canção "Razão de tudo", de Umberto Silva e Nilton Neves. Em 1955, gravou os sambas canção "Sedução", de Carlito e Nazareno de Brito e "Óculos escuros", de Valzinho e Orestes Barbosa, seu maior sucesso. Em 1956, gravou a toada "Moreno que desejo", de Bruno Marnet e a valsa "Natal das crianças", de Blecaute. No mesmo ano, gravou seu primeiro LP, "Zezé Gonzaga", que foi considerado o melhor disco do ano e trazia entre suas faixas "Ai ioiô (Linda Flor)", de Henrique Vogeler e Luiz Peixoto, que passou a ser considerada uma de suas grandes interpretações, além de "Nunca jamais", de Lalo Ferreira, numa versão de Marques Porto. Em 1957, gravou os boleros "Não sonhe comigo", de Fernando César, "Tédio", de Fernando César e Nazareno de Brito e "Vivo a cantar", de Cícero Nunes e Bruno Marnet. No ano seguinte, gravou o samba jongo "Cafuné", de Dênis Brean e Gilberto Martins e o samba canção "Saia do caminho", de Custódio Mesquita e Evaldo Rui. Em 1959, gravou duas músicas da parceria Tom Jobim e Vinícius de Moraes: o samba "A felicidade" e o fox "Eu sei que vou te amar". Em 1961, passou a gravar na Continental e registrou "A montanha", de Agueró e Moreu, com versão de Fernando César e o samba "Que culpa tenho eu?", de Armando Nunes e Othon Russo. No mesmo ano, gravou o bolero "Há sempre alguém", de Luiz Mergulhão e Umberto Silva e o samba "Um beijo, nada mais", de Almeida Rego e Índio. Em 1962, gravou a balada "Rosa de maio", de Custódio Mesquita e Evaldo Rui, o rasqueado "Decisão cruel", de Palmeira e o samba "Neném", de Tito Madi. Considerada uma das mais belas vozes do cast da Rádio Nacional, era com freqüência escalada para participar dos grandes musicais noturnos da emissora, dos quais eram responsáveis os grandes maestros como Radamés Gnattali, Léo Peracchi e outros. Gravou vários discos infantis pela fábrica "Carrossel", com produção de Paulo Tapajós, e na Continental, quando se juntou aos Trios Madrigal e Melodia, para cantar e contar historinhas para crianças. Na década de 1960, associou-se com o maestro Cipó e Jorge Abicalil em uma agência de jingles, vinhetas e trilhas para rádio, TV e cinema (a Tape Produções Musicais Ltda.), onde trabalhava como cantora e compositora. Em parceria com o escritor, produtor e apresentador de rádio Luiz Carlos Saroldi, compôs o tema de abertura do Projeto Minerva, apresentado pela Rádio MEC. Em 1967, gravou o LP "Canção do amor distante" pelo selo Fontana com destaque para "Sorri", de Elton Medeiros e Zé Kéti, "Faça-me o favor", de Fernando César e Britinho, "Não fique triste não", de Jorge Ben e "Veja lá", de Luiz Fernando Freire e Baden Powell. Em 1979, gravou com o Quinteto de Radamés Gnattali um disco em homenagem a Valzinho, que também participou do disco só de composições suas, com produção de Hermínio Bello de Carvalho. O disco "Valzinho - Um doce veneno" teve, além da edição brasileira, uma tiragem destinada ao mercado estrangeiro. Fez algumas apresentações nos anos 1980 com o grupo Cantoras do Rádio, ao lado de Nora Ney, Rosita Gonzales, Violeta Cavalcanti e Ellen de Lima, que lhe renderam dois CDs. Em 1999 gravou o disco "Clássicas" ao lado da cantora Jane Duboc, que também rendeu show encenado no Rio, São Paulo e outras praças brasileiras. O disco trazia entre outras, "Linda flor", de Henrique Vogeler, Marques Porto e Luiz Peixoto, "Olha", de Roberto Carlos e Erasmo Carlos e "Cidade do interior", de Mário Rossi e Marino Pinto, entre outras, No mesmo período, também participou do espetáculo "Lupicínio Rodrigues", ao lado de Áurea Martins, montado em várias casas noturnas do Rio e de São Paulo. Em 2000, participou do Projeto "MPB: A História de Um Século", estrelando o primeiro da série de quatro shows no CCBB, "Do choro ao samba", ao lado de Paulo Sérgio Santos e Maria Tereza Madeira, com roteiro e direção de Ricardo Cravo Albin. Em 2001, apresentou show no Paço Imperial no rio dem Janeiro. Em 2002, gravou pelo selo Biscoito Fino o CD "Sou apenas uma senhora que canta", dedicado à parceira de profissão Elizeth Cardoso, no qual interpretou, entre outras, "Meu consolo é você", de Roberto Martins e Nássara, "Vida de artista", de Sueli Costa e Abel Silva, "Pra machucar meu coração", de Ary Barroso, "Chão de estrelas", de Sílvio Caldas e Orestes Barbosa e "Por que te escondes?", letra inédita do poeta Thiago de Mello para um choro de Pixinguinha. Em 2008 saiu pela gravadora Biscoito Fino o Cd "Zezé Gonzaga Entre Cordas", produzido por Hermínio Bello de Carvalho, com gravações nunca editadas em disco retiradas de programas de TV e de áudios inéditos de shows, acompanhada de nomes importantes como Baden Powell e Raphael Rabello.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

"LÚCIO ALVES"


Lúcio Ciribelli Alves (Cataguases, 28 de janeiro de 1927 — Rio de Janeiro, 3 de agosto de 1993) foi um cantor e compositor brasileiro.
Começou a tocar violão na infância. Criou nos anos 1940, o grupo musical Namorados da Lua, ele era o cantor, violonista e arranjador; o grupo fez sucesso e se desfez em 1947. Compôs com Haroldo Barbosa a canção De conversa em conversa e Baião de Copacabana.
No início da década de 1950 se tornou um dos cantores mais populares do rádio.
Gravou com Dick Farney - Teresa da praia (Tom Jobim/Billy Blanco), Sábado em Copacabana (Dorival Caymmi/Carlos Guinle), Valsa de uma cidade (Ismael Neto/Antônio Maria), Xodó (Jair Amorim/J M de Abreu).
Lançou o disco Lúcio Alves interpreta Dolores Duran - 1960 - homenageando a cantora que morreu em 1959.
Os discos A bossa é nossa e Balançamba, destacam-se as suas interpretações para Dindi (Tom Jobim/Aloysio de Oliveira), Samba da minha terra de Dorival Caymmi, Ah, se eu pudesse e O barquinho (Roberto Menescal/Ronaldo Bôscoli). Dóris e Lúcio no Projeto Pixinguinha - com Dóris Monteiro - gravadora EMI Odeon Brasil - 1978.
Romântico/A arte do espetáculo - ao vivo - gravado ao vivo no restaurante-bar Inverno & Verão - São Paulo - agosto de 1986. Foi a última gravação de Lúcio Alves.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

"AURORA MIRANDA"


Aurora Miranda da Cunha (Rio de Janeiro, 20 de abril de 1915 — Rio de Janeiro, 22 de dezembro de 2005) foi uma atriz e cantora brasileira.
Estreou na Rádio Mayrink Veiga em 1932, transferindo-se logo para a Philips.
Em 1933, em seu primeiro disco, ela gravou Cai, Cai, Balão,
cantada em dupla com Francisco Alves.
Além de fazer dupla com a irmã mais famosa Carmen Miranda, Aurora também teve sucesso como cantora na década de 1930. Gravou Cidade Maravilhosa, hino oficial da cidade do Rio de Janeiro, em dupla com o compositor André Filho, em 1934.
As duas irmãs imortalizaram a canção Cantoras do Rádio (João de Barro,
Lamartine Babo e Alberto Ribeiro), no filme Alô, Alô Carnaval.
Aurora e Carmen trabalharam no cassino da Urca e moraram juntas nos
Estados Unidos da América.
No desenho animado Você Já Foi à Bahia?, de 1944, Aurora "atuou" com o Pato Donald e seus amigos, Zé Carioca e Panchito, graças a uma montagem que misturou filme e desenho animado.
Aurora trabalhou nos filmes Banana-da-terra (1939), Alô, Alô, Carnaval (1936), Estudantes (1935) e Alô, Alô Brasil (1935).
Em 1940, se casou com Gabriel Richaid e foi morar nos Estados Unidos.
Voltou para o Brasil em 1952 e, quatro anos depois, regravou um LP com oito antigos sucessos, encerrando sua carreira de mais de 80 discos de 78 rotações.
Aurora Miranda ainda voltou ao cinema em 1989, no filme Dias Melhores Virão.
Aurora Miranda , Faleceu as 15h no dia 22 de Dezembro de 2005 no Leblon foi enterrada no cemitério São João Batista,.

Sucessos



Acarajé... Ô, Ademar Santana e Leo Cardoso (com Carlos Galhardo) (1939)
Batatas Fritas, Augusto Garcez e Ciro de Sousa (1940)
Bibelô, André Filho (1934)
Cai, Cai, Balão, Assis Valente (com Francisco Alves) (1933)
Cantores do Rádio, Alberto Ribeiro, João de Barro e Lamartine Babo (c/Carmen Miranda) (1936)
Cidade Maravilhosa, André Filho (1934)
Deixa a Baiana Sambar, Portelo Juno e Valdemar Pujol (1937)
Dia Sim, Dia Não, Alberto Ribeiro (1938)
Fiz Castelos de Amores, Gadé e Valfrido Silva (1935)
Moreno Cor de Bronze, Claudionor Cruz (1934)
Onde Está o Dinheiro?, Francisco Mattoso, José Maria de Abreu e Paulo Barbosa (1937)
Risque, Ary Barroso (1952)
Roubaram Meu Mulato, Claudionor Cruz (1939)
Se a Lua Contasse, Custódio Mesquita (1933)
Sem Você, Sílvio Caldas e Orestes Barbosa (1934)
Teus Olhos, Ataulfo Alves e Roberto Martins (1939)
Trenzinho do Amor, Alberto Ribeiro e João de Barro (1937)
Vai Acabar, Nelson Petersen (1938)
Vem pro Barracão, Nelson Petersen e Oliveira Freitas (1938)
Você Só Mente, Hélio e Noel Rosa (com Francisco Alves) (1933)

domingo, 13 de fevereiro de 2011

"BANDO DE TANGARÁS"


Bando de Tangarás foi um conjunto vocal e instrumental organizado no Rio de Janeiro em 1929. Seus integrantes eram Almirante (pandeiro e vocal), Braguinha (violão e vocal), Henrique Brito (violão), Noel Rosa (violão) e Alvinho (violão e vocal).
Inspirados nos conjuntos regionais de enorme sucesso na época como Os Turunas Pernambucanos e Os Turunas da Mauricéia, em 1928, os alunos do Colégio Batista, na Tijuca, Rio de Janeiro, entre eles Braguinha, Alvinho e Henrique Brito, formaram o conjunto amador intitulado Flor do Tempo, que, apesar de carioca, divulgaria igualmente cocos e emboladas. Mais tarde, o cantor Almirante ingressa no grupo. Faziam pequenas apresentações em espetáculos amadoristas, festivais beneficentes e festas familiares, principalmente na residência do empresário Eduardo Dale, diretor da Casa Pratt (máquinas registradoras importadas), onde surgiu o nome do grupo.
A convite do governador do Espírito Santo, o conjunto
chegou a apresentar-se em Vitória.

Convidados a gravar um disco na Odeon, no ano seguinte admitem então um outro bom violonista de Vila Isabel, Noel Rosa, o mais jovem, e formam um novo conjunto, o Bando de Tangarás. O nome foi inspirado na lenda dos tangarás, pássaros “cantadores” e “dançarinos” que, sempre em grupo de cinco, quatro formando roda e o quinto no centro (personificado no conjunto por Almirante), saltitando, cantam e dançam alegremente. Gravam então seu primeiro disco na Parlophon (subsidiária da Odeon)
com o samba Mulher exigente, de Almirante.
Braguinha sugeriu certa feita, que cada um dos integrantes adote um pseudônimo com nome de pássaro. Braguinha passa a ser então João de Barro, nome com o qual é conhecido até hoje. Braguinha ficou sozinho pois a mudança de nome não
foi adotada pelos outros tangarás.
Em 1930, o grupo admitiu novos instrumentistas, os violonistas Manoel de Lino e Sérgio Brito e os ritmistas Abelardo Braga e Daniel Simões.
Ainda em 1930, cantando quatro músicas, participaram do filme
Coisas Nossas, de Wallace Downey.
O grupo se dissolveu em 1933 e seus integrantes prosseguiram carreiras individuais.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

"HEBE CAMARGO"


Hebe Maria Monteiro de Camargo Ravagnani (Taubaté, 8 de março de 1929)
é uma consagrada apresentadora de televisão, atriz e cantora brasileira.
Ravagnani é seu sobrenome de casada.
Nascida em Taubaté, filha de Ester e Sigesfredo Monteiro de Camargo (apelidao de Fego), Hebe teve uma infância humilde. Na década de 1940, formou, com sua irmã Stella Camargo Reis, a dupla caipira "Rosalinda e Florisbela". Seguiu na carreira de cantora com apresentações de sambas e boleros em boates, quando abandonou a carreira musical para se dedicar mais ao rádio e à televisão.
Ela estava no grupo que foi ao porto da cidade de Santos buscar os equipamentos de televisão para a formação da primeira rede brasileira, a Rede Tupi. Foi convidada por Assis Chateaubriand para participar da primeira transmissão ao vivo da televisão brasileira, no bairro do Sumaré, na cidade de São Paulo, em 1950.
No primeiro dia de transmissões da Rede Tupi, Hebe Camargo deveria cantar logo no início das transmissões o "Hino da Televisão", mas alegou estar doente e
faltou ao evento, sendo substituída por Lolita Rodrigues.
Durante muito tempo as duas, que são amigas desde aquela época, não admitiram se Hebe deixou de cantar o Hino porque estava doente ou se foi por causa de um encontro amoroso. No programa "Irritando Fernanda Young", exibido no dia 30 de dezembro de 2002 pelo canal pago GNT ela revelou ter ido acompanhar seu namorado na época numa cerimônia, onde ele seria promovido, no Teatro Cultura Artística.
O programa Rancho Alegre (1950) foi um dos primeiros programas em que Hebe participou na TV Tupi, Canal 3, de São Paulo: Hebe fez um dueto com o cantor Ivon Curi, sentada em um balanço de parquinho infantil. Estas imagens estão gravadas em filme e são consideradas relíquias da televisão brasileira, uma vez que o videotape ainda não existia e na época não se guardava a programação em acervos,
como atualmente.
A estreia na TV ocorreu, em 1955, no primeiro programa feminino da TV brasileira, O Mundo é das Mulheres, onde chegou a apresentar cinco programas por semana.
Em 10 de abril de 1966, vai ao ar, pela primeira vez, o programa dominical de Hebe Camargo, pela TV Record (Canal 7 de São Paulo, atual Rede Record); o programa a consagra como entrevistadora e ela se torna líder absoluta de audiência, acompanhada do músico Caçulinha e seu Regional.
Durante a Jovem Guarda, Hebe deu espaço a novos talentos, como Roberto Carlos, Martinha, Wanderléa e Ronnie Von, a quem apelidou de Príncipe.
Logo depois, a apresentadora Cidinha Campos veio ajudá-la nas entrevistas. Hebe também arranjava tempo para o seu programa diário na Jovem Pan - Rádio Panamericana.
Hebe passou por quase todas as emissoras de TV do Brasil, entre elas a Record e a Bandeirantes, nas décadas de 1970 e 1980.
Desde 1986 Hebe está no SBT, onde já apresentou três programas: Hebe, que ainda está no ar, Hebe por Elas e Fora do Ar, além de participar do Teleton e em especiais humorísticos, como um quadro do espetáculo da entrega do Troféu Roquette Pinto, Romeu e Julieta, em que contracenou com Ronald Golias e Nair Bello, já falecidos, artistas que foram grandes amigos da apresentadora.
O programa Hebe, no ar desde o dia 4 de março de 1986, atualmente nas noites de segunda-feira, e durante algum tempo nas noites de terça-feira e sábados, a apresentadora recebe convidados para pequenos debates e apresentações musicais: todos se sentam em um confortável sofá,
que é quase uma instituição da televisão brasileira.
Atrações internacionais como Julio Iglesias, Enrique Iglesias, Laura Pausini, Thalia, Gloria Stefan, Shakira, Sarah Brightman, entre outros,
são convidados recorrentes no programa.
Em 1995, a gravadora EMI lançou um CD com os maiores sucessos de Hebe.




Em 1999 voltou a lançar um CD. Em 22 de abril de 2006 comemorou o 1.000º
programa pelo SBT.
Atualmente, o programa Hebe é exibido todas as segundas-feiras, às 21:00.
Além da carreira de apresentadora e cantora, Hebe atuou em alguns filmes e foi convidada especial de telenovelas, programas humorísticos e entrevistas em telejornais.

Doença

No dia 8 de janeiro de 2010, Hebe foi internada no hospital Albert Einstein, em São Paulo.Informações preliminares adiantavam que ela passaria por uma cirurgia para a retirada de um tumor no estômago. Um boletim emitido posteriormente pelo hospital divulgou que Hebe foi submetida a uma laparoscopia diagnóstica, que encontrou nódulos no peritônio.O resultado da análise confirmou a existência de um tumor primário na região.

Filho e casamento

É viúva do empresário Lélio Ravagnani. Tem um filho com ele chamado Marcello, que também é empresário. Em uma entrevista a revista Veja, declarou que aos 18 anos, na sua primeira vez, engravidou do seu namorado, o empresário Luíz Ramos. Como ele a traía constantemente e por ser vergonhoso para os pais terem uma filha mãe solteira, ela, sem contar a ninguém, decidiu fazer um aborto, que foi sem anestesia e a fez sofrer muito, por semanas. Diz que não se arrepende e fez isso na hora certa. Não poderia ter um filho naquela época, afirmou.

DVD Ao Vivo (2010)

Aos 81 anos, "Hebe Camargo" se prepara para gravar seu primeiro DVD ao vivo. Em dois shows, um em São Paulo, no Credicard Hall (em 27 de outubro de 2010) e outro no Rio de Janeiro, no Citibank Hall (em 24 de novembro de 2010), a loira irá dividir o palco com personalidades da música brasileira. Fábio Jr., Daniel, Leonardo, Maria Rita, Paula Fernandes, Chitãozinho e Xororó e Bruno e Marrone estarão ao lado da diva brasileira em momento marcante de sua carreira. "O show está bem variado. Penso que nem preciso ir, vou ficar só assistindo…", diz. "Meu maior medo é ninguém aparecer", contou ela em encontro com a imprensa em São Paulo, nesta terça-feira (21). "Jamais dei uma coletiva. Estou assustada", revelou.
No CD, que chega às lojas na primeira semana de outubro de 2010, "Hebe" ainda divide canções com grandes personalidades da música, como Roberto Carlos. "Eu gravei minha parte em São Paulo e os meus convidados no Rio de Janeiro", contou ela, relembrando que nomes como Daniel Boaventura e Ivan Lins também estão no projeto.
No paSsado, a rainha da televisão precisou escolher entre seguir a carreira de apresentadora ou a música. "Fiz dois discos antes desse, mas não foram muito bons. Acho que é porque a apresentadora estava cobrindo a cantora."
Questionada de onde tira tanta energia para seguir em turnê (que deve começar em março de 2011), ela é rápida: "a alegria de ter uma recuperação rápida (Hebe passou por um câncer no início do ano) me deu essa energia… Além disso, me alimento bem e durmo que nem uma bonequinha. Costumo brincar que sou uma artista", explicou ela que, depois de se apresentar em São Paulo e Rio para a gravação do DVD ao vivo segue para outras capitais brasileiros. "Com certeza faremos Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador… Serão 12 shows, um por mês. Se der, eu faço mais."

Trabalhos Televisão

1986 a 2010 - Hebe - SBT
2010 - Fantástico - Globo
2010 - SBT - Brasil - SBT
2009 - Elas Cantam Roberto - Globo
2007 - Amigas e Rivais - SBT
2005 - Fora do Ar - SBT
2003 - Romeu e Julieta Versão 3 - SBT
2001 - SBT Palace Hotel - SBT
2000 - TV Ano 50 - Globo
1995 - Escolinha do Golias - SBT
1990 - Romeu e Julieta Versão 2 - SBT
1980 - Cavalo Amarelo - Band
1978 - O Profeta - TV Tupi
1970 - As Pupilas do Senhor Reitor - TV Record
1968 - Romeu e Julieta Versão 1 - TV Record
1950 - Primeira Apresentação Musical da TV Brasileira - TV Tupi

Cinema

2009 - Xuxa e o Mistério de Feiurinha
2005 - Coisa de Mulher
2000 - Dinossauro (dublagem da personagem Baylene em português)
1960 - Zé do Periquito
1951 - Liana, a Pecadora
1949 - Quase no Céu

Na Música

Hebe e Vocês (1959)
Festa de Ritmos (1961)
Hebe Camargo (1966)
Maiores Sucessos (1995)
Pra Você (1998)
Como É Grande o Meu Amor Por Vocês (2001)
As Mais Gostosas Da Hebe (2007)
Hebe Mulher (2010)

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

"CLÁUDIA BARROSO"


Cláudia Barroso é cantora e compositora brasileira.
Iniciou carreira no disco no final dos anos 50, gravou “Nenhum de vocês” e “Dio, come ti amo!”, sem muito sucesso. No início dos anos 70 ficou nacionalmente conhecida como jurada do programa Silvio Santos, ainda na TV Globo.
Nessa época teve um romance com o cantor Waldick Soriano.
Quando voltou a gravar fez incrível sucesso, com seu temperamento forte e sem meias palavras; seus grandes sucessos são “Ah se eu fosse você”,
“Quem mandou você errar”, “Por Deus eu juro”, “A vida é mesmo assim”,
“Mentiroso” , “O gavião”, entre outros. No ano 2000 gravou um cd ao vivo.
Segundo palavras da Própria Claudia, não houve romance com Waldick Soriano, apenas os trabalhos eram semelhantes, trabalharam juntos, gravaram juntos e eram amigos até a morte do mesmo. Recentemente cantou em Corumbá no Mato Grosso num show que encantou toda a cidade. Todas as fotos dela no momento e quase todas da sua vida podem ser vistas no álbum em seu perfil do ORKUT.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

"QUATRO ASES E UM CORINGA"


Os Quatro Ases e Um Curinga foram um conjunto vocal e instrumental brasileiro, formado no Rio de Janeiro. Ao lado dos Anjos do Inferno, foram o conjunto de maior sucesso na dita "era de ouro" do rádio brasileiro, principalmente nos anos 1940.
No começo, todos os seus integrantes eram de Fortaleza, Ceará: Evenor Pontes de Medeiros (1915 – 25 de novembro de 2002), violonista e compositor; José Pontes de Medeiros (1921 – 29 de novembro de 2005), violonista e cantor; Permínio Pontes de Medeiros (*1919), gaitista e cantor; André Batista Vieira (*1920), o Curinga, pandeirista, cantor e compositor; e Esdras Falcão Guimarães, o Pijuca (*1921).
André Batista foi substituído por Jorge José da Silva, o Jorginho do Pandeiro
(depois integrante do Época de Ouro). Este posteriormente foi
substituído por Nilo Falcão e Miltinho (ex-Anjo do Inferno).
Em 1939, os irmãos Pontes de Medeiros, que estudavam no Rio de Janeiro, decidiram formar um quarteto vocal e instrumental juntamente com o amigo André Vieira, chamado de Melé. Depois de se formar em Química, dois anos depois, Evenor e os outros três viajam para Fortaleza, onde se apresentam no Ceará Rádio Clube com o nome de Bando Cearense. Foi então que se juntou a eles o violonista Esdras Guimarães, o Pijuca. Por sugestão de Demócrito Rocha, eles adotaram o nome de Quatro Ases e Um Melé. De volta ao Rio, entraram em contato com César Ladeira, diretor da Rádio Mayrink Veiga, que, satisfeito com a performance do quinteto, contratou-o para o horário nobre de sua emissora. Por sugestão de Ladeira, o grupo mudou o nome para Quatro Ases e Um Curinga, uma vez que melé era um termo desconhecido no Rio de Janeiro.
Por intervenção de João Dummar, diretor artístico do Ceará Rádio Clube, em 1941, o grupo foi contratado por Teófilo Duarte, então diretor da Rádio Tupi, onde também se apresentavam os Anjos do Inferno. No mesmo ano, realizaram, na Odeon, sua primeira gravação em disco, acompanhando Dircinha Batista nos sambas Ela disse que dá (Assis Valente) e Costela de cera (Linda Batista). O primeiro disco solo do grupo veio em novembro, também pela Odeon, com a marcha Os dois errados (Álvaro Nunes, Estanislau Silva e Nelson Trigueiro) e o samba Dora, meu amor (Curinga e Constantino Silva). Em 1942, obtiveram o primeiro grande sucesso com a marcha Viva quem tem bigode (David Nasser e Rubens Soares) e foram contratados para atuarem no Cassino Copacabana, onde trabalharam por quatro anos, até ser decretado o fechamento dos cassinos, durante o governo de Eurico Gaspar Dutra. No mesmo ano, participaram do filme Astros em desfile, de José Carlos Burle.
Em 1944, o grupo foi contratado por Victor Costa para apresentarem um programa na Rádio Nacional. Lá, o conjunto teve que assumir diversas novas facetas, passando a dramatizar e a contar histórias ao lado de atores. Participaram do emblemático programa Um milhão de melodias, apresentado por Paulo Gracindo e dirigido pelo maestro Radamés Gnattali.
O grupo marcou a história da Música Popular Brasileira em 1946, ao lançar o Baião (Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga), gênero musical nordestino então desconhecido no resto do país, que se tornou uma coqueluche nacional e incentivou o interesse do público pela música nordestina, até então pouco divulgada.
Em 1950, eles passaram a gravar pela RCA Victor. Dois anos depois, André Vieira, o Curinga, se desligou do grupo, que continuou atuando sem ele até conseguirem um substituto. Depois disso, sucederam-se três Curingas: Jorginho do Pandeiro, Nilo Falcão e, por último, Miltinho. Nessa época, a carreira do grupo começou a declinar.
Em 1953, por desentendimentos com Victor Costa, o conjunto teve seu contrato com a Rádio Nacional cancelado. Eles então voltaram a atuar na Rádio Mayrink Veiga. Em 1955, eles passaram a gravar pela Mocambo e, no ano seguinte, pela Todamérica. Em 1960, gravaram um último disco pela Odeon, já em fim de carreira. Pouco depois, ainda lançaram dois últimos discos, sem maiores repercussões, pelo pequeno selo Marajoara, no qual gravaram o primeiro disco da série então lançada por aquela gravadora, com a marcha No tempo de Carlito (Victor Simon e Haroldo Lobo) e o samba Ela (Haroldo Lobo e David Raw). A última gravação do grupo foi o samba Turma da praia, de Haroldo Lobo e Peterpan, em disco que trazia no lado B o cantor Nilton Paz cantando uma marcha.
Em cerca de vinte anos de carreira, o grupo gravou 100 discos em 78 rpm, sendo 65 na Odeon, 33 na RCA Victor e dois na Marajoara, e participaram de seis filmes.

Sucessos

Baião, Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga (1946)
Boneca de pano, Assis Valente (1950)
Cabelos brancos, Herivelto Martins e Marino Pinto (1949)
Chega, chega, chegadinho, Lauro Maia (1948)
Cigana feiticeira, Benedito Lacerda e Haroldo Lobo (1947)
Derramaro o gai, Luiz Gonzaga e Zé Dantas (1950)
Dezessete e setecentos, Luiz Gonzaga e Miguel Lima (1947)
É com esse que eu vou, Pedro Caetano (1947)
Eu vi um leão, Lauro Maia (1942)
Eu vou até de manhã, Lauro Maia (1945)
Mangaratiba, Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga (1949)
Marcha do caracol, Afonso Teixeira e Peterpan (1950)
No Ceará é assim, Carlos Barroso (1942)
O periquito da madame, Afonso Teixeira, Carvalhinho e Nestor de Holanda (1946)
Onde estão os tamborins?, Pedro Caetano (1947)
Pescador, Haroldo Lobo e Milton de Oliveira (1952)
Sá Mariquinha, Evenor Pontes e Luiz Assunção (1947)
Sambolândia, Pedro Caetano (1947)
Siridó, Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga (1948)
Terra seca, Ary Barroso (1943)
Trem de ferro, Lauro Maia (1943)
Viva quem tem bigode, David Nasser e Rubens Soares (1942)
Vozes da seca, Luiz Gonzaga e Zé Dantas (1953)

Filmografia

Está com Tudo (1952)
Aviso aos Navegantes (1950)
Esta é Fina (1948)
Segura Esta Mulher (1946)
Tristezas Não Pagam Dívidas (1943)
Astros em Desfile (1942)

domingo, 31 de outubro de 2010

"CLAUDETE SOARES"


Claudette Colbert Soares 31/10/1937 Rio de Janeiro, RJ
Começou sua carreira no programa "A raia miúda", de Renato Murce, na Rádio Nacional, apresentado diretamente do Teatro João Caetano (RJ). Em seguida, passou a se apresentar no "Programa do guri", de Silveira Lima, na Rádio Mauá. Dois anos depois, apresentou-se no programa "Papel carbono", de Renato Murce. De lá foi para a Rádio Tupi e, participando do programa "Salve o baião", conheceu Luiz Gonzaga que a apelidou de "Princesinha do Baião".
No final dos anos 1950, foi convidada por Sylvinha Telles para substituí-la como cantora do Plaza (RJ). Na casa noturna, dividiu o palco com Luís Eça, João Donato, Baden Powell e Milton Banana, entre outros músicos.
Em 1960, convidada por Ronaldo Bôscoli, apresentou-se no show "A noite do amor, do sorriso e da flor", na antiga Faculdade de Arquitetura do Rio de Janeiro. Participou, também, do programa "Brasil 60", de Bibi Ferreira, levado ao ar pela TV Excelsior (SP) e do disco "Nova geração em ritmo de samba".
Ainda nos anos 60, começou a divulgar o repertório da bossa nova em casas noturnas de São Paulo, como Baiúca, Cambridge e Juão Sebastião Bar, inaugurando a boate Ela, Cravo e Canela, com o espetáculo "Um show de show", no qual se apresentou com Pedrinho Mattar.
Em 1964, gravou "Claudette é dona da bossa", seu primeiro LP solo, lançado pela gravadora Mocambo, em que se destacam as músicas "Garota de Ipanema" (Tom Jobim e Vinicius de Moraes), e "Tristeza de nós dois" (Durval Ferreira, Bebeto e Maurício Einhorn).
No ano seguinte, gravou "Claudette Soares", LP que incluiu, entre outras, a canção "Primavera" (Carlos Lyra e Vinicius de Moraes).

Em 1966, apresentou-se, com Taiguara e o Jongo Trio, no espetáculo "Primeiro tempo 5 x 0", dirigido pela dupla Mièle e Bôscoli, realizado na boate Rui Bar Bossa e depois no Teatro Princesa Isabel (RJ). Do show resultou o LP homônimo, lançado pela Philips no mesmo ano. Ainda em 1966, foi premiada com o Troféu Euterpe de Melhor Cantora do Ano e participou do I Festival Internacional da Canção (RJ), interpretando "Chorar e cantar" (Vera Brasil e Sivan Castelo Neto).
No ano seguinte, contratada pela Rede Record, apresentou-se no programa "Jovem Guarda" interpretando "Como é grande o meu amor por você", de Roberto e Erasmo Carlos.
Em 1968, gravou um disco somente com músicas de Chico Buarque, Gilberto Gil e Caetano Veloso.
Um ano depois, gravou o LP "Quem não é a maior tem que ser a melhor", lançado pela Philips.
Em 1970, participou do V Festival Internacional da Canção, interpretando "Mundo novo, vida nova", de Gonzaguinha.
No ano seguinte, apresentou-se, com Agildo Ribeiro e Pedrinho Mattar, no show "Fica combinado assim", realizado no Teatro Princesa Isabel (RJ). Ainda em 1971, ficou nas paradas de sucesso durante 56 semanas consecutivas, com a canção "De tanto amor", de Roberto e Erasmo Carlos, incluída em LP lançado pela Philips.
Em 1972, casou-se com o músico Júlio César Figueiredo, e fixou-se definitivamente em São Paulo, recebendo nos anos 1990 o título de cidadã paulistana
No final dos anos 1970, idealizou o projeto de gravação de uma série de LPs com Dick Farney. Gravou apenas dois discos da série, devido ao falecimento do cantor. Com a morte do amigo, afastou-se, aos poucos, da carreira artística, retomando-a nos anos 1990, após seu divórcio.
Apresentou-se no Teatro Rival (RJ), com os espetáculos "Nova leitura", em 1991, e "Não há mulheres iguais", uma homenagem às maiores compositoras brasileiras, de Chiquinha Gonzaga a Rita Lee, em 1992.
Em 1993, homenageou Vinicius de Moraes com o show "Claudette Soares interpreta Vinicius".
Em 1996, acompanhada pela orquestra de cordas "Cellos em Sampa", estreou no Memorial da América Latina de São Paulo, com o espetáculo "Claudette en-canta Taiguara: Geração 70".
Comemorando 50 anos de carreira, lançou, em 2000, o CD "Claudette Soares ao vivo", gravado no Mistura Fina (RJ). O disco contou com a participação de Roberto Menescal, Garganta Profunda, Claudinha Telles, Velha Guarda da Mangueira, Lucinha Lins, Regininha, Daniel Gonzaga, Paulinho da Viola, Jorge Benjor, Fábio Júnior e Fafá de Belém, entre outros convidados.
Em 2001,apresentou-se no Teatro Municipal de Niterói.
No ano seguinte, esteve no Mistura Fina (RJ) ao lado do pianista Leandro Braga, em show de lançamento do CD "Claudette Soares & Leandro Braga".
Em 2003, apresentou o show "Pano de fundo" no Vinicius Piano Bar (RJ), ao lado do pianista Marco Tommaso e do saxofonista Chico Costa.
Em 2005, fez retrospectiva de sua carreira em shows no Botafogo Praia Shopping, Bingo Méyer, Bingo Centro, Bingo Tijuca, Bingo Icaraí, no Rio de Janeiro, e Sesc Teresópolis.

sábado, 2 de outubro de 2010

"INEZITA BARROSO "


Inês Madalena Aranha de Lima ou simplesmente Inezita Barroso
nascida 4/3/1925, São Paulo, SP,
Filha de uma família tradicional, começou a cantar aos sete anos de idade. Aos nove, já admirava o poeta modernista Mário de Andrade, que morava ao lado de sua casa à Rua Lopes Chaves na Barra Funda, em São Paulo, a quem esperava passar todo dia enquanto brincava de patins. Aos 11 anos, começou a estudar piano. Fez o curso de Biblioteconomia. Iniciou a carreira nos anos 40, cantando músicas folclóricas recolhidas por Mário de Andrade na Rádio Clube do Recife. Depois de casada, voltou ao canto e ao violão, estreando em 1950 na Rádio Bandeirantes, de São Paulo, a convite de Evaldo Rui. Participou em seguida da transmissão inaugural da TV Tupi, canal 3, e trabalhou como cantora exclusiva da Rádio Nacional, de São Paulo, transferindo-se mais tarde para a Record. Ainda em 1950 participou do filme "Ângela", dirigido por Tom Payne e Abílio Pereira de Almeida, e realizou recitais no T.B.C., no Teatro de Cultura Artística e no Teatro Colombo. Em 1951, passou a atuar na Rádio Record, onde apresentou em 1954, o programa "Vamos falar de Brasil". Ainda em 1951, gravou seu primeiro disco, interpretando "Funeral de um Rei Nagô", de Hekel Tavares e Murilo Araújo e "Curupira", de Waldemar Henrique. Em 1953, gravou "O canto do mar" e "Maria do mar", de Guerra Peixe e José Mauro de Vasconcelos. No mesmo ano, gravou um de seus discos de maior sucesso, a moda "Marvada pinga", de Cunha Jr., que trazia do lado B o samba "Ronda", de Paulo Vanzolini, que só veio a se tornar um sucesso na década de 60, quando foi gravado pela cantora Márcia, mas que no disco de Inezita ficou totalmente eclipsado pelo sucesso da moda de viola do lado A. Outras gravações realizadas na Victor foram "Dança do caboclo" (Heckel Tavares) e os sambas "Os estatutos da gafieira" (Billy Blanco) e "Isso é papel, João?" (Davi Raw e Cícero Galindo Machado). Ainda em 1953, participou dos filmes "Destino em apuros", de Ernesto Remani e "Mulher de verdade", de Alberto Cavalcanti. Com este filme, recebeu o Prêmio Saci, de melhor atriz. Em 1954, gravou "Coco do Mané", de Luiz Vieira e passou ainda a apresentar, semanalmente, programas sobre folclore na TV Record. Recebeu o Prêmio Roquette Pinto de melhor cantora de rádio da Música Popular Brasileira, e o Prêmio Guarani como melhor cantora de disco. Participou dos filme "É proibido beijar", de Ugo Lombardi e "O craque", de José Carlos Burle. Seu primeiro LP, "Inezita Barroso", foi lançado pela Copacabana, também em 1955, com um repertório folclórico que incluía, entre outras, "Banzo" (Heckel Tavares e Murilo Araújo), "Funeral dum rei nagô" (Heckel Tavares e Murilo Araújo), "Viola quebrada" (Mário de Andrade) e "Mineiro tá me chamano" (Zé do Norte). Em seguida lançou os LPs "Canta Inesita", "Coisas do meu Brasil" e "Lá vem o Brasil". Ainda em 1955, gravou as canções de domínio público, "Meu casório" e "Nhá Popé". No mesmo ano, participou como atriz e cantora do filme "Carnaval em lá maior", de Adhemar Gonzaga, que representou o Brasil no Festival de Punta Del Este no Uruguai. Ainda em 1955, recebeu novamente os Prêmios Saci, como melhor atriz, e Roquette Pinto, como melhor cantora de Música Popular, com o disco "Vamos falar de Brasil". Nesse período, realizou uma série de gravações de divulgação do folclore, que serviram para ilustrar um ciclo de conferências realizadas por professores da USP. Seus trabalhos ficaram conhecidos por Jean Louis Barrault, Marian Anderson, Vittorio Gasmann e Roberto Inglês, que de passagem pelo Brasil, levaram seus discos para a Europa, onde obtiveram divulgação em diversas emissoras. No mesmo período, no LP "Inezita apresenta", onde gravou somente músicas compostas por mulheres, sendo as autoras presentes no disco Babi de Oliveira, Juraci Silveira, Zica Bergami, Leyde Olivé e Edvina de Andrade. Em 1956, publicou o livro "Roteiro de um violão". Em 1958, gravou outro de seus grandes sucessos, a valsa "Lampião de gás", de Zica Bergami e Hervé Cordovil. Gravou, também, a clássica toada "Fiz a cama na varanda", de Dilu Melo e Ovídio Chaves. Em 1960 lançou pela Copacabana o LP "Eu me agarro na viola" (Valdemar Henrique), faixa de abertura do disco, além de "Leilão" (Heckel Tavares e Joraci Camargo), "Moda da mula preta" (Raul Torres e João Pacífico), "Moda do conde camarão" (Cornélio Pires e Mariano da Silva) e "Canção da guitarra" (Marcelo Tupinambá e Aplecina do Carmo). Em 1961 lançou novo LP "Inesita Barroso", com "Casa de caboclo" (Heckel Tavares e Luís Peixoto), "Viola quebrada", regravação do seu primeiro LP, "Tamba-tajá" (Valdemar Henrique), "Roda carreta" (Paulo Ruschel) e "Carreteiro" (Barbosa Lessa). Em 1962, saiu da Record e começou a enfrentar dificuldades para fazer gravações, em virtude da manutenção intransigente de uma linha de trabalho da qual não abriu mão. Em 1968, no LP "O melhor de Inesita", gravou "Banzo" e "Funeral dum rei nagô", regravações do seu primeiro LP, o "Hino dos fuzileiros navais", ou "Cisne branco" (Antônio Manuel do Espírito Santo e Benedito X. de Macedo), "Lampião de gás" (Zica Bergami) e "Moda da pinga" (Laureano), os dois números mais populares. Em 1969 gravou o disco "Clássicos da música caipira-volume I", onde interpreta, entre outras, "Chico Mineiro", de Francisco Ribeiro e Tonico, "Do lado que o vento vai", de Raul Torres, "Baldrana macia", de Anacleto Rosas Jr. e Arlindo Pinto, "Sertão do Laranjinha", de Tonico, Tinoco e Capitão Furtado e "Pingo d'água", de Raul Torres e João Pacífico. No mesmo ano recebeu um troféu do I Festival de Folclore Sul-Americano, na cidade de Salinas no Uruguai. Nos anos 1970, dedicou-se a viajar realizando pesquisas musicais, além de realizar recitais pelo interior do país e fazer gravações para programas especiais para diversos países, entre os quais, União Soviética, Israel e Estados Unidos. Em 1970 lançou o LP "Modinhas", onde se destacam as composições "Canção da felicidade" (Barroso Neto e Nosor Sanches) e "Conselhos" (Carlos Gomes). Ainda em 1970, realizou documentário que representou o Brasil na Exposição 70, no Japão. Em 1972, lançou o segundo volume dos "Clássicos da música caipira", onde interpretou, entre outras, "Rio de lágrimas", de Piraci, Lourival dos Santos e Tião Carreiro, "Divino Espírito Santo", de Canhotinho e Torrinha, "Destinos iguais", de Capitão Furtado e Laureano e "Rei do café", de Teddy Vieira e Carreirinho. Em 1975, gravou o disco "Inezita de todos os cantos", onde interpretou pontos de candomblé, sambas anônimos do Rio de Janeiro e Niterói, números folclóricos de Mato Grosso, além das composições "Negrinho do pastoreio", de Barbosa Lessa e "Asa branca", de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira. A partir de 1980, começou a apresentar o programa "Viola minha viola", aos domingos, pela TV Record de São Paulo. Gravou na Copacabana, no mesmo ano, o LP "Jóias da música sertaneja 2". Por essa mesma época, realizou recitais e conferências pelo Brasil, além de apresentar-se com Oswaldinho do Acordeon em shows do Projeto Pixinguinha. De 1982 a 1996, lecionou Folclore na Universidade de Mogi das Cruzes. A partir de 1983, começou a lecionar na Faculdade Capital de São Paulo. Em 1985, foi homenageada pela Escola de Samba Oba-Oba, de Barueri, que cantou sua vida e obra em enredo de carnaval. No mesmo ano, após cinco anos sem gravar, lançou pelo selo independente Líder, o LP "Inezita Barroso: A incomparável", cujo repertório foi escolhido pelos fãs. Nesse período, apresentou por cinco anos na Rádio Universidade de São Paulo o programa "Mutirão". A partir de 1990, e durante nove anos, apresentou na Rádio Cultura AM o programa "Estrela da manhã", das cinco às sete horas da manhã. Em 1992, apresentou-se no Teatro do Sesc, em São Paulo, ao lado da violeira Helena Meirelles e da dupla Pena Branca e Xavantinho. Em 1996, gravou com o violeiro Roberto Corrêa o CD "Voz e viola", onde interpretou, entre outras, "Flor do cafezal", de L. C. Paraná, "Perfil de São Paulo", de Bezerra de Menezes, "Tamba-tajá", de Waldemar Henrique, "Chalana", de Mário Zan e Arlindo Pinto e "Romaria", de Renato Teixeira. Em 1997, com o mesmo Roberto Correia gravou o CD "Caipira de fato", onde interpretou entre outras, "A coisa tá feia" e "A viola e o violeiro", de Tião Carreiro e Lourival dos Santos, "Siriema", de Mário Zan e Nhô Pai e "Adeus Campina da Serra", de Cornélio Pires e Raul Torres. No mesmo ano, recebeu o Prêmio Sharp de Melhor Cantora Regional. Em 1998, participou juntamente com Zé Mulato e Cassiano, Paulo Freire e Pereira da Viola, do disco "Feito na roça", de Bráz da Viola e sua Orquestra de Violeiros, de São José dos Campos. Gravou, entre outros, composições de João Pacífico, Raul Torres, Teddy Vieira, Angelino de Oliveira, Mário Zan, Tião Carreiro, Marcelo Tupinambá, Villa-Lobos, Guerra Peixe, Hekel Tavares, Noel Rosa, Capiba e Dorival Caymmi. Dentre seus sucessos estão, "O menino da porteira", de Teddy Vieira e Luizinho, "Engenho Novo", de Hekel Tavares, "Trem de Alagoas", de W. Henrique e Ascenso Ferreira, "Cantilena", de Villa-Lobos, "Peixe vivo", do folclore mineiro, "Luar do sertão", de Catulo da Paixão Cearense e João Pernembuco e "De papo pro á", de Joubert de Carvalho. Fez apresentações na França, União Soviética, Itália, Estados Unidos, Israel, Paraguai e Uruguai, entre outros. Seu disco "Danças gaúchas", é considerado por ela como um dos mais importantes de sua carreira, por ter sido incluído como material básico de estudo no currículo de muitas escolas brasileiras. Ficou conhecida como "A Rainha do Folclore". Em 2000 lançou pelo selo CPC/UMES o CD "Sou mais Brasil", interpretando, entre outras, "Viola enluarada", de Paulo Sérgio e Marcos Valle e "A saudade mata a gente", de João de Barro e Antonio Almeida. Ainda hoje apresenta todos os domingos o seu programa "Viola, Minha Viola", na TV Educativa, e continua gravando discos e se apresentando em shows. É considerada uma das cantoras veteranas brasileiras que melhor conservou a qualidade da sua voz com o passar dos anos.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

"LAÍS MARIVAL"


Cantora paulista em atividade no início da década de 30, estreou em disco na gravadora Columbia em 1936, com os sambas "Condenada" (João Pacífico e Correia Leite) e "Cada um dá o que tem" (Raul Torres), acompanhada pelo Conjunto Regional Bandeirantes. Em 1937 gravou os maracatus "Onde o sol descamba" (Ascenco Ferreira e Capiba) e "Eu sou do forte" (José Gonçalves, depois famoso como Zé da Zilda). Gravou nesse mesmo ano o samba "Amanhã tem mais" (Silvino Neto e Lírio Panicali) e a marcha "Gorro de meia", (Silvino Neto) com acompanhamento de Otto Wey e sua orquestra. Ainda em 37 gravou o samba "É de virada" e a marcha "A quem queremos" (ambas de Miguel Sandini e J. P. Camargo) e também o maracatu "Meu ganzá e o samba-canção "Saudades do morro" (ambas de H. Celso e A . Santos), com a orquestra de Gaó. Em 1938, gravou com a Orquestra Columbia o samba "Apanhar não é prazer" (Elpídio de Faria) e a marcha "Você gosta de brincar" (Lina Pesce), músicas classificadas em primeiro lugar nos gêneros samba e marcha do concurso Oficial da Divisão de Turismo e Divertimento Público da Prefeitura de São Paulo para o carnaval daquele ano. Laís Marival gravou apenas seis discos na Columbia além de se apresentar em programas de rádios paulistanas, sumindo do cenário musical nacional ainda na década de 30. Em 1987 a gravadora Revivendo lançou o LP "Grandes Cantoras - Odete Amaral, Laís Marival, Aracy Cortes, Carmen Barbosa", relançando em disco as músicas "Saudades do morro", "Condenada" e "Cada um dáo que tem". Em 2002, no volume 5 da série "Carnaval - Sua História, sua glória", também da Revivendo, foi relançada sua interpretação para a marcha "Você gosta de brincar". No volume "Capiba - O poeta do frevo - 100 Anos", da mesma série, foi relançada sua interpretação para o frevo "Onde o sol descamba".

sábado, 31 de julho de 2010

" MARION "


(Penha Marion Pereira)
São Paulo, SP 8/9/1924 - Rio de Janeiro, RJ 18/5/2009,
Aos oito anos participou do programa infantil da cantora Sônia Carvalho, na Rádio Educadora Paulista, e três anos depois cantou pela primeira vez em um auditório. Em 1938, como amadora, passou a apresentar-se no programa Tia Chiquinha, na Rádio Tupi, de São Paulo. Mais tarde, o compositor Assis Valente convidou-a para cantar suas composições na boate Guarujá, onde ele atuava. Com o sucesso de suas apresentações, numa viagem ao Rio de Janeiro RJ, Jaime Redondo, diretor artístico dos cassinos Icaraí (Niterói RJ) e da Urca, contratou-a por quatro anos. Em 1943 assinou contrato com a Rádio Educadora e um ano depois Moacir Fenelon convidou-a para tomar parte no filme "Tristezas não pagam dívidas", de José Carlos Burle e J. Rui. No mesmo ano foi para a Rádio Nacional, ali permanecendo até 1947, quando seguiu para Buenos Aires, Argentina, como vedete do Teatro Maipo, apresentando-se durante cinco meses. Sua primeira gravação, na Continental, foi "Doce veneno" (Valzinho, Carlos Lentine e Esperidião Machado Goulart). Apareceu em vários filmes da Atlântida, cantando e imitando o estilo de Carmen Miranda, entre os quais "Segura esta mulher" (1946), "Este mundo é um pandeiro" (1947), "Carnaval no fogo"
(1950), "É fogo na roupa" (1952), todos de Watson Macedo, "Tira a mão daí" (1956), de J. Rui, e "Garota enxuta" (l959), de J. B. Tanko. A partir de 2001 passou a residir no Retiro dos Artistas, até seu falecimento, por falência múltipla dos órgãos, em maio de 2009 .

sábado, 17 de julho de 2010

" BETINHO E SEU CONJUNTO "


Betinho & Seu Conjunto foi um grupo musical formado no início dos anos de 1950 pelo guitarrista, compositor e cantor Alberto Borges de Barros,
o Betinho, e foi pioneiro no rock'n'roll no Brasil.
O grupo era eclético e tocava jazz, calipso, baião, choro, rock'n'roll,
fox, música cubana, entre outros. Os músicos que acompanhavam Betinho eram; Renatinho (acordeão), Salinas (piano), Navajas (contrabaixo),
Bolão (sax) e Pirituba e Rafael (percussões/baterias).
Além de donos de uma impecável técnica musical e modernos,
ajudaram à abrir as portas para novos estilos e movimentos da
música brasileira como a jovem guarda.
Filho de Josué de Barros, quem descobriu Carmen Miranda, Betinho chegou à acompanhar a cantora ao violão, ao lado do pai quando era adolecente. Betinho, na época que integrava orquestras de jazz onde se apresentava na Argentina, compôs sucessos como Fel, Abandono, Moral da História, O Vendedor de Laranjas e Parte. Entre 1941 e 1946 foi solista da orquestra de Carlos Machado, em Rio de Janeiro e Niterói, no estado do Rio de Janeiro. Betinho com sua Fender Stratocaster e Seu Conjunto foi responsável pelo primeiro rock'n'roll com guitarra gravado no Brasil com a clássica Enrolando O Rock de 1957.
Betinho & Seu Conjunto foi um dos maiores conjuntos de boate de São Paulo, eleito o melhor em 1957. As primeiras canções do grupo são em 1953 com, 78 RPM Baião e Sobremesa, Betinho no Choro, Batuca Jojo, entre outros. Em 1954 lança o fox Neurastênico, um dos clássicos mais conhecidos do grupo. A fase rock'n'roll chega em 1957 com Enrolando o Rock e o LP Rock & Calypso em 1958. Lança mais clássicos no fim dos anos de 1950 e primeira metade dos anos de 1960.
Em meados da década de 1960, Betinho vira pastor e compositor de músicas religiosas, mais no estilo rock-balada, e talvez o primeiro guitarrista evangélico do Brasil.

Discografia Compactos 78 RPM:

Copacabana 5052 - 1953 - Baião e Sobremesa / Betinho no Choro
Copacabana 5100 - 1953 - Batuca Jojo / Baianinho
Copacabana 5160 - 1953 - Lig Le no Baião / Ralando Coco
Copacabana 5198 - 1953 - Corridinho 1951 / Burrinho Garboso
Copacabana 5286 - 1954 - Neurastênico / Burrinho Leiteiro
Copacabana 5401 - 1955 - Johnny Apaixonado / O Califa no Mambo
Copacabana 5478 - 1955 - Violão Borocochô / A Polca do Véio
Copacabana 5509 - 1955 - Casa da Vizinha / Não Caio Noutra
Copacabana 5764 - 1957 - Enrolando o Rock / Cha Cha Cura
Copacabana 5871 - 1958 - Loucamente (Little Darling) / Se Ela Vier
Copacabana 5945 - 1958 - Baby Lover / Peanuts
Copacabana 6050 - 1959 - Quero Beijar-te as Mãos / A Lágrima Rolou
Copacabana 6111 - 1960 - Limelight / Aquarela do Brasil
Copacabana 6171 - 1961 - Theme From a Summer Place / Love Is a Many Splendoured Thing

Álbuns

Rock & Calypso(1958)
Betinho e Seu Conjunto Dançante # 1 (?)
'Betinho, Twist e Bossa Nova (1963).

domingo, 4 de julho de 2010

" DOLORES DURAN "


(Adiléa da Silva Rocha) Mais conhecida como DOLORES DURAN
7/6/1930, Rio de Janeiro, RJ - 24/10/1959,
Rio de Janeiro, RJ Foi uma cantora brasileira.
Terceira dos quatro filhos do casal Armindo José da Rocha e Josefa Silva da Rocha. O pai era sargento da Marinha. Nasceu na Rua do Propósito, situada no bairro da Saúde, centro do Rio de Janeiro. Desde os três anos de idade já cantava. Aos cinco, já participava das festas populares de reisado e do grupo de pastorinhas (saía vestida de anjo), realizadas no bairro. Morou nos subúrbios cariocas de Irajá e de Pilares. Teve reumatismo infeccioso, um dos motivos do problema cardíaco que lhe acometeu na idade adulta. Aos dez anos, incentivada pelo amigo da família chamado Domingos, resolveu participar do programa de calouros de Ary Barroso (Calouros em Desfile). A pequena Adiléa escolheu a música "Vereda tropical", que interpretou fantasiada de mexicana, com letra em português e espanhol. Tirou nota máxima, o elogio de Ary e 500 mil-réis. Logo depois apresentou-se no programa Escada de Jacó e, passando a integrar sua equipe, cantava todos os domingos em shows de bairros, em cinemas e em teatros. A partir daí, passou a aparecer em vários programas da época, sempre aos domingos. Depois da morte do pai quando a cantora tinha doze anos, a mãe, por necessidade, apressou sua profissionalização. Dolores passou a atuar no "Teatro da Tia Chiquinha", programa infantil da Rádio Tupi carioca, mesmo ganhando cachês baixos. A mãe resolveu procurar o diretor da rádio, Olavo de Barros, para pedir um aumento nos cachês. Olavo resolveu o problema, levando a menina para atuar em uma temporada de peças infantis realizada no Teatro Carlos Gomes. Dolores participou da montagem de "Mãe-d'Água", "Primavera", "Aladim e a lâmpada maravilhosa" e "O gaúcho". Nessa época, gostava de ouvir discos de músicas estrangeiras (inglês, francês, italiano e espanhol). Percebendo que tinha facilidades na pronúncia em vários idiomas, passou a aprender várias músicas para interpretar. Foi esse fato que a fez participar do concurso "À procura de uma cantora de boleros", organizado por Renato Murce e realizado na Rádio Nacional. Apesar de não vencer o concurso (a vencedora foi Rosita Gonzalez), passou a freqüentar a rádio, procurando aparecer em vários programas e conhecer os artistas da época. Um dia, numa apresentação em um dos programas, foi ouvida pelo Dr. Lauro Pais de Andrade e esposa, que a convidaram para um teste na Boate Vogue (estabelecimento do empresário Barão von Stuckart). Na ocasião do teste, cantou em vários idiomas, o que lhe valeu um contrato. Tinha desesseis anos e passou a usar o nome artístico de Dolores Duran a partir daí. Num desses shows na Vogue, é vista por César de Alencar, que a convida para trabalhar em seu programa que ia ao ar nos sábados pela Rádio Nacional. É contratada com o salário de 150 mil-réis por mês. Começa a ser conhecida na noite carioca, freqüentando e se apresentando em várias boates, tais como a Vogue, Beguine, Little Club, Baccarat, Casablanca, Acapulco e Montecarlo. Nesse período de apresentações em shows noturnos, conheceu Ella Fitzgerald, que elogiou sua interpretação de "My funny Valentine" (de Hodges e Hard) e Charles Aznavour, que riu muito quando a cantora o chamou de Gringo. Fez amizades com personagens famosos da crônica carioca: Sérgio Porto, Antônio Maria, Nestor de Holanda e Mister Eco. Gravou o primeiro disco em fins de 1951, lançado para o carnaval de 52, com os sambas "Que bom será", de Alice Chaves, Salvador Miceli e Paulo Marques e "Já não interessa", de Domício Costa e Roberto Faissal, pela Star. Em 1952, também pela Star, gravou os sambas-canções "Outono", de Billy Blanco e "Lama", de Paulo Marques e Alice Chaves. Em 1954, começou a tornar-se conhecida do grande público. Neste ano, gravou com grande sucesso "Canção da volta", de Antônio Maria e Ismael Neto, e "Bom é querer bem", de Fernando Lobo. Em 1955 apresentou-se em Punta del Este, Uruguai. Nesse ano gravou "Praça Mauá", de Billy Blanco e "Carioca", de Antônio Maria e Ismael Neto, e ainda "Pra que falar de mim", de Ismael Neto e Macedo Neto, e "Manias", dos irmãos Celso e Flávio Cavalcanti. Na gravação de "Pra que falar de mim", conheceu o radioator Macedo Neto, com quem casou-se em 8 de julho de 1955. O casal não teve filhos, mas adotou uma menina, Maria Fernanda Virgínia da Rocha Macedo. Nesse ano, fez excursão ao Uruguai e compôs sua primeira música: "Se é por falta de adeus", em parceria com Tom Jobim, gravada por Dóris Monteiro. Gravou um de seus sucessos como intérprete: "A fia de Chico Brito", de Chico Anísio. Ainda neste ano, integrou a Caravana de Paulo Gracindo, atuando em circos, nos subúrbios cariocas e viajou em excursão para a Argentina e Uruguai com o violonista Bola Sete e seu conjunto. Em março de 1957, Tom Jobim compôs nova parceria com Tom Jobim: "Por causa de você". Em março daquele ano, o jovem compositor mostrou a Dolores uma composição feita há poucos dias em parceria com Vinícius de Moraes. A cantora ficou encantada com a melodia e ali mesmo escreveu outra letra. Jobim tocou no piano a música e ela cantou seu poema. Ao terminarem, Dolores escreveu o seguinte bilhete para Vinícius: "Esta é a letra que fiz para esta música. Se não concordar, é covardia!" O poeta, sem hesitar, rasgou sua própria letra, admitindo que a de Dolores era bem melhor. Em 1958, a própria cantora gravaria a música ("Ah! Você está vendo só/ Do jeito que eu fiquei/ E que tudo ficou..."). Logo em seguida, a dupla fez nova parceira: "Estrada do sol", gravada com sucesso por Agostinho dos Santos. Em 1958, fez excursão junto com outros artistas (Jorge Goulart, Nora Ney, Conjunto Farroupilha) à então União Soviética. Decidiu abandonar o grupo e seguiu para Paris, onde ficou um mês se apresentando numa boate freqüentada por brasileiros. De volta ao Brasil, compôs em parceria com o amigo e pianista Ribamar os sambas-canções "Quem sou eu", "Pela rua" (gravada por Tito Madi - Continental 17712 b, 1959),"Se eu tiver" e o samba "Idéias erradas". Ainda em 1958, compôs "Castigo", um samba-canção que fez sucesso na voz da cantora Marisa Gata Mansa e também na gravação de Roberto Luna. Por essa época se separou de seu marido. Dolores chegou a manter um romance com o músico e compositor João Donato, mais novo do que ela. Mas o namoro chegou ao fim, quando Donato foi morar no México. Compôs em 1959, sozinha, seu grande sucesso: "A noite do meu bem", que gravou antes de falecer. Teve outros poemas musicados por Ribamar depois de sua morte: "Ternura antiga" e "Quem foi". A primeira foi inscrita por Ribamar num festival da TV RIO (As dez mais lindas canções de amor) e acabou classificando-se em segundo lugar. Na madrugada de 23 de outubro de 1959, depois de um show na boate Little Club, a cantora saiu com amigos para uma festa no Clube da Aeronáutica. Ao sair da festa, resolveram 'esticar' no Kit Club. A cantora chegou em casa às sete da manhã. Ao dirigir-se para seu quarto, disse à empregada: "Não me acorde, estou muito cansada. Vou dormir até morrer." De fato, faleceu ainda naquela manhã, enquanto dormia. Suspeita-se que havia abusado de barbitúricos e de bebida alcoólica. Depois de sua morte, a amiga e cantora Marisa Gata Mansa entregou alguns de seus versos para serem musicados por Ribamar, quando passou a ser cultuada como compositora. Em 1960, Lúcio Alves gravou um LP dedicado às suas obras. Em 1970, o teatrólogo Paulo Pontes escreveu e produziu o show "Brasileiro, profissão esperança" (estrelado por Maria Bethânia e Raul Cortes, com direção de Bibi Ferreira), espetáculo que rememorou vários sucessos da cantora. Paulo Gracindo e Clara Nunes permaneceriam cerca de oito meses em cartaz no Canecão, na remontagem do espetáculo. Uma nova montagem, sempre com direção de Bibi Ferreira, viria a público em 1999, com a própria Bibi e Gracindo Jr. Na década de 1980, Marisa Gata Mansa entregaria a Carlos Lyra uma letra inédita de Dolore Duran. Da parceria póstuma nasceria "O negócio é amar", gravada por Nara Leão, entre outros. Dolores Duran teve músicas gravadas por grandes intérpretes da música nacional e internacional, como Milton Nascimento ("A noite do meu bem"); Tito Madi ("Ternura antiga"); Gal Costa ("Estrada do sol'); Maysa ("Por causa de você") e Frank Sinatra, que gravou em seu LP "Sinatra & Company", de 1971 (Reprise Records), a versão de "Por causa de você", com o título "Don't ever go away". Elis Regina gravou "Estrada do Sol" e também uma versão em francês para "A noite do meu bem" . Em 1994, recebeu homenagem de Nana Caymmi, que gravou um CD só com obras suas com o título "A noite do meu bem - As canções de Dolores Duran". No final dos anos 90, o Centro Cultural Banco do Brasil apresentou o musical "Dolores", com texto de Douglas Dwight e Fátima Valença e direção de Antônio de Bonis. O elenco era estrelado por Soraya Ravenle e a direção musical coube a Tim Rescala. Em 2009 a gravadora Biscoito Fino lançou o CD "Dolores Entre Amigos", como gravações inéditas descobertas pela jornalista Ângela Almeida durante uma pesquisa para uma biografia sobre a vida de Tom Jobim. As gravações foram feitas em épocas diferentes, sendo a primeira parte do CD gravada por Geraldo Casé durante um sarau caseiro realizado entre os anos de 1958 e 1959, onde Dolores foi acompanhada pelos músicos Baden Powell, Chiquinho do Acordeon e Manoel da Conceição. As três últimas faixas do disco, editadas como faixas bônus, foram gravadas em 1949 na casa do casal Helenita e Raul Marques de Azevedo, quando Dolores ainda não era uma cantora profissional.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

" VIRGÍNIA LANE "


Foi interna do Colégio Regina Coeli, dos seis aos 14 anos. Estudou, em seguida, no Instituto Lafayette (famoso colégio situado no bairro carioca de Botafogo), chegando depois a cursar o primeiro ano de Direito. Estudou um período com Maria Olenewa na Escola de Bailados do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Em 1943, iniciou sua carreira, trabalhando como corista do Cassino da Urca. Por intermédio do maestro Vicente Paiva, tornou-se "crooner" de sua orquestra e, além de atuar no Cassino, passou a se apresentar na Rádio Mayrink Veiga. Em 1945, depois de apresentações na Rádio Splendid e na boate Tabaris, de Buenos Aires, fixou residência na capital argentina por três anos. Em 1946 lançou pela Continental, seu primeiro disco interpretando a marcha "Maria Rosa"" , de Oscar Bellandi e Dias da Cruz e o samba "Amei demais", de Ciro de Souza e J. M. da Silva. Quando voltou ao Brasil, em 1948, atuou como vedete na revista "Um milhão de mulheres", de Chianca de Garcia, encenada no Teatro Carlos Gomes, no Rio de Janeiro. A revista rendeu-lhe muito sucesso, o que lhe possibilitou um contrato com a companhia de Walter Pinto, no qual trabalhou por quatro anos em espetáculos no Teatro Recreio. Em 1951, lançou seu grande sucesso, a marchinha "Sassaricando", de Luís Antônio, Zé Mário, pseudônimo de Jota Júnior e Oldemar Magalhães, cantada por ela na revista "Eu quero sassaricá", de Luís Iglesias e Freire Jr, e gravada pela Todamérica em novembro de 1951. A música foi feita de encomenda para a revista "Jabaculê de penacho", produzida por Walter Pinto que, adorando o tema, resolveu trocar o nome da revista. O sucesso foi tanto, que a música acabou criando a expressão maliciosa "sassaricar". A partir de 1952, trabalhou no Teatro Carlos Gomes. No mesmo ano, gravou as marchas "Santo Antônio casamenteiro", de Antônio Almeida e Alberto Ribeiro e "Balão", de Luiz Antônio. Foi eleita Rainha das Atrizes, pela Casa dos Artistas. Destacou-se em programas da TV Tupi ("Espetáculos Tonelux") na década de 1950. Em 1953, fez sucesso com a marcha "Zé Corneteiro", de Lalá Araújo. Em 1954, gravou com sucesso a "Marcha do fiu-fiu", que ela assinou com Nelson Castro e "Marcha da pipoca", de Luiz Bandeira e Arsênio de Carvalho, de sentido malicioso ou de duplo sentido. Em 1955 lançou o maxixe "No balaio de sinhá", de Arsênio de Carvalho; o samba "Portão da casa do Juca", de Rubens Silva e Loé Moulin e "Chorinho gostoso", de sua autoria. Em 1956, gravou os cha-cha-chas "Aprenda o cha-cha-cha", de C. Garcia e Hello e "Um beijinho por telefone", de M. Perdomo, ambos com versão de Alberto Ribeiro. Em 1957, gravou as marchas "É baba de quiabo", de sua parceria com Arsênio de Carvalho e "Madame sapeca", de José Roberto e José Batista. Em 1958, gravou "Lanterninhas multicores", marcha de sua autoria; "Santo Antônio vai me abençoar", baião de Nelson Castro e José Batista e "Que palhaço", marcha de sua parceria com William Duba. Gravou 24 discos em 78 rpm, um pela Continental e os outros pela Todamérica, principalmente com marchinhas de temas maliciosos ou humorísticos, apesar de ter gravado sambas também. Em 1960, gravou dois discos pela etiqueta Carroussel, incluindo as marchas "Meu América", campeã carioca de futebol daquele ano, de Nelson Castro e "Marcha da vitória", de Hélio Nascimento, Mirabeau e J. Gonçalves. No início do ano 2000, continuava a se apresentar em bailes populares de carnaval, na Cinelândia no Rio de Janeiro, com grande agrado do público. Foi uma das artistas de maior prestígio no governo de Getúlio Vargas que, além de ser seu fã, conta-se, chegou a ter um romance com ela.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

" ZEZÉ FONSECA "


(Maria José González) Nascida 5/8/1915, Rio de Janeiro, RJ -
Falecida 16/8/1962,no Rio de Janeiro, RJ

Aluna do Instituto de Música do Rio de Janeiro, estudou canto com Olinda Leite de Castro. Iniciou a carreira apresentando-se na "Hora da Arte", no Tijuca Tênis Clube, no Rio de Janeiro. Em 1932 entrou para a Rádio Philips, através de Paulo Bevilácqua e passou a presentar o programa "Fox tarde demais". Em 1933, gravou seu primeiro disco pela Columbia, interpretando a marcha "Põe a chave embaixo...", de Assis Valente e o samba "Mulato cheio de bossa", de Sílvio Pinto e Milton Musco. No mesmo ano, gravou com Breno Ferreira, a marcha "Eta caboclo mau", de Joubert de Carvalho e Luiz Martins. Depois da estréia como cantora, integrou a companhia teatral de Procópio Ferreira na peça "Deus lhe pague", de Joraci Camargo. Durante algum tempo produziu programas femininos na Rádio Cruzeiro do Sul, trocando-a pela Rádio Philips em 1934. Em 1935, gravou a marcha "Amor, amor" e o samba "Quero a liberdade", ambas de Sílvio Pinto. No ano seguinte, foi contratada pela Victor e lançou as marchas "Retalho de felicidade", de José Maria de Abreu e Oduvaldo Cozzi e "São João há de sorrir", de José Maria de Abreu e Francisco Matoso. Nesse mesmo ano, abandonou o rádio e somente retornou em 1939, ingressando na Rádio Nacional, onde trabalhou seis anos. Entrou para a história da MPB a partir de 1942, por manter um tórrido romance com o cantor Orlando Silva, cujos altos e baixos provocaram sério desequilíbrio emocional no grande intérprete fazendo-o ingressar nas drogas. Disso resultou o afastamento de Orlando da cena artística por alguns anos. Em 1940 gravou com Barbosa Júnior a marcha "Hino da alegria" e o samba "Foi você", ambas da dupla Juraci Araújo e Gomes Filho. Em 1945 esteve em Montevidéu, Uruguai, e Buenos Aires, Argentina, realizando programas para a Rádio El Mundo. Em 1946 foi para a Rádio Globo. Conhecida principalmente como intérprete de radionovelas brasileiras, foi uma das pioneiras e considerada a melhor radioatriz da Rádio Nacional, do Rio de Janeiro, até 1954, destacando-se sua atuação em "Os amores de George Sand", na Mayrink Veiga, e "Romance da eternidade", na Nacional. Gravou dois discos pela Victor e cinco pela Columbia, num total de sete 78 RPMs no período 1933/40.

sábado, 5 de junho de 2010

" ARACY DE ALMEIDA "


Aracy Teles de Almeida nasceu em 19 de agosto de 1914. Foi criada no subúrbio carioca, no bairro de Encantado, numa grande família evangélica; o pai, Baltazar Teles de Almeida, era chefe de trens da Central do Brasil e a mãe, dona Hermogênea, dona de casa. Tinha apenas irmãos homens.
Estudou num colégio no bairro do Engenho de Dentro, onde foi colega do radialista Alziro Zarur, passando depois para o Colégio Nacional, no Méier. Aracy costumava cantar hinos religiosos na Igreja Batista e, escondida dos pais, cantava músicas de entidades em terreiros de macumba e no bloco carnavalesco "Somos de pouco falar". "Mas isso não rendia dinheirim", como Aracy dizia.
Mais tarde, conheceu Custódio Mesquita, por intermédio de um amigo. Cantou para ele a música Bom-dia, Meu Amor (Joubert de Carvalho e Olegário Mariano), conseguindo entrar a Rádio Educadora (depois Tamoio), em 1933. Ali mesmo, conheceu Noel Rosa e aceitou o convite, que ele lhe fez, para "tomar umas cervejas cascatinhas na Taberna da Glória". Desde este dia, o acompanhou todas as noites.

No ano seguinte, gravou para o Carnaval seu primeiro disco, pela Columbia, com a música Em plena folia (Julieta de Oliveira). Em 1935, assinou seu primeiro contrato com a Rádio Cruzeiro do Sul e gravou Seu Riso de Criança, composição de Noel Rosa, de quem se tornaria a principal intérprete.
Transferindo-se para a Victor, participou do coro de diversas gravações e lançou, ainda em 1935, como solista, Triste cuíca (Noel Rosa e Hervé Cordovil), Cansei de pedir, Amor de parceria (ambas de Noel Rosa) e Tenho uma rival (Valfrido Silva). A partir de então, tornou-se conhecida como intérprete de sambas e músicas carnavalescas, tendo sido apelidada por César Ladeira de "O Samba em Pessoa". Trabalhou na Rádio Philips com Sílvio Caldas, no Programa Casé; na Cajuti, Mayrink Veiga e Ipanema, excursionando com Carmen Miranda pelo Rio Grande do Sul.
Em 1936 foi para a Rádio Tupi e gravou com sucesso duas músicas de Noel Rosa: Palpite infeliz e O X do problema. Em 1937 atuou na Rádio Nacional e destacou-se com os sambas Tenha pena de mim (Ciro de Sousa e Babau), Eu sei sofrer (Noel Rosa e Vadico) e Último desejo, de Noel Rosa, que faleceu nesse ano.
Gravou, em 1938, Século do Progresso (Noel Rosa) e Feitiço da Vila (Noel Rosa e Vadico), e, em 1939, lançou em disco Chorei quando o Dia Clareou (Davi Nasser e Nelson Teixeira) e Camisa amarela (Ari Barroso). Para o Carnaval de 1940, gravou a marcha O Passarinho do relógio (Haroldo Lobo e Milton de Oliveira) e, no ano seguinte, O Passo do canguru (dos mesmos autores).

Em 1942, lançou o samba Fez Bobagem (Assis Valente), Caramuru (B.Toledo, Santos Rodrigues e Alfeu Pinto), Tem galinha no bonde e A Mulher do leiteiro (ambas de Milton de Oliveira e Haroldo Lobo). Fez sucesso no Carnaval de 1948 com Não me Diga Adeus (Paquito, Luis Soberano e João Cerreia da Silva) e, em 1949, gravou João ninguém (Noel Rosa) e Filosofia (Noel Rosa e André Filho).
Entre 1948 e 1952, trabalhou na boate carioca Vogue, sempre cantando o repertório de Noel Rosa; graças ao sucesso de suas interpretações nessa temporada, lançou pela Continental dois álbuns de 78 rpm com músicas desse compositor: o primeiro deles, lançado em setembro de 1950, continha Conversa de botequim (com Vadico), Feitiço da Vila (com Vadico), O X do problema, Palpite infeliz, Não tem tradução e Último desejo; no segundo, lançado em março de 1951, interpretou Pra que mentir (com Vadico), Silêncio de um minuto, Feitio de Oração (com Vadico), Três apitos, Com que roupa e O Orvalho Vem Caindo (com Kid Pepe).
Foi, ao lado de Carmen Miranda, a maior cantora de sambas dos anos 30. Depois de atuar com sucesso na boate Vogue em Copacabana na década de 40, entre 1950 e 1951, gravou dois álbuns dedicados a Noel Rosa, que seriam responsáveis pela reavaliação da obra do poeta da Vila.
Mudou-se para a Cidade de São Paulo em 1950, e lá viveu durante 12 anos. Em 1955, trabalhou no filme Carnaval em lá maior, de Ademar Gonzaga, e lançou, pela Continental, um LP de dez polegadas só com músicas de Noel Rosa, no qual foi acompanhada pela orquestra de Vadico, cantando, entre outras, São Coisas Nossas, Fita Amarela e as composições inéditas Meu Barracão, Cor de Cinza, Voltaste e A Melhor do Planeta (com Almirante).
Três anos depois, lançou pela Polydor o LP Samba em pessoa. Em 1962 a RCA, reaproveitando velhas matrizes, editou o disco Chave de ouro. Em 1964, gravou com a dupla Tonico e Tinoco, o cateretê Tô chegando agora (Mário Vieira) e apresentou-se com Sérgio Porto e Billy Blanco na boate Zum-Zum no Rio de Janeiro.
Em 1965, fez vários shows no Rio de Janeiro: "Samba pede passagem", no Teatro Opinião; "Conversa de botequim", dirigido por Miele e Ronaldo Boscoli, no Crepúsculo; e um espetáculo na boate Le Club, com o cantor Murilo de Almeida. No ano seguinte, a Elenco lançava o disco Samba é Aracy de Almeida. Com o cômico Pagano Sobrinho, fez "É proibido colocar cartazes", um programa de calouros da TV Record, de São Paulo, em 1968. No ano seguinte, a dupla apresentou-se na boate paulistana Canto Terzo. Ainda em 1969, fez o show "Que maravilha!", no Teatro Cacilda Becker em São Paulo, ao lado de Jorge Ben], Toquinho e Paulinho da Viola.
Depois disso, com a entrada da bossa nova, os intérpretes de samba já não eram tão solicitados. Aracy trabalhou em vários programas de TV: Programa do Bolinha; na TV Tupi, com Mário Montalvão; na TV Globo, com a Buzina do Chacrinha; no Programa Sílvio Santos; programas na TVE; Programa da Pepita Rodrigues , na TV Manchete; Programa do Perlingeiro, na TV Excelsior; no Almoço com as estrelas, com Aérton Perlingeiro, entre outros.
Em 1988, Aracy teve um edema pulmonar. No início, ficou internada em São Paulo, retornando ao Rio de Janeiro para o hospital da SEMEG, na Tijuca. Sílvio Santos a ajudou financeiramente na época em que esteve doente e lhe telefonava todos os dias, às 18 horas, para saber como ela estava.
Depois de dois meses em coma, voltou a lucidez por dois dias, e, num súbito aumento de pressão arterial, faleceu no dia 20 de junho, aos 74 anos. Seu corpo foi velado no teatro João Caetano, visto que seu último show com Albino Pinheiro havia sido lá. O Jardim da saudade doou o túmulo para ela, porém já havia uma gaveta no cemitério em São Paulo, mas Adelaide não quis levá-la para lá. O Corpo de Bombeiros percorreu parte do Rio de Janeiro com o seu túmulo como homenagem , passando pelos lugares importantes freqüentados por Aracy (Copacabana, Glória, Lapa ,Vila Isabel, Méier e Encantado). Ela não casou e não quis ter filhos, apesar de ter morado com alguns namorados.

" ALZIRINHA CAMARGO "





Alzira Camargo (São Paulo, 10 de dezembro de 1915 — 9 de dezembro de 1982) foi uma cantora brasileira.
Nasceu no bairro do Brás e começou a cantar amadoristicamente na Rádio Record, assinando contrato com a Cruzeiro do Sul e, depois, com a Rádio Difusora. Em 1931, participou do filme Coisas nossas, considerado o primeiro filme musical brasileiro, junto de Procópio Ferreira, Zezé Lara, Batista Jr., Paraguaçu e outros.
Em 1935, convidada por Sílvia Autuori, foi procurar alguma oportunidade no Rio de Janeiro. Foi contratada pela Rádio Tupi e sua carreira começou a deslanchar. Um ano depois, gravou o primeiro disco na Victor, com a marcha Cinqüenta por cento (Lamartine Babo) e o samba Você vai se arrepender (Alberto Fadel, Germano Augusto e Kid Pepe). Ao entrar em contato com Alberto Quatrini Bianchi, este a convidou para se apresentar em sua rede de cassinos, espalhada por todo país.

No ano seguinte, se desentendeu com Carmen Miranda, pois esta, logo após gravar a marcha Querido Adão (Benedito Lacerda e Oswaldo Santiago), viajou para a Argentina, não podendo lançar a música no rádio. Os compositores então ofereceram-na a Alzirinha, que fazia o meso estilo de Carmen, e esta ficou com o sucesso. A partir de então, as duas se tornaram rivais.
Viajou para Buenos Aires, Argentina, ao lado do Regional de Benedito Lacerda, apresentando-se na Rádio El Mundo, em 1938. De volta ao Brasil, Benedito Lacerda compôs para ela a marcha Meu Buenos Aires querido, gravada por eles na Odeon.
Em 1939, apresentou-se no Cassino Atlântico com uma orquestra norte-americana regida por Ciro Rimac. No ano seguinte, a convite deste, viajou para os Estados Unidos da América, com um contrato assinado de seis meses. Lá permaneceu até 1949 e, nos três anos seguintes, percorreu pela Península Ibérica, apresentando-se no Cassino Estoril, em Portugal. De volta ao Brasil em novembro de 1953, foi contratada pela Rádio Nacional, para o programa Gente que brilha de Paulo Roberto. Voltou a gravar em 1955, pela Polydor.
Trabalhou também em televisão, tanto no Rio como em São Paulo. Gravou ainda, no princípio dos anos 60, um disco pelo selo Guarani, sem maiores repercussões.


Filmografia

1931 - Cousas Nossas
1935 - Fazendo Fitas
1936 - Alô, Alô, Carnaval
1937 - O Grito da Mocidade
1937 - Samba da Vida
1954 - Agora É Que São Elas

" NORA NEY "


Nora Ney, nome artístico de Iracema de Sousa Ferreira,
(Rio de Janeiro, 20 de março de 1922 — Rio de Janeiro, 28 de outubro de 2003)
foi uma cantora brasileira.
Aprendeu a tocar violão sozinha e, para incentivá-la, seu pai a presenteou com o instrumento. Familiarizava-se com o mundo da música frequentando assiduamente programas de rádio e de auditório.
Dona de uma voz grave, começou a carreira em 1950 e em 1953 já era uma das grandes divas do rádio, interpretando Dorival Caymmi, Noel Rosa, Ary Barroso, entre outros. Em 1952 gravou pela Continental seu primeiro LP, Menino Grande.
Ao lado de Maysa Matarazzo, Ângela Maria e Dolores Duran, consagrou-se como uma das maiores intérpretes do samba-canção (gênero surgido na década de 30). O samba-canção é comparado ao bolero, pela exaltação do amor romântico ou pelo sofrimento de um amor não realizado.
Dentre as curiosidades de sua vida pública estão um segundo casamento com o cantor Jorge Goulart; a filha, fruto dessa união, Vera Lúcia, se tornou Miss Brasil em 1963Devido à atuação política de Goulart no Partido Comunista, teve que se auto exilar depois do Golpe de 1964, cujo objetivo era "libertar" o país da "ameaça comunista".

Discografia

Canta Nora Ney (1955)
Nora Ney (1958)
Ninguém me Ama (1960)
Mudando de Conversa (1968)
Tire seu Sorriso do Caminho, que Eu Quero Passar com a Minha Dor (1972)
Jubileu de Prata - Nora Ney e Jorge Goulart (1977)
Meu Cantar É Tempestade de Saudade (1987)

Compilações

As Eternas Cantoras do Rádio (1991)
Nora Ney (1993)
Mestres da MPB - Nora Ney (1994)
Acervo Especial - Nora Ney (1994)
A Música Brasileira Deste Século por seus Autores e Intérpretes (2000)
Amor, Meu Grande Amor - Nora Ney e Jorge Goulart (2000)

" ELLEN DE LIMA "


Helenice Teresinha de Lima Pereira de Almeida, a Ellen de Lima
(Salvador, 24 de março de 1938) é uma cantora e atriz brasileira que fez sucesso durante o período dourado do rádio, na década de 1950. Tornou-se conhecida do público por ser a intérprete da célebre "Canção das Misses", escrita por Lourival Faissal, para servir de tema do tradicional concurso de Miss Brasil.
Ellen nasceu na Bahia, mas já aos dois anos seguiu para o Rio de Janeiro.
Começou sua carreira em 1950 no programa de calouros de César de Alencar, na Rádio Nacional, bem como no "Alvorada dos Novos", da Mayrink Veiga, pela qual foi contratada em 1954 para apresentar-se no Rio e em São Paulo.
Foi uma das primeiras contratadas da Columbia (depois CBS e atual Sony-BMG), no Brasil, lançando nesse mesmo ano o seu primeiro disco, a convite do maestro Renato de Oliveira, com o samba-canção "Até Você" (Armando Nunes) e o slow-fox "Melancolia" (Allain Romans, versão de Capitão Furtado).
Em 1957, fez sucesso com o bolero "Vício" (Fernando César),
gravando seu primeiro LP, "Ellen".

Foi na década de 1960 que Ellen de Lima conquistou o público brasileiro com a "Canção das Misses", tema do concurso de Miss Brasil, à época promovido pelos Diários Associados.
Atuou bastante em televisão (trabalhou como atriz-cantora na TV Globo, ao lado de Fernanda Montenegro e Sérgio Britto) e em diversas boates, como a Oásis paulistana e O Galo, no Rio de Janeiro, além de participar de espetáculos no Copacabana Palace, ao lado de Haroldo Costa e das Irmãs Marinho.
A partir de 1988 passou a integrar o grupo As Eternas Cantoras do Rádio, ao lado de Carmélia Alves, Violeta Cavalcante, entre outras, com o qual gravou três CDs.
No volume 3, gravou "Estrela" (Gilberto Gil), em duo com seu autor, e "Bésame" (Flávio Venturini e Murilo Antunes). Ellen já ganhou títulos importantes, como o de Rainha dos Músicos e a medalha Oswaldo Cruz.

" CARMINHA MASCARENHAS "


Cármina Allegretti, conhecida Carminha Mascarenhas
(Muzambinho, 14 de abril de 1930) é uma cantora brasileira que integra atualmente o grupo As Eternas Cantoras do Rádio, ao lado de outras como Ellen de Lima, Carmélia Alves e Violeta Cavancanti.