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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

"CLÁUDIA BARROSO"


Cláudia Barroso é cantora e compositora brasileira.
Iniciou carreira no disco no final dos anos 50, gravou “Nenhum de vocês” e “Dio, come ti amo!”, sem muito sucesso. No início dos anos 70 ficou nacionalmente conhecida como jurada do programa Silvio Santos, ainda na TV Globo.
Nessa época teve um romance com o cantor Waldick Soriano.
Quando voltou a gravar fez incrível sucesso, com seu temperamento forte e sem meias palavras; seus grandes sucessos são “Ah se eu fosse você”,
“Quem mandou você errar”, “Por Deus eu juro”, “A vida é mesmo assim”,
“Mentiroso” , “O gavião”, entre outros. No ano 2000 gravou um cd ao vivo.
Segundo palavras da Própria Claudia, não houve romance com Waldick Soriano, apenas os trabalhos eram semelhantes, trabalharam juntos, gravaram juntos e eram amigos até a morte do mesmo. Recentemente cantou em Corumbá no Mato Grosso num show que encantou toda a cidade. Todas as fotos dela no momento e quase todas da sua vida podem ser vistas no álbum em seu perfil do ORKUT.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

"LAÍS MARIVAL"


Cantora paulista em atividade no início da década de 30, estreou em disco na gravadora Columbia em 1936, com os sambas "Condenada" (João Pacífico e Correia Leite) e "Cada um dá o que tem" (Raul Torres), acompanhada pelo Conjunto Regional Bandeirantes. Em 1937 gravou os maracatus "Onde o sol descamba" (Ascenco Ferreira e Capiba) e "Eu sou do forte" (José Gonçalves, depois famoso como Zé da Zilda). Gravou nesse mesmo ano o samba "Amanhã tem mais" (Silvino Neto e Lírio Panicali) e a marcha "Gorro de meia", (Silvino Neto) com acompanhamento de Otto Wey e sua orquestra. Ainda em 37 gravou o samba "É de virada" e a marcha "A quem queremos" (ambas de Miguel Sandini e J. P. Camargo) e também o maracatu "Meu ganzá e o samba-canção "Saudades do morro" (ambas de H. Celso e A . Santos), com a orquestra de Gaó. Em 1938, gravou com a Orquestra Columbia o samba "Apanhar não é prazer" (Elpídio de Faria) e a marcha "Você gosta de brincar" (Lina Pesce), músicas classificadas em primeiro lugar nos gêneros samba e marcha do concurso Oficial da Divisão de Turismo e Divertimento Público da Prefeitura de São Paulo para o carnaval daquele ano. Laís Marival gravou apenas seis discos na Columbia além de se apresentar em programas de rádios paulistanas, sumindo do cenário musical nacional ainda na década de 30. Em 1987 a gravadora Revivendo lançou o LP "Grandes Cantoras - Odete Amaral, Laís Marival, Aracy Cortes, Carmen Barbosa", relançando em disco as músicas "Saudades do morro", "Condenada" e "Cada um dáo que tem". Em 2002, no volume 5 da série "Carnaval - Sua História, sua glória", também da Revivendo, foi relançada sua interpretação para a marcha "Você gosta de brincar". No volume "Capiba - O poeta do frevo - 100 Anos", da mesma série, foi relançada sua interpretação para o frevo "Onde o sol descamba".

sexta-feira, 25 de junho de 2010

" VIRGÍNIA LANE "


Foi interna do Colégio Regina Coeli, dos seis aos 14 anos. Estudou, em seguida, no Instituto Lafayette (famoso colégio situado no bairro carioca de Botafogo), chegando depois a cursar o primeiro ano de Direito. Estudou um período com Maria Olenewa na Escola de Bailados do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Em 1943, iniciou sua carreira, trabalhando como corista do Cassino da Urca. Por intermédio do maestro Vicente Paiva, tornou-se "crooner" de sua orquestra e, além de atuar no Cassino, passou a se apresentar na Rádio Mayrink Veiga. Em 1945, depois de apresentações na Rádio Splendid e na boate Tabaris, de Buenos Aires, fixou residência na capital argentina por três anos. Em 1946 lançou pela Continental, seu primeiro disco interpretando a marcha "Maria Rosa"" , de Oscar Bellandi e Dias da Cruz e o samba "Amei demais", de Ciro de Souza e J. M. da Silva. Quando voltou ao Brasil, em 1948, atuou como vedete na revista "Um milhão de mulheres", de Chianca de Garcia, encenada no Teatro Carlos Gomes, no Rio de Janeiro. A revista rendeu-lhe muito sucesso, o que lhe possibilitou um contrato com a companhia de Walter Pinto, no qual trabalhou por quatro anos em espetáculos no Teatro Recreio. Em 1951, lançou seu grande sucesso, a marchinha "Sassaricando", de Luís Antônio, Zé Mário, pseudônimo de Jota Júnior e Oldemar Magalhães, cantada por ela na revista "Eu quero sassaricá", de Luís Iglesias e Freire Jr, e gravada pela Todamérica em novembro de 1951. A música foi feita de encomenda para a revista "Jabaculê de penacho", produzida por Walter Pinto que, adorando o tema, resolveu trocar o nome da revista. O sucesso foi tanto, que a música acabou criando a expressão maliciosa "sassaricar". A partir de 1952, trabalhou no Teatro Carlos Gomes. No mesmo ano, gravou as marchas "Santo Antônio casamenteiro", de Antônio Almeida e Alberto Ribeiro e "Balão", de Luiz Antônio. Foi eleita Rainha das Atrizes, pela Casa dos Artistas. Destacou-se em programas da TV Tupi ("Espetáculos Tonelux") na década de 1950. Em 1953, fez sucesso com a marcha "Zé Corneteiro", de Lalá Araújo. Em 1954, gravou com sucesso a "Marcha do fiu-fiu", que ela assinou com Nelson Castro e "Marcha da pipoca", de Luiz Bandeira e Arsênio de Carvalho, de sentido malicioso ou de duplo sentido. Em 1955 lançou o maxixe "No balaio de sinhá", de Arsênio de Carvalho; o samba "Portão da casa do Juca", de Rubens Silva e Loé Moulin e "Chorinho gostoso", de sua autoria. Em 1956, gravou os cha-cha-chas "Aprenda o cha-cha-cha", de C. Garcia e Hello e "Um beijinho por telefone", de M. Perdomo, ambos com versão de Alberto Ribeiro. Em 1957, gravou as marchas "É baba de quiabo", de sua parceria com Arsênio de Carvalho e "Madame sapeca", de José Roberto e José Batista. Em 1958, gravou "Lanterninhas multicores", marcha de sua autoria; "Santo Antônio vai me abençoar", baião de Nelson Castro e José Batista e "Que palhaço", marcha de sua parceria com William Duba. Gravou 24 discos em 78 rpm, um pela Continental e os outros pela Todamérica, principalmente com marchinhas de temas maliciosos ou humorísticos, apesar de ter gravado sambas também. Em 1960, gravou dois discos pela etiqueta Carroussel, incluindo as marchas "Meu América", campeã carioca de futebol daquele ano, de Nelson Castro e "Marcha da vitória", de Hélio Nascimento, Mirabeau e J. Gonçalves. No início do ano 2000, continuava a se apresentar em bailes populares de carnaval, na Cinelândia no Rio de Janeiro, com grande agrado do público. Foi uma das artistas de maior prestígio no governo de Getúlio Vargas que, além de ser seu fã, conta-se, chegou a ter um romance com ela.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

" ZEZÉ FONSECA "


(Maria José González) Nascida 5/8/1915, Rio de Janeiro, RJ -
Falecida 16/8/1962,no Rio de Janeiro, RJ

Aluna do Instituto de Música do Rio de Janeiro, estudou canto com Olinda Leite de Castro. Iniciou a carreira apresentando-se na "Hora da Arte", no Tijuca Tênis Clube, no Rio de Janeiro. Em 1932 entrou para a Rádio Philips, através de Paulo Bevilácqua e passou a presentar o programa "Fox tarde demais". Em 1933, gravou seu primeiro disco pela Columbia, interpretando a marcha "Põe a chave embaixo...", de Assis Valente e o samba "Mulato cheio de bossa", de Sílvio Pinto e Milton Musco. No mesmo ano, gravou com Breno Ferreira, a marcha "Eta caboclo mau", de Joubert de Carvalho e Luiz Martins. Depois da estréia como cantora, integrou a companhia teatral de Procópio Ferreira na peça "Deus lhe pague", de Joraci Camargo. Durante algum tempo produziu programas femininos na Rádio Cruzeiro do Sul, trocando-a pela Rádio Philips em 1934. Em 1935, gravou a marcha "Amor, amor" e o samba "Quero a liberdade", ambas de Sílvio Pinto. No ano seguinte, foi contratada pela Victor e lançou as marchas "Retalho de felicidade", de José Maria de Abreu e Oduvaldo Cozzi e "São João há de sorrir", de José Maria de Abreu e Francisco Matoso. Nesse mesmo ano, abandonou o rádio e somente retornou em 1939, ingressando na Rádio Nacional, onde trabalhou seis anos. Entrou para a história da MPB a partir de 1942, por manter um tórrido romance com o cantor Orlando Silva, cujos altos e baixos provocaram sério desequilíbrio emocional no grande intérprete fazendo-o ingressar nas drogas. Disso resultou o afastamento de Orlando da cena artística por alguns anos. Em 1940 gravou com Barbosa Júnior a marcha "Hino da alegria" e o samba "Foi você", ambas da dupla Juraci Araújo e Gomes Filho. Em 1945 esteve em Montevidéu, Uruguai, e Buenos Aires, Argentina, realizando programas para a Rádio El Mundo. Em 1946 foi para a Rádio Globo. Conhecida principalmente como intérprete de radionovelas brasileiras, foi uma das pioneiras e considerada a melhor radioatriz da Rádio Nacional, do Rio de Janeiro, até 1954, destacando-se sua atuação em "Os amores de George Sand", na Mayrink Veiga, e "Romance da eternidade", na Nacional. Gravou dois discos pela Victor e cinco pela Columbia, num total de sete 78 RPMs no período 1933/40.

sábado, 5 de junho de 2010

" ARACY DE ALMEIDA "


Aracy Teles de Almeida nasceu em 19 de agosto de 1914. Foi criada no subúrbio carioca, no bairro de Encantado, numa grande família evangélica; o pai, Baltazar Teles de Almeida, era chefe de trens da Central do Brasil e a mãe, dona Hermogênea, dona de casa. Tinha apenas irmãos homens.
Estudou num colégio no bairro do Engenho de Dentro, onde foi colega do radialista Alziro Zarur, passando depois para o Colégio Nacional, no Méier. Aracy costumava cantar hinos religiosos na Igreja Batista e, escondida dos pais, cantava músicas de entidades em terreiros de macumba e no bloco carnavalesco "Somos de pouco falar". "Mas isso não rendia dinheirim", como Aracy dizia.
Mais tarde, conheceu Custódio Mesquita, por intermédio de um amigo. Cantou para ele a música Bom-dia, Meu Amor (Joubert de Carvalho e Olegário Mariano), conseguindo entrar a Rádio Educadora (depois Tamoio), em 1933. Ali mesmo, conheceu Noel Rosa e aceitou o convite, que ele lhe fez, para "tomar umas cervejas cascatinhas na Taberna da Glória". Desde este dia, o acompanhou todas as noites.

No ano seguinte, gravou para o Carnaval seu primeiro disco, pela Columbia, com a música Em plena folia (Julieta de Oliveira). Em 1935, assinou seu primeiro contrato com a Rádio Cruzeiro do Sul e gravou Seu Riso de Criança, composição de Noel Rosa, de quem se tornaria a principal intérprete.
Transferindo-se para a Victor, participou do coro de diversas gravações e lançou, ainda em 1935, como solista, Triste cuíca (Noel Rosa e Hervé Cordovil), Cansei de pedir, Amor de parceria (ambas de Noel Rosa) e Tenho uma rival (Valfrido Silva). A partir de então, tornou-se conhecida como intérprete de sambas e músicas carnavalescas, tendo sido apelidada por César Ladeira de "O Samba em Pessoa". Trabalhou na Rádio Philips com Sílvio Caldas, no Programa Casé; na Cajuti, Mayrink Veiga e Ipanema, excursionando com Carmen Miranda pelo Rio Grande do Sul.
Em 1936 foi para a Rádio Tupi e gravou com sucesso duas músicas de Noel Rosa: Palpite infeliz e O X do problema. Em 1937 atuou na Rádio Nacional e destacou-se com os sambas Tenha pena de mim (Ciro de Sousa e Babau), Eu sei sofrer (Noel Rosa e Vadico) e Último desejo, de Noel Rosa, que faleceu nesse ano.
Gravou, em 1938, Século do Progresso (Noel Rosa) e Feitiço da Vila (Noel Rosa e Vadico), e, em 1939, lançou em disco Chorei quando o Dia Clareou (Davi Nasser e Nelson Teixeira) e Camisa amarela (Ari Barroso). Para o Carnaval de 1940, gravou a marcha O Passarinho do relógio (Haroldo Lobo e Milton de Oliveira) e, no ano seguinte, O Passo do canguru (dos mesmos autores).

Em 1942, lançou o samba Fez Bobagem (Assis Valente), Caramuru (B.Toledo, Santos Rodrigues e Alfeu Pinto), Tem galinha no bonde e A Mulher do leiteiro (ambas de Milton de Oliveira e Haroldo Lobo). Fez sucesso no Carnaval de 1948 com Não me Diga Adeus (Paquito, Luis Soberano e João Cerreia da Silva) e, em 1949, gravou João ninguém (Noel Rosa) e Filosofia (Noel Rosa e André Filho).
Entre 1948 e 1952, trabalhou na boate carioca Vogue, sempre cantando o repertório de Noel Rosa; graças ao sucesso de suas interpretações nessa temporada, lançou pela Continental dois álbuns de 78 rpm com músicas desse compositor: o primeiro deles, lançado em setembro de 1950, continha Conversa de botequim (com Vadico), Feitiço da Vila (com Vadico), O X do problema, Palpite infeliz, Não tem tradução e Último desejo; no segundo, lançado em março de 1951, interpretou Pra que mentir (com Vadico), Silêncio de um minuto, Feitio de Oração (com Vadico), Três apitos, Com que roupa e O Orvalho Vem Caindo (com Kid Pepe).
Foi, ao lado de Carmen Miranda, a maior cantora de sambas dos anos 30. Depois de atuar com sucesso na boate Vogue em Copacabana na década de 40, entre 1950 e 1951, gravou dois álbuns dedicados a Noel Rosa, que seriam responsáveis pela reavaliação da obra do poeta da Vila.
Mudou-se para a Cidade de São Paulo em 1950, e lá viveu durante 12 anos. Em 1955, trabalhou no filme Carnaval em lá maior, de Ademar Gonzaga, e lançou, pela Continental, um LP de dez polegadas só com músicas de Noel Rosa, no qual foi acompanhada pela orquestra de Vadico, cantando, entre outras, São Coisas Nossas, Fita Amarela e as composições inéditas Meu Barracão, Cor de Cinza, Voltaste e A Melhor do Planeta (com Almirante).
Três anos depois, lançou pela Polydor o LP Samba em pessoa. Em 1962 a RCA, reaproveitando velhas matrizes, editou o disco Chave de ouro. Em 1964, gravou com a dupla Tonico e Tinoco, o cateretê Tô chegando agora (Mário Vieira) e apresentou-se com Sérgio Porto e Billy Blanco na boate Zum-Zum no Rio de Janeiro.
Em 1965, fez vários shows no Rio de Janeiro: "Samba pede passagem", no Teatro Opinião; "Conversa de botequim", dirigido por Miele e Ronaldo Boscoli, no Crepúsculo; e um espetáculo na boate Le Club, com o cantor Murilo de Almeida. No ano seguinte, a Elenco lançava o disco Samba é Aracy de Almeida. Com o cômico Pagano Sobrinho, fez "É proibido colocar cartazes", um programa de calouros da TV Record, de São Paulo, em 1968. No ano seguinte, a dupla apresentou-se na boate paulistana Canto Terzo. Ainda em 1969, fez o show "Que maravilha!", no Teatro Cacilda Becker em São Paulo, ao lado de Jorge Ben], Toquinho e Paulinho da Viola.
Depois disso, com a entrada da bossa nova, os intérpretes de samba já não eram tão solicitados. Aracy trabalhou em vários programas de TV: Programa do Bolinha; na TV Tupi, com Mário Montalvão; na TV Globo, com a Buzina do Chacrinha; no Programa Sílvio Santos; programas na TVE; Programa da Pepita Rodrigues , na TV Manchete; Programa do Perlingeiro, na TV Excelsior; no Almoço com as estrelas, com Aérton Perlingeiro, entre outros.
Em 1988, Aracy teve um edema pulmonar. No início, ficou internada em São Paulo, retornando ao Rio de Janeiro para o hospital da SEMEG, na Tijuca. Sílvio Santos a ajudou financeiramente na época em que esteve doente e lhe telefonava todos os dias, às 18 horas, para saber como ela estava.
Depois de dois meses em coma, voltou a lucidez por dois dias, e, num súbito aumento de pressão arterial, faleceu no dia 20 de junho, aos 74 anos. Seu corpo foi velado no teatro João Caetano, visto que seu último show com Albino Pinheiro havia sido lá. O Jardim da saudade doou o túmulo para ela, porém já havia uma gaveta no cemitério em São Paulo, mas Adelaide não quis levá-la para lá. O Corpo de Bombeiros percorreu parte do Rio de Janeiro com o seu túmulo como homenagem , passando pelos lugares importantes freqüentados por Aracy (Copacabana, Glória, Lapa ,Vila Isabel, Méier e Encantado). Ela não casou e não quis ter filhos, apesar de ter morado com alguns namorados.

" ALZIRINHA CAMARGO "





Alzira Camargo (São Paulo, 10 de dezembro de 1915 — 9 de dezembro de 1982) foi uma cantora brasileira.
Nasceu no bairro do Brás e começou a cantar amadoristicamente na Rádio Record, assinando contrato com a Cruzeiro do Sul e, depois, com a Rádio Difusora. Em 1931, participou do filme Coisas nossas, considerado o primeiro filme musical brasileiro, junto de Procópio Ferreira, Zezé Lara, Batista Jr., Paraguaçu e outros.
Em 1935, convidada por Sílvia Autuori, foi procurar alguma oportunidade no Rio de Janeiro. Foi contratada pela Rádio Tupi e sua carreira começou a deslanchar. Um ano depois, gravou o primeiro disco na Victor, com a marcha Cinqüenta por cento (Lamartine Babo) e o samba Você vai se arrepender (Alberto Fadel, Germano Augusto e Kid Pepe). Ao entrar em contato com Alberto Quatrini Bianchi, este a convidou para se apresentar em sua rede de cassinos, espalhada por todo país.

No ano seguinte, se desentendeu com Carmen Miranda, pois esta, logo após gravar a marcha Querido Adão (Benedito Lacerda e Oswaldo Santiago), viajou para a Argentina, não podendo lançar a música no rádio. Os compositores então ofereceram-na a Alzirinha, que fazia o meso estilo de Carmen, e esta ficou com o sucesso. A partir de então, as duas se tornaram rivais.
Viajou para Buenos Aires, Argentina, ao lado do Regional de Benedito Lacerda, apresentando-se na Rádio El Mundo, em 1938. De volta ao Brasil, Benedito Lacerda compôs para ela a marcha Meu Buenos Aires querido, gravada por eles na Odeon.
Em 1939, apresentou-se no Cassino Atlântico com uma orquestra norte-americana regida por Ciro Rimac. No ano seguinte, a convite deste, viajou para os Estados Unidos da América, com um contrato assinado de seis meses. Lá permaneceu até 1949 e, nos três anos seguintes, percorreu pela Península Ibérica, apresentando-se no Cassino Estoril, em Portugal. De volta ao Brasil em novembro de 1953, foi contratada pela Rádio Nacional, para o programa Gente que brilha de Paulo Roberto. Voltou a gravar em 1955, pela Polydor.
Trabalhou também em televisão, tanto no Rio como em São Paulo. Gravou ainda, no princípio dos anos 60, um disco pelo selo Guarani, sem maiores repercussões.


Filmografia

1931 - Cousas Nossas
1935 - Fazendo Fitas
1936 - Alô, Alô, Carnaval
1937 - O Grito da Mocidade
1937 - Samba da Vida
1954 - Agora É Que São Elas

" NORA NEY "


Nora Ney, nome artístico de Iracema de Sousa Ferreira,
(Rio de Janeiro, 20 de março de 1922 — Rio de Janeiro, 28 de outubro de 2003)
foi uma cantora brasileira.
Aprendeu a tocar violão sozinha e, para incentivá-la, seu pai a presenteou com o instrumento. Familiarizava-se com o mundo da música frequentando assiduamente programas de rádio e de auditório.
Dona de uma voz grave, começou a carreira em 1950 e em 1953 já era uma das grandes divas do rádio, interpretando Dorival Caymmi, Noel Rosa, Ary Barroso, entre outros. Em 1952 gravou pela Continental seu primeiro LP, Menino Grande.
Ao lado de Maysa Matarazzo, Ângela Maria e Dolores Duran, consagrou-se como uma das maiores intérpretes do samba-canção (gênero surgido na década de 30). O samba-canção é comparado ao bolero, pela exaltação do amor romântico ou pelo sofrimento de um amor não realizado.
Dentre as curiosidades de sua vida pública estão um segundo casamento com o cantor Jorge Goulart; a filha, fruto dessa união, Vera Lúcia, se tornou Miss Brasil em 1963Devido à atuação política de Goulart no Partido Comunista, teve que se auto exilar depois do Golpe de 1964, cujo objetivo era "libertar" o país da "ameaça comunista".

Discografia

Canta Nora Ney (1955)
Nora Ney (1958)
Ninguém me Ama (1960)
Mudando de Conversa (1968)
Tire seu Sorriso do Caminho, que Eu Quero Passar com a Minha Dor (1972)
Jubileu de Prata - Nora Ney e Jorge Goulart (1977)
Meu Cantar É Tempestade de Saudade (1987)

Compilações

As Eternas Cantoras do Rádio (1991)
Nora Ney (1993)
Mestres da MPB - Nora Ney (1994)
Acervo Especial - Nora Ney (1994)
A Música Brasileira Deste Século por seus Autores e Intérpretes (2000)
Amor, Meu Grande Amor - Nora Ney e Jorge Goulart (2000)

" ELLEN DE LIMA "


Helenice Teresinha de Lima Pereira de Almeida, a Ellen de Lima
(Salvador, 24 de março de 1938) é uma cantora e atriz brasileira que fez sucesso durante o período dourado do rádio, na década de 1950. Tornou-se conhecida do público por ser a intérprete da célebre "Canção das Misses", escrita por Lourival Faissal, para servir de tema do tradicional concurso de Miss Brasil.
Ellen nasceu na Bahia, mas já aos dois anos seguiu para o Rio de Janeiro.
Começou sua carreira em 1950 no programa de calouros de César de Alencar, na Rádio Nacional, bem como no "Alvorada dos Novos", da Mayrink Veiga, pela qual foi contratada em 1954 para apresentar-se no Rio e em São Paulo.
Foi uma das primeiras contratadas da Columbia (depois CBS e atual Sony-BMG), no Brasil, lançando nesse mesmo ano o seu primeiro disco, a convite do maestro Renato de Oliveira, com o samba-canção "Até Você" (Armando Nunes) e o slow-fox "Melancolia" (Allain Romans, versão de Capitão Furtado).
Em 1957, fez sucesso com o bolero "Vício" (Fernando César),
gravando seu primeiro LP, "Ellen".

Foi na década de 1960 que Ellen de Lima conquistou o público brasileiro com a "Canção das Misses", tema do concurso de Miss Brasil, à época promovido pelos Diários Associados.
Atuou bastante em televisão (trabalhou como atriz-cantora na TV Globo, ao lado de Fernanda Montenegro e Sérgio Britto) e em diversas boates, como a Oásis paulistana e O Galo, no Rio de Janeiro, além de participar de espetáculos no Copacabana Palace, ao lado de Haroldo Costa e das Irmãs Marinho.
A partir de 1988 passou a integrar o grupo As Eternas Cantoras do Rádio, ao lado de Carmélia Alves, Violeta Cavalcante, entre outras, com o qual gravou três CDs.
No volume 3, gravou "Estrela" (Gilberto Gil), em duo com seu autor, e "Bésame" (Flávio Venturini e Murilo Antunes). Ellen já ganhou títulos importantes, como o de Rainha dos Músicos e a medalha Oswaldo Cruz.

" CARMINHA MASCARENHAS "


Cármina Allegretti, conhecida Carminha Mascarenhas
(Muzambinho, 14 de abril de 1930) é uma cantora brasileira que integra atualmente o grupo As Eternas Cantoras do Rádio, ao lado de outras como Ellen de Lima, Carmélia Alves e Violeta Cavancanti.

sábado, 1 de maio de 2010

" CARMÉLIA ALVES "


Carmélia Alves Curvello (Rio de Janeiro, 14 de fevereiro de 1923)
é uma cantora brasileira.
Nomeada por Luís Gonzaga a "Rainha do Baião", fez sucesso na década de 1950 com Sabiá na gaiola. Reconhecida no Brasil e na América Latina, vendeu milhares de cópias, o que obrigou a gravadora Continental de Buenos Aires a abrir outra filial para conter a venda tão grande. Ganhou todos os prêmios importantes da época, que estão expostos em um museu. Foi croone da boate do hotel Copacabana Palace e cantou sambas no estilo de Carmem Miranda. É integrante do grupo "Cantoras do Rádio", formado em 1988, ao lado das amigas Ellen, Violeta e Carminha. O grupo está apresentando o espetáculo "Estão voltando as flores". Atualmente ainda mora em sua cidade natal e comanda um programa na Rádio Nacional, onde começou sua carreira.




Maiores Sucessos Em Ordem cronológica

1943 - Deixei de Sofrer
1944 - Quem Dorme no Ponto é Chofer
1949 - Me Leva (com Ivon Curi)
1950 - Coração Magoado
1950 - Trepa no Coqueiro
1951 - Sabiá na Gaiola
1951 - Pé de Manacá (com o Trio Madrigal)
1951 - Esta Noite Serenou
1951 - Cabeça Inchada
1956 - Cevando o Amargo

Filmografia

1952 - Tudo Azul
1952 - Está com Tudo
1953 - Agulha no Palheiro
1954 - Carnaval em Caxias
1955 - Carnaval em Lá Maior
1955 - Trabalhou Bem, Genival
1956 - A Pensão de Dona Estela

" ADEMILDE FONSECA "


Ademilde Fonseca Delfino (Pirituba, São Gonçalo do Amarante, 4 de março de 1921)
é uma cantora brasileira. Suas interpretações a consagraram como a maior intérprete do choro cantado, sendo considerada a "Rainha do choro".Trabalhou por mais de dez anos na TV Tupi e seus discos renderam mais de meio milhão de cópias.
Além de fazer sucesso em terras nacionais, regravou grandes sucessos internacionais e se apresentou em outros países.Atualmente ainda faz shows.





Discografia

1942 - Tico-Tico no Fubá/Volte pro morro - Columbia
1942 - Altiva América/Racionamento - Columbia
1942 - Apanhei-te cavaquinho/Urubu malandro - Columbia
1944 - Brinque a vontade!…/Os narigudos - Continental
1944 - Dinorá/É de amargar - Continental
1945 - O que vier eu traço/Xem-em-ém - Continental
1945 - Rato, rato/História difícil - Continental
1946 - Estava quase adormecendo/Sonoroso - Continental
1948 - Vou me acabar/Sonhando - Continental
1950 - João Paulino/Adeus, vou-me embora - Continental
1950 - Brasileirinho/Teco-teco - Continental
1950 - Molengo/Derrubando violões - Todamérica
1950 - Vão me condenar/Não acredito - Todamérica
1951 - Delicado/Arrasta-pé - Todamérica
1951 - Galo garnizé/Pedacinhos do céu - Todamérica
1951 - Meu senhor/Minha frigideira - Todamérica
1952 - Só você/Baião em Cuba - Todamérica
1952 - Gato, gato/Doce melodia - Todamérica
1952 - Sentenciado/Liberdade - Todamérica
1953 - Vaidoso/Turista - Todamérica
1953 - Meu Cariri/Se amar é bom - Todamérica
1953 - Papel queimado/Sapatinhos - Todamérica
1953 - Uma casa brasileira/Se Deus quiser - Todamérica
1954 - Pinicadinho/Tem 20 centavos aí? - Todamérica
1954 - Qué pr'ocê?/Mar sereno - Todamérica
1954 - Dono de ninguém/Neste passo - Todamérica
1954 - A hora é essa/Amei demais - Todamérica
1955 - Rio antigo/Saliente - Todamérica
1955 - Saudades do rio/Dó-ré-mi-fá - Todamérica
1955 - Polichinelo/Na vara do trombone - Odeon
1956 - Xote do Totó/Acariciando - Odeon
1956 - A situação/Procurando você - Odeon
1957 - Teia de aranha/Té amanhã - Odeon
1957 - Falsa impressão/Telhado de vidro - Odeon
1958 - Eu vou na onda - Odeon
1958 - Rainha do mar/Cortina do meu lar - Odeon
1958 - À La Miranda - Odeon LP
1959 - Na Baixa do Sapateiro/Io (Eu) - Odeon
1959 - Voz + Ritmo = Ademilde Fonseca - Philips
1960 - Tá vendo só/Indiferença - Philips
1960 - Choros Famosos - Philips
1961 - De apito na boca/É o que ela quer - Philips
1961 - Boato/Que falem de mim - Philips
1962 - Pé de meia/Quem resolve é a mulher - Philips
1963 - Marcha do pinica/"Tô" de bobeira - Marcobira
1964 - Esquece de mim/Carnaval na lua - Serenata
1975 - Ademilde Fonseca - Top Tape
1976 - Série Ídolos MPB Nº 14 Ademilde Fonseca
1977 - A Rainha Ademilde & seus chorões maravilhosos - MIS/Copacabana
1997 - A Rainha do Choro
1998 - Ademilde Fonseca - Vol. 2
2000 - As Eternas Cantoras do Rádio - Carmélia Alves, Violeta Cavalcanti, Ademilde Fonseca e Ellen de Lima - Leblon Recors
2000 - A Música Brasileira deste século por seus autores e intérpretes - Ademilde Fonseca
2000 - Vê se gostas - Jacob do Bandolim, Waldir Azevedo e Ademilde Fonseca
2000 - Chorinhos e Chorões - Vol. 2
2000 - Ademilde Fonseca - 20 Selecionadas
2001 - Café Brasil Conjunto Época de Ouro, Paulinho da Viola, Ademilde Fonseca e outros - Teldec

" ISAURINHA GARCIA "


Isaura Garcia, mais conhecida como Isaurinha Garcia,
(São Paulo, 26 de fevereiro de 1923 — São Paulo, 30 de agosto de 1993)
foi uma das maiores cantoras da MPB, e, com mais de cinquenta anos de carreira,
foi considerada a Edith Piaf brasileira. Gravou mais de trezentas canções.
Foi casada com Walter Wanderley, organista de muito sucesso, que renovou a bossa nova com seu talento e até hoje está presente em trinta países.
Sobrinha do célebre pintor paulista Giuseppe Pancetti,
começou sua carreira em 1938, depois de um concurso promovido pela Rádio Record, tendo sido contratada no mesmo ano pela emissora paulista.
Neste começo de carreira, inspirava-se em Carmen Miranda e Aracy de Almeida.





Maiores sucessos

1941 - A Baratinha
1941 - Aproveita Beleléu
1941 - O Telefone Está Chamando
1942 - Aperto de Mão
1942 - Teleco-Teco (com Benedito Lacerda)
1943 - Batendo na Minha Porta
1943 - Duas Mulheres e um Homem
1943 - O que Há com Você
1944 - Linda Flor (Ai, Ioiô)
1944 - Não era Adeus
1944 - Adivinhe Coração
1945 - Barulho no Morro
1946 - De Conversa em Conversa (com Os Namorados da Lua)
1946 - Mensagem
1946 - Amor Impossível
1946 - Edredon Vermelho
1946 - Nêgo
1947 - Teu Retrato (com Nelson Gonçalves)
1947 - Prêmio de Consolação
1949 - Seresteiro
1950 - Pé de Manacá (com Hervé Cordovil)
1950 - Eu Não Sou Louco
1951 - Aladim
1952 - Nunca
1956 - Contra-senso
1956 - Mocinho Bonito
1957 - Contando Estrelas
1957 - Deixa Pra Lá
1957 - Se Deus Me Desse
1958 - Cansei de Ilusões
1958 - Foi a Noite
1959 - De Conversa em Conversa
1959 - E Daí?
1959 - Meditação
1961 - Água de Beber
1963 - Tem Bobo Pra Tudo

" ÂNGELA MARIA "


Ângela Maria, nome artístico de Abelim Maria da Cunha (
Conceição de Macabu, 13 de maio de 1928) é uma cantora brasileira.
Começou cantando em coro de Igreja. Enquanto trabalhava numa fábrica de lâmpadas, participava, às escondidas, de programas de calouros. Adotou o nome de Ângela Maria para não ser identificada pela família. Como ganhava todos os concursos, foi cantar no famoso Dancing Avenida e depois na rádio Mayrink Veiga. Em 1951 gravou o primeiro disco. Veio assim o sucesso que sempre a acompanhou. Atuou em cinema, no longa-metragem Portugal, Minha Saudade (1973).
Ângela Maria consagrou-se como uma das grandes intérpretes do gênero samba-canção (surgido na década de 1930), ao lado de Maysa, Nora Ney e Dolores Duran.
Gravou dezenas de sucessos como Não Tenho Você, Babalu, Cinderela, Moça Bonita, Vá, mas Volte, Garota Solitária, Falhaste coração, Canto paraguaio, A noite e a despedida, Gente humilde, Lábios de mel, etc.
Em 1996, foi contratada pela gravadora Sony Music e lançou o CD Amigos, com a participação de vários artistas como Roberto Carlos, Maria Bethânia, Caetano Veloso, Chico Buarque, entre outros. O trabalho foi um sucesso, celebrado num espetáculo no Metropolitan, atual Claro Hall (Rio de Janeiro), e um especial na Rede Globo. O disco vendeu mais de 500 mil cópias.

Foi uma fase muito feliz da carreira da cantora que, no ano seguinte, apresentou o álbum Pela Saudade que Me Invade, com sucessos de Dalva de Oliveira, e um ano depois gravou, com Agnaldo Timóteo, o CD Só Sucessos, também na lista dos cem álbuns nacionais mais vendidos. Após a saída da Sony, Ângela voltou a gravar em 2003, desta vez pela Lua Discos, o Disco de Ouro, com um viés eclético, abrangendo compositores que vão de Djavan a Dolores Duran.




Atriz

1975 - A Extorsão.
1973 - Portugal… Minha Saudade
1967 - Carnaval Barra Limpa
1966 - 007 1/2 no Carnaval
1961 - Caminho da Esperança
1961 - América de Noite
1959 - Dorinha no Society
1959 - Quem Roubou Meu Samba?
1957 - Metido a Bacana
1957 - O Negócio Foi Assim
1957 - Rio Fantasia
1957 - Rio Zona Norte
1957 - O Samba na Vila
1957 - Feitiço do Amazonas
1956 - Com Água na Boca
1956 - O Feijão é Nosso
1956 - Tira a mão daí!
1956 - Fuzileiro do Amor
1956 - Fugitivos da Vida
1955 - Carnaval em Marte
1955 - O Rei do Movimento
1954 - Rua Sem Sol
1952 - Com o Diabo no Corpo

" DÓRIS MONTEIRO "


Adelina Dóris Monteiro (Rio de Janeiro, 23 de outubro de 1934)
é uma cantora e atriz brasileira.
Em 1949 foi revelada como cantora no programa Papel Carbono, de Renato Murce,
na rádio Nacional do Rio de Janeiro.
Em 1951 era estudante do Colégio D.Pedro II, foi convidada para cantar na rádio Guanabara. Na rádio Tupi ficou durante oito anos. Cantou na boate do Copacabana Palace Hotel. Fez sua primeira gravação Se você se importasse, em 78rpm. Em 1952 foi eleita Rainha dos Cadetes, neste ano gravou Fecho meus olhos, vejo você, de José Maria de Abreu. Gravou o primeiro longplay em 1954 - Vento soprando pela gravadora Continental; músicas que se destacaram Graças a Deus (Fernando César) e Joga a rede no mar (Fernando César/Nazareno de Brito). Foi uma das estrelas da TV Tupi em 1955, apresentando um programa que levava seu nome. Em 1956 grava Mocinho Bonito, de Billy Blanco - uma das músicas mais marcantes do seu repertório. Eleita Rainha do Rádio.
Precedida por:
Vera Lúcia Rainha do Rádio
1956 — 1958 Sucedida por:
Julie Joy
Em 1963 gravou o longplay Gostoso é sambar, título, música de João Melo - músicas que fizeram sucesso O que eu gosto de você (Silvio César) e Olhou pra mim (Ed Lincoln/Silvio César) - gravação Philips. Dóris Monteiro de 1964, com a música destaque Samba de verbo (Marcos Valle/Paulo Sérgio Valle) - gravadora Philips. Em 1969 conquistou o país cantando Mudando de conversa, título do disco e música de (Maurício Tapajós/Hermínio Belo de Carvalho, esse hit ficou cerca de cinco meses nas paradas e foi recordista de vendas.Outra música que marcou foi Do-re-mi de Fernando César - gravadora Odeon.
Em 1970 grava um compacto simples Dóris Monteiro, a música que teve destaque foi Coqueiro verde (Roberto Carlos/Erasmo Carlos). Durante os anos 70 gravou com com os cantores Miltinho e Lúcio Alves.
Nos anos 80 Dóris Monteiro volta a gravar. Dóris Monteiro - gravadora Copacabana. Essas Mulheres com Dóris, Elizeth Cardoso, Helena e Ângela Maria - 1986 - gravadora Continental.
Samba Canção- da série Academia Brasileira de Música - músicas que se destacaram: Chove lá fora, de Tito Madi, Ronda de Paulo Vanzolini e Manhã de carnaval (Antônio Maria/Luiz Bonfá.




Filmes

No cinema, atuou no filme Agulha no palheiro de 1953, cantou a música com o mesmo nome; e foi premiada como atriz. Em 1954 participou de Rua sem sol de Alex Viany. Tudo é música de Luís de Barros. "De vento em popa" de Carlos Manga e "A Carrocinha" (este último ao lado de Mazzaropi) em 1957.

" VERA LUCIA "


Vera Lúcia Ermelinda Balula (Viseu, Portugal, 7 de agosto de 1930)
é uma cantora luso-brasileira.
Em 1951, lançou pelo pequeno selo Elite Special seu primeiro disco interpretando o samba Copacabana (João de Barro e Alberto Ribeiro) e o baião Veio amô
(Humberto Teixeira). No mesmo ano, gravou um de seus maiores sucessos, a marcha Rita sapeca (Klécius Caldas e Armando Cavalcânti). Em 1952, gravou a marcha Pisca-pisca e o samba-canção Verdadeira razão (Armando Cavalcânti e Klécius Caldas) e o samba Não vou chorar (Humberto Teixeira e Felícia Godoy) e o Baião de Alagoas (Humberto Teixeira). No mesmo ano, foi contratada pela Odeon, onde estreou com a marcha Pagode chinês (Ari Monteiro e Irani de Oliveira) e o samba Vou-me embora (Humberto Teixeira e Felícia Godoy). Em 1953, gravou o Baião da saudade (Fernando Jacques) e o samba-canção Intriga (Altamiro Carrilho e Armando Nunes). No mesmo ano, gravou os sambas-canção Filha diferente (Raul Sampaio e Rubens Silva) e É tarde demais (Hianto de Almeida). Em 1954 gravou os sambas Não vivo em paz e Eu não perdôo (Paulo Menezes e Nilton Legey). No mesmo ano, lançou dois sambas-canção Eu sei que você não presta (Chocolate e Mário Lago) e Sempre eu (Alfredo Godinho e Osvaldo França). Ainda em 1954, passou a gravar na Continental e lançou os sambas Valerá a pena (Dorival Caymmi, Carlos Guinle e Hugo Lima) e O que os olhos não vêem (Luiz Bandeira). No mesmo ano, gravou o xote Suspiro vai (Graça Batista e Álvaro Carrilho) e o samba-canção Ter saudade (Haroldo de Almeida).

Foi eleita Rainha do Rádio em 1955, vencendo Ângela Maria por decisão de Manoel Barcelos, que quis homenagear Carmen Miranda, portuguesa de nascimento como ela e que estava no Rio, em fase de recuperação de saúde. Recebeu a coroa das mãos da Pequena Notável. Além deste título, ganhou 10 troféus ao longo da carreira, como destaque de programas de televisão, entre eles, os do Chacrinha e Aerton Perlingeiro. Em 1956, lançou os sambas-canção Molambo e Quem sabe é você
(Jaime Florence e Augusto Mesquita) e Duvido (Luiz Vieira e Dario de Souza) e o samba Cansei de ilusões (Tito Madi). No ano seguinte, gravou mais uma composição da dupla Jaime Florence e Augusto Mesquita: o samba Zomba de mim. No mesmo ano, lançou o clássico fado-canção Nem às paredes confesso (Artur Ribeiro, Max e F. Trindade). Gravou ainda no mesmo período em dueto com William Duba a marcha Bacana de Copacabana (William Duba, Nahum Luiz e Elias José). Em 1958, gravou o samba canção Por causa de você (Tom Jobim e Dolores Duran). No mesmo ano, passou a gravar pela Sinter e lançou o samba Janela do mundo (Billy Blanco) e o samba-canção Castigo (Dolores Duran).

Em 1959, gravou duas composições de Tom Jobim: o samba Este teu olhar e o samba-canção Porque tinha de ser, este, parceria com Vinicius de Moraes. No ano seguinte, gravou a marcha Sacode a tristeza (Miguel Gustavo). Ainda em 1960, gravou um de seus maiores sucessos, o samba Leva-me contigo (Dolores Duran). Em 1962, lançou as músicas O bilhete e Samba sem pim-pom (Evaldo Gouveia e Jair Amorim).
Em 1997, foi homenageada pelo Museu Carmen Miranda com o Troféu Carmen Miranda.

" JULIE JOY "


Beatriz da Silva Araújo (Rio de Janeiro, 30 de setembro de 1930), mais conhecida pelo nome artístico de Julie Joy, foi uma cantora brasileira.
Começou sua carreira em meados dos anos 50, interpretando canções em inglês. Gravou o primeiro disco pela Sinter, em 1956, com o fox Verão em Veneza (Incini e Ribeiro Filho) e o samba Finge gostar (Meira e Chico Anísio). Nessa época, tornou-se contratada na Rádio Nacional. Também se apresentava na TV Tupi.
No ano seguinte, acompanhada de Britinho e sua orquestra, gravou o xote Amor é bom de dar (Bruno Marnet e Roberto Faissal) e a Valsa do primeiro filho (Ari Rabelo e Luiz de França). Naquele ano, passou a gravar pela Columbia, e lançou um disco com Renato de Oliveira & Orquestra, no qual cantou o beguine Sombras (Johnny Mercer e Lavello, versão de Arierpe) e bolero Tinha que ser (Fernando César).
Em 1958, foi coroada Rainha do Rádio, sendo a última cantora a receber o título. Neste ano, participou de dois filmes: E o Bicho Não Deu.., produzido pela Herbert Richers, e O Camelô da Rua Larga, pela Cinedistri. Também lançou disco, com o bolero Podes voltar (Othon Russo e Nazareno de Brito) e a valsa E a chuva parou (Ribamar, Esdras Silva e Vitor Freire).
Em 1960, acompanhada da orquestra e do coro de Bob Rose, gravou os fox Você não tem razão (Bartel, Burns e Magio) e Quero sonhar (J. Gluck Jr e F. Tobias), com versão de Renato Corte Real. Retirou-se da vida artística em fins dessa década.


sexta-feira, 30 de abril de 2010

" MARLENE "


Marlene, nome artístico de Victória Bonaiutti De Martino,
(São Paulo, 22 de novembro de 1924) é uma cantora e atriz brasileira.
Foi casada com o ator Luís Delfino.
Tendo gravado mais de 4.000 canções em sua carreira, Marlene (junto com Emilinha Borba) foi um dos maiores mitos do rádio brasileiro em sua época de ouro. Sua popularidade nacional também resultou em convites para o cinema (onze filmes depois de Corações sem Piloto, de 1944) e para o teatro (cinco peças após Depois do Casamento, em 1952), tendo também trabalhado em cinco revistas depois de Deixa Que Eu Chuto (1950). Suas atividades internacionais incluíam turnês pelo Uruguai, Argentina, Estados Unidos (onde se apresentou no Waldorf-Astoria Hotel e em Chicago) e França (apresentando-se por quatro meses e meio no Teatro Olympia em Paris, a convite de Édith Piaf, que a vira no Copacabana Palace, no Rio). Também compositora, teve seu samba-canção A grande verdade (parceria com Luiz Bittencourt) gravado por Dalva de Oliveira, em 1951.

Nasceu na capital paulista, no bairro da Bela Vista, conhecido reduto de ítalo-brasileiros. Seus pais mesmo eram italianos, e Victória Bonaiutti de Martino era a mais nova de três filhas. Ela herdou o nome do pai, o qual veio a falecer sete dias depois de seu nascimento. A viúva, Antonieta, não se casou novamente, assim tendo que sustentar sozinha a criação de suas filhas. Ela alfabetizava no Instituto de Surdos e Mudos de São Paulo e também era costureira.

Uma vez que era devota da Igreja Batista, conseguiu internar a filha mais nova no Colégio Batista Brasileiro, pagando apenas uma taxa. As mensalidades foram dispensadas em troca de que Victória prestasse serviços gerais ao colégio, como arrumação dos dormitórios. Estudou ali dos nove aos quinze anos de idade, destacando-se nas atividades esportivas, assim como no coro juvenil da igreja.
Ao deixar o colégio, foi cursar a Faculdade do Comércio, situada na Praça da Sé, com o objetivo de se tornar contadora. Na mesma época, emprega-se, durante o dia, num escritório comercial. É quando começa a participar de uma entidade de estudantes, recém formada, a qual passa a dispor de um espaço na Rádio Bandeirantes, a Hora dos estudantes, programa em que seria cantora. Foi quando seus colegas estudantes, por eleição, escolheram seu nome artístico, em homenagem à atriz alemã Marlene Dietrich.
Victória acabou deixando o curso de contadora em segundo plano, priorizando sua atividade artística. Então, em 1940, ela estreou como profissional na Rádio Tupi de São Paulo. Tudo isto, contudo, fez escondida da família, que, por razões religiosas e socias vigorantes na época, não poderia admitir uma incursão no mundo artístico. O nome artístico esconderia sua verdadeira identidade até ser descoberta faltando aulas por causa de seu expediente na rádio, o que resultou num castigo exemplar por parte de sua mãe. Mas ela já estava decidida a seguir carreira.
Assim, em 1943, cercada pela desaprovação por parte da família, ela partiu para o Rio de Janeiro, onde, após se aprovada no teste com Vicente Paiva, passou a cantar no Cassino Icaraí, em Niterói. Ali permaneceu por dois meses até conhecer Carlos Machado, o qual a convidou para o Cassino da Urca, contratando-a como vocalista de sua orquestra.

Em 1946, houve a proibição dos jogos de azar e o consequente fechamento dos cassinos por decreto do presidente Eurico Gaspar Dutra. Marlene então seguiu com a orquestra de Carlos Machado para a Boate Casablanca. Dois anos depois, tornou-se artista do Copacabana Palace a convite de Caribé da Rocha, o qual a promoveu de crooner a estrela da casa.

Passou a atuar também na Rádio Mayrink Veiga e, no ano seguinte, na Rádio Globo. Nesse ínterim, já se tinha dado sua estréia no disco, pela Odeon, em meados de 1946, com as gravações dos sambas Suingue no morro (Amado Régis e Felisberto Martins) e Ginga, ginga, moreno (João de Deus e Hélio Nascimento). Mas foi no carnaval do ano seguinte que Marlene emplacou seu primeiro sucesso, a marchinha Coitadinho do papai (Henrique de Almeida e M. Garcez), em companhia dos Vocalistas Tropicais, campeã do concurso oficial de músicas carnavalescas da Prefeitura do Distrito Federal. E foi cantando esta música que ela estreou no programa César de Alencar, na Rádio Nacional, com grande sucesso, em 1948. Marlene se tornaria uma das maiores estrelas da emissora, recebendo o slogan Ela que canta e dança diferente. Ainda nesse ano, foi contratada pela gravadora Continental, estreando com os choros Toca, Pedroca (Pedroca e Mário Morais) e Casadinhos (Luís Bittencourt e Tuiú), este cantado em duo com César de Alencar. Marlene esperou o fim de seu contrato com o Copacabana Palace para abandonar os espetáculos nas boates, dedicando-se ao rádio, aos discos e, posteriormente, ao cinema e ao teatro.
Nessa época, a maior estrela da Rádio Nacional era Emilinha Borba, mas as irmãs Linda e Dircinha Batista eram também muito populares, e as vencedoras, por anos consecutivos, do concurso para Rainha do Rádio. Este torneio era coordenado pela Associação Brasileira de Rádio, sendo que os votos eram vendidos com a Revista do Rádio e a renda era destinada para a construção de um hospital para artistas. Então, em 1949, Marlene venceu o concurso de forma espetacular. Para tal, recebeu o apoio da Companhia Antarctica Paulista. A empresa de bebidas estava prestes a lançar no mercado um novo produto, o Guaraná Caçula, e, atenta à popularidade do concurso, pretendiam usar a imagem de Marlene, Rainha do Rádio, como base de propaganda de seu novo produto, dando-lhe, em troca, um cheque em branco, para que ela pudesse comprar quantos votos fossem necessários para sua vitória. Assim, Marlene foi eleita com 529.982 votos. Ademilde Fonseca ficou em segundo lugar, e Emilinha Borba, dada como vencedora desde o início do concurso, ficou em terceiro. Desse modo, originou-se a famosa rivalidade entre os fãs de Marlene e Emilinha, uma rivalidade que, de fato, devia muito ao marketing e que contribuiu expressivamente para a popularidade espantosa de ambas as cantoras pelo país. Prova disso foram as gravações que elas fizeram em dueto naquele ano, com o samba Já vi tudo (Amadeu Veloso e Peter Pan) e a marchinha Casca de arroz (Arlindo Marques Jr. e Roberto Roberti). Foram sucessos no Carnaval de 1950, e no começo desse ano, com a marchinha A bandinha do Irajá (Murilo Caldas), também sucesso no Carnaval.
A eleição para Rainha do Rádio ainda lhe rendeu um programa exclusivo na Rádio Nacional, intitulado Duas majestades, e um novo horário no programa Manuel Barcelos, onde permaneceu como estrela até o fechamento do auditório da Rádio Nacional. A estrela Marlene ajudou vários colegas seus,inclusive usando seu prestígio e influência junto à direção da Rádio Nacional,trouxe para a emissora,as vozes de Jorge Goulart e Nora Ney,que ali permaneceram por décadas,só saindo por causa de problemas com o governo da época da ditadura militar no país.Também foi Marlene a madrinha de um de seus frenéticos fãs,o jovem Luiz Machado,que veio a ser locutor comercial dos programas, de Manoel Barcelos. Participou também de outros programas, como o de César de Alencar, o de Paulo Gracindo, bem como Gente que brilha, Trem da alegria, Show dos bairros e o de José Messias,porem o jovem locutor Luiz Machado,deixou a rádio,também com problemas com o governo da ditadura militar,saido junto com Cesar de Alencar,e vários outros artistas,que não se enquadravam àquele regime governamental.Luiz posteriormente dedicou-se aos estudos,não voltando ao rádio,devido a variações em suas cordas vocais,embora não concluindo a faculdade de direito de Valença/RJ.Deixou a faculdade para seguir a profissão de Motorista de ônibus em turismo rodoviário,porém mantendo-se como fã fiel á grande Marlene,a quem agradece até os dias de hoje,atualmente com 59 anos a oportunidade por ela oferecida. Marlene manteve o título ainda pelo ano seguinte. Ela então passou a ser cantora exclusiva do programa Manuel Barcelos, enquanto que Emilinha tornou-se exclusiva do de César de Alencar. Ainda naquele ano, gravou dois de seus maiores sucessos, acompanhada d'Os Cariocas, Severino Araújo e Orquestra Tabajara: os baiões Macapá e Que nem jiló (Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga). Participou da revista Deixa que eu chuto, no Teatro João Caetano, no Rio. Atuou intensamente no teatro musicado, excursionando pelo exterior e por todo o Brasil em inúmeros espetáculos. Participou também do filme Tudo Azul, ao lado do futuro marido Luís Delfino, produzido por Rubens Berardo e dirigido por Moacyr Fenelon.

Discografia

Marlene apresenta sucessos de Assis Valente (1956) Sinter LP
Vamos cantar com Marlene (1957) Sinter LP
Explosiva (1959) Odeon LP
Caixinha de saudade (1960) Odeon LP
Sassuarê (1963) Continental LP
Carnavália-Eneida conta a história do carnaval Vol. 1 (1968) MIS LP
Carnavália-Eneida conta a história do carnaval Vol. 2 (1968) MIS LP
É a maior (1969) RGE/Fermata LP
VII Festival Internacional da Canção Popular (1972) Som Livre LP
Na transa do carnaval (1973) RCA Victor LP
Quando as escolas se encontram (1973) RCA Camden LP
MPB-Grandes Autores/Monsueto (1973) RCA Camden LP
Convocação geral (1973) Som Livre LP
Botequim (1973) RGE LP
Estas dão audiência (1974) Odeon LP
Carnaval de todos os tempos (1974) Continental LP
Te pego pela palavra (1974) Odeon LP
O dinheiro na música popular (1976) V. SOM LP
Marlene-Os ídolos da MPB nº 18 (1976) Continental LP
40 anos de Rádio Nacional (1976) Phillips LP
Prazer em conhecê-lo (1976) PA LP
Antologia da marchinha (1977) Phonogram LP
Os ídolos da MPB-Vol. 26 (1977) LP
As Rainhas do rádio (1979) Bandeirantes Discos LP
Ópera do malandro (1979) Phonogram LP
100 anos de MPB. Vol. III (1979) Tapecar/Projeto Minerva LP
100 anos de MPB-Vol. IV (1979) Tapecar/Projeto Minerva LP
Os melhores sambas enredo (1979) Gala LP
Há sempre um nome de mulher (1987) LBA/Pronave? Banco do Brasil LP
Os ídolos do rádio VII (1988) Collector's LP
Marlene, Meu bem (1996) Revivendo CD
Estrela da manhã (1998) Leblon Records CD




Canções

Apito no samba, Luís Antônio e Luís Bandeira (1959)
Baião no deserto, Abel Ferreira, Paulo Tapajós e Zé Meneses (1953)
Bom que dói (Old fashioned Bahia), Aloísio de Oliveira e Luís Bonfá (1958)
Brigas, nunca mais, Tom Jobim e Vinicius de Moraes (1959)
Canoeiro, Dorival Caymmi (1958)
Coitadinho do papai, Augusto Garcez e Henrique de Almeida, com os Vocalistas Tropicais (1947)
Couro do falecido, Jorge de Castro e Monsueto (1955)
Dona Vera tricotando, Humberto Teixeira e Luís Gonzaga (1950)
É Madrugada,Luiz Machado e Ricardo Mariano (1967)
É sempre o papai, Miguel Gustavo (1954)
Eva, Haroldo Lobo e Milton de Oliveira (1952)
Gente do morro, Benê Alexandre, Getúlio Macedo e Manuel Santa (1953)
Lata d'água, Luís Antônio e J. Júnior, com Radamés Gnattali & Orquestra (1952)
Macapá, Humberto Teixeira e Luís Gonzaga, com Os Cariocas, Severino Araújo e Orquestra Tabajara (1949)
Marlene, meu bem, Mário Lago (1955)
Mora na filosofia, Arnaldo Passos e Monsueto (1954)
O casamento de Rosa, Luiz Gonzaga e Zé Dantas (1950)
O gondoleiro (Le gondolier), Jean Broussole e Pete de Angelis, versão de Sérgio Porto (1958)
O lamento da lavadeira, João Vieira Filho, Monsueto e Nilo Chagas (1956)
Patinete no morro, Luís Antônio (1954)
Piririm, Humberto Teixeira e Zé Dantas, com Trio Madrigal e Trio Melodia (1951)
Que nem jiló, Humberto Teixeira e Luís Gonzaga, com Os Cariocas, Severino Araújo e Orquestra Tabajara (1949)
Rock'n'roll, Vital Lima (1974)
Sapato de pobre, Luiz Antônio e J. Júnior (1951)
Saudosa maloca, Adoniran Barbosa (1955)
Tome polca, José Maria de Abreu e Luiz Peixoto, com Guio de Morais & Seus Parentes (1950)
Zé Marmita, Brasinha e Luís Antônio (1953)

Trabalhos como atriz na televisão

1999 - Chiquinha Gonzaga
1984 - Viver a Vida
1981 - O Amor É Nosso .... Mayra
1971 - Bandeira 2
Foi convidada para uma participação especial na telenovela Helena (Rede Manchete, 1987), mas o trabalho acabou não se concretizando.

No cinema

1982 - Profissão Mulher
1978 - A Volta do Filho Pródigo
1967 - Carnaval Barra Limpa
1959 - Quem Roubou Meu Samba?
1958 - O Cantor e o Milionário .... Irene
1955 - Adiós, Problemas
1954 - Matar ou Correr
1953 - Balança, Mas Não Cai
1952 - Tudo Azul .... Maria Clara (intérprete: "Eva" (Haroldo Lobo e Milton de Oliveira)
1950 - Todos por Um
1950 - Um Beijo Roubado
1949 - Pra Lá de Boa
1949 - Caminhos do Sul
1948 - Esta É Fina
1946 - Caídos do Céu
1945 - Pif-Paf .... Maria
1945 - Loucos por Música
1944 - Corações sem Piloto

" DIRCINHA BATISTA "


Dirce Grandino de Oliveira (São Paulo, 7 de abril de 1922 - 18 de junho de 1999), conhecida como Dircinha Batista, foi uma atriz e cantora brasileira. Era filha de Batista Júnior e irmã de Linda Batista.
Dircinha Batista foi uma cantora de enorme sucesso. Em mais de quarenta anos de carreira, ela gravou mais de trezentos discos em 78rpm, com muitos grandes sucessos, especialemente músicas carnavalescas. Trabalhou em dezesseis filmes. Uma criança prodígio, Dircinha começou a se apresentar em festivais aos seis anos de idade. Ela começou a participar dos shows de seu pai no Rio de Janeiro e em São Paulo a partir daquele ano. Em 1930, aos oito anos, gravou seu primeiro disco, para a Columbia, com duas composições de Batista Júnior, "Borboleta Azul" e "Dircinha". Em 1931, ela se tornou um membro do programa de Francisco Alves na Rádio Cajuti, onde trabalhou até seus dez anos, então se mudou para o Rádio Clube do Brasil. Em 1933, ela gravou "A Órfã" e "Anjo Enfermo", de Cândido das Neves, com acompanhamento do compositor ao violão, junto de Tute. Aos treze anos, participou do filme "Alô, Alô, Brasil" e, no ano seguinte, de "Alô, Alô, Carnaval" (ambos de Wallace Downey). Em 1936, gravou dois discos pela Victor.

Em 1937, Benedito Lacerda convidou-a para gravar seu samba "Não Chora" com ele, como solista (com Darci de Oliveira). Depois da gravação, não sabendo o que usar no outro lado do disco, ele pediu a Nássara (que estava no estúdio) para dar a ela uma de suas canções. Nássara só tinha a primeira parte de uma marchinha, mas logo a finalizou e Batista gravou seu primeiro grande sucesso, "Periquitinho Verde", que estourou no Carnaval do ano seguinte.

Em 1938, Batista trabalhou nos filmes "Futebol em Família" (J. Ruy), "Bombonzinho" e "Banana da Terra", e, em Belo Horizonte, MG, recebeu a faixa de melhor cantora do governador Benedito Valadares. Gravou "Tirolesa" (Oswaldo Santiago e Paulo Barbosa), um dos grandes sucessos do Carnaval de 1939, e venceu um concurso promovido pelo jornal "O Globo" para escolher a cantora preferida da capital federal. No mesmo ano, Batista teve muitos outros sucessos: "Moleque Teimoso" (Jorge Faraj e Roberto Martins), "Era Só o Que Faltava" (Oscar Lavado, Raul Longras e Zé Pretinho), "Mamãe, Eu Vi um Touro" (Jorge Murad e Oswaldo Santiago). Em 1940, teve sucesso no Carnaval com "Katucha" (Georges Moran e Oswaldo Santiago) e participou do filme "Laranja da China". Batista também teve sucesso com "Upa, Upa", "Nunca Mais" (ambas de Ary Barroso), "Acredite Quem Quiser" (Frazão e Nássara) e "Inimigo do Batente" (Germano Augusto e Wilson Batista). No mesmo ano, assinou um contrato milionário com a Rádio Ipanema e fez sua primeira turnê internacional (Argentina). Em 1941, participou do filme "Entra na Farra" e, três anos depois, de "Abacaxi Azul". Em 1945, Batista fez sucesso com "Eu Quero É Sambar" (Alberto Ribeiro e Peterpan). Em 1947, participou do filme "Fogo na Canjica". Em 1948, foi coroada Rainha do Rádio. Em 1952, trabalhando na Rádio Nacional e no Rádio Clube, apresentou o programa "Recepção" no Rádio Clube, o qual era dedicado aos compositores populares brasileiros. Sua atuação neste programa lhe rendeu uma placa de prata na SBACEM e um troféu pela UBC.

Em 1953, atuou no teatro pela segunda e última vez (a primeira foi em 1952) e teve um de seus maiores sucessos com "Se Eu Morresse Amanhã de Manhã" (Antônio Maria). Em 1954, atuou no filme "Carnaval em Caxias", e depois em "Guerra ao Samba" (1955), "Tira a Mão Daí" e "Depois Eu Conto" (1956), "Metido a Bacana" (1957), "É de Chuá" (1958) e "Mulheres à Vista" (1959). No Carnaval de 1958, fez sucesso com "Mamãe, Eu Levei Bomba" (J. Júnior e Oldemar Magalhães). Em 1961, ela foi contratada pela TV Tupi. Ainda fez sucesso em 1964 com "A Índia Vai Ter Neném" (Haroldo Lobo e Milton de Oliveira).

Desgostosa pela falta de memória nacional e abalada pela morte da mãe para de cantar na década de 1970. Nos anos 1980, conhece o cantor José Ricardo que ampara ela e as irmãs (Odete e Linda), acolhendo-as como membros de sua família. No final dos anos 1980 é lançado o musical ´Somos Irmãs´, estrelado por Nicette Bruno e Suely Franco, que conta a história de vida das cantoras.



Principais sucessos

A índia vai ter neném!, Haroldo Lobo e Milton de Oliveira (1964)
Abre alas!, Chiquinha Gonzaga (1971) duo com Linda Batista
Alguém como tu, José Maria de Abreu e Jair Amorim (1952)
Casinha de sapé, Brasinha e Klécius Caldas (1965)
Chico Brito, Afonso Teixeira e Wilson Batista (1950)
Dança do urso, Arnaldo Paes e Max Bulhões (1942)
Ela foi fundada, Arnô Provenzano, Oldemar Magalhães e Otolino Lopes (1957)
Estranho amor, Garoto e David Nasser (1951)
Inimigo do batente, Germano Augusto e Wilson Batista (1940)
Mamãe, eu levei bomba, J. Júnior e Oldemar Magalhães (1958)
Máscara da face, Armando Cavalcanti e Klécius Caldas (1953)
Não é vantagem, Nelson Ferreira e Oswaldo Santiago (1940)
Nunca, Lupicínio Rodrigues (1951)
O primeiro clarim, Rutinaldo e Klécius Caldas (1970)
Pirata, Alberto Ribeiro e João de Barro (1936)
Periquitinho verde, Nássara e Sá Róris (1937)
Pindamonhangaba, Pedro Caetano e Wilson Batista (1951)
Quando o tempo passar, David Nasser e Herivelto Martins (1951)
Quem já sofreu, Felisberto Martins e Luiz Soberano (1949)
Rio, Ary Barroso (1949)
Senhora (Señora), Orestes Santos, versão de Lourival Faissal (1952)
Última orquestra, Brasinha e Newton Teixeira (1971)
Upa, upa! (Meu trolinho), Ary Barroso (1940)
O sanfoneiro só tocava isso, Geraldo Medeiros e Haroldo Lobo (1950)

Filmografia

Carnaval Barra Limpa (1967)
007 e Meio No Carnaval (1966)
O Viúvo Alegre (1960)
Entrei de Gaiato (1959)
Mulheres À Vista! (1959)
É de Chuá (1958)
Metido A Bacana (1957)
Depois Eu Conto (1956)
Tira a Mão Daí! (1956)
Guerra Ao Samba (1955)
Carnaval Em Caxias (1953)
É Fogo na Roupa (1952)
Está Com Tudo (1952)
Carnaval No Fogo (1949)
Eu Quero É Movimento (1949)
Folias Cariocas (1948)
Esta É Fina! (1948)
Fogo Na Canjica (1947)
Não Adianta Chorar (1945)
Abacaxi Azul (1944)
Entra Na Farra (1941)
Laranja da China (1940)
Onde Estás, Felicidade? (1939)
Banana da Terra (1938)
Futebol Em Família (1938)
Bombonzinho (1937)
João Ninguém (1936)
Alô, Alô Carnaval (1936)
Alô, Alô Brasil (1935)

Curiosidades

Dublou Dinah Shore na versão em português de "Música, maestro!", da Disney. A canção que ela canta no filme, Two silhouettes (Charles Wolcott e Ray Gilbert), que, com a versão de Aloysio de Oliveira, ficou conhecida no Brasil como Dois corações, foi lançada em disco pela Continental.
Foi a primeira, junto de Linda Batista, a gravar Abre alas! de Chiquinha Gonzaga na íntegra. Até então, a música era conhecida apenas por retalhos e enxertos em outros discos.

" LINDA BATISTA "


Florinda Grandino de Oliveira (São Paulo, 14 de junho de 1919 — 17 de abril de 1988), mais conhecida como Linda Batista, foi uma cantora e compositora brasileira. Era filha de Batista Júnior e irmã de Dircinha Batista.
Começou sua carreira acompanhando sua irmã mais nova ao violão durante suas apresentações. Em 1936, teve que substituir a irmã no programa de Francisco Alves na Rádio Cajuti, obtendo boa aceitação do público. Também naquele ano, participou, ao lado de Dircinha, do filme Alô, Alô, Carnaval.
Linda precisou de apenas um ano para se consagrar como cantora. Em 1937, foi a primeira cantora a ser eleita Rainha do Rádio, título que manteve por onze anos consecutivos. O concurso foi realizado no Iate dos Laranjas, barco carnavalesco atracado na Esplanada do Castelo, no centro do Rio de Janeiro. Pouco depois, como contratada da então nova Rádio Nacional, fez uma excursão de grande sucesso no Norte e Nordeste que durou seis meses, começando por Recife, PE. Ali, apresentou-se no Teatro Santa Isabel, cantando músicas de Capiba acompanhada da Jazz-Band Acadêmica.




Sucessos

A pátria está te chamando, Grande Otelo (1943)
Amor passageiro, Jorge Abdalla e Zé Kéti (1952)
Bis, maestro, bis!, Cristóvão de Alencar e J. Maia (1940)
Bambu, Fernando Lobo e Manezinho Araújo (1951)
Batuque no morro, Russo do Pandeiro e Sá Róris (1941)
Bom dia, Aldo Cabral e Herivelto Martins - c/as Três Marias (1942)
Calúnia, Lupicínio Rodrigues e Rubens Santos (1958)
Chico Viola, Nássara e Wilson Batista - c/Trio Madrigal (1953)
Coitado do Edgar, Benedito Lacerda e Haroldo Lobo (1945)
Criado com vó, Marambá (1946)
Da Central a Belém, Chiquinho Sales (1943)
Dona Divergência, Felisberto Martins e Lupicínio Rodrigues (1951)
Enlouqueci, João Sales, Luiz Soberano e Valdomiro Pereira (1948)
Eu fui à Europa, Chiquinho Sales (1941)
Foi assim, Lupicínio Rodrigues (1952)
Levou fermento, Monsueto (1956)
Madalena, Ary Macedo e Ayrton Amorim (1951)
Marcha do paredão, Armando Cavalcanti e Klécius Caldas (1961)
Me deixa em paz, Ayrton Amorim e Monsueto (1952)
Meu pecado, não, Fernando Lobo e Paulo Soledade (1953)
Migalhas, Felisberto Martins e Lupicínio Rodrigues (1950)
Nega maluca, Ewaldo Ruy e Fernando Lobo (1950)
No boteco do José, Augusto Garcez e Wilson Batista (1945)
O maior samba do mundo, David Nasser e Herivelto Martins - c/Nelson Gonçalves (1958)
Ó abre alas!, Chiquinha Gonzaga - c/Dircinha Batista (1971)
Palavra de honra, Armando Fernandes e Carolina Cardoso de Menezes (1955)
Prece de um sambista, Billy Blanco (1952)
Quem gosta de passado é museu, de sua autoria e Jorge de Castro (1964)
Quero morrer no carnaval, Luiz Antônio e Eurico Campos (1961)
Risque, Ary Barroso - c/Trio Surdina (1953)
Stanislau Ponte Preta, Altamiro Carrilho e Miguel Gustavo (1959)
Trapo de gente, Ary Barroso - c/Trio Surdina (1953)
Tudo é Brasil, Sá Róris e Vicente Paiva (1941)
Valsinha do Turi-turé, Custódio Mesquita e Ewaldo Ruy (1945)
Vingança, Lupicínio Rodrigues (1951)
Volta, Lupicínio Rodrigues (1957)

Filmografia

Alô, Alô, Carnaval (1936)
Maridinho de Luxo (1938)
Banana da Terra (1939)
Céu Azul (1940)
Tristezas Não Pagam Dívidas (1943)
Samba em Berlim (1943)
Abacaxi Azul (1944)
Berlim na Batucada (1944)
Não Adianta Chorar (1945)
Caídos do Céu (1946)
Não Me Digas Adeus (1947)
Folias Cariocas (1948)
Esta É Fina (1948)
Fogo na Canjica (1948)
Pra Lá de Boa (1949)
Eu Quero É Movimento (1949)
Um Beijo Roubado (1950)
Agüenta Firme, Isidoro (1951)
Tudo Azul (1952)
Está com Tudo (1952)
É Fogo na Roupa (1952)
Carnaval em Caxias (1954)
O Petróleo É Nosso (1954)
Carnaval em Marte (1955)
Tira a Mão Daí (1956)
Depois Eu Conto (1956)
Metido a Bacana (1957)
É de Chuá (1958)
Mulheres à Vista (1959)
Virou Bagunça (1960)

" MARY GONÇALVES "


Mary Gonçalves, nome artístico de Nice Figueiredo Rocha,
(Santos, 25 de outubro de 1927) é foi uma atriz e cantora brasileira.
Iniciou a carreira artística como atriz de cinema.
No início da década de 1950, foi contratada pela Rádio Nacional.
Estreou em disco em 1951, pela gravadora Sinter, interpretando os sambas-canção Penso em você e Só eu sei (Paulo Soledade e Fernando Lobo),
acompanhada de Lírio Panicali e seu conjunto de boate.
Em seguida, gravou o bolero Aquele beijo (Claribalte Passos e Lírio Panicali) e o samba-canção Chega mais (Pernambuco e Marino Pinto), com a orquestra de Lírio Panicali. Ainda nesse ano, gravou o samba São Paulo (Antônio Maria e Paulo Soledade) e a marcha Carnaval na Bienal (Heitor dos Prazeres). Nessa época, passou a atuar como contratada na Rádio Nacional.

Em 1952, foi eleita a Rainha do Rádio por 744.826 votos. Nesse ano, gravou pela Sinter o LP Convite ao romance no qual incluiu três composições de Johnny Alf: Estamos sós, O que é amar e Escuta. Lançou também, em disco de 78 rpm, os sambas-canção Rotina (Billy Blanco) e Vem depressa (Klécius Caldas e Armando Cavalcânti). No ano seguinte, gravou com Lírio Panicali & Orquestra o baião Coreana (Humberto Teixeira e Felícia de Godoy) e o bolero Aperta-me em teus braços (José Maria de Abreu e Jair Amorim). Gravou também o samba-canção Podem falar (Johnny Alf).
Em 1954, encerrou sua discografia na Sinter com o samba-canção Dentro da noite (Oscar Bellani e Luiz de França) e o beguine Não vá agora (Billy Blanco). No mesmo ano, foi contratada pela Odeon e gravou o bolero Obsessão (José Maria de Abreu e Jair Amorim) e o samba-canção Diga (Júlio Nagib). Gravou no ano seguinte o samba-canção Nem eu (Dorival Caymmi) e o baião Meu sonho (Luiz Bonfá).
Em 1956, gravou o samba Deixa disso (Newton Ramalho e Nanci Wanderley) e o samba-canção Patati-patatá (Hianto de Almeida e Francisco Anísio). Segundo o jornalista e pesquisador Sylvio Túlio Cardoso, ela "Gravou excelentes discos para a Sinter em 1951, mas os mesmos não tiveram boa repercussão devido a péssima qualidade técnica que o produto daquela gravadora ostentava na ocasião." Ainda na década de 1950, abandonou a carreira artística e foi viver na Colômbia.